DEU NO JORNAL

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DEU NO X

PEDRO MALTA - REPENTES, MOTES E GLOSAS

GRANDES POETAS POPULARES E UM CORDEL SOBRE JESUS CRISTO

Lourival Batista Patriota (Louro do Pajeú)

Um cientista profundo
perguntou-me certa vez,
se eu conhecia os três
desmantelos deste mundo.
Eu respondi num segundo:
Doido, mulher e ladrão.
E disse mais a razão:
doido não tem paciência,
ladrão não tem consciência,
mulher não tem coração.

Serra Branca

Limeira meu negro velho,
você está em perigo:
um homem de sua idade,
quando vem cantar comigo,
só corta por onde eu risco,
só engole o que eu mastigo.

Zé Limeira

Você cantando comigo,
o sacrifício é maior:
porque não canta improviso
nem sabe nada de cor,
quanto mais você se apura,
mais eu lhe acho pior.

Otávio Pinheiro Filho

Teus olhos acastanhados,
tua boca angelical,
teu sorriso sensual
e teus lábios carminados,
teus cabelos ondulados,
tudo em perfeita harmonia,
tudo teu tem poesia
e me provoca o desejo
profundo de dar-te um beijo.
Deixa beijar-te Maria.

José Alves Sobrinho

Brasil de caracaxá,
do quengo, do cacareco,
do fole, do reco-reco,
do pandeiro, do ganzá,
do chibé, do aluá,
baião de dois, rubacão,
da farofa, do pirão,
da tapioca de coco,…
Este é Brasil de cabôco,
de mãe preta e pai João.

Cantando sempre vivi,
o cantar me dá prazer,
cantando hei de morrer,
porque chorando nasci,
chorando sempre perdi,
quero cantar até quando
Deus quiser, sempre sonhando,
sem gemer e sem chorar,
Cantando hei de encontrar
tudo que perdi chorando.

Dois aniversariantes,
em idades diferentes:
o pai está entre os adultos,
o filho entre os inocentes,
o pai mudando os cabelos,
o filho mudando os dentes.

* * *

OS SOFRIMENTOS DE JESUS CRISTO – José Pacheco

Oh Jesus meu Redentor
dos altos Céus infinitos
abençoai meus escritos
por vosso divino amor
leciona um trovador
com divina inspiração
para que vossa paixão
seja descrita em clamores
desde o princípio das dores
até a ressurreição.

Dentro do Livro Sagrado
São Marcos com perfeição
nos faz a revelação
de Jesus crucificado
foi preso e foi arrastado
cuspido pelos judeus
por um apóstolo dos seus
covardemente vendido
viu-se amarrado e ferido
nas cordas dos fariseus.

Dantes predisse o Senhor
meus discípulos me rodeiam
e todos comigo ceiam
mas um me é traidor
só a mão do pecador
meu corpo ao suplício vai
porém vos digo que vai
do homem que por dinheiro
transforma-se traiçoeiro
contra o Filho de Deus Pai.

Todos na mesa consigo
clamavam em alta voz
Senhor, Senhor qual de nós
vos trai dos que estão contigo
disse Cristo: é quem comigo
juntamente molha o pão
e todos me deixarão
mas São Pedro respondeu
mestre garanto que eu
não vos deixarei de mão.

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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MAURÍCIO ASSUERO – RECIFE-PE

Prezado Berto,

hoje vamos abrir as portas do Cabaré para conversar com João Augusto.

Esse cabra é meu aluno e toca um monte de instrumentos, inclusive violino.

Quase esqueço de avisar por conta do excesso de coisas pra fazer.

Avise ao pessoal que será a partir das 19h30 e para participar basta clicar aqui.

Abraços

R. Recado dado, meu nobre gerente cabarelístico.

Será um privilégio conversarmos com com seu aluno João Augusto, aquele que toca “um monte de instrumentos”, conforme você diz em sua mensagem.

Teremos hoje uma sexta-feira muito especial.

