DEU NO X

BERNARDO - AS ÚLTIMAS NOTÍCIAS

DEU NO JORNAL

TURISMO PETÊLHO

O Ministério Público do Rio abriu inquérito contra a ministra Daniela Carneiro (Turismo).

Em sua campanha para deputada federal, ela pagou R$ 1 milhão para gráfica inexistente no endereço informado.

* * *

Coerência petralha.

Como ela é Ministra do Turismo, fez o milhão viajar.

Tudo certo. Dentro da lógica.

“Eu também adoro viajar, ministra. Eu e meus milhão!!!”

DEU NO X

BERNARDO - AS ÚLTIMAS NOTÍCIAS

RLIPPI CARTOONS

ALEXANDRE GARCIA

PT ACABOU COM A AUTONOMIA DA PETROBRAS

Petrobras

Anúncio de redução dos três combustíveis ocorre no mesmo dia em que a Petrobras anunciou nova política de preços

A grande novidade hoje é o novo preço da gasolina e do diesel, que devem cair 12%, e do gás de cozinha, que pode cair 21%. Vamos ver se as contas da Petrobras resistem a isso. Claro que, como pagador de combustível, eu estou satisfeito, mas não sei se isso mantém a nossa estatal, que passou a dar lucro depois que entrou na avaliação técnica, sem interferência política do governo. Agora, parece que a autonomia da Petrobras foi para as cucuias. Para começar, um senador do PT cujo mandato havia acabado foi nomeado para a presidência da Petrobras; portanto, está lá para exercer a política do governo do PT dentro da estatal. Que perigo! E não digo isso inventando história, porque eu vi, todos nós vimos o que aconteceu durante as investigações da Lava Jato. Mas Jean-Paul Prates, o presidente da Petrobras, já foi chamado pelo senador Alessandro Vieira (PSDB-SE) para explicar como é que vai funcionar isso.

Desligamo-nos da paridade internacional. Os compradores de ações da Petrobras gostaram, foram atrás, a procura forçou uma alta de 5%. É bom lembrar que 36% das ações estão com o governo; 21%, com aqueles fundos americanos, e existem uns 750 mil acionistas brasileiros. O que estamos vendo é que foi embora a autonomia da Petrobras. No governo Bolsonaro havia a maior discussão sobre manter a autonomia da Petrobras, e foi o que aconteceu. Agora, ela se foi. Como no tempo de Dilma, quando os preços eram políticos, demagógicos, de política populista. E este também pode ser um artifício para forçar o Banco Central a baixar a Selic, pois, com o combustível mais barato, a inflação vai cair, e aí o que o Banco Central vai dizer? E também temos os que investiram em renda fixa. Se os juros mudarem, muda a expectativa da renda fixa, então tudo isso está em jogo.

* * *

TRF4 reverte decisão de novo juiz da Lava Jato

O Tribunal Regional Federal da 4.ª Região, em Porto Alegre, que é um tribunal revisor de segunda instância, cancelou uma decisão do juiz Eduardo Appio, de Curitiba, que substituiu Sergio Moro e aliviou Sérgio Cabral em 14 anos e dois meses, alegando que Moro havia dado a sentença e que ele era suspeito. Qual é a suspeita de Sergio Moro? Ter conversado com Deltan Dallagnol? Vocês já viram algum juiz não conversar com o Ministério Público e com advogados de defesa? Aqui todo juiz conversa, e há necessidade disso, é óbvio. Esse é que foi o “pecado” de Moro e Dallagnol. Mas o desembargador Thompson Flores não caiu nessa. Afinal, Cabral está condenado a 400 anos, mas está solto – está mais livre que Anderson Torres, que está condenado a zero anos, não tem nenhuma condenação. Esse é o Brasil de hoje, muito, muito esquisito.

* * *

Lula gasta milhões no cartão, mas o problema são os R$ 8,6 mil do Bolsonaro?

