DEU NO JORNAL

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

CONTINUIDADE – Giuseppe Ghiaroni

Existe um cão que ladra quando eu passo,
como se visse um bêbado, um mendigo.
E, no entanto, esse cão foi meu amigo
como tantos amigos que ainda faço.

À noite, com que alegre estardalhaço
vinha encontrar-me no portão antigo,
enquanto a dona vinha ter comigo
e, sorrindo, apoiava-se ao meu braço.

Hoje ele faz a outro a mesma festa
e ela o mesmo carinho, tão honesta
como se nem notasse a transição.

Eu rio dessa triste brincadeira.
mas quando uma mulher é traiçoeira
não se pode confiar nem no seu cão!

Giuseppe Artidoro Ghiaroni, Paraíba do Sul-RJ, (1919-2008)

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JESSIER QUIRINO - DE CUMPADE PRA CUMPADE

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GOVERNO PETISTA SUGERE CAMINHO ARGENTINO

Leandro Ruschel

Além do aumento de imposto dos combustíveis, governo petista taxa a exportação de petróleo bruto, o que deixa clara a sua visão econômica estreita e geradora de pobreza. O governo anunciou uma medida provisória, com prazo de quatro meses, com recomposição parcial dos tributos federais para gasolina e etanol e também um imposto de exportação de 9,2% para o petróleo bruto.

Não por acaso, a medida lembra muito o que a esquerda tem feito na Argentina, com a taxação das principais pautas de exportação do país, como a soja, que paga 33% ao sair do país. Além dos impostos, ainda há eventuais proibições completas de venda de produtos. Recentemente, o governo argentino proibiu a exportação de carne, por exemplo.

O descondenado Lula demonstrou toda a sua miopia econômico, além do seu populismo patológico, ao afirma ontem que “…se produzimos alimentos demais neste país e tem gente com fome, significa que alguém está comendo mais do que deveria para que o outro possa comer pouco. Significa que estamos desperdiçando alimento. Significa que alguma coisa está errada.”

O que está errado no Brasil há muito tempo é essa mentalidade socialista, que atribui como causa da pobreza à existência de grupos mais abastados, o que seria corrigido com a intervenção estatal redistributiva.

O resultado é a criação de uma classe cada vez maior de sanguessugas do Estado, que nada ou pouco produz, além da justificativa para a sua própria existência. Um Estado inchado também é ambiente ideal para todo tipo de corrupção, como a Lava Jato demonstrou. O sistema fica de pé com a oferta de esmolas para os mais pobres, e da cooptação da elite para integrar a classe privilegiada de gestores estatais.

É um ciclo autoalimentado: o Estado impede a criação de riqueza pelo mercado livre, com regulações, intervenções diretas e impostos, gerando pobreza, justificando assim a sua própria existência como provedor dos pobres. É como quebrar as pernas de alguém e se gabar por providenciar as muletas.

Tudo não passa de um sistema de escravidão moderno: o establishment político parasita o estado, se transformando no novo senhor de escravos, enquanto a esmagadora maioria da população precisa entregar pelo menos 50% do fruto do seu trabalho a eles, recebendo de volta algumas migalhas, quando muito. Em agradecimento à bondade do establishment, essa massa continua votando no mesmo senhor de escravos.

Quem fala que o socialismo nunca deu certo, não entendeu nada. O objetivo é justamente “não dar certo”, pois quanto mais dependente um povo, mais controlável ele é, sendo esse o objetivo final do arranjo.

A única dúvida que fica em relação ao atual momento político brasileiro é sobre qual será o tamanho do estrago. A economia já está em frangalhos por uma completa falta de confiança no novo governo. A cada nova fala ou medida, a confiança diminui. Resta saber se haverá alguma força institucional para limitar o estrago petista, ou se eles terão força para passar toda a sua agenda destrutiva.

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CENAS REVOLTANTES