CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

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ALEXANDRE GARCIA

A FORÇA DO AGRO NOS ESTADOS

Mato Grosso e Mato Grosso do Sul estão entre os estados com menor desemprego.

Mato Grosso e Mato Grosso do Sul estão entre os estados com menor desemprego

Quatro estados brasileiros têm desemprego menor que o Canadá, que a Alemanha, que Estados Unidos, que Reino Unido – que as as economias mais saudáveis do mundo. Sabem por quê? Por causa do agro.

É “coincidência”, né? São quatro estados que estão bombando no agronegócio. Primeiro lugar:  Rondônia. Estado que eu vi crescer. Conheci o Rondônia em tempos do Teixeirão – governador Jorge Teixeira. Conheci mesmo, de helicóptero com ele, passando o estado todo. Eu estava fazendo um especial sobre a Amazônia para a Manchete.

Segundo lugar: Santa Catarina, que é um Brasil muito especial. Bombando. E terceiro e quatro lugares os dois mato grosso: Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Celeiro do mundo. Não é mais nem celeiro do Brasil só, não: é celeiro do mundo. Exemplo para o mundo: eles estão com taxa de desemprego ao redor de 3%,  isso aí é considerado pleno emprego pelos economistas. É o agro.

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Comitiva do agro

E nesse momento tem muita gente desses estados que está numa comitiva do agro brasileiro na China, chefiada pelo ministro da Agricultura Carlos Fávaro, que já foi presidente da Aprosoja – Associação dos Produtores de Soja e Milho do Mato Grosso, a maior do Brasil.

São 102 representantes da agricultura, pecuária, agroindústria, exportações. O presidente da República não vai pra lá, está com pneumonia. Mas eles vão ficar lá continuando os negócios. Só não saem agora os acordos. Eram acordos para tirar a burocracia, para dar mais rapidez aos pagamentos.

A China é o principal parceiro comercial do Brasil. Então os empresários vão continuar lá fechando negócios. Todo mundo está falando que estão lá os irmãos o Wesley e Joesley (Batista, da JBS) e o ministro da Agricultura diz: “ah, vamos pensar no futuro”. Bom, foi aquele rolo todo lá com políticos em geral, né? Não foi só com Temer. Acho que foi com o Aécio também, foi na Lava Jato… meu Deus.

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O risco da viagem

Enquanto isso o presidente Lula convalesce de uma pneumonia. Eu achei muito estranho o médico que veio de São Paulo dizer “não, ele pode viajar”. Meu Deus do céu, será que não olhou para a idade dele? Não é só isso: são 30 horas de voo num avião com ar condicionado e ar frio, e sem se mexer muito. Depois lá os compromissos e troca de clima. Seria uma loucura enviá-lo com pneumonia, mesmo que a ministra da Saúde tenha falado em “princípio de pneumonia”.  Como assim “princípio”? Mas, enfim, está medicado, está com antibióticos, e até agora as notícias dizem que está se recuperando na residência oficial, que é o Palácio da Alvorada.

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O exemplo de Tarcísio

Há governante que justifica roubo de celular dizendo que é para tomar uma cervejinha. Mas há governante que não admite nenhum tipo de roubo, nenhum tipo de crime. É o caso do governador de São Paulo. Por causa disso, nos dois primeiros meses do ano o roubo de celular caiu 33% e o  roubo em geral no estado todo de São Paulo caiu 20%.

Essa é uma questão de presença. Quando tem um sinal de que há um governo leniente, amistoso, a bandidagem vai em frente. Veja o caso do Rio Grande do Norte. Agora, quando há sinais de que vai vir resposta dura, isso tem o poder de dissuasão, de fazer o criminoso desistir do seu ato criminoso. Esse é o poder das armas de defesa.

DEU NO JORNAL

TOMARAM NO TOBA

A descoberta da trama para matar Sergio Moro e as falas ameaçadoras de Lula, em seu ódio obsessivo, e a mentira da “armação”, não apenas recolocaram o ex-juiz da Lava Jato na elite da política como garantiram o mandato do senador, ao menos por enquanto.

O ex-juiz da Lava Jato, que meteu Lula na cadeia por ladroagem, está na mira do empoeirado Conselho de Ética do Senado, agora controlado por lulistas, que têm a “missão” de procurar cabelo em ovo para cassar seu mandato.

Querem para Moro o mesmo destino do juiz da Operação Mãos Limpas, da Itália, Antonio Di Pietro, caçado pelos políticos ladrões que puniu.

A intenção de lulistas, alvos da Lava Jato, era óbvia: controlar o Conselho de Ética para blindar aliados e emparedar os opositores.

