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OPOSIÇÃO PARA FREAR O PT

Marcel van Hattem

Oposição Lula Congresso

Dentre tantas notícias trágicas que recebemos todos os dias acerca do governo Lula, o sentimento de terra arrasada e o total desrespeito à lei e à moralidade que uma infinidade de seus atos representa, uma constatação positiva precisa ser feita: Lula, o PT e a esquerda têm oposição no Congresso Nacional. Finalmente. É perceptível a dificuldade que o governo tem, nesse início de Legislatura, tanto para fazer andar seus projetos como para emplacar suas narrativas. Apesar de ser verdade que a oposição a Lula ainda está longe de ser um exemplo de organização, a articulação e o apoio popular à oposição são crescentes.

Relembremos que a direita no Brasil renasce como movimento com força política há cerca de uma década apenas. As manifestações de junho de 2013, ironicamente desencadeadas pelos radicais do PSOL na capital paulista contra o aumento da passagem de ônibus, mas logo em seguida por eles abandonadas, tomaram proporção nacional ao levarem milhões de brasileiros às ruas contra a incompetência governamental, a corrupção e o desperdício de dinheiro público na construção ou reforma de estádios para a Copa, a ser realizada no ano seguinte, ao passo que sempre faltou o mais básico investimento público para a saúde, a segurança, a educação. Não era mais pelos 20 centavos que o povo saía às ruas, não era mais um protesto da esquerda. Ainda não havia lideranças claras ou uma orientação ideológica precisa, mas as pautas populares e reivindicações de então, somadas à rejeição ao governo petista de Dilma Rousseff, demonstravam que o espaço político para o ressurgimento da direita no país estava completamente aberto e pronto para ser ocupado.

Dez anos se passaram. Para além da necessária autocrítica que a direita precisa realizar sobre suas ações e omissões que contribuíram para uma trágica nova eleição de Lula para a Presidência da República, é preciso reconhecer: o pensamento de direita está mais forte e definitivamente presente no cenário político nacional do que nunca. Possui uma representação parlamentar que antes era praticamente inexistente. Tem voz e popularidade. Pode ainda lhe faltar, com relativa frequência, modos e maturidade, rendendo-lhe repreensões da opinião pública (até mesmo dentro da própria direita) e ignóbeis perseguições. Porém, para quem ainda está, aos dez anos, na pré-adolescência de sua consolidação como relevante força política, a direita brasileira tem feito bastante barulho e conseguido pautar importantes debates que reforçam teses conservadoras ou liberais.

Sob o ponto de vista do resultado prático, a oposição já apresenta resultados relevantes. Colocou o governo petista no corner com a bem-sucedida coleta de assinaturas para a instalação da CPMI do 8 de janeiro e acaba de anunciar, por meio de decisão da Frente Parlamentar da Agropecuária, importantes ações no Congresso para reagir às criminosas invasões do MST. Dentre as ações a serem tomadas está a realização de uma CPI para investigar o movimento marginal e a apresentação de um requerimento de urgência de minha autoria para um projeto de lei que dá à polícia condições de fazer o que deveria ser óbvio: reintegrar a posse sem necessidade de ordem judicial sempre que for apresentada a escritura pública da área invadida por seu proprietário de direito. Se a direita conseguir se organizar um pouco mais no Congresso, focando melhor sua energia na articulação para obtenção de mais resultados práticos como esses, certamente o pesadelo de Lula no Planalto terminará em no máximo quatro anos. A iniciativa do deputado Deltan Dallagnol de organizar um “shadow cabinet”, ou seja, um ministério paralelo de oposição no Congresso aos moldes do que ocorre no Parlamento inglês, é ideia que tem grande potencial de resultados positivos.

