Será que só o dente do Renan que vai cair?? pic.twitter.com/hGeXuJibX1
— Pavão Misterious🇧🇷 (@misteriouspavao) March 24, 2023
Será que só o dente do Renan que vai cair?? pic.twitter.com/hGeXuJibX1
— Pavão Misterious🇧🇷 (@misteriouspavao) March 24, 2023
Caro Editor:
Que não falte ração para o Polodoro, Hipoglós para a Xolinha e “marvada” para a assanhada da Chupicleide.
Fraternal abraço.
R. Fique tranquilo, meu caro amigo e leitor: não vai faltar nada.
O jumento Polodoro vai ter ração pra encher o bucho, a cachorra Xolinha vai ter Hipoglós pra passar na tabaca arrombada e a secretária Chupicleide vai ter cachaça “marvada” à vontade pra encher o rabo nesta sexta-feira.
Isso sem falar que já está garantido o pagamento mensal da empresa Bartolomeu Silva, que dá assistência técnica ao JBF 24 horas por dia.
Tudo isto graças à sua generosa doação, que já está na conta desta gazeta escrota.
À sua e também a dos leitores Eurico Schwinden, Salatiel Moura, Márcia Bianchi, e José Affonso.
Gratíssimo do fundo do coração a todos vocês que nos ajudam a manter essa gazeta escrota avuando pelos ares.

Polodoro, Chupicleide e Xolinha: um trio fubânico imensamente agradecido
Prezado Papa,
avise os cabarelistas juramentados que hoje, às 19h30, vamos abrir as portas do cabaré.
Falar sobre cultura nordestina e sua importância.
Para participar, basta clicar aqui.
Entrada livre…..
Obrigado
R. O recado está dado, nobre gerente cabarelista.
Um tema excelente este que você está sugerindo.
Às sete e meia de noite nos encontramos lá na sala do Cabaré.
Até mais tarde!!!

Poeta cantador cearense Geraldo Amâncio
* * *
Geraldo Amâncio glosando o mote:
O nordeste se enche de alegria
Na chegada da chuva no sertão.
Numa tarde de inverno o céu se agita
Uma nuvem pesada esconde o sol
Aparece relâmpago, caracol
A cascata do rio enche e vomita
Desce raio de fogo o trovão grita
Na cabeça de um grande torreão
Passa o vento entoando uma canção
Que o porão do açude se arrepia
O nordeste se enche de alegria
Na chegada da chuva no sertão.
Na esperança o campônio se agarra
Do fantasma da seca sente medo
Quando chega o natal, acorda cedo
Para ver se aurora trás a barra
Inimiga da seca é a cigarra
Que só canta no tempo do verão
O profeta do inverno é o carão
Quando está pra chover ele anuncia
O nordeste se enche de alegria
Na chegada da chuva no sertão.
Quando chove na entrada de janeiro
O riacho transborda e soltam roncos
Lambe os galhos do mato, arrastra troncos
De raízes que encontra em todo aceiro
Passam sapos montado no balseiro
Parecendo um chofer de caminhão
Não dirige, mas dá a impressão
Onde tem um perigo ele desvia
O nordeste se enche de alegria
Na chegada da chuva no sertão.
No inverno os vaqueiros tangem bois
O roceiro na luta mete a cara
Queima a broca o que sobra faz coivara
Deixa arranca de touco pra depois
Corta a terra na baixa de arroz
Faz remonte de cerca aduba o chão
Abre cova semeia e enterra o grão
Tudo quanto plantar a terra cria
O nordeste se enche de alegria
Na chegada da chuva no sertão.
* * *
Otacilio Pires glosando o mote:
A saudade maltrata mas não mata ,
Só pra ter o prazer de torturar.
A saudade é esta falta sentida,
Quando a distancia se faz presente.
E o tempo passou, foi inclemente,
E esta ausência maior é tão doída.
Saudade é esta dor mais incontida,
Que em nada se pode superar ,
A esperança se faz em esperar
E esta espera parece tão ingrata…
A saudade maltrata, mas não mata,
Só pra ter o prazer de torturar.
