COMENTÁRIO DO LEITOR

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RODRIGO CONSTANTINO

HAJA PACIÊNCIA!

Não está nada fácil a vida de um brasileiro decente. Nunca foi, é verdade, pois estamos falando do país do jeitinho, da malandragem, da corrupção. Mas depois que soltaram o descondenado e utilizaram o TSE para ajudar o ladrão a voltar à cena do crime, como diria Alckmin, tudo virou um pesadelo para quem não perdeu o juízo ou a moral e, portanto, não fez o L.

Lula é mitomaníaco, mente que nem sente, parece incapaz de dizer a verdade. E agora tem proferido suas bobagens com mais frequência, tornando o Brasil num pária mundial. Diz que receberia o psicopata Putin no país e que o mundo precisa “respeitar” o Brasil, ignorando decisão do Tribunal Internacional do qual nosso país é signatário. Depois diz que nem sabia da existência desse tribunal, sendo que já pediu que o mesmo tribunal julgasse o “negacionista” Bolsonaro por atuação na pandemia. É um cínico da pior espécie!

Como pegou muito mal Lula se mandar com Janja para a Índia logo depois do fiasco do 7 de setembro sem povo, ignorando mais de 40 mortos pelo ciclone no sul, eis que agora o governo comunista resolveu partir para cima do jornalista Alexandre Garcia. Flávio Dino disse que vai acionar a Polícia Federal para investigar “Fake News”, sem apontar que lei prevê isso, e a AGU manda investigar as falas do jornalista sobre as chuvas. Oi? Que raios a AGU tem a ver com isso?! E pensar que militante petista da velha imprensa aplaude! Isso é coisa de ditadura, não?

Aí lembramos que a mídia alinhada só fala da tal delação de Mauro Cid, enquanto os ministros supremos, até ontem, consideravam delação obtida pela ameaça de manter o delator preso coisa de torturador. O que mudou? Ah sim, o alvo agora é bolsonarista. Os tucanos acharam que ficariam com o espólio do PT após a Lava Jato, mas vendo que surgiu em cena a direita, tiveram de resgatar Lula e enterrar a Lava Jato, permitindo a vingança contra os envolvidos na maior operação de combate à corrupção.

Nosso STF deveria simplesmente ser o guardião da Constituição, uma missão nobre. Mas a composição atual da Corte optou pelo ativismo, pelo abuso de poder, pela militância partidária, e tem arrastado a credibilidade da Justiça para a lama em nosso país. Mas fiquem tranquilos, pois os ministros sabem como investir o tempo escasso e nossos recursos: O Diálogos com o Supremo de hoje receberá o economista de esquerda Joseph Stiglitz, para falar sobre os “Desafios para o Crescimento Econômico com Estabilidade e Inclusão Social”. Você tem direito de pensar que é um DCE de uma federal, e não uma Corte Constitucional. Mas você está enganado!

O Brasil cansa! Mas esse já virou um bordão ultrapassado. Nos tempos atuais, o Brasil exaspera, leva ao limite a paciência do mais zen-budista de todos! E como tudo que é muito ruim sempre pode piorar, melhor arregaçar a manga e trabalhar duro pois Lula quer um novo avião com cama de casal, que pode custar mais de R$ 400 milhões aos cofres públicos! O líder do povo que não tem povo ao seu lado precisa de mais luxo e conforto, pois é dura a vida de um malandro que diz ajudar os pobres…

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CARTOMANTE COM ALZHEIMER

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

O INTELECTUAL – Marcos Mairton

Discreto, sério, culto e educado,
Segue em visita a uma livraria.
Relê um conto, lê uma poesia.
“São tantos livros!” – pensa emocionado.

Até lamenta não ter dedicado
A vida inteira simplesmente a lê-los.
Mas, eis que surge um par de tornozelos,
No pé esquerdo, um trevo tatuado.

As panturrilhas e cada joelho,
Coxas que somem sob o tom vermelho
De um vestido fino e sensual.

E, sem esforço, aquela criatura
Logo desvia da literatura
Toda a atenção do intelectual.

Marcos Mairton da Silva, Fortaleza-CE, é juiz federal, mestre em Direito Público (UFC) e MBA em Poder Judiciário (FGV Rio). Juiz Auxiliar do STJ. Escritor, poeta, cordelista, compositor e colunista do JBF

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JANJA DA SILVA: O NAMASTÊ E O DESLUMBRAMENTO

Guilherme Macalossi

Janja da Silva: o namastê e o deslumbramento

O cônjuge de um presidente da República não desempenha qualquer função oficial. Não recebe para isso. Homem ou mulher, a nomenclatura que adquire é advinda de seu parentesco. Ainda assim, pela proximidade com quem exerce o poder, tem status e benefícios, bem como certas responsabilidades institucionais inatas. Sua posição lhe exige decoro, prudência e discrição. É tudo o que falta para a atual primeira-dama. Janja da Silva, que se casou com Lula em 2022, esbanja inadequação e deslumbramento, inclusive para prejuízo do atual governo.

Na última semana, enquanto voluntários e equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros se desdobravam no esforço de encontrar desaparecidos e salvar pessoas em situação de risco nas áreas inundadas no Rio Grande do Sul, Janja voava para a Índia acompanhando o marido. Antes de embarcar, escreveu nas redes sociais que teria 20 horas para tuitar. A postagem contrastou com a agenda anterior do casal presidencial, que não teve um único minuto para visitar as vítimas de uma das maiores tragédias naturais da história do Sul do país.

Não sendo o bastante, já em Nova Dheli, Janja publicou um vídeo comemorando a chegada. Sorridente, apareceu fazendo “Namastê” e dizendo “Olá, Índia! Boa noite. Me segura que eu já vou sair dançando”. Ninguém estava dançando em Muçum, ou em Roca Sales, cidades gaúchas que foram dizimadas pela água e pelo lodaçal. Ciente do prejuízo político, a assessoria do Palácio do Planalto removeu o vídeo, mas não a tempo de evitar que circulasse pela web, gerando incontáveis memes.

Essa postura indiferente, quase que como a de uma blogueira sem noção da realidade, não é inédita. No início de 2023, quando chuvas castigaram o litoral norte de São Paulo, a primeira-dama não interrompeu sua participação do carnaval. Continuou sambando em Salvador. Naquela oportunidade, Lula foi até a região, mas a imagem dela fazendo festa em Salvador não foi bem recebida.

A alegação de que Janja não governa ignora o fato de que, por ser a esposa do presidente, não pode ficar à margem de situações dramáticas. É preciso decoro nessas horas, e saber que sua imagem está indelevelmente ligada a do presidente.

A primeira-dama vem sendo fanaticamente protegida e paparicada pela militância lulopetista. Críticas à sua conduta são respondias como expressões de “misoginia” e “machismo”, aquelas palavrinhas mágicas do dicionário ideológico identitarista que servem de escudo para qualquer coisa. Por sua formação como socióloga com especialização em história, alguns imaginam que Janja possa ser a Ruth Cardoso de Lula. Até aqui ela não conseguiu nem mesmo ser Dona Marisa, que não era intelectual, mas ao menos tinha senso de ridículo.