DEU NO X

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COMENTÁRIO DO LEITOR

EDITOR DESTACA O COMENTÁRIO SÓ PRA SE AMOSTRAR-SE

Comentário sobre a postagem JÁ LÁ SE VÃO 40 ANOS…

Marcos Mairton:

Nos últimos 40 anos, a literatura brasileira não produziu nada melhor que O Romance da Besta Fubana.

E duvido que o faça nos próximos 40!

* * *

Nota do Editor:

Essa sua generosa e exagerada avaliação me deixou ancho que só a peste, meu Doutor!!!

Gratíssimo do fundo do coração.

Além de colunista do JBF, você é um amigo muito especial e que mora na minha estima.

Vou até aproveitar pra fazer um comercial:

Quem quiser comprar o livro, basta acessar a página da Editora Bagaço clicando aqui.

* * *

Capa de um folheto impresso pela Editora Itatiaia, de Belo Horizonte, para divulgar a 1ª edição d’O Romance da Besta Fubanna

JESUS DE RITINHA DE MIÚDO

MEU NOME EM CRACHÁS

O meu nome me faz viver certas situações engraçadas. Outras vezes constrangedoras. Dentre as centenas eu separei uma para contar hoje.

Quando universitário eu fui passar uma semana em Fortaleza participando do ENEAD – Encontro Nacional dos Estudantes de Administração.

Ficamos quase todos alojados num único clube da cidade. Milhares de alunos e ex-alunos, também, do referido curso.

Nossa caravana partiu de Currais Novos o dia ainda estava escuro e chegou ao meio dia na Terra da Virgem dos Lábios de Mel. Uma fila com centenas de estudantes ocupava as calçadas de alguns quarteirões, para o recebimento do crachá de indentificação, mais a pulseira de acesso aos ambientes do encontro. Logo essa fila se tornou quilométrica.

Chegando a minha vez, uma mocinha respondeu ao meu boa-tarde e perguntou para o preenchimento manual do crachá:

– O nome do senhor, por favor?

– Jesus – respondi de pronto.

Ela olhou para mim, baixou a cabeça e repetiu a pergunta.

– O nome do senhor. Por favor.

Voltei a responder “Jesus”.

A mesma pergunta se repetiu a terceira vez, obtendo a mesma resposta. Afinal não havia outra resposta.

Na quarta vez que ela me questionou, sem me olhar nos olhos e balançando negativamente a cabeça, eu já notei certa irritação em sua voz.

A irritação foi demonstrada sem qualquer cerimônia quando, recebendo novamente a minha resposta, ela levantou a cabeça e olhou para mim querendo me fulminar com o olhar.

– Moço, não estou aqui para brincadeiras. Eu sei que o nome do Senhor é Jesus. Leio a Bíblia! ‘Tá? – e apontando com pincel para a fila continuou: – Olhe o tamanho dessa fila. Então. Me diga por favor o nome do senhor. Certo?

A última palavra veio com os dentes quase trincados.

– Moça, sei que a senhora está perguntando o meu nome – falei evidenciando os últimos fonemas – e eu estou lhe dizendo que “o meu nome” é Jesus. Eu me chamo Jesus.

Eu fiz questão de falar soletrando a última frase.

– Ah! Então o senhor se chama Jesus? – perguntou-me com olhos arregalados.

– Sim! É isso que eu estou tentando dizer à senhora. Jesus é o meu nome desde a barriga de mamãe – falei rindo disfarçadamente da confusão feita por ela.

– Entendi. Desculpe-me.

Eu, como um bom Jesus, perdoei-lhe.

Recebi meu crachá.

Daí não sei quantas vezes naquele ENEAD eu tive que responder a pergunta “sério?! Seu nome é Jesus?”

Bom. Era o que estava escrito no crachá.

DEU NO X

RLIPPI CARTOONS

DEU NO X

DEU NO X

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MAURÍCIO ASSUERO - PARE, OLHE E ESCUTE

QUE NO NOS PASE LO MISMO

Quando a gente pensa que chegou ao fundo do poço, a gente descobre que era um fundo falso que vamos descer um pouco mais. É assim esse Brasil: a cada dia mais fétido, mas imoral, mais amoral e a podridão emana dos poderes constitucionais, hoje, sem qualquer exceção.

O título da coluna eu peguei da chamada de um jornal peruano e abaixo transcrevo:

Como é do conhecimento público, a Odebrecht envolveu-se em falcatruas em diversos países do mundo. No Peru, os presidentes amigos de Lula foram pra cadeia. Foram quatro ex-presidentes presos e dentre eles Alan Garcia cometeu suicídio. Ia ser preso, mas preferiu dar um tiro na cabeça por conta de um mandado de prisão por corrupção, enriquecimento ilícito. Alejandro Toledo, Ollanta Humala e Pedro Pablo Kuczinsky foram para cadeia.

A matéria é um chamamento para a absurda decisão do ministro Dias Tóffoli que anulou todas as provas fornecidas pela Odebrecht. E o fez de maneira estupenda: Lula foi vítima de uma armação para lhe impedir ganhar a eleição em 2018. A alma mais honesta do Brasil, acaba de ganhar uma procuração “passada no cartório do STF” de que o crime, em alguns casos, compensa bastante.

Marcelo Odebrecht foi claro com a luz do sol: deu dinheiro diretamente e através dos seus executivos para “o amigo do meu pai”. Não eram reais apenas, eram 200 milhões de reais e segundo ele Palocci ainda falou em 300 milhões. Cara! É milhão que só a porra e vem Dias Tóffoli e diz que nada disso vale. A Odebrecht era escrota demais nos seus apelidos e dentre eles tinha um chamado “o amigo do amigo de meu pai” que é, simplesmente, Dias Tóffoli. Esse ministro incompetente que tem no seu currículo apenas o fato de ter sido advogado do PT e, por isso, chegou ao STF conduzindo por Lula para fazer, exatamente, isso: mostrar que a impunidade é a tônica desse país.

O mais incrível é que com base na decisão dele, tem-se um pedido de investigação dos integrantes da Lava Jato, numa pura demonstração de revanchismo, de perseguição, a exemplo do que só se vê em republiquetas ditatoriais. O STF sempre atuou como um escritório advogatício de Lula e para completar, está lá Cristiano Zanin que ao longode todo o processo foi advogado de Lula.

De quem é a culpa? Do eleitor que colocou esse pária no poder. Que elegeu um congresso sacana, constituído por corruptos que vivem pendurados em processos por improbidade no STF. Qualquer coisa, o STF pode na pauta um processo contra fulano o beltrano. Foi assim com a cassação de Deltan Dellagnol: Arthur Lira esbravejou que apenas a câmara tinha poder para definir a cassação de um deputado e Dias Tóffoli colocou na pauta um processo contra Arthur Lira. Isso foi de manhã e quando a mesa abriu o trabalho, a cassação de Deltan foi aprovada e no final da tarde o processo contra Lira foi arquivado. Simples assim.

O Peru apela para que lá não aconteça o mesmo que ocorreu aqui. Tudo indica que lá não se observa cafajeste como os daqui. Mas, tem uma coisa que Tóffoli não pode apagar: a condenação da Odebrecht em tantos outros países. Eles se aproveitaram de políticos corruptos e pagaram por isso. Agora, o bom de tudo isso vai ser quando as empresas começarem a solicitar a devolução dos valores pagos nos acordos de leniência. Vai ser lido, pois se não houve crime, não há razão para ter-se pago.