Sete e meia da noite nos encontraremos por lá.

Até mais tarde!!!

J.R. GUZZO

LULA É UM GRANDE PIADISTA: AGORA QUER RESSUSCITAR IDEIA DO TREM-BALA ENTRE SÃO PAULO E RIO

Lula língua de fora

A história, como nos dizem todos os dias os comentaristas políticos, só se repete como farsa. No caso do governo Lula e do PT, ela se repete como piada. Francamente: pode haver uma piada mais infame que o Trem-Bala de Lula e de Dilma Rousseff? Pois o Trem-Bala, acredite se quiser, está de volta como mais um dos 5.000 projetos “estratégicos” que o Lula-3 apresenta para o Brasil. O projeto estava morto desde que Dilma foi despejada da Presidência da República pelo impeachment; morreu por ser uma estupidez tamanho X-LLLLL, dessas que só o PT consegue produzir com a combinação concentrada de demagogia, incompetência, ignorância, pretensão e safadeza.

A promessa não resultou num único metro de ferrovia. Não tem, nem sequer, um projeto decente de engenharia, sem o qual não se constrói nem um forno de pizza. Custou milhões e gerou uma empresa estatal novinha em folha, com diretoria, um monte de empregos e todo o resto que você sabe – e paga com os seus impostos a cada vez que abastece o carro no posto ou acende a luz de casa. Pior ainda: o governo Bolsonaro não fechou essa aberração, e o PT, pelo que se está vendo, acha que foi muito certo não ter fechado. É tudo tão ruim que acabou ficando cômico.

Por mais lamentável que seja a sua história, o Trem-Bala entre São Paulo e o Rio de Janeiro é mais uma das miragens colocadas à venda pelo governo Lula – ou melhor, o que está de volta é o monte de dinheiro que o cidadão vai tirar de novo do bolso para pagar por essa conversa, porque mais uma vez não vai sair trem nenhum, e nem poderia sair, obviamente.

Prometem, desta vez, que a linha ficará pronta em “2.032”. Não vai haver Trem-Bala nem em 2032, nem em 100 anos, nem nunca. Trata-se, para encurtar o assunto, de uma impossibilidade material: trem que corre a 200 ou 300 quilômetros por hora exige terreno plano, e o terreno entre São Paulo e Rio é exatamente o oposto do que se requer para uma obra assim. Não dá, simplesmente – a menos que se gaste uma soma demente de dinheiro e se produza um cataclisma ecológico sem precedentes na região. Lula, é claro, diz que resolve tudo com “vontade política” – e com uma bela conversa com as empreiteiras de obras. Acha-se capaz de anular as leis da engenharia, da física e da geologia. Não vai conseguir. Por isso não vai haver trem; só vai haver despesa para a população e lucro para os amigos.

O absurdo vai além. Não existe absolutamente nenhuma carência, no atual sistema de transportes entre Rio e São Paulo, que justifique a construção de um Trem-Bala entre as duas cidades. Ao contrário, elas são as mais bem atendidas do Brasil em termos de comunicação; do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul, há necessidades muito mais urgentes, justificáveis e lógicas de investimento em transporte. Não faz nenhum sentido, também, gastar uma fábula com trens de alta velocidade entre Rio e São Paulo quando tanto uma como a outra cidade precisam desesperadamente de mais linhas de metrô e de trens urbanos, que transportam milhões de pessoas por dia.

Enfim: como um governo honesto em seus propósitos pode pensar em Trem-Bala quando o presidente da República diz que há “33 milhões” de pessoas “passando fome” no Brasil? Sua ministra do Meio Ambiente, aliás, diz que os famintos são “120 milhões”. É uma mentira grosseira, e uma mentira multiplicada por quatro no caso da ministra, mas é a verdade oficial do governo do PT. Se essa é a verdade, a despesa com trens de alta velocidade que não podem ser construídos, e dos quais ninguém precisa, é uma alucinação.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

DEU NO JORNAL

DEU NO JORNAL

ELE SÓ É CHAMADO DE “MINTO”

O presidente Lula (PT) continua no palanque fazendo discursos raivosos contra seu antecessor Bolsonaro.