* * *
Louro do Pajeú glosando o mote:
Quem casa faz uma cruz
pra morrer cravado nela.
Jesus não morreu tão moço
mas nunca quis companheira,
quis uma cruz de madeira,
porém, não de carne e osso.
Não lhe seduziu o esboço
do perfil da mulher bela,
não deu tais honras a ela,
sabido só foi Jesus.
Quem casa faz uma cruz
pra morrer cravado nela.
* * *
Otacílio Pires glosando o mote:
Tudo o que há de beleza
Deus colocou no Sertão .
Uma flor de açucena,
Uma noite enluarada,
Orvalho da madrugada,
Um som duma cantilena.
A beleza da pele morena
Queimada de insolação.
Leito de rio em rachão
Sertão de muita dureza
Mas no fim a certeza:
Tudo o que há de beleza
Deus colocou no Sertão.
* * *
UMA VIAGEM AO CÉU – Leandro Gomes de Barros

Uma vez eu era pobre
Vivia sempre atrasado
Botei um negócio bom
Porém vendi-o fiado
Um dia até emprestei
O livro do apurado.
Dei a balança de esmola
E fiz lenha do balcão
Desmanchei as prateleiras
Fiz delas um marquezão
Porém roubaram-me a cama
Fiquei dormindo no chão.
Estava pensando na vida
Como havia de passar
Não tinha mais um vintém
Nem jeito de trabalhar
O marinheiro da venda
Não queria mais fiar.
Pus a mão sobre a cabeça
Fiquei pensando na vida
Quando do lado do céu
Chegou uma alma perdida
Perguntou : – Era o senhor
Que aí vendia bebida?
Eu disse que era eu mesmo
E a venda estava quebrada
Mas se queria um pouquinho
Ainda tinha guardada
Obra de uns dois garrafões
De aguardente imaculada.
Com a baixaria contra Moro, o Lula fez a proeza de revoltar até mesmo os jornalistas tidos como simpáticos a ele.
No vídeo: Reinaldo Azevedo, Joel Pinheiro, Andreia Sadi, Felipe Moura Brasil, Sheila Magalhães, Piperno, William Waack e Marco Villa. pic.twitter.com/KHgCRGmrqY— Liberdade (@LiberdadeOK) March 24, 2023
Ricardo Kertzman
Desde 2001, combato com extrema veemência o presidente Lula, o ex-tudo (ex-condenado, ex-presidiário, ex-corrupto e ex-lavador de dinheiro) e seu partido, o PT. Motivos eu os tenho às pencas: aproximação, amizade e apoio a ditadores, terroristas e facínoras de toda a sorte mundo afora; corporativismo, fisiologismo, populismo e corrupção desenfreada desde o nascedouro do partido; idéias e ideais velhos, mofados, retrógrados e canhestros; cinismo, mau caratismo, falsidade, mentiras e manipulação como métodos políticos.
E mais: um bando com dezenas, senão centenas de corruptos e incompetentes, representados pelo que há de pior na política e administração pública em todos os níveis (municipal, estadual e federal) e esferas (executivo, legislativo e judiciário). Em meio a estes, uma estoquista de vento, responsável pelo período mais recessivo da história de um país em tempos de paz. E um terrorista, quadrilheiro e ladrão. E filhos que herdaram as piores características dos pais, e que enriqueceram às custas de muitas mutretas.
Quando imagino que nada poderá ser pior, vindo de Lula e o PT, eles me surpreendem. Há alguns dias, o chefão petista elogiou a Argentina, desconsiderando uma inflação de 100% ao ano. Defendeu e relativizou, para não variar, ditadores e ditaduras. Seus ministros atacaram empresas privadas de importância mundial, como a Uber (“pode ir embora se quiser”) e os maiores bancos do País (“não tenho medo de cara feia”), ao mesmo tempo em que guerreiam, ao lado do mensaleiro, contra um Banco Central independente.