A medida do sucesso de um movimento de oposição pode ser ainda mais claramente aferida quando o governo sente o baque e o anuncia. Em vídeo que circula por grupos de WhatsApp, o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ), reconhece que a direita no Congresso Nacional está “com força jamais vista”. “Nunca na história republicana do Brasil a extrema-direita (sic) esteve tão potente e mobilizada. Eles disputam as ruas com a gente, não só a tribuna”, disse o deputado diante de colegas e ativistas de esquerda – no termômetro ideológico de Alencar certamente todos de “extrema-esquerda”, claro – presentes a um café da manhã, provavelmente em Brasília. “Eles estão muito potentes, muito fortes. E isso é muito grave”.

A oposição de direita no Congresso Nacional é a mais importante e efetiva forma de frear os desmandos do Poder Executivo e prevenir que crimes sejam praticados por Lula ou seus apoiadores. Fazer barulho na tribuna e nas comissões ecoando o sentimento de insatisfação popular com a eleição de Lula e a volta do PT ao poder é fundamental para derrubar narrativas falaciosas e fazer avançar as pautas liberal e conservadora já bem presentes na sociedade brasileira. Se antes o movimento foi da sociedade em direção ao Congresso, por meio da pressão dos movimentos de rua sobre os parlamentares pelo impeachment de Dilma, agora é momento de a oposição no Congresso dar força aos movimentos civis de direita, verdadeiramente sociais e populares, para que se sintam motivados a voltarem às ruas contra Lula e o PT.

Fiscalizar o governo com eficácia e realizar ações coordenadas utilizando de todos os instrumentos legais e constitucionais para tal são as formas mais adequadas para que o Brasil não sucumba ao projeto de poder hegemônico do PT. Se sobrevivemos durante os 14 anos dos governos Lula e Dilma no passado recente sem ter uma oposição forte no Congresso, certamente conseguiremos fazer o mesmo pelos próximos quatro. Ou, a depender justamente da força da oposição no Congresso e nas ruas, este governo durará até menos do que isso.

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MONUMENTO À CORRUPÇÃO

A “Torre Pituba”, em Salvador, que voltará a sediar a Petrobras por decisão do ex-senador Jean Paul Prates, presidente da estatal, foi símbolo das falcatruas dos governos petistas de Lula e Dilma, investigadas na Operação Lava Jato.

O prédio foi obra da Odebrecht e OAS, protagonistas do maior escândalo de corrupção da História.

E, claro, mais uma obra superfaturada: a “torre”, monumento à corrupção, custou 400% a mais, segundo o Ministério Público Federal (MPF).

O MPF apontou que a obra, orçada em R$ 320 milhões, saiu por R$ 1,2 bilhão. Os valores superfaturados foram transformados em propinas.

A construção da “torre” foi bancada pela fundação Petros, que comanda o bilionário fundo de previdência dos funcionários da estatal.

Em 2019, o então presidente da estatal Roberto Castello Branco fechou o prédio: “monumento ao desperdício, verdadeiro templo da corrupção”.

Castello Branco explicou que o estado da Bahia só representa 1,5% da produção da Petrobras, e os custos da Torre Pituba eram indefensáveis.

Superfaturada, Torre Pituba é tida como monumento à corrupção

* * *

A torre, monumento erguido à corrupção, custou 400% a mais.

Só isso.

Apenas isso.

De 320 milhões pulou para 1,2 bilhão.

O superfaturamento virou propina.

E a quadrilha que praticou esse crime está de volta ao poder.

É phoda!!!

É pra arrombar a tabaca de Xolinha!!!

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ATO INSTITUCIONAL Nº 1 DO SUPREMO FEZ 4 ANOS

Leandro Ruschel

Em 14 de março de 2019, o ministro Toffoli, então presidente do Supremo, iniciou a sessão do dia no tribunal fazendo um breve discurso sobre a importância da liberdade de imprensa e da independência do Judiciário para a “democracia”. Em seguida, anunciou a abertura de um inquérito para investigar “denunciações caluniosas, ameaças, injúrias e difamações contra membros da corte e seus familiares”.

