RODRIGO CONSTANTINO

A MÍDIA É RACISTA

O homem mais rico do mundo, o empreendedor Elon Musk, despertou a revolta dos principais veículos de comunicação nesta semana, uma vez mais. O dono do Twitter, odiado pela imprensa “woke”, acusou a mídia mainstream de ser racista. O contexto era a reação a uma fala desastrada e racista do cartunista Scott Adams. A imprensa afirmou que Musk saiu em defesa do criador de Dilbert, mas isso é “fake news”: ele simplesmente apontou para o duplo padrão da própria imprensa, com toda razão.

Scott Adams

Scott Adams fez uma declaração totalmente infeliz e, sim, racista. Com base numa pesquisa da Rasmussen, que revela que