A tempestade perfeita.
Eles não estão de brincadeira.
Com a viagem de quatro dias e cinco noites a Nova York, Lula (PT) completou impressionantes 54 dias fora do País que o elegeu presidente no ano passado.
Em números totais, o petista igualou o próprio recorde de viagens internacionais no primeiro ano de mandato (15) superando todos os eleitos desde José Sarney.
Caso volte aos EUA em outubro e a Abu Dhabi em novembro, para a reunião da COP, Lula vai completar mais de dois meses longe de terras brasileiras em um ano.
Em 2008 e 2009, Lula bateu todos os recordes: 22 viagens cada ano. Só em 2009 o petista passou 80 dias no exterior.
Somados os mandatos, Lula é de longe o presidente que mais viajou: 154 viagens, incluindo as 15 em oito meses e meio do terceiro mandato.
Lula superou até mesmo Fernando Henrique Cardoso, que ganhou apelido de Viajando Henrique Cardoso à época do seu governo.
O petista também realizou duas viagens não-oficiais como presidente eleito.
Passou uma semana fora para visitar Egito e Portugal.

* * *
Avuando pelos ares do Planeta Terra, do Ocidente ao Oriente, do Polo Sul ao Polo Norte, às custas do suado dinheiro do contribuinte.
O Ladrão Descondenado passa o tempo todo nas alturas, peidendo, excretando tolôtes orais com uma mentira a cada segundo e enchendo o rabo de cachaça.
Esbanjanja tem gozos de alegria e felicidade com a torração de recursos públicos e o luxo paradisíaco dos hotéis 13 estrelas onde se hospedam.
De vez em quando Lapa de Mentiroso vem visitar o Brasil, esse país banânico, macunaímico e surreal, uma republiqueta de lascar o cano, que ele governa por nomeação eletrônica.
É pra arrombar a tabaca de Xolinha!!!
Xolinha de tabaca arrombada com a orgia viajatória do lalau presidentesco
ISSO É POSTURA DE UM MINISTRO? pic.twitter.com/OR7dnz5T86
— Joaquin Teixeira (@JoaquinTeixeira) September 23, 2023
Direitos constitucionais foram, violentamente, desrespeitados nesse país exatamente por aqueles que deveriam preservar tais direitos. Tivemos prisões por crime de opinião, tivemos prisão em flagrante por um vídeo gravado, tivemos um advogado preso porque disse que o “STF era uma vergonha”, tivemos caso de impeachment no qual a presidente não teve seus direitos cassados, tivemos um ex-presidente inelegível por 8 anos porque numa reunião com embaixadores emitiu uma opinião sobre a insegurança das urnas e, em contrapartida, tivemos uma nota de repúdio – apenas isso – para a presidente de um partido que disse que a justiça eleitoral só existe no Brasil e que custa muito mais do que o fundo partidário. Certamente, se fosse alguém contrário estaria com o mandato cassado.
Temos o SUS adotando o candomblé como pratica integrativa, tivemos o ministério da saúde autorizando tratamento hormonal para crianças acima de 14 anos e ontem tivemos um decreto assinado pelo ministro de direitos humanos liberando geral o uso de banheiros unissex. Não há mais problema sua filha 10 anos entrar num banheiro e um cara de 18 anos entrar também, abrir a calça e urinar ao lado dela. Afinal, o destino de quem cresce é o sexo, não?
Não faz muito tempo, fui devolver um livro numa biblioteca e na entrada do centro havia muitos grupos de alunos conversando. A minha direita tinha uma roda com quatro mulheres e dois homens biológicos. Um deles era loiro, o cabelo arramado com um rabo de cavalo, vestido vermelho a palmo do joelho, de alças, naquele estilo do tomara que caia e as sandálias eram traçadas como aquelas dos romanos. Dava para perceber tudo isso porque o grupo estava a uns 5 metros da entrada. Passei reto! Problema do cara se ele quer andar daquele jeito. Ele tem direito de se vestir como quer.
