DEU NO X

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

DEU NO JORNAL

O DESCONDENADO QUE TORRAR MAIS DINHEIRO NOSSO

A construção do gasoduto na Patagônia, cuja obra foi prometida pelo presidente Lula ao homólogo argentino, nem sequer está sob análise em órgãos que precisam estar envolvidos em um projeto que vai subtrair dos brasileiros R$ 3,5 bilhões.

O BNDES, cujo cofre Lula prometeu abrir para a obra, confirmou que “não existe demanda ou previsão, por parte do BNDES, de financiar projeto de serviços de infraestrutura no exterior”. E empurrou o abacaxi para o Tribunal de Contas da União. Também não existe no TCU qualquer processo.

Indagado sobre “estudo, projeto ou demanda” do gasoduto, diz o TCU: “não localizamos no nosso sistema de pesquisa processos sobre o tema”

A pasta do Meio Ambiente disse que “não tem conhecimento sobre o projeto” que vai impulsionar a extração do poluente gás xisto.

A posição desses órgãos diverge do que foi dito por Lula na Argentina: “vamos criar as condições para fazer o financiamento”, citando o BNDES.

Logo após a eleição de Lula, autoridades argentinas comemoraram o contrato, estimado em US$ 689 milhões, equivalentes a R$ 3,5 bilhões.

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A expressão “subtrair dos brasileiros R$ 3,5 bilhões”, contida no primeiro parágrafo dessa nota aí de cima, resumo tudo.

Tá tudo dito: subtrair dos brasileiros.

O Ladrão Descondenado pretende seguir sua prática habitual e torrar nosso dinheiro com os parceiros canhotos.

A “insignificância” do valor do contrato é abestalhativa: R$ 3,5 bilhões.

ALEXANDRE GARCIA

UM OUTRO LADO SOBRE A QUESTÃO DOS YANOMAMIS

Índios yanomami em Roraima: alto índice de desnutrição foi bastante criticado em governos anteriores.

Índios yanomami em Roraima: alto índice de desnutrição foi bastante criticado em governos anteriores

Eu só ouço um lado nessa questão dos yanomamis. Então, vou contar o outro lado, que eu li em um artigo do José Altino Machado, um dos maiores conhecedores da Amazônia – e não é conhecedor de livro de biblioteca, de pegar o livro na estante.

Em um artigo na Gazeta do Amapá, ele escreveu, digamos, que daria a vida se fosse mentira: ele duvida que se encontre mercúrio metálico em algum yanomami doente. Disse que eu vão encontrar, sim, o metilmercúrio, que vem de barragens, do apodrecimento de árvores que não são retiradas das represas, de uma bactéria que apodrece as coisas da floresta, mas não o mercúrio metálico dos garimpos.

Ouvi também um deputado venezuelano dizendo: “olha, esses famintos que estão aparecendo lá, dá para se ver pela fala que são venezuelanos. São nossos; não são brasileiros.” Por fim, todo mundo levando comida para lá faz com que eu me pergunte: se as ONGs não resolveram a situação, o que estão fazendo lá? Será que a floresta, os rios, os recursos naturais não dão mais nada para as pessoas que moram lá? Como é que sobreviveram nos últimos 500 anos? Trata-se de um território do tamanho de Pernambuco, estado onde moram 9,2 milhões de brasileiros. Lá na reserva, vivem 30 mil pessoas.

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Eleição para a presidência do Senado

Também quero chamar atenção para a eleição desta quarta-feira (1º) no Senado. Na Câmara já está decidido que o presidente será Arthur Lira (PP-AL). No Senado, está entre Rogério Marinho (PL-RN) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que representa a manutenção do status quo, em que ele senta em cima de pedidos de esclarecimento que levariam a gente de volta ao estado de direito. Isso embora ele seja advogado.

Três partidos (PP, PL e Republicanos) lançaram Rogério Marinho, que já foi ministro, deputado e senador e que é uma grande figura. Tanto que fez um discurso mostrando que é preciso recuperar o estado de direito e que vai tratar todo mundo igualmente. Vai querer diálogo com o Judiciário, que extrapolou o seu o seu poder sobre o Legislativo.

O PT e o presidente Lula estão apoiando abertamente Pacheco. Diz o zum-zum de Brasília que ministro do Supremo está ligando para senador pedindo voto para Pacheco. Todo eleitor tem o direito primordial de cobrar de seu senador o voto, porque a origem da eleição do senador foi o voto do eleitor. É ele quem deve ligar ou mandar mensagem para seu senador pedindo para votar em determinado candidato.