Outra esquisitice é discutir esses R$ 8,6 mil em contas de Bolsonaro e da mulher dele, pagos em dinheiro, no banco, pelo ajudante de ordens. É a obrigação de todo ajudante de ordens do mundo; o cargo existe para isso, resolver os problemas pessoais do presidente. O cartão de crédito, o cartão pessoal de Bolsonaro, não foi sequer liberado, ele nunca desbloqueou o cartão; o cartão corporativo sim, da Presidência da República, que paga combustível de avião, a comida nas viagens ao exterior – aliás, a comida de Bolsonaro é pizza e Coca-Cola. Para reduzia a conta de luz, ele cortou o aquecimento da  piscina, mandava apagar as luzes do palácio. Vida de caserna, com parcimônia, e ainda assim estão fazendo barulho.

Já o cartão corporativo do presidente Lula, só em quatro meses, já chegou a R$ 12 milhões. No primeiro governo dele, foram R$ 59 milhões; no segundo, R$ 48 milhões. No primeiro governo Dilma, mais R$ 42 milhões. Então, é tudo propaganda. Estão todos falando em fake news, querendo acabar com fake news. Pois fake news é a propaganda enganosa que conhecemos desde sempre, feita escolhendo você como vítima, como ingênuo, contando que você vai acreditar.

BERNARDO - AS ÚLTIMAS NOTÍCIAS

DEU NO JORNAL

LULA QUER RESGATAR A INDÚSTRIA NAVAL E, COM ELA, MAIS INEFICIÊNCIAS, DESPERDÍCIOS E, TALVEZ, CORRUPÇÃO

Paulo Uebel

Rio de Janeiro (RJ), 23.03.2023 – Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, visita o Complexo Naval de Itaguaí, na região metropolitana do Rio de Janeiro. No local está sendo desenvolvido o Programa de Submarinos da Marinha do Brasil, o ProSub. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, visita o Complexo Naval de Itaguaí, na região metropolitana do Rio de Janeiro

Nosso atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) parece querer resgatar os insucessos do passado. O fato é que o petista não gosta só de descobrir erros novos (e jogar o preço do aprendizado na conta do povo), mas também de retomar os antigos. A volta do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que se resumiu em obras abandonadas, atrasadas e superfaturadas, é um exemplo. Mas agora temos outro exemplo ruim do passado voltando a nos assombrar: a produção estatal de navios.

Já que no hospício jurídico do Brasil não adianta mais discutir a função do estado na sociedade — se ele tem ou não atribuição de ser empresário e construir navios —, vamos refrescar a memória de quem já viu esse filme e torná-lo conhecido para quem é muito jovem e não sabe disso.

Em 2004, o governo Lula I criou o Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef) I, da Petrobras Transpetro. O II viria a ser lançado em 2008. A ideia era reativar a indústria naval brasileira, com nacionalização da produção de 65% e promoção da renovação da frota nacional de petroleiros. Na época, o objetivo era se consolidar como a maior armadora da América Latina, e assim reduzir a dependência da Petrobras de embarcações afretadas. Na propaganda, eram mostrados navios reluzentes, na prática, existiam esquemas que podemos chamar de, no mínimo, duvidosos.

Em julho de 2006, o Senado Federal recebeu um pedido de Lula para aumentar o limite de endividamento da Transpetro em até R$ 5,6 bilhões para a realização do Promef. Lula justificou o pedido alegando que a Transpetro estava com frota envelhecida, que atendia apenas a 16% das necessidades de transporte de carga da Petrobras, sendo a demanda restante atendida por afretamentos estrangeiros. Lula foi atendido pelo Senado, com apenas um corajoso e sensato voto contrário.

A primeira etapa do Promef, em 2007, visava construir quatro plataformas, 40 sondas de perfuração (28 construídas no país) e 44 navios (dos quais 23 seriam construídos no país e 19 afretados, além de 2 superpetroleiros). As informações são do relatório de 2013 A ver navios? A revitalização da indústria naval no Brasil democrático, do Ipea (Instituto de Política Econômica Aplicada). Até aqui, os problemas eram “apenas” o intervencionismo estatal, o incentivo à formação de cartéis e o desenvolvimentismo que atrasa a indústria e o comércio brasileiro há décadas. Mas a coisa piora. Os petistas decidiram dar um passo além.