Não temos 100 dias de governo e essa gente já produziu uma quantidade monumental de lixo intelectual. Mas ontem, quinta-feira (23), aquele que não é dono de sítio em Atibaia nem de Triplex no Guarujá conseguiu bater o próprio recorde de cretinice e proferiu uma fala repugnante até mesmo para os próprios padrões. Sobre o atentado à vida de autoridades públicas, pelo PCC, facção criminosa de ordem mundial, com mais de 100 mil “soldados”, frustrado a tempo pela Polícia Federal, o presidente da República (meu Deus!) afirmou:
“Eu acho que é mais uma armação do Moro. Quero ser cauteloso, é visível que é uma armação do Moro. Vou pesquisar, vou saber. Fiquei sabendo que a juíza não estava nem em atividade quando deu o parecer para ele. Eu vou pesquisar e saber o porquê da sentença. Não vou ficar atacando ninguém sem ter provas e, se for mais uma armação, ele vai ficar mais desmascarado ainda. Não sei o que vai fazer da vida se continuar mentindo do jeito que está mentindo”.
Que coisa! Que fala cafajeste, delinquente, abjeta.
A sedizente “alma mais honesta deste país” não apenas enxovalha a Polícia Federal, o Ministério da Justiça e, no limite, o Poder Judiciário, mas desdenha do potencial ofensivo e socialmente convulsionante de um dos mais perigosos grupos de crime organizado do mundo. Pior: coloca em risco a vida de um senador e sua família, ao relativizar a necessidade de segurança e proteção de uma autoridade – visível e comprovadamente – alvo de assassinos. É simplesmente espantoso ouvir algo assim do chefe maior do Estado.
Fosse o Brasil minimamente decente, ou psiquicamente são, Lula cairia em menos de uma semana. Mas Banânia é aquele gigantesco pedaço de terra, esquecido por Deus e bonito por natureza, onde presidentes podem tudo, desde conspirar e atentar contra o Estado Democrático de Direito, ou roubar descaradamente, ganhando férias no exterior e novos mandatos eletivos como prêmios. Por isso, quando me perguntam “de que lado estou?”, respondo, cada vez mais convicto: do lado de quem ainda possui um pingo de juízo, caráter e indignação.

O governo federal adiou, de sábado para domingo, o embarque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a viagem oficial à China.
A decisão foi motivada, segundo o Palácio do Planalto, por um quadro de “pneumonia leve” identificado na noite de quinta-feira 23.
* * *
Notícia de hoje, fresquinha.
Assim que acabei de ler, entrei na página da presidência e enviei mensagem com uma sugestão.
Indiquei um excelente remédio pra curar a pneumonia de Lapa de Ladrão: tomar uma garrafa de cachaça.
Dei a sugestão baseado neste improviso do grande poeta nordestino Manoel Filó.
Vejam que remédio arretado:
Eu acho que não convém
Falar de quem bebe porre
Porque se quem bebe morre
Sem beber morre também
Apenas quem bebe tem
Suas artérias normais
Trata das fossas nasais
Controla o metabolismo
Cachaça no organismo
É necessário demais.

A modernidade acabou com as cartas pessoais via Correio. Fiquei surpreso ontem ao receber uma carta. Não constava o remetente. Tomei minha poltrona confortável, abri o envelope e li surpreso uma história de amor contada por uma mulher e pedindo para divulgá-la, transcrevo-a abaixo.
* * *
Maceió 13 de março de 2023
Meu querido escritor Carlito.
Sou sua fã número um, todos os sábados impreterivelmente leio e me delicio com as suas histórias bem humoradas. Quisera passar uma tarde com o Mestre, deve ser divertida a conversa. Mas, o motivo dessa carta é contar a minha história para você transformá-la num conto, tem toda permissão. Só não revelarei os nomes dos protagonistas. Invente.
