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PERCIVAL PUGGINA

UMA CIVILIZAÇÃO QUE SE PERDEU

Há muitos anos, após debater num programa de rádio com importante líder comunista daqui do Rio Grande do Sul, prolongamos nossa conversa fora dos microfones. Subitamente, ele me diz: “Puggina, tenho inveja de vocês cristãos”. Diante de minha surpresa, explicou que reconhecia ser muito mais suave obedecer à lei de Deus do que à lei dos homens. Que o Estado e suas leis muitas vezes transbordavam para o arbítrio e para a violência e que a guia moral da religião parecia mais natural para contenção das paixões humanas.

Ao seu modo, ele estava manifestando uma compreensão daquilo que se denomina Direito Natural, ou intuindo a universalidade da lei moral, ou a influência positiva da moral judaico cristã, ou reconhecendo méritos na civilização ocidental cristã, ou no cristianismo cultural, ou algo de cada um desses fatores.

Pois é… Essa conversa ocorreu há tanto tempo! Mas se há uma constatação que se pode fazer sem medo de errar é que já então a lei de Deus vinha sofrendo acelerado “revogaço” em todo o Ocidente outrora dito cristão. Esse foi o caminho encontrado por aqueles que tinham para a humanidade um projeto de poder que não podia conviver com a prevalência de Deus, da família, do mercado e do sentimento de pátria na cultura dominante. O Estado e apenas ele tinha que se sobrepor de modo absoluto, a tudo e a todos.

Como isso aconteceu? É tão fácil entender! O que se convencionou chamar de cristianismo cultural era um subproduto da prática religiosa cristã. Descrevia aquilo que meu interlocutor referido no início deste artigo, constatava e, ao seu modo, atribuía valor. Decorria da vida em conformidade com a fé. Da oração, dos sacramentos, da vida piedosa e virtuosa, do amor a Deus, ao próximo e a si mesmo. Quando estes elementos essenciais da religião que fundava a cultura ocidental foram perdendo sentido e sendo relativizados, restou uma corruptela do cristianismo e uma corruptela do cristianismo cultural, cujo resultado grita nas estatísticas sociais e nas práticas políticas.

Claro, escrevo como cristão e, neste particular, como conservador. Muitos hão de sustentar que vamos bem e progredimos. Essa divergência está no foco das disputas em curso na vida social, política e econômica da sociedade brasileira.

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SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

ATOS DE ARREPENDIMENTO E SUSPIROS DE AMOR – Gregório de Matos

Ofendi-vos, meu Deus, é bem verdade,
É verdade, Senhor, que hei delinquido,
Delinquido vos tenho, e ofendido,
Ofendido vos tem minha maldade.

Maldade, que encaminha a vaidade,
Vaidade, que todo me há vencido,
Vencido quero ver-me e arrependido,
Arrependido a tanta enormidade.

Arrependido estou de coração,
De coração vos busco, dai-me os braços,
Abraços, que me rendem vossa luz.

Luz, que claro me mostra a salvação,
A salvação pretendo em tais abraços,
Misericórdia, amor, Jesus, Jesus!

Gregório de Matos, Salvador-BA, (1636-1696)

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SOLIDÁRIO COM A PATOTA

Governo Lula publica aumento ao Auxílio Reclusão, que passará a ser de R$ 1.754,18, maior que o salário mínimo que não teve aumento

O Auxílio-reclusão teve reajuste pelo Ministério da Economia. Beneficiários que antes recebiam até R$ 1.212 por mês, agora o salário de contribuição terá como limite o valor de R$ 1.754,18.

Os novos valores foram oficializados pela Portaria Interministerial MPS/MF nº 26, publicada na quarta-feira (11), no Diário Oficial da União (DOU). O reajuste vale desde 1º de janeiro de 2023.

A medida foi publicada pelo Ministério do Trabalho e Previdência do governo Lula.

O auxílio-reclusão é pago a presidiários que estejam presos em regime fechado ou em regime semiaberto.

Enquanto isso o salário mínimo não terá aumento.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que não consegue dar aumento do salário-mínimo porque tudo consideram “gasto”.

* * *

Excelente notícia pra começar a semana!

Lapa de Ladrão mostrou uma tocante solidariedade pra com a sua cumpanherada.

Amigo é coisa pra se guardar no fundo do coração.

Esta novidade é magnífica e merece ser comemorada com uma canção.

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