O Movimento Feminista na França🤮🤮🤮🤮🤮 pic.twitter.com/M3kNWL87Kk
— tuca (@tucabr54) January 22, 2023
O Movimento Feminista na França🤮🤮🤮🤮🤮 pic.twitter.com/M3kNWL87Kk
— tuca (@tucabr54) January 22, 2023
Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

Carlos Drummond de Andrade, Itabira-MG, (1902-1987)

Criança “presa” no gueto alemão
Hoje, especialmente, deixamos o “nosso sertão” de lado, e trataremos de algo que, ao contrário da vida na roça, não nos apraz em nada. De acordo com a nossa visão e entendimento, trataremos do gueto não-alemão, mas igualmente nazista instalado na capital brasileira.
Tentamos fazer um paralelo com um filme – excelente e, por isso, uma fotografia de uma realidade vivida por seres humanos – que vi inúmeras vezes (Canal 71, pago, sem ser Netflix).
Também vejo, sempre que posso, os filmes “A Ponte do Rio Kwai”, “Adoráveis mulheres” e “O Profissional”. Não me canso de ver, e, a cada vez que vejo, me parece novo e sendo visto pela primeira vez.
Hoje quero falar do magnífico “A lista de Schindler”, dirigido pelo genial Steven Spielberg, fielmente produzido a partir do que escreveu Steven Zaillian. Interpretações igualmente magnificas de Liam Neeson e Bem Kingsley.
Filme produzido, editado e lançado em 1993, tendo como enredo o holocausto vivido pelos judeus na Segunda Guerra Mundial.
Pois, exatos 30 anos após, eis que nos dias 8 e 9 de janeiro deste ano de 2023, separado pelo Oceano Atlântico e situado na região Centro Oeste do Brasil, cria-se e revive-se um novo gueto.
Não. Não é um novo filme. É uma realidade, agora com novo diretor, que em quase nada se assemelha ao Steven Spielberg e, pasmem, novos atores – entre esses, crianças e idosos coadjuvantes.
Enquanto criminosos presos, julgados e condenados recebem tratamento diferenciado (visita íntima, alimentação balanceada, salários e até a famosa “saidinha temporária”), no gueto de Brasília, um contingente de pessoas levadas por “infiltrados” acabaram pagando o pato.
Sabe-se que, com o objetivo de “ajudar” e apoiar alguém que luta pela liberdade, senhoras da faixa etária superior aos 60 anos estavam no acampamento “autorizado e protegido” pelas FFAA – tanto isso é verdade que, em mais de uma oportunidade, policiais do Distrito Federal foram prender aqueles manifestantes e foram expulsos pela PE (Polícia Especial) do Exército. Pois, essas senhoras, para não ficarem a sós, convidaram os maridos para ajudar na feitura de lanches – e essas pessoas acabaram sendo detidas, presas sem julgamento e confinadas no gueto. E não foi por soldados alemães.
Como se isso não fosse suficiente (desrespeito total ao tal “Estatuto do Idoso” e de outras leis), tudo acontecendo em condições precárias e com alimentação igual para todos – tem, entre esses, alguém que, por motivos de saúde, faz regime alimentar diferenciado.
Enfim, tudo poderia parecer mais um bom filme de Steven Spielberg. Mas, infelizmente, não é. É a atual realidade brasileira.
A mulher da agenda 2030, que dizem representar as mulheres do futuro.
O mundo está doente. 🤒🤒🤒🤮🤮#DIREITAforteUNIDA#DireitaSegueDireita #LulaVaiCair pic.twitter.com/BlUHFmB0Sl— 🇧🇷 André Aranda 🇧🇷 (@Andre17121979) January 20, 2023
Mote de Jhon Oliver:
Até chorei de emoção
Revendo os velhos retratos.

Revirei os meus guardados
Pra fazer uma faxina…
Como a vida nos ensina
Com os nossos próprios dados!
Mesmo estando descorados
Pela força dos maus tratos
Do tempo, Pôncio Pilatos
Das coisas do coração,
Até chorei de emoção
Revendo os velhos retratos.
daVi gaLon
Numa gaveta emperrada
Que só abri por macete,
Achei um velho bilhete
Da primeira namorada.
Uma foto descorada
Em frente à Matriz de Patos,
Outra mostrava Os Nonatos
Num Festival no sertão.
Até chorei de emoção
Revendo os velhos retratos.
Wellington Vicente
Leonardo Coutinho