Eu nasci e me criei no bairro do Bom Parto, mas precisamente na Grota do Padre, onde há muitos anos morava um padre. Conta a lenda que o padre era apaixonado por uma mulher casada, e nas “caladas” da noite se encontravam. Toda população sabia, menos o marido. Até que ele descobriu e cortou a cabeça do padre. A partir daí o padre aparece vez em quando à noite debaixo de uma arvore. Muitos moradores já viram o padre de batina e sem cabeça. Mas deixemos a lenda, a minha história é mais interessante. Meu avô ficou com uma casa quando a Fábrica de Tecidos Alexandria faliu em 1966. Minha mãe herdou, e quando se casou, ficaram morando na casa, onde eu nasci no primeiro dia do Século XXI, ou seja, 1º de janeiro de 2000. Fui criada livre perambulando pelos bairros vizinhos, nadando e pescando na lagoa Mundaú. Na adolescência me senti uma moça cheia de hormônios, namorava e ficava com quem aparecia. Minha mãe que se casou nova separou-se de meu pai. Ele saiu de casa ao levar um bruto chifre do vizinho. Mamãe, solteira novamente, caiu na gandaia, nunca vi uma mulher gostar tanto de farra e de homem, foi o exemplo que tive durante minha criação. Ela levava os namorados para casa, chegava embriagada altas horas. Vive de uma pensão que meu pai deposita todo mês. Mas, verdade se diga, ela incentivou meus estudos em escolas públicas, foi exigente.
Um pouco antes da pandemia, mas precisamente no início de 2020, comemorei meu aniversário com amigos em minha casa. Meu pai bancou a festinha no primeiro dia do ano. Nessa época eu namorava o Rodrigo, um cara alto, forte, bonito. Eu gostava daquele homem belo que era ótimo de cama. Quando ele entrou em minha casa, notei que minha mãe teve uma empatia com meu namorado. Passou a noite tentando saber detalhes da vida dele. Foi notório entre minhas amigas, algumas advertiram, cuidado com sua mãe. Eu não liguei para as desconfianças de minhas amigas. A festa terminou com o dia amanhecendo, minha mãe bêbada só queria ficar junto a Rodrigo, até que ela adormeceu, colocamos mamãe na cama.
O tempo passou veio a braba pandemia, todos os cuidados possíveis, máscaras, remédios, eu tomava tudo que aparecia, tinha pavor à doença logo que uma amiga morreu. Nessa época horrível continuei com Rodrigo que almoçava todos os domingos em minha casa, às vezes dormíamos juntos. Minha mãe sempre prestativa. Era, genrinho para cá, genrinho para lá.
Para encurtar a história no final do ano de 2020, numa segunda-feira, minha mãe chegou em casa ao meio-dia, estava taciturna. Depois do almoço ela pediu para ter uma conversa comigo no quarto, sentamos na cama, tivemos esse o diálogo.
– Minha filha. Quero você seja a primeira a saber. Estou grávida. Você vai ganhar um irmão ou irmã.
– Minha mãe que loucura, você me deixou feliz pelo irmão, mas preocupada, você tem 38 anos. Me diga: sabe quem é o pai com certeza?
– Sei
– Quem é esse meu “padrasto” minha mãe?
– O Rodrigo.
Eu me levantei, não sei se de raiva da traição, deu-me uma dor no peito, saí correndo abri a porta e caminhei automaticamente para um botequim à beira da lagoa. Pedi uma cachaça e chorando tomei várias doses enquanto pensava naquela traição. Já era noite quando eu embriagada andei até o centro da cidade, onde dormi num hotel fuleiro. Dia seguinte peguei meus panos e fui morar com uma amiga. Nunca aceitarei aquela traição, meu namorado virou meu padrasto, o menino nasceu. Hoje eles vivem juntos na casa da Grota do Padre. Sei que meu irmão não tem culpa, é lindo, já o vi várias vezes. Mas não consigo sequer me aproximar. Consegui me formar em enfermagem, sou excelente cuidadora de idosos. Solteira, vou levando minha vida, gosto da boemia, fim de semana nos barezinhos sem dar satisfação. Mas, levo ódio no coração, não consigo perdoar minha mãe. Não é interessante minha história? Digna de um de seus contos. Quem sabe se, algum dia, nos encontraremos num bar dessa linda cidade?
Um abraço e um beijo de sua fã número um. X.