Na semana seguinte, eu tinha uma aula às 16h e cheguei cerca de 15 minutos mais cedo. A aula anterior estava em andamento e eu sentei um banco próximo para esperar. Eis que esse mesmo jovem vem, senta num banco ao lado, tira um cigarro da bolsa e acende. Eu olhei para ele e perguntei, educadamente, “você vai fumar aqui?” Ele me olhou com profundo desdém e começou a jogar fumaça no ar. Eu poderia ter reivindicado meu direito, ter dito que a lei não permite tabagismo dentro de repartições públicas, etc. Não fiz nada disso com absoluto receio de que ele me denunciasse a direção do centro por homofobia. Levantei, me afastei e fique na porta da sala onde iria dar aula. Ele continuou a fumar tranquilamente porque o sistema induz o cara a achar que ele tem esse direito.
Eu confesso que sou meio lento para processar determinadas coisas. Essa inversão de valores é uma delas. Não dá. Simplesmente, não dá e olha que eu tento me colocar no lugar das pessoas que tomam tais decisões para checar o que eu faria se estivesse nos seus lugares. Escuro total. A única coisa que eu entendi é que seremos obrigados a conviver com isso sabe-se lá por quanto tempo.
Essa coisa de gênero está extrapolando os limites da racionalidade. Não se trata de criticar a opção sexual de ninguém. Se o cara se sente bem transando com outro homem, certamente isso não começou agora. Basta consultar os registros históricos, dá uma passada pela Roma Antiga e verás que em termos de sexo sempre houve criatividade. A questão é uma clínica ser multada porque chega uma mulher trans para ser atendida por um ginecologista e o cara diz que não vai atender.
Os espiritualistas costumam dizer que as grandes catástrofes fazem parte da engenharia divina e funcionam como um instrumento para separar os espíritos inferiores daqueles que estão em regeneração ou num nível de evolução maior. Caramba! Quando eu vejo a situação do Brasil fico pensando que isso é pura lorota. Quem é ruim continua vivendo magnificamente à custa da miséria alheia e não está nem um pouco preocupado com essa tal evolução espiritual. Ah! Quando morrer verá o julgamento do Criador. Mesmo? Não é bem assim o meu sonho ou o sonho de uma grande maioria da população brasileira.
Aliás, por falar em maioria da população, um desembargador aposentado disse em audiência pública no STF que os ministros eram as pessoas mais odiadas do Brasil e Alexandre de Morais chegou a rebater dizendo que era por uma minoria. Nenhum deles tem capacidade de sair às ruas sem guarda-costas. Barroso saiu de um voo porque entenderam não ser seguro visto que havia tantos outros passageiros esculhambando com o cara. Teve que voltar ao Brasil de jato.
Infelizmente, as coisas estão sendo empurradas de goela abaixo como diz. Temos um presidente eleito pelo TSE, temos um ministro dizendo que as provas da Odebrecht foram forjadas, temos um presidente que não anda nas ruas e só se apresenta em plateias previamente organizadas. Não queria esperar pela justiça divina. Queria ver, somente isso, esses canalhas chorando e rangendo os dentes na toada da Salve Rainha.
Aos 69 anos sofreu um abalo com a morte de sua amada e passou uma temporada em Nova Friburgo visando restauração. Com o abalo escreveu seu último soneto: A Carolina, uma de suas melhores poesias, segundo Manuel Bandeira uma das peças mais comoventes da Literatura Brasileira. Alguns biógrafos garantem que Machado visitava o túmulo todos os domingos. Em seguida publicou suas últimas obras: Esaú e Jacó (1904), Relíquias de casa velha (1906), Memorial de Aires (1908) e a última peça teatral Lição de botânica (1908).
Sem ânimo, continuou participando das reuniões na ABL, mais por dever de ofício, e manteve-se no trabalho como diretor-geral do Ministério da Indústria, Viação e Obras Públicas. Escreveu ao amigo Joaquim Nabuco: “Foi-se a melhor parte da minha vida, e aqui estou só no mundo…”. Em janeiro de 1908, entrou em licença de saúde e passa a receber a visita dos amigos e admiradores. Nas últimas semanas, escreveu muitas cartas aos amigos. Tal como Mário de Andrade, cultivava a “literatura epistolar”, reunida nos 5 volumes de sua Correspondência de Machado de Assis. Faleceu em 29/9/1908, vitimado por uma úlcera cancerosa e epilepsia.
