ADONIS OLIVEIRA - LÍNGUA FERINA

BARRIL DE PÓLVORA CHAMADO BRASIL

Um barril de pólvora com pavio aceso.

Este é o retrato hoje, 07/08, do Brasil (Pindorama), país que se tornou independente de Portugal em 1822.

Três grupos políticos (os liberais conservadores, os comunistas/socialistas, e os indiferentes) compõem 99% da população de 210 milhões.

Os primeiros colonizadores foram os portugueses: Dom Pedro Álvares Cabral chegou à “ilha” de Vera Cruz em abril de 1500.

Atualmente, o caos é combatido pela população em manifestações conservadoras nas ruas em apoio ao governo, em combate aos protestos com foguetões, quebra-quebra, desvios milionários e assassinatos de dissidentes da ala comunista. Espera-se para breve invasão dos palácios dos governos e das residências oficiais do presidente da república, dos governadores, dos ministros dos tribunais superiores e de políticos mais alinhados com estas práticas.

A casa de alguns dos ministros mais odiados poderá vir a ser incendiada.

O ex-presidente, e ex-presidiário por corrupção braba, fugirá do país em um jato particular, juntamente com a nata da ala comunista, e se encontrarão em Cuba.

O presidente é o chefe de estado, governo e militar, mas vem sendo tolhido em muitas das suas responsabilidades executivas através de incontáveis iniciativas dos ministros do STF, que acatam sucessivas solicitações dos partidos de esquerda, mesmo que nanicos e sem representação parlamentar significativas.

O grupo esquerdista, liderado por Lula da Silva, que dominou a política do Brasil por duas décadas, sempre com forte apoio dos corrompidos meios de comunicação, tornou-se presidente em 2002.

Por que esse país da América do Sul, habitado principalmente por mestiços descendentes de três grupos étnicos diferentes, chegou a tal ponto de instabilidade?

Desde cerca de quatro anos que as capitais estaduais são tomadas por imensas multidões em apoio ao governo nas ruas.

O Brasil está atualmente com uma situação financeira invejável e não tem problema de acesso a moedas estrangeiras como o dólar ou o euro para pagar suas importações — o que inclui alimentos, remédios e combustível, devido aos altos e sucessivos superávits da sua balança comercial, especialmente decorrente do agronegócio.

Na recente crise mundial de combustíveis, foi decretada a redução dos impostos na venda de gasolina, álcool e diesel a consumidores privados, tornando-se o primeiro país a implementar essa medida no mundo. Como consequência, os preços caíram significativamente. As escolas voltaram a funcionar normalmente e milhões de pessoas passaram a trabalhar em empregos formais, reduzindo drasticamente o desemprego.

O turismo, uma das fontes de renda, está em forte recuperação, pelo fato do medo de viajar para o país após a pandemia ter se mostrado uma tempestade em copo d´água.

A situação atual é de tranquilidade e de comando total por parte do governo, sendo necessário apenas a extinção dos focos de terrorismo oficial articulado pela minoria comunista, adeptas da destruição da economia do país para que possam retomar o poder, desta vez para não largar mais.

Analistas defendem que o Brasil precisa de um consenso entre diferentes linhas partidárias, e do Governo, para traçar uma estratégia desenvolvimento a curto-médio prazo, alternativa totalmente inviável devido à forte polarização instalada.

Um bom sinal é que as forças militares tentam evitar ser parte no conflito. Não desejam envolvimento na crise política.

O exército do Brasil é majoritariamente profissional e conservador, e os apoiantes dos protestos são na maioria deste grupo. Os grupos minoritários mantiveram-se em segundo plano nas manifestações.

Por isso, não é de se esperar que os líderes militares usem força brutal contra os grupos majoritários que se manifestam pacificamente e em apoio ao atual governo.

