DEU NO X

DEU NO JORNAL

OUTRO “MAS” DA JORNALISTEIRA PETRALHA

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O jumento Polodoro, estimado mascote desta gazeta escrota, está de pajaraca pronta.

Sem cuspe e sem vaselina.

Pra enrabar tanto a Leitoa como tudo tudo quanto é jornalisteiro idiota deste país surreal.

E também todos que fizeram o “L”.

Rincha, Polodoro!!!

DEU NO X

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

DEU NO X

J.R. GUZZO

“PADRÃO MORAL LULA”: MÁQUINA ESTATAL PARA EVITAR CPI

Lula economia

Pelo que determinam a lei, a lógica e a decência comum, é obrigação do governo administrar o Departamento Nacional de Obras Contra a Seca, que custa uma fortuna para os pagadores de impostos, de forma a executar obras contra a seca. Pelas mesmas razões, tem de dirigir a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba com o objetivo de atender as necessidades da população que vive em volta dos rios São Francisco e Parnaíba. Deve, enfim, gerir o Banco do Nordeste para cuidar das carências e problemas do Nordeste. Mas o governo Lula não respeita a lei, nem a lógica e nem a decência.

No caso, está utilizando pelo menos esses três órgãos para dar empregos e outras vantagens materiais a parlamentares que votarem contra a abertura de uma CPI para investigar o que de fato aconteceu nas depredações do dia 8 de janeiro em Brasília. É assim: fica contra a CPI e a gente te descola uma boa boca no DNOCS, na CODEVASF e no Banco do Nordeste. Que diabo uma CPI sobre atos de vandalismo em Brasília poderia ter a ver com o combate à seca no Nordeste? Não tem nada a ver, é claro – mas o Brasil vive num regime de vale-tudo, onde o governo faz uso desaforado da máquina pública para atender a seus interesses políticos particulares.

O mesmo furor anti-CPI estaria levando Lula a manter no emprego o absurdo ministro das Comunicações – esse que usou um avião da Força Aérea para ir à uma exposição de cavalos de raça em São Paulo, e recebeu diárias do erário para levar no seu passeio. O homem pertence a uma das gangues partidárias do Centrão, que está casada hoje com o PT; sua turma não aceita que ele seja posto no olho da rua, como teria de fazer qualquer governo que exigisse um mínimo de integridade de seus ministros.

É mais um retrato perfeito do naufrágio moral desses dois meses e pouco de governo Lula. Não há escrúpulo nenhum para se fazer nada: o uso da máquina do Estado como propriedade privada do PT e seus cúmplices, tal qual está acontecendo no caso da CPI, tornou-se uma estratégia aberta e declarada do governo Lula.

Da mesma forma, abusam das atribuições que têm na área econômica para aumentar o preço dos combustíveis, na obsessão de ter mais dinheiro para gastar, ou para inventar impostos sobre a exportação – uma aberração típica de governos que não têm competência para ampliar sua arrecadação através de crescimento econômico e do aumento da produção.

Resta o enigma da CPI. Ela está sendo solicitada para tentar apurar o que aconteceu realmente nos ataques aos edifícios-sede dos Três Poderes. Não há dúvida de que o governo Lula é uma vítima direta dessa agressão; o próprio presidente da República exigiu aos gritos a abertura da CPI, junto com os militantes mais irados do PT e da situação. Festejam os 900 presos políticos enfiados na Papuda por conta das depredações – mesmo os que não fizeram nada. Exigem punição “exemplar”, denunciam o “terrorismo” praticado contra eles e quem cobrar multas de 100 milhões de reais, ou outra estupidez do mesmo porte, de quem está preso.

Mas, por um súbito mistério, o governo Lula fez um cavalo-de-pau na sua fúria repressiva: na medida em que foram sendo divulgadas mais informações sobre o episódio, eles foram ficando quietos, depois preocupados. Hoje são histericamente contrários à investigação do episódio pelo Congresso Nacional. Por que será?

O governo exige, com desespero, que toda a questão do 8 de janeiro fique restrita à punição dos que estão na cadeia; fora disso, ninguém pode abrir a boca para perguntar nada. É preciso dar emprego público, e outras vantagens físicas, para esconder os fatos? Podem dar à vontade; é exatamente o que estão fazendo. O padrão moral para o brasileiro comum é uma coisa. Para o governo Lula é outra, que não tem nada a ver. É essa que está valendo.

JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

UMA VOLTA AO PASSADO – UM MERGULHO NO TEMPO

Garrafas vazias “valiam ouro”

Vou ao êxtase quase orgástico, quando, quase oitentão, pego um barquinho de papel e me deixo transportar em sonhos e lembranças pelas corredeiras do caudaloso rio da vida.

Um prazer indescritível voltar ao passado – relembrando as coisas boas e atos dignificantes.

Roubar as meias de náilon do pai para fazer as bolas usadas nos jogos de “gol a gol” das tardes em traves montadas com pedras e tijolos nas ruas ainda por asfaltar. Era apenas um entretenimento.

Lembro bem que, naqueles tempos, a chuva não provocava enchente nas ruas e bairros. A água encontrava facilmente o lençol freático e seguia seu caminho traçado pela geologia da Natureza.

Jogar chuço, castelo de castanhas de caju, peteca ou bola de gude. A meninada de hoje não conhece esses apetrechos e suas utilizações. Só os celulares com smartphone e muitos “apps”.

“Eu preciso te falar,
Te encontrar de qualquer jeito
Pra sentar e conversar,
Depois andar de encontro ao vento.

Eu preciso respirar
O mesmo ar que te rodeia,
E na pele quero ter
O mesmo sol que te bronzeia,
Eu preciso te tocar
E outra vez te ver sorrindo,
E voltar num sonho lindo
Já não dá mais pra viver
Um sentimento sem sentido,
Eu preciso descobrir
A emoção de estar contigo,
Ver o sol amanhecer,
E ver a vida acontecer
Como um dia de domingo.”

Utensílios imprestáveis de alumínio

As tardes dos domingos eram especiais. Lembro bem. Lembro muito bem. Menino pobre, filho de pais pobres que se deleitavam quando viam que os pratos colocados à mesa, não estavam de todo vazios. Havia alguma coisa para aplacar a fome. Comida comprada com o dinheiro do trabalho honesto. Aquilo era edificante. E serviu como bons paralelepípedos, calçando as estradas da vida.

Quantas e quantas vezes este quase oitentão saía procurando nos pés das cercas e muros, as garrafas vazias ou panelas velhas e peças de alumínio que não tinham mais utilidade e eram jogadas fora.

Uma vez por semana, toda semana, o homem montado num animal, passava pelas ruas do bairro comprando garrafas vazias e peças de alumínio sem uso. Pagava bem.

O dinheiro “apurado” garantia o ingresso ao cinema nas tardes dos domingos. Também comprava revistas em quadrinhos, e até sobrava para comprar figurinhas para preencher os álbuns.

Tempos bons. Tempos idos que não voltam mais. Mas que fizeram parte da vida honesta e simples de muitos.

Da minha, inclusive.

DEU NO JORNAL

A DONA DO LADRÃO

Acusada pela oposição de “deslumbramento”, a primeira-dama Janja não se faz de rogada e exerce o poder de maneira inflexível, inclusive ao influenciar decisões de governo.

De acordo com relato de petistas que já foram mais influentes, desde quando ela e o marido se deliciavam na suíte presidencial de um hotel de luxo de Brasília, madame controla tudo. Ela define até as pessoas que podem ter acesso ao presidente.

O poder de Janja, queixam-se os petistas, tem afastado Lula da “companheirada”.

O poder de Janja limita o espaço de petistas que ela não gosta, como Gleisi Hoffmann.

A dúvida é se faz tudo combinado com o marido.

Até hoje, quando está por perto, Janja é quem escolhe aqueles que terão o supremo privilégio de falar com Lula e ainda fixa o tempo da audiência.

O tempo é determinado segundo a relevância que ela atribui ao visitante, mas ninguém é autorizado a passar mais de cinco minutos com Lula.

“Ei, você, agora é sua vez”, aponta ela ao escolhido, em meio a fila de notáveis, incluindo ministros, conforme relato de dois deles.

* * *

Um avacalhamento perfeitamente compatível com a bostosidade que é um governo petralha.

A Dona Janjeca manda em tudo e, por conta disso, está deixando a petralhada lá de cima completamente emputiferada.

Que coisa boa!!!

Que notícia arretada!!!

Quanto maior for a cachorrada dentro do bando, melhor pra banda decente do país.

Janjeca administra e fiscaliza tudo.

Até a pajaraca do Ladrão Descondenado!