Em 2010, impulsionados pela megalomania estatal petista, e por outros “incentivos” que depois foram explicitados, executivos da Petrobras decidiram criar a Sete Brasil, estatal que deveria construir e fornecer sondas para a Petrobras explorar o petróleo do pré-sal. “Eles conseguiram muito dinheiro do governo, dos fundos de pensão de estatais (é claro), bancos e empreiteiras como Odebrecht e Queiroz Galvão”, relembrou a revista Época em 2016.

A Sete Brasil deveria investir US$ 26,4 bilhões até o ano de 2020 para a construção de 29 sondas. Para alcançar esses objetivos, a Sete Brasil pretendia subcontratar estaleiros no país. A ideia atraiu R$ 8,2 bilhões em investimentos por parte dos interessados.

O problema foi que “nada disso aconteceu. Não só pelo fato de os sócios não serem especialistas em fazer algo sofisticado como uma sonda, mas porque o objetivo inconfesso dos criadores era outro”, revelou a revista Época, que teve acesso à denúncia da força-tarefa do Ministério Público Federal que tocava o braço da Operação Lava Jato sobre a Sete Brasil.

A conclusão dos investigadores foi de que a Sete Brasil não foi criada como uma estratégia econômica do Partido dos Trabalhadores para promover o desenvolvimento da indústria naval brasileira e criar novos empregos, mas, sim, para “expandir o esquema de corrupção”.

A Sete Brasil, portanto, foi criada para ser uma filial do Petrolão, o esquema de corrupção envolvendo o PT que desviou bilhões da Petrobras e se tornou o segundo maior esquema de corrupção do planeta. Os investigadores ainda ressaltaram no texto que a idealização do esquema da Sete Brasil foi “projeto idealizado e coordenado por Pedro Barusco, João Carlos Ferraz e João Vaccari (ex-tesoureiro do PT)”. Também ficou claro que o esquema tinha como objetivo enriquecer o PT.

Enquanto nas demais áreas da Petrobras as diretorias e as propinas eram divididas com PMDB e PP, a Sete Brasil era só do PT. “Estava tudo combinado com Vaccari: o valor da propina foi estabelecido em 0,9% do valor dos contratos. Ferraz e Barusco deveriam repassar o valor para Renato Duque, diretor de Engenharia da Petrobras. Dois terços do total eram encaminhados por Duque ao PT; o terço restante era dividido em duas partes, com metade para Duque e a outra metade rachada entre o trio Barusco, Ferraz e Eduardo Musa”, detalhou a Época.

Foi também por meio de um contrato da Sete Brasil que ao menos US$ 4,5 milhões foram parar numa conta offshore do marqueteiro de Lula, João Santana, na Suíça. Foram nove transferências do lobista ZwiSkornick, veterano da Petrobras, para a offshore Shellbill. As descobertas da Lava Jato levaram à prisão de Santana e de sua esposa Mônica Moura, em 23 de fevereiro de 2016. Este é só um exemplo do que Lula e seus aliados fizeram com o Brasil no passado com a desculpa de modernizar a frota nacional e produzir navios brasileiros.

No dia 4 de maio deste ano, o novo presidente da Transpetro, Sérgio Bacci, anunciou a criação de um grupo de trabalho para voltar a construir navios no Brasil. No Promef I, Lula prometeu 44 navios (sendo 23 brasileiros). Hoje em dia, quase duas décadas depois, a Transpetro tem apenas 26 navios, e aluga outros 10. Assim como no passado, a ideia também é trabalhar com conteúdo local, produção nacionalizada (e superfaturada, provavelmente). Imaginem o que a nova versão, turbinada, pode gerar de “resultados” para o país…

Nós já vimos esse filme. Vem aí um novo Promef que, décadas depois, tem pouca relevância para a indústria. Será que teremos, também, uma nova Sete Brasil em jogo para o Partido dos Trabalhadores “desenvolver” sua estratégia? Só quem vê com entusiasmo essa nova nacionalização de produção de navios é gente ingênua ou de caráter questionável. Esperamos que, desta vez, o Congresso aja diferente do passado, faça o seu papel e tente impedir esse absurdo. Os brasileiros não merecem pagar a conta de mais um programa desenvolvimentista que só gera desperdícios, atrasos e privilégios para os amigos do rei.

PENINHA - DICA MUSICAL