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Rogério Marinho pode trazer de volta o estado de direito

É uma eleição que vai fazer diferença para o Senado. Pode representar uma volta ao estado de direito, o fim da censura, a garantia das liberdades básicas de expressão e de opinião. Mas a eleição de Marinho vai ser muito difícil. Pacheco está com um espírito de “já ganhou”. Quem está trabalhando por ele, fazendo campanha, é o senador Davi Alcolumbre (União-AM), que tem a garantia de que vai permanecer na presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a principal do Senado, e já está até distribuindo os cargos na mesa diretora da Casa.

Pacheco parece que não está nem se movimentando com isso. De alguma forma é também eleger Alcolumbre. Então tem um grande significado essa eleição de presidente do Senado, porque eu acredito que o resultado pode representar a volta à normalidade institucional do Brasil, com uma nova força. Pode representar também a primeira vitória de Lula no Congresso, ou sua primeira derrota.

XICO COM X, BIZERRA COM I

MANÉ DEODATO

Mané foi meu colega de trabalho por mais de 20 anos e com ele dividi algumas missões institucionais quando éramos funcionários públicos. Sempre o achei meio esquisito, mas isso nunca impediu um convívio harmonioso em prol do bom resultado das tarefas para as quais havíamos sido designados. Nossa aposentadoria, por coincidência, aconteceu na mesma data. De passagem por Fortaleza, encontrei-o no final da tarde de uma sexta-feira de dezembro. Pálido e triste, voltava para casa depois de mais um dia em frente ao quartel da 10ª. Região Militar, próximo à Praia de Iracema. Era sua rotina há cerca de quarenta dias. Melhor proveito teria se tivesse ido à praia ali pertinho, observar a beleza natural do mar e das moças bonitas que por lá passeavam.

ALHO E AMULETO

Mané mascava um dente de alho e levava na mão um pé de coelho. Segundo ele, a receita lhe fora passada por um ‘colega’ de acampamento, tão ’herói’ quanto ele, objetivando, com o amuleto, atrair sorte para o seu lado; com o alho, eliminar os efeitos dos resíduos de cobre inseridos em seu corpo quando da primeira (e única) dose da vacina tomada contra o Corona, por insistência dos filhos e da mulher. Se arrependimento matasse … Menos mal que a dose aplicada, segundo ele, não foi suficiente para transformá-lo em jacaré … Por pouco. De nada adiantou minha tentativa de explicar-lhe que a vacina era fruto de estudos, pesquisas e experiências desenvolvidas por renomados cientistas do mundo inteiro. Ele preferia crer no poder curador do alho e na superstição do amuleto, orientação de seu amigo, bandeira desfraldada, gritos ao ar. Voltará no dia seguinte, disse-me, e por lá ficará até não se sabe quando, até quando restar o mínimo de esperança de um golpe na mente vã de um ‘patriota’ que detesta democracia. Seu mau hálito agredia quem de longe com ele conversasse. Mais até que sua atabalhoada ideologia. Por certo o resíduo de cobre em sua corrente sanguínea lhe fazia menos mal.

O MANÉ PERDEU

Depois desse dia não mais vi o Mané. Um outro amigo, colega comum, disse tê-lo visto com um dente de alho na mão, um pé de coelho pendurado no cós da bermuda, perambulando por uma calçada do Recife, abandonado à sorte, fazendo xixi no muro de um hospital na Tamarineira: ainda estava do lado de fora. Até quando? Alguém passou de carro e gritou: – Perdeu, Mané! Ele fez de conta que não era com ele. Mas era.

PENINHA - DICA MUSICAL

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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

JESUS DE RITINHA DE MIÚDO

FANÁTICO

Cada vez que eu te vejo
Dispara meu coração
Em virtude da beleza
Ante a minha visão
E se não posso tocar-te
Deixa apenas mirar-te
Com minha admiração.

Se acaso disseres “não”
Respeitarei teu querer
Prometo cegar meus olhos
– Sofrendo não sei viver –
Melhor ser cego de guia
Do que não ter a alegria
Por não poder mais te ver.

Porém, se eu merecer
De ti, essa permissão
Seguirei com mais respeito
E sem perder a razão
Louvar-te-ei em meus versos
De sentimentos dispersos
Em disfarçada paixão.