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DEU NO JORNAL

LIBERDADE ECONÔMICA, SONHO QUE FICOU AINDA MAIS DISTANTE

Editorial Gazeta do Povo

FGTS saque-aniversário

Luiz Marinho, ministro do Trabalho, é um dos principais defensores da revisão de trechos da reforma trabalhista de 2017

A experiência internacional comprova, com farta evidência, que os países mais prósperos são aqueles onde existe liberdade econômica: onde indivíduos são capazes de empreender sem amarras desnecessárias, colocando seus recursos e seu talento à disposição da comunidade pela oferta de produtos e serviços, gerando emprego e renda. O Brasil viveu um período de seis anos e meio sob governos que fizeram esforços para incrementar a liberdade econômica, mas o país parece não conseguir sair do lugar, a julgar pelos resultados do Índice de Liberdade Econômica divulgados anualmente pela Heritage Foundation. Na edição de 2023, divulgada dias atrás, o país subiu seis posições, mas sua nota manteve-se estável e continuamos muito mais perto das economias “reprimidas” que das economias livres – um panorama que o novo governo não deve fazer o menor esforço para mudar.

Em comparação com o índice de 2022, o Brasil pulou da 133.ª para a 127.ª posição, o que ainda é um resultado extremamente preocupante, considerando que o ranking avalia 176 nações. Em uma escala que vai de zero a 100, o país teve nota 53,5, apenas 0,2 ponto maior que a do ano passado. Isso quer dizer que o salto brasileiro na classificação se deve menos aos próprios méritos que ao fato de outros países terem regredido, sendo ultrapassados pelo Brasil. Seguimos muito longe do líder mundial (Cingapura, com nota 83,9) e do líder latino-americano, o Chile, que tem nota 71,1 e, apesar de ter recuado 3,3 pontos, ainda está no grupo das nações “majoritariamente livres”. Estamos abaixo da média mundial (59,3) e das Américas (58,6); na América Latina, apenas Argentina, Suriname, Bolívia, Venezuela e Cuba têm notas piores que a nossa.

Por mais que tenhamos melhorado em 6 dos 12 itens avaliados, é preciso recordar que em um deles, a saúde fiscal, estamos na rabeira global, com o 12.º pior desempenho e nota 2,7, sinal de que o Estado brasileiro ainda é extremamente ineficiente e gastador, incapaz de fazer reformas que racionalizem a despesa estatal e liberem mais recursos para investimentos. E, como o ranking foi elaborado com base em dados do segundo semestre de 2021 e do primeiro semestre de 2022, o número ainda não considera a destruição do arcabouço fiscal brasileiro, o teto de gastos, que, graças à aprovação da PEC fura-teto, será substituído por uma nova regra ainda desconhecida.

No texto que acompanha os números brasileiros, a Heritage Foundation destaca que “ainda há considerável presença do Estado em muitas áreas da economia, minando o desenvolvimento de um setor privado mais vibrante”, e que isso não deve mudar com a volta de Lula ao poder, especialmente com o fim dos planos de privatização deixados pelo governo Bolsonaro. Se ainda acrescentarmos à lista o desejo de reverter ao menos partes da reforma trabalhista de 2017 e a tolerância com uma inflação mais alta, podemos esperar uma nota mais baixa para o Brasil em 2024 e uma queda no ranking, a não ser que outros países consigam piorar ainda mais que nós.

O petismo abomina a liberdade econômica, pois ambiciona o controle total da economia por meio da atuação direta ou, quando ela não é possível, da hiper-regulação sobre o setor privado. Trata-se de uma esquerda que permanece presa nos preconceitos marxistas do século 19, que pintam o empreendedor como um explorador inescrupuloso que precisa de todo tipo de amarra legal porque, do contrário, inevitavelmente tratará seus funcionários como animais. “Empresário não ganha muito dinheiro porque ele trabalhou. Ele ganha muito dinheiro porque os trabalhadores dele trabalharam”, disse Lula em entrevista poucos dias depois de voltar a subir a rampa do Planalto, em uma demonstração cabal deste preconceito contra aqueles que, tendo recursos e podendo simplesmente viver do mercado financeiro, preferem investi-los em formas de oferecer algo à sociedade e gerar emprego, enfrentando o manicômio tributário nacional, a ainda engessada legislação trabalhista, a insegurança jurídica e um Estado altamente regulador. Com uma mentalidade tão arcaica dominando as mais altas esferas do poder, não há como esperar que a liberdade econômica avance no país nestes próximos quatro anos.
L

JOSÉ DOMINGOS BRITO - MEMORIAL

OS BRASILEIROS: Mestre Vitalino

Vitalino Pereira dos Santos, nasceu em 10/7/1909, em Caruaru, PE. Conhecido como Mestre Vitalino, o artesão dos bonecos de barro. Além de artesão ceramista foi músico popular tocador de pífano e considerado um dos maiores artistas da História da arte do barro no Brasil.