Seis integrantes da CPI da Pandemia estão agora no Conselho de Ética, além de outros que usaram a comissão para garantir lugar sob holofotes.

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Resumindo:

O plano dos tabacudos não foi pra frente.

A canalha lulo-petêlha tomou no olho do furico!

Excelente notícia para começarmos a semana.

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A ESQUERDA QUER MANTER OS POBRES NO ESGOTO A CÉU ABERTO

Editorial Gazeta do Povo

Falta de saneamento é problema principalmente nas áreas urbanas

Marco Legal do Saneamento prevê garantir que 99% da população tenha acesso à água potável e 90% à coleta e tratamento de esgoto até o ano de 2033

Poucos indicadores são tão demonstrativos a respeito da ineficiência estatal contemporânea quanto os números do fornecimento de água e saneamento básico. Ainda existem 35 milhões de brasileiros sem acesso a água tratada, e quase 100 milhões sem coleta de esgoto – daquilo que é coletado, apenas metade passa por tratamento. Esta é a realidade de rincões no interior do país, mas também de bolsões de miséria nas grandes metrópoles; uma vergonha nacional que não tem cor ideológica, pois existe em locais governados pela direita, pela esquerda e pelo centro. Combater esta mazela brasileira é dever básico, civilizatório, de qualquer governante, pois a falta de algo tão básico condena a população a doenças facilmente evitáveis e promove a degradação ambiental.

O novo Marco Legal do Saneamento, aprovado em 2020 e que alterava legislação anterior, de 2007, definitivamente merece o nome que tem, pois sua aplicação tinha tudo para representar um salto na oferta de serviços tão essenciais. A meta tão ambiciosa quanto necessária de levar o fornecimento de água potável a 99% da população e a coleta de esgoto a 90% dos brasileiros até 2033 jamais seria atingida em um cenário de estatais com pouco investimento e sem parâmetros de qualidade a atingir, beneficiadas por contratos assinados sem licitação e renovados automaticamente, e por isso o novo Marco Legal privilegiou o papel da iniciativa privada e delegou à Agência Nacional das Águas (ANA) o papel de regulador no setor. As estatais não ficariam excluídas, mas, se quisessem seguir atuando, precisariam demonstrar capacidade de realizar os investimentos necessário e competir em licitações. O setor privado respondeu ao chamado, como havia feito também no caso das ferrovias: os investimentos em água e saneamento subiram 15% em 2022. Pouco mais de 20 leilões realizados entre a sanção da lei e o fim do ano passado garantiram cerca de R$ 85 bilhões em investimentos futuros.

Mas a esquerda não quer saber de nada disso e trabalha para bombardear o novo Marco do Saneamento. Logo no início do governo Lula, a medida provisória que reorganiza o governo federal e um decreto específico sobre o Ministério das Cidades já tiraram da ANA atribuições de regulação do setor de saneamento – muito em linha, aliás, com a intenção lulista de enfraquecer todas as agências reguladoras, modelo a que a esquerda sempre se opôs. Além disso, o “revogaço” de Lula colocou de volta no jogo as estatais incapazes de demonstrar capacidade econômico-financeira de executar o serviço e realizar investimentos, premiando a ineficiência. A destruição do Marco do Saneamento, entretanto, não termina aí.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, já manifestou a intenção de seguir adiante com os planos do deputado federal de extrema-esquerda Guilherme Boulos (PSol-SP), um devoto do estatismo e do atraso a quem Lula deu protagonismo durante a transição para tratar de assuntos relativos ao saneamento básico. Para Boulos, não há problema algum em contratos assinados sem licitação; problema mesmo é a participação da iniciativa privada e o papel regulador da ANA. Em outras palavras, o objetivo é desfigurar a nova legislação no que for possível – de preferência, via decreto, que não exige negociação no Congresso Nacional – para devolver o Brasil à situação anterior a 2020.

Em demonstração descomunal de cinismo, o governo afirma que as mudanças têm o objetivo de “destravar investimentos”. Mas retornar ao status anterior não destravará nada, pelo contrário: garantirá que os investimentos simplesmente cessarão, já que o serviço poderá continuar sendo prestado por estatais ineficientes, sem metas a cumprir, sem necessidade nem mesmo de demonstrar sua capacidade em um processo licitatório. Os brasileiros sem água tratada e esgoto coletado que esperem e sofram, pois para Lula, Costa e Boulos eles são menos importantes que as “oportunidades” trazidas pela manutenção do poder das estatais. Pretender que os pobres sigam tomando água contaminada e convivendo com esgoto a céu aberto, negando-lhes a possibilidade de usufruir de um serviço bem prestado, é uma verdadeira atrocidade que o governo Lula quer levar adiante como se estivesse lhes fazendo um favor; um sociopata não faria melhor.