Rui Barbosa fez o elogio fúnebre, em nome da ABL, e o ministro do interior Tavares de Lyra discursou em nome do governo. No funeral, uma multidão dirigiu-se ao Cemitério São João Batista, onde foi sepultado ao lado da amada Carolina. Em 21/4/1999, a ossada do casal foi transladada para o Mausoléu da ABL. Seu legado é composto de 10 romances, 200 contos, 10 peças teatrais, 5 coletâneas de poesias e mais de 600 crônicas. São inúmeras as homenagens recebidas em vida e pós-morte. Ainda hoje a ABL é chamada de “Casa de Machado de Assis”. Seu maior prêmio literário também recebe o nome. É o escritor mais estudado da literatura brasileira.
Na condição de crítico literário, tinha uma noção precisa de seu significado: “Estabelecei a crítica, mas a crítica fecunda, e não a estéril, que nos aborrece e nos mata, que não reflete nem discute, que abate por capricho ou levanta por vaidade; estabelecei a crítica pensadora, sincera, perseverante, elevada – será esse o meio de reerguer os ânimos, promover os estímulos, guiar os estreantes, corrigir os talentos feitos; condenai o ódio, a camaradagem e a indiferença – essas três chagas da crítica de hoje; ponde, em lugar deles, a sinceridade, a solicitude e a justiça – e só assim que teremos uma grande literatura”, escreveu no Diário do Rio de Janeiro, em 8/10/1865.
Certamente, devido a este sentido, é que foi agraciado com uma “fortuna crítica” gigantesca. Qual o tamanho dessa “fortuna”? O pesquisador Elfi Kurten Fenske teve o trabalho de realizar um levantamento dos estudos, artigos, teses, ensaios etc. publicados sobre o autor e sua obra. O levantamento conta com 2630 referências bibliográficas publicadas na revista Templo Cultural Delfos, de fevereiro/2021 e disponível na Internet.
Em termos biográficos, vale citar Machado de Assis: estudo crítico e biográfico, de Lucia Miguel Pereira, publicado em 1936 e reeditado até hoje. Trata-se de uma das maiores críticas literárias e estudiosa da obra de Machado. Sua publicação provocou uma reviravolta na interpretação psicológica do autor e renovou o interesse em sua obra. Mais tarde outro crítico literário – Raimundo Magalhães Júnior – publicou a monumental biografia em 4 volumes: Vida e obra de Machado de Assis, em 1981, e vem sendo reeditada até agora. Aí são revelados novos aspectos do autor, mostrando um homem antenado com os problemas sociais e políticos do País. Outra biografia digna de nota – A vida de Machado de Assis – foi publicada por Luiz Viana Filho, em 1965.
O Crítico inglês John Gledson, especializado em sua obra, publicou Machado de Assis: ficção e história (1986) e Por um novo Machado de Assis (2006). São tantas as biografias que a profª Maria Helena Werneck chegou a publicar, em 1996, um livro investigando as biografias machadianas, analisando o momento histórico em que foram produzidas e deu-lhe um título apropriado: O homem encadernado: Machado de Assis na escrita das biografias.
O tempo passa e novos críticos apaixonados pela obra machadiana vão surgindo. Em 2005 Daniel Piza lançou uma biografia apresentando “uma nova abordagem da vida, da morte, da obra e, sobretudo do seu quotidiano numa perspectiva histórico-jornalística”: Machado de Assis – Um gênio brasileiro, lançado pela Imprensa Oficial. Uma biografia privilegiando o universalismo, a imprevisibilidade e o talento do autor. A magnitude do gênio literário não pode ser contemplada numa só biografia e novas facetas do homem e enforques de sua obra vão surgindo com o tempo.