Seu pai era lavrador e a mãe artesã de panelas de barro, que vendia na feira de Caruaru. Foi aí que aprendeu a modelar bonecos e animais, seus brinquedos de criança. Na década de 1920 criou a banda “Zabumba Vitalino”, onde tocava pífano, e continuou aperfeiçoando seus bonecos de barro. Na década seguinte prosseguiu criando bonecos de gente famosa como Lampião, Maria Bonita, Corisco e todo o bando, os quais eram vendidos na feira. Em 1931 casou-se com Joana Maria da Conceição e tiveram 16 filhos, dos quais apenas 6 sobreviveram. Em seguida, a família mudou-se para o bairro Alto do Moura

Em 1947, o artista plástico Augusto Rodrigues se interessou por suas obras e convidou-o para participar da 1ª Exposição de Cerâmica Pernambucana, no Rio de Janeiro. A partir daí começou a ficar conhecido e até famoso como artesão. Em 1949 a fama foi alavancada com uma exposição no MASP-Museu de Arte de São Paulo, criado 2 anos antes pelo tembém nordestino Assis Chateaubriand. Em 1955 sua obra alcançou o mundo ao integrar uma comitiva que realizou a exposição Arte Primitiva e Moderna Brasileiras, em Neuchâtel, Suiça. A consagração como artista foi se ampliando, tendo sua biografia servindo como inspiração de samba-enredo da Escola de Samba Império da Tijuca, em 1977 e 2009, ano em que a Festa de São João, em Caruaru, o adotou como personalidade homenageada e foi agraciado com a Ordem do Merito Cultural, in memoriam.

Segundo a museóloga e antropóloga Lélia Coelho Frota, autora do livro Mestre Vitalino, lançado em 1986 pela Ed. Massangana, o Mestre utiliza a cor em seus bonecos, em sua primeira fase, não como mero elemento decorativo, mas sim como parte integrante da própria da modelagem, conferindo maior dramaticidade às figuras. Mais tarde, porém, deixa de utilizar este recurso em 1953 e passa a manter as figuras na cor da argila queimada. Por essa época sua obra foi batizada por especialistas como arte figurativa e passa a ter um caráter iconográfico.

Faleceu em 20/1/1963 e seu trabalho inspirou e mantém até hoje a formação de novas gerações de artesãos em todo o Nordeste. Sua atuação foi fundamental na transformação do bairro Alto do Moura, onde viveu em Caruaru. Diversas famílias passaram a se ocupar do artesanato, tornando o local numa referência nacional nesta arte e considerado pela UNESCO como um dos mais importantes centros de arte figurativa das américas. Sua casa foi transformada em “Casa Museu Mestre Vitalino”, em 1971 na Rua Mestre Vitalino, cujo entorno é ocupado por oficinas de artesãos. No ano seguinte o Instituto Joaquim Nabuco de Ciências Sociais publicou o livro Vitalino: um ceramista popular do Nordeste, contando e mostrando sua trajetória de vida,

No centenário do artesão, em 2009, o compositor Jorge Antunes prestou-lhe uma homenagem, compondo a obra sinfônica O Massapê Vivo, premiada no concurso da FUNARTE e estreada na XVIII Bienal de Música Brasileira Contemporânea. Na ocasião, o Museu do Homem do Nordeste lançou o livro Vitalino menino, de Walter Ramos e ilustração de João Lin, abrindo a coleção “Brincadeiras de Mestres”. Em 2017, o Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural aprovou o tombamento de todo o acervo do Mestre, contando com 232 peças as quais se encontram no acervo de 4 instituições públicas: Museu do Barro de Caruaru, Centro Cultural Benfica, Museu de Arte Popular do Recife e Museu do Homem do Nordeste.

Os temas tratados pelo Mestre Vitalino estão ligados aos ritos de passagem do ser humano, como o nascimento, casamento e morte. São frequentes, também, temas como a religião e cenas do cotidiano e do imaginário popular, incluindo o problema da seca nordestina e a migração. Hoje sua obra encontra-se no Museu do Louvre, em Paris, e no Brasil boa parte encontra-se nos museus Casa do Pontal e Chácara do Céu, no Rio de Janeiro e no Acervo Museológico da UFPE-Universidade Federal de Pernambuco, além dos locais já citados. O arquivo da Cinamateca Pernambucana conta com o documentário O Mundo do Mestre Vitalino, filme dirigido por Armando Laroche, em 1953, mostrando o Mestre no trabalho de modelagem de seus bonecos.