O esforço da comunidade internacional, envenenada abundantemente por campanhas altamente mentirosas e dissociadas da realidade, e sempre insufladas pela esquerda mais radical, tem sido no sentido de exagerar todas as violências como sendo de origem governamental, a fim de justificar uma transição política conflituosa que os assegure a volta ao poder mesmo estando em minoria. Suas alegações altamente hipócritas são sempre embasadas com argumentos a respeito dos direitos humanos, à vida e à propriedade, embora ajam sempre de forma diametralmente oposta.

DEU NO TWITTER

FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

LEITURAS OPORTUNAS

Durante as minhas últimas miniférias juninas, devidamente assessoradas pela Sissa, sempre presente e fiscalizante, resolvi consultar, por e-mail, alguns companheiros de viagem terrestre, total de 32, das Ciências Humanas, residentes em doze estados brasileiros, sobre leituras que muito os impactaram. De notoriedades diferenciadas, carreiras profissionais envolvendo ensino, pesquisa, escriturâncias, debates e militâncias, suas indicações me conduziram a momentos de muita certeza no tocante ao futuro da humanidade. Apesar dos inúmeros angustiantes instantes contemporâneos, quando os acinzentamentos provocados pelas ambições de um neoliberalismo que se está agigantando para um ambicionado todo um sempre nada promissor, recebi respostas entusiasmentes.

As leituras abaixo eleitas, dentre as citadas mais de cinco vezes, bem demonstram o atual momento leitoral brasileiro, a refletir anseios de uma sociedade que se vê necessitada de uma compreensão mais consistente do seu todo e das suas partes, incluindo os versos e os reversos das situações econômicas, sociais, religiosas, militares e políticas de um mundo em renascença. Enumero-as, abaixo, em nenhum momento levando na devida consideração a ordem de magnitude das leituras citadas.

1. Sobrados e Mucambos, de Gilberto Freyre, editora Global, com uma apresentação de Roberto Da Matta, atualmente Professor Emérito da Universidade de Notre Dame, EEUU. Livro muito beneficiado, segundo o próprio DaMatta, pelas notáveis coordenações de Edson Néry da Fonseca, Guillermo Giucci e Enrique Rodriguez Larreta, quando da elaboração crítica de Casa Grande & Senzala. Diz DaMatta: “O que tenta Gilberto demonstrar, correndo o risco de ser chamado reacionário e um ideólogo de um escravismo doce, é que o sistema funcionava hierarquicamente. As diferenças não corriam em paralelo, mas faziam parte de uma geometria social de inclusão, uma figura na qual os senhores englobavam, mas eram também englobados por seus escravos, com os quais mantinham laços de interdependência”.

2. O Atiçador de Wittgenstein, de David Edmonds e John Eidinow, Difel – narrativa jornalisticamente inteligente, com sinais de muita pesquisa investigatória, contando o entrevero acontecido entre Ludwig Wittgenstein e Karl Popper, em outubro de 1946, quando de uma das reuniões da Associação de Ciências Morais de Cambridge, que contava, na ocasião, com a presença de Bertrand Russell, para quem “suas avalanchas (de Wittgenstein) fazem as minhas parecerem meras bolas de neve”.

3. O terceiro texto – Nas Sendas do Judaísmo, Walter Rehfeld, Perspectiva – me deixou mais próximo de Saulo Gorenstein, Arão Parnes, Estellinha Parnes, Germano Haiut e tanto outros queridos irmãos hebreus. O texto do Rehfel, destinado a pequenos cursos, ensaios, palestras e artigos publicados na Resenha Judaica, é fonte erudita – sem pedantismos academicistas – para se ampliar o conhecimento sobre o Judaísmo, suas origens, sua filosofia, suas maneiras de ser e de ter, naturalmente. Um excelente requisito para se ler com mais clarividência o estudo de Jacques Attali não muito recentemente lançado pela Futura sob título Os judeus, o dinheiro e o mundo, com prefácio de Henry Sobel.