Disse que o crescimento de 2,9% foi “um nada”.

Ele deveria dizer o que achou dos dois anos de Dilma com PIB de -3,6%.

* * *

Ele passa o dia pensando em Bolsonaro e dorme sonhando com Bolsonaro.

É a paixão e a tara da vida dele.

Amanhece o dia com a bunda toda melada.

A inveja é tanta que ele, descaradamente, reclama que nunca foi chamado de “mito”.

DEU NO JORNAL

OS IMPOSTOS E OS IMPOSTORES

Luís Ernesto Lacombe

ajuste fiscal Lula Congresso

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente Lula

O discurso dos impostores é de um amor profundo pelos impostos. Os politiqueiros, os gastadores no poder, os economistas de araque, os jornalistas da ficção, não do mundo real… Ludibriar e iludir, isso eles fazem bem. Mais impostos? Viva! Está na manchete do jornal: “É o melhor do ponto de vista social, fiscal e ambiental”. E como alguém ainda pode questionar medida tão acertada? Mais impostos, os impostores garantem, e teremos maior proteção aos pobres, redução da inflação, menor taxa de juros, estabilidade nas contas públicas e um ar mais limpinho. É o mundo maravilhoso dos tributos. Vamos dar mais dinheiro para o governo e resolver todos os nossos problemas.

Os impostores nos chamam de “contribuintes”… O que somos de verdade: pagadores de impostos. E pagamos, pagamos, pagamos. Somos felizes assim. Temos segurança, ensino e saúde de qualidade. Os impostores já esclareceram: esse paraíso todo foi o dinheiro dos nossos impostos que construiu. O tal presidente que resolveu reduzir e até zerar a carga tributária de milhares de produtos, ele arriscou todas essas conquistas. Onde já se viu derrubar impostos, baratear a gasolina e, mesmo assim, bater recorde de arrecadação federal? Não dá. Acredite nos impostores.

Nunca foi tão necessário que a gasolina fique mais cara. Qualquer problema, a Petrobras que se vire, que segure preços, entube prejuízos. Vai dar certo, os impostores são pós-graduados… Os produtos que consumimos, nossos alimentos, isso tudo anda por aí de trem elétrico, no lombo de jegues, em carroças puxadas por cavalos. Reonerar é tão delicado. Reonerar parcialmente é mais delicado ainda. Se inventam um novo imposto sobre a exportação de petróleo cru, temos de achar muito bom. Nossos impostos salvam o governo, e o governo nos salva. É tão lindo.

Os impostores juram que o governo não quer exatamente o nosso dinheiro. A ideia é reduzir o uso de combustível fóssil. Há 2 mil anos, eles anunciam o fim do mundo. Agora, parece que ficou para 2050. A não ser que os carros elétricos nos salvem. Não importa se a extração de metais usados nas baterias esteja destruindo a natureza, principalmente na África. Não importa que se queime combustível fóssil para produzir carros elétricos, para carregar suas baterias, cujo descarte também é um problema… Não importa que um carro a gasolina moderno emita 75% menos monóxido de carbono do que um carro da década de 1990.

É bom ficar claro, de uma vez por todas: os impostos são poderosos, são a solução universal. Os impostores nem se lembram de enxugar a máquina pública. Cortar gastos do governo não é recomendável. Podemos ter 37 ministérios, podemos contratar um mundo de gente, adorar a burocracia, desprezar a digitalização… Podemos reformar e redecorar um palácio, viajar para compromissos particulares em aviões da FAB, podemos gastar sem nenhum controle. Os impostos estão aí, para recompor o orçamento. Governo tem de ser gordo, espaçoso, gastador. E os impostores já decretaram: imposto, imposto é tudo de bom.