Enquanto o filósofo alemão Peter Sloterdijk caracteriza Deus como “simplesmente a maior fonte de cobertura de seguro”, numa explanação plenamente lúcida para todas as crenças religiosas da pós-modernidade, uma tecnologia se desenvolve com velocidade espantosa e os estudos humanísticos andam tartarugalmente desorientados por ausência de um elucidativo PFS – Pensar Filosofal Sementeiro. E o mais grave: em algumas denominações religiosas do Ocidente, vários mitos sobre tecnologia têm sido proclamados por algumas pessoas travestidas de evangelizadores. Abaixo, listados estão alguns desses apregoados mitos, explicitados pelo jornalista Tony Reinke, em seu livro Deus, Tecnologia e a Vida Cristã, São José dos Campos SP, Editora Fiel, 2022, 354 p. Páginas dedicadas “aos cristãos que vivem em centros tecnológicos caros e exigentes, construindo igrejas de forma altruísta e influenciando as indústrias mais poderosas do mundo para o bem”.
1. A inovação humana é uma imposição inorgânica forçada sobre a ordem criada.
2. Os seres humanos definem os limites e as possibilidades tecnológicas da criação.
3. A inovação humana é autônoma, ilimitada e incontrolável.
4. Deus não está relacionado às melhorias da inovação humana.
5. Os inventores não cristãos não podem cumprir a vontade de Deus.
6. Deus enviará as inovações mais benéficas por meio dos cristãos.
7. Os seres humanos podem gerar tecnopoderes além do controle de Deus.
8. As inovações são boas, desde que sejam pragmaticamente úteis.
9. Deus governa apenas tecnologias virtuosas.
10. Deus não tinha o iPhone em mente quando criou o mundo
11. Nossa descoberta do poder atômico foi um erro que Deus nunca desejou.
12. Ser um bom cristão depende de minha adoção ou rejeição ao technium.
Sonhando, talvez quixotescamente, com uma Universidade Brasileira voltada para a consecução de uma excelencialidade humanística século XXI, devidamente vacinada contra as posturas verborrágicas sempre apregoadas nas campanhas eleitorais, releio vez por outras uma reflexão do professor William Deming, o restaurador do destruído Japão depois de Hiroshima e Nagasaki: “A transformação não significa apagar incêndios, resolver problemas ou criar melhorias simplesmente cosméticas. A transformação deve ser feita por pessoas que detenham um profundo conhecimento”.
Sugeriria, pedindo vênia, aos dirigentes da muito estimada Universidade de Pernambuco, passadas as eleições próximas, estruturar, em conjunto com a Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia e sob o comando de um Grupo Científico, uma ampla reestruturação do ensino superior público estadual de Pernambuco – UPE e Autarquias Municipais -, favorecendo uma melhor aplicação dos recursos investidos, nas áreas Humanas e Tecnológicas. Amplamente participativo, o citado GC identificaria os principais obstáculos e potencialidades da atual estrutura educacional de nível superior estadual, aplicando alternativas viáveis para a consolidação de uma malha universitária academicamente ágil e intercomplementar, minimamente burocratizada, de conteúdo curricular atualizado, subsidiada por uma Assessoria de Ensino Superior, a ser posteriormente instituída. Toda a estrutura sempre alerta diante de um princípio universal: se a democracia não pode tolerar a presença dos mais altos padrões de aprendizagem, então a própria democracia se torna questionável.
Seguramente, os resultados daquele Grupo Científico somente deverão ser alcançados com ampla efetividade se a estratégia operacional contiver uma maciça dose de autenticidade decisória e uma mancheia de decisões binoculizadoras, tudo ficando estabelecido com as cartas na mesa, sem populismos eleitoreiros, embora com consistente densidade estratégica histórica. E com uma gigantesca visão do Grupo de rejeitar visões obsoletas, incentivando uma profissionalidade humanística cidadã cada vez mais cativante para todos, pernambucanos e pernambucanizados.
No Brasil, a problemática universitária passa pela “solucionática” dos ensinos fundamental e médio, face as licenciaturas estarem muito aquém de um mínimo desejável, com professores sem densidade profissional e salarial.