O procedimento aberto ao arrepio do sistema acusatório, ancorado numa interpretação forçada do artigo 43 do Regimento Interno do Supremo, que fala em investigação policial dirigida por ministro em caso de crime cometido nas dependências do tribunal, transformava os ministros em vítimas, investigadores, acusadores e julgadores ao mesmo tempo.

Toffoli escolheu o ministro Moraes como relator do inquérito, sob protestos do ministro Marco Aurélio Mello, que exigia sorteio para o posto. Ato contínuo, Moraes escolheu a equipe de delegados federais que tocariam as investigações.

Alguns dias antes, o procurador Diogo Castor havia escrito um artigo no blog O Antagonista, alertando para um duro golpe que a Segunda Turma do Supremo estava preparando na Lava Jato: o envio da maioria dos casos para a Justiça Eleitoral, o que significaria penas muito mais brandas para os políticos pegos com a mão na cumbuca.

Menos de um mês depois, o verdadeiro propósito do procedimento ficou claro, diante da CENSURA à revista Crusoé, que trazia na capa um furo: Marcelo Odebrecht havia revelado ao MP que Toffoli era o “amigo do amigo do meu pai”, codinome usado nas comunicações internas da construtora, lembrando que “amigo do meu pai” era o próprio Lula, segundo o delator.

O ministro Moraes mandou a Crusoé tirar a matéria do ar. Diante da condenação da censura pela imprensa em geral, e pelo meio político, incluindo aí parlamentares como Randolfe Rodrigues, que chegou a pedir o impeachment dos ministros, a censura foi levantada alguns dias depois.

A então procuradora-geral Rachel Dodge solicitou o arquivamento do inquérito, que ela chegou a chamar de “tribunal de exceção”. O arquivamento foi negado por Moraes.

A revista Piauí, de extrema-esquerda, chamou o inquérito de “guerra perdida de Toffoli”, afirmando que a única forma do procedimento sobreviver seria “mudando o foco”, para ir atrás de quem de fato atacava os ministros, mas mantendo a liberdade de imprensa. Estava dado o recado: se o procedimento fosse direcionado à direita, protegendo a militância de redação, ele ganharia apoia da esquerda, ou seja, da imprensa e de boa parte do meio político, acossada pela Lava Jato.

Dito e feito.

Pegando a deixa da CPI das Fake News, o inquérito passou a mirar na direita para ganhar o apoio de todos os aparelhos da esquerda. Randolfe Rodrigues e dezenas de outros parlamentares influentes passaram ser aliados do Supremo, assim como toda a militância de redação.

Em maio de 2020 se iniciou uma nova fase do processo, com busca e apreensão, além de bloqueio das redes sociais de dezenas de influencers, empresários, políticos e jornalistas de direita. Era a primeira vez, desde o fim do regime militar, que pessoas eram perseguidas e censuradas em massa, por “crime” de opinião e manifestação política.

Desde então, mais de 400 pessoas viraram alvo do inquérito das “fake news” e vários outros derivados, o que resultado em fechamento de redações, censuras, prisões e exílios. Os advogados dos investigados relatam grande dificuldade em acessar os autos e fazer a defesa. Na prática, não há a quem recorrer, já que se trata da última instância do judiciário.

O impacto é profundo. Há medo generalizado, e justificado em se manifestar, resultando numa auto-censura sistemática.

Tudo ocorre sob palmas efusivas da imprensa “profissional”, e da esquerda em geral, os autointitulados “defensores da democracia”. Não sabemos quando o novo regime brasileiro acabará, mas sem dúvida ele começou no dia 14 de março de 2019.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ALEXANDRE GARCIA

GOVERNO AINDA TRABALHA DURO PARA SABOTAR CPI DO 8 DE JANEIRO

CPI DF

CPMI quer investigar atos de 8 de janeiro

O presidente do Senado e do Congresso, senador Rodrigo Pacheco, está sendo cobrado pelos políticos – mas não pela mídia, que está omitindo, fingindo que não existem assinaturas suficientes para abrir uma CPI mista que investigue tudo sobre o 8 de janeiro. O governo não quer, o governo está desesperado, procurando tirar assinaturas. Cobrado, Pacheco respondeu que vai solucionar isso o mais breve possível. Espera-se que ele convoque uma reunião conjunta de Câmara e Senado, leia o requerimento e instale a CPI.