O cartaz que ilustra essa coluna é real. O ditador Nicolás Maduro é procurado pela Justiça dos Estados Unidos desde o ano de 2020. As autoridades americanas oferecem 15 milhões de dólares por informação que leve à sua prisão. Tudo indica que Maduro estará em Buenos Aires para o encontro da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) – a versão bolivariana da Organização dos Estados Americanos, fundada em 2010 sob os auspícios de Hugo Chávez, Raúl Castro, Cristina Kirchner, Evo Morales e, claro, Luiz Inácio Lula da Silva.
As autoridades argentinas prepararam um esquema de segurança especial para Maduro, que tem hospedagem prevista no país até o dia 23 de janeiro. A líder opositora Patricia Bullrich entrou com um pedido na Justiça argentina para que Maduro seja preso ao pisar em Buenos Aires. Segundo ela, o ditador – independentemente da ordem de captura emitida pelos Estados Unidos por crime de tráfico de cocaína (sim, Maduro é acusado de tráfico de cocaína) – deveria ser preso e julgado pelos crimes contra a humanidade que ele e seu regime cometem. Um movimento jurídico baseado em argumentos que já foram aplicados contra outros ditadores como o chileno Alberto Pinochet, mas que no caso de Maduro deverá ficar restrito ao âmbito meramente político.
Maduro é esperado em Buenos Aires como uma das estrelas do evento. Seu desembarque na capital argentina terá o mesmo significado apoteótico que seu criador e mentor Hugo Chávez imprimia em suas várias demonstrações de não-subordinação a qualquer regra. No caso em questão, Maduro mostrará ao mundo que a recompensa de 15 milhões de dólares oferecida pelos Estados Unidos só serve para enfatizar que ele e seus amigos estão pouco se lixando para Justiça. Mais especificamente a Justiça dos Estados Unidos reconhecida por ter sido (aqui o tempo verbal é importante) implacável com traficantes latino-americanos que despejam toneladas de drogas no território americano.
O desprezo de Maduro para com o seu povo, a região, as leis e a Justiça pode ser explicado pelas suas vitórias ao longo de quase uma década à frente de um regime reconhecidamente brutal. Maduro trincou os dentes e encarou seus opositores dentro e fora da Venezuela. Ele prendeu, torturou, matou. E daí? Ele não foi o primeiro e nem o único a sobreviver no poder com esse currículo de brutalidades.
Focando apenas em exemplos latino-americanos, antes dele vieram Fidel Castro e seus gerontocratas que até hoje estão no poder. Evo Morales, perseguiu, prendeu, matou e atualmente está engajado na promoção de uma guerra com o objetivo de dividir e roubar um pedaço do Peru (e se der certo, um naco do Chile também).
Em outubro passado, Maduro conseguiu algo inédito. Conseguiu que os Estados Unidos libertassem seus sobrinhos presos em flagrante por tráfico de drogas, em uma operação da DEA, a agência antidrogas dos Estados Unidos, em 2015. A operação foi tratada como “troca de prisioneiros”. A administração Biden celebrou que o regime chavista libertou sete cidadãos americanos que estavam presos na Venezuela. Mas não há como equiparar a situação de quem foi preso, julgado e condenado por um sistema judicial independente com quem foi praticamente sequestrado por uma ditadura, onde o Poder Judiciário funciona como linha auxiliar do regime.
O desembarque impune de Maduro na Celac vem acompanhado de outros dois movimentos relevantes. O primeiro é de escala regional. O presidente Lula, que é um dos pais da criatura, é outra estrela da edição atual da Celac. Sua participação marca o retorno do Brasil ao bloco. Em 2019, o então presidente Jair Bolsonaro virou as costas para a iniciativa.
O segundo evento relevante tem escala global. A possível vinda do presidente chinês Xi Jinping. Os argentinos esperam o desembarque do chinês, que viria dar a sua benção para o renascimento do bloco com o retorno de seu membro mais musculoso, que é o Brasil.
A presença de Xi na Argentina pode ser lida como um salto da Celac – que surgiu como alternativa à Organização dos Estados Americanos, como dito no início da coluna, mas também como força antagônica aos Estados Unidos e Canadá, que “mandam demais” na OEA. Xi, que lidera um avanço sem precedentes da China sobre a região – sobretudo na Argentina – dará seu aval e suporte ao bloco.
Os bolivarianos estão de volta e vieram com tudo. Os sinais de que a China os alimentará eram evidentes, mas muitos fazem questão de não enxergar.
No Peru, protestos esquerdistas que não reconhecem a nova presidente provocam destruição e 54 pessoas já foram mortas.
Mas ninguém, lá ou aqui, chama isso de “atos antidemocráticos”, nem os acusa de “golpistas”.
* * *
Canhoto é tudo a mesma bosta em qualquer parte do mundo.
Tanto lá quanto cá.
O fedor é o mesmo em qualquer canto onde eles apareçam.
Num tem nariz que aguente!!!