4. O quarto texto é oportuno, numa hora de novas ebulições ministeriais. Lançado pela Autêntica, e intitulado A economia política da mudança – os desafios e os equívocos do início do governo Lula -, contém análises que certamente contribuirão para a implementação de debates eleitorais de alto nível, onde o futuro brasileiro seguramente sobrepairará sobre os disse-me-disses e mimimis das campanhas políticas. O mote dado pelo João Antônio de Paula, organizador: “Queremos fazer uma crítica solidária, de esquerda, mas não há como fugir dos problemas, não dá para abrir mão da crítica”. O exemplo do Titanic não pode ser esquecido pelos “com-certezas” da cúpula governista, que se imaginam caminho único para espraiar vida mais decente para todos os segmentos sociais.

5. Muito apreciaria ver os amigos fubânicos lendo um dos livros citados, páginas que me deixaram bem mais alegre e esperançoso, apesar das imensas perspectivas negativistas que ainda pairam sobre nosso continente: Diderot e a Arte de pensar livremente, Andrew S. Curran, São Paulo, Editora Todavia, 2022, 388 p. Um estudo exemplar sobre um ser humano encantador. Uma personalidade cada vez mais independente, trezentos anos depois da sua desencarnação. Uma leitura binoculizadora para os pensantes de todos os níveis de espiritualidade, jogando na lata do lixo existencial os negativismos nunca incultos e sectários nunca metidos a merdantários (mandatários de merda).

Vale a pena dar uma mergulhada em todos os livros mais citados, sempre rabiscativamente.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

SCHIRLEY – CURITIBA-PR

Domingo … Almanaque “FF”

BREVE (?) INTRODUÇÃO

DOMINGO ESPECIAL (especialíssimo)

SURPRESAS

– Breve (?) introdução

Não sei se conseguirei ser “breve” mas (ei-lo) tentarei não seguir Sancho com sua sempre “pequena” e brilhante coluna.

Como fazer com que os dedos acompanhem a velocidade dos pensamentos. Como traduzir em palavras (com a facilidade do menino dos cocos) os sentimentos encapsulados no JBF “day by day”?

O começo …

Em uma noite já um tanto distante, me deparo com um blog de nome esquisito “Jornal da Besta Fubana”. Uma miscelânia nunca vista antes. Não poderia deixar de ver do que se tratava. Muitos colunistas eu já acompanhava em outros “canais”. Outros fui conhecendo aos poucos. Um belo dia, um artigo me chama atenção por eu ter passado por tudo que naquele texto estava escrito.

A indignação foi absurda (conteúdo de “desorientação” sexual nas escolas). Resolvo, num reflexo, postar um comentário. Pronto.

Entrei em um caminho sem volta… (deve acontecer com a grande maioria dos colunistas e dos leitores e dos comentaristas).

Para minha grande surpresa, na sequência, recebo um comentário sobre o meu comentário (não vou entrar em detalhes). Naquele exato momento encontrei a ponta do novelo. Passei a acompanhar mais de perto o brilhante colunista e, dali em diante, só felicidade, aprendizado, generosidade, carinho, confiança, amizade (já já falaremos a respeito) etc, etc, etc.

Desenrolando o novelo passei a me comunicar com o editor (cabra da peste). Trocamos fuxicos de montão e aprendi a conhecê-lo e admirá-lo como escritor e como amigo. Sabe muito de mim bem como eu sei muito dele. O suficiente para poder dizer que o amo incondicionalmente.

Uma coisa puxa a outra e lá fui eu me aventurar nos comentários em outras colunas. Hoje, agradeço imensamente a quem me apresentou o JBF, àquele primeiro comentário (nascia ali o SS) e a tudo que acontece desde então.

O JBF hoje é como arroz e feijão, tem que ter todos os dias. Um vício como diz Berto. Eita vício danado de “bão”;

Continue lendo

PENINHA - DICA MUSICAL