Como já tem gente retirando a assinatura, talvez Pacheco esteja dando tempo para ver se mais parlamentares fazem o mesmo, mas ainda está longe de ficar abaixo das 171 assinaturas necessárias na Câmara e 27 no Senado. Até agora, foram 33 senadores e 189 deputados, parece que apenas quatro deputados retiraram. Guardem bem aí o nome deles: eleitores de Goiás, lembrem-se de José Nelto (PP) e Célio Silveira (MDB). Eleitores do Rio de Janeiro, lembrem-se de Chiquinho Brazão (União Brasil); e eleitores do Maranhão, não se esqueçam do Pastor Gil (PL). Gente que retirou a assinatura, provavelmente por motivos, vamos usar um eufemismo, fisiológicos. Liberação de emenda, algo assim.

Agora, é bom lembrar que, por ordem do Supremo, abriram a CPI da Covid, que hoje vemos ter sido um fiasco. Que inclusive fazia a cabeça das pessoas, dizendo que não havia tratamento, que todo mundo devia usar máscara, coisas que hoje estão se mostrando totalmente opostas à realidade. Negacionistas foram certos senadores da CPI, que saiu quando outra comissão estava pronta para começar. Aliás, a CPI das ONGs da Amazônia, onde está?

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Alguém vai pagar a diferença da passagem aérea a R$ 200

Nós temos aí uma promessa do ministro dos Portos e Aeroportos, Márcio França (PSB). Ele está acima disso, mas aceitou e anunciou um programa chamado Voa Brasil, de passagens a R$ 200 para servidores públicos aposentados, pensionistas e estudantes do Fies. Não há como não lembrar daquele tempo nojento, odioso, em que jornalistas pagavam meia passagem aérea. Não dá para ter privilégio nenhum para ninguém! Mas isso foi abolido porque, na verdade, não era o jornalista que estava ganhando dinheiro com isso, economizando na passagem aérea; era a empresa jornalística.

Agora vemos essa história outra vez. Dizem que não vai ter subsídio, mas uma empresa aérea vai vender uma passagem a R$ 200 de Porto Alegre a Manaus, por exemplo? De Brasília para Goiânia, tudo bem. E ainda dizem que seria financiado em 12 parcelas pela Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, e que seria justificável porque tem muito assento vazio, mas então o sujeito só vai voar se tiver poltrona vazia a R$ 200? Milton Friedman diz que não há almoço grátis. Então vamos saber o que vai acontecer, se não vai ser uma “picanha aérea”.

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Governo que fraqueja vira refém dos criminosos

Esses ataques no Rio Grande do Norte, por parte de quadrilhas criminosas, nos lembra que que os governos que fraquejam serão dominados pelo crime. E os governos que ficam dominados pelo crime não conseguem dar aos cidadãos a segurança que eles têm obrigação de dar – não apenas porque os cidadãos pagam impostos para isso, mas porque os governos existem para servir os cidadãos e dar-lhes segurança.

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UM PAÍS SURREAL

“Seria cômico, se não fosse trágico”, observou o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) pedindo urgência em uma lei que autorize a polícia a defender propriedade privada.

No Brasil, invasores só podem ser retirados após ordem judicial, lentidão que ajuda a atividade criminosa.

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Não temos uma lei que autorize a polícia a defender propriedade privada???

Foi isso mesmo que eu li???

Da fato, o Brasil não é para amadores.

É phoda!!!