DEU NO JORNAL

NEM CERVEJA NEM TIRA-GOSTO

Com a economia em rápido declínio, enquanto o governo Lula patina há quase cem dias, agora, nem picanha e nem cervejinha: a fabricante da Itaipava requereu recuperação judicial apontando dívida de R$ 4 bilhões.

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O fundo do poço se aproxima a cada dia que passa.

Que os céus se compadeçam desse nosso empetezado país.

DEU NO X

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COMENTÁRIO DO LEITOR

ATENÇÃO: A LEITORA FUBÂNICA TEM APENAS UM “T” NO NOME

Comentário sobre a postagem LAUDEIR ANGELO – CARIACICA-ES

Anita Driemeier:

De todas as figuras expostas apenas uma merece meu maior respeito: o Pateta, obra prima de Walt Disney!

Nenhuma das outras contribuiu com alguma coisa verdadeiramente importante pra sociedade!!

E eu ainda tenho que carregar o carma que me foi imposto depois do surgimento de certa “cantora”…

Atualmente ao falar meu nome, para qualquer registro, invariavelmente sou obrigada a corrigir:

“Não! Não!! por favor, o meu Anita há décadas é escrito com um TE só!!”

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DEU NO X

ALEXANDRE GARCIA

FLÁVIO DINO FALOU MUITO E NÃO ESCLARECEU NADA

Ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, durante audiência na CCJ da Câmara dos Deputados.

Ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, durante audiência na CCJ da Câmara dos Deputados

O depoimento desta terça-feira do ministro da Justiça, Flávio Dino, não foi um fracasso, mas foi um anticlímax. Todo mundo esperava muita coisa desse depoimento na Comissão de Constituição e Justiça, presidida pelo ex-presidente do PT Rui Falcão. Houve muitas perguntas, as primeiras a respeito da Favela da Maré, e aí começou um bate-boca que chegou a um ponto incontrolável, e então o presidente da comissão encerrou a sessão. O que sobrou foi um dado pitoresco, que eu ainda não consegui entender: atrás do ministro, à direita dele, meio na diagonal, havia um assessor que acompanhava com os lábios o que o ministro dizia, inclusive as expressões faciais e os gestos; parecia coisa de ventríloquos, foi uma coisa muito interessante de observar.

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Juscelino Filho está encrencado mais uma vez

Eu queria falar mais uma vez do ministro Juscelino Filho, porque o Estadão descobriu – o que infelizmente não é raro no Congresso Nacional – que o ministro empregava em seu gabinete na Câmara dos Deputados o piloto e o gerente do haras dele. Os dois juntos ganhavam R$ 18 mil. E o suplente ainda contratou o tio de Juscelino. Ele foi ser ministro, deu as costas para os que o elegeram deputado, não perguntou para nenhum eleitor se podia largar tudo, mas largou, na ânsia de ser ministro, de ser demissível na hora que o presidente não gostasse mais da cara dele, e aí se tornou homem ainda mais público. Suas pegadas estão sendo examinadas depois de terem denunciado que ele pegou um avião da Força Aérea, fez umas visitas em São Paulo e depois foi a uma hípica ser homenageado, fora a história da estrada para a fazenda dele, asfaltada com dinheiro público. Está aí o ministro exposto outra vez.

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Tarcísio tem crise renal em Londres

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, foi a Londres para atrair investidores para parcerias público-privadas, privatizações, investimentos em geral, financiamentos, teve reuniões com banqueiros e investidores, e teve uma crise renal. Foi hospitalizado na noite de segunda-feira e em seguida teve alta. Existem métodos não incisivos para destruir as pedras nos rins, que provocam grande dor. Mas ele está em repouso, será preciso investigar daqui a um dia ou dois se houve alguma inflamação no canal que liga os rins e a bexiga.

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Os chocantes ataques em escolas no Brasil e nos EUA

Queria concluir falando deste ataque a faca por parte de um aluno de 13 anos, que matou uma professora de 71 anos, feriu outro aluno e mais três professores em São Paulo. Há 30 anos repousa no Senado um projeto pra mudar a Constituição e alterar a idade penal. Porque quem tem 13 anos sabe muito bem que não pode matar. Assim que alguém começa a ter noção de valores, estando em um lar que dê bons exemplos, a criança aprende logo que matar é um crime muito grave. É preciso pensar sobre isso.

Ataques em escola sempre chocam. Em Nashville, no Tennessee (EUA), Audrey Hale, uma ex-aluna de uma escola presbiteriana para crianças, agora com 28 anos, com raiva da escola, entrou lá armada com uma pistola, uma carabina 9 milímetros e um fuzil, matou três crianças de 9 anos e três adultos de 60 anos. Só não matou mais porque foi abatida pela polícia.

Não é porque aconteceu em uma escola presbiteriana, mas é preciso que valores sejam incutidos na cabeça das pessoas que estão perdendo a noção do que é certo e do que é errado, do que é o bem e do que é o mal. Esse caso dessa moça nos Estados Unidos é raro também porque, em geral, esses ataques em escolas são feitos por rapazes, por homens, é raríssimo uma mulher entrar armada e atacar.

DEU NO JORNAL

O CABARÉ LUPI-LULEIRO

Até deputados do PDT dão como certa a demissão de Carlos Lupi do Ministério da Previdência, em razão da trapalhada na redução dos juros dos empréstimos consignados sem consultar quem entende do assunto e nem mesmo a coordenação do governo.

Lupi recebeu mais um sinal de que não está agradando: a Casa Civil informou somente na última hora que estava cancelada a reunião em seu próprio ministério para definir o assunto. É que tudo foi decidido por Lula na véspera. Sem ouvir Lupi.

Em nota curta, a Casa Civil informou ontem que a reunião para discutir juros do consignado “ocorreu na noite da última segunda-feira (27)”.

A expectativa do Planalto é que Lupi se demita, até para “protestar” contra seu alijamento na decisão, mas ele é apegado à boquinha.

Após alterar os juros sem consultar ninguém, em nome do “governo”, Lupi tomou uma bronca humilhante de Lula ao telefone.

Lula percebeu que Lupi o colocou no viva-voz, para se exibir a visitantes, e reclamou até de sua passagem (trágica) pelo Ministério do Trabalho.

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Francamente, num sei nem o que dizer.

Não vou fazer comentários sobre essa nota aí de cima.

Deixo o serviço para os certeiros leitores desta gazeta escrota.

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A BOLA ESTÁ COM O GOVERNO

Editorial Gazeta do Povo

Haddad arcabouço fiscal

Sem consenso entre alas técnica e política, Haddad terá de conversar com Congresso e economistas para fechar novo arcabouço fiscal

Nesta terça-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central divulgou a ata de sua reunião da semana passada, em que aprofunda os argumentos apresentados no comunicado em que anunciava a manutenção da taxa Selic em 13,75% ao ano, para desgosto de todos os terraplanistas econômicos que ainda acreditam, contra toda a evidência, ser possível gastar como se não houvesse amanhã sem gerar inflação e juros. Quando passa da descrição do cenário atual para a prescrição – ou seja, aponta o que precisa ser feito para que o país possa finalmente retornar a taxas mais baixas –, a palavra de ordem do Copom é “ancorar as expectativas”.

Afinal, se há algo que o governo Lula conseguiu fazer nesses últimos cinco meses – incluindo o período como governo eleito, após as eleições e antes da posse –, foi estraçalhar qualquer expectativa de uma política fiscal responsável. A âncora fiscal que vigorava desde 2016, o teto de gastos, recebeu seu golpe fatal na PEC fura-teto; praticamente todas as declarações de Lula e da equipe econômica por ele escolhida tratam da necessidade de se gastar mais – e minimizar essa realidade chamando gasto de “investimento” não resolve nada, pois os recursos do contribuinte são consumidos da mesma forma, independentemente do nome que se dê a isso; o primeiro pacote apresentado por Fernando Haddad para reduzir o déficit público apostava pesadamente em aumento de arrecadação, e não em corte de despesas; mesmo medidas que podem ser entendidas como fiscalmente responsáveis demonstram que planejamento é item em falta neste governo.

Em um cenário como este, é totalmente natural que os agentes do mercado financeiro e os investidores esperem tempos ainda mais bicudos à frente: as projeções de inflação sobem (o que alimenta a espiral inflacionária, explica o Copom na ata), as estimativas de crescimento caem, os investidores colocam o pé no freio, e o Brasil é obrigado a oferecer juros mais altos para quem se dispõe a emprestar seu dinheiro ao Tesouro. Daí a importância de “ancorar as expectativas”, ou seja, de demonstrar que a política fiscal do governo será capaz de restaurar a credibilidade do país, para que este processo não contamine de vez o médio e longo prazos (o que já começa a ocorrer, segundo o Copom). Uma chave para atingir esse objetivo está na regra fiscal ainda desconhecida que o governo promete apresentar em breve.

“O Comitê seguirá acompanhando o desenho, a tramitação e a implementação do arcabouço fiscal que será apresentado pelo governo e votado no Congresso”, diz a ata, deixando claro, no entanto, que a mera exposição do conteúdo da nova âncora fiscal não basta para a ancoragem das expectativas. “Não há relação mecânica entre a convergência de inflação e a apresentação do arcabouço fiscal”, afirmam os membros do Copom; “no entanto, o Comitê destaca que a materialização de um cenário com um arcabouço fiscal sólido e crível pode levar a um processo desinflacionário mais benigno através de seu efeito no canal de expectativas”.

Sólido e crível, eis os termos-chave. Uma regra frouxa ou mal elaborada em nada ajudará a recuperar a confiança do investidor. E mesmo uma regra boa não dará muito fruto se o mercado perceber que ela pode ser facilmente contornada, como ocorreu com o teto de gastos. A âncora de 2016 era sensata e tinha inclusive o mérito de não permitir uma explosão de despesas em tempos de bonança, garantindo que receitas maiores, seja por aumento ordinário de arrecadação, seja por entradas extraordinárias como concessões e privatizações, fossem destinadas ao abatimento da dívida pública, e não à contratação de novas despesas que muitas vezes se tornariam permanentes e pressionariam o orçamento em tempos de vagas magras. Mas não demorou muito para que governo e Congresso inventassem todos os meios possíveis e imagináveis de burlar o teto. Essa desmoralização cobrou seu preço em indicadores como o câmbio e a curva de juros futuros.

Por mais que Lula e seus aliados continuem esperneando contra o Banco Central, está claro que a bola está com o governo: boa parte da atual incerteza deriva do fato de que não se sabe que âncora fiscal o país terá nos próximos anos, e isso é algo que só o Executivo pode resolver, apresentando logo um arcabouço fiscal “sólido e crível”. E, se o projeto não tiver essas características, que o Congresso tenha a inteligência de fazer os ajustes necessários para que os recursos tomados do contribuinte por meio dos impostos sejam usados com mais racionalidade e eficiência, restaurando a confiança que se manifesta em mais investimento, emprego e renda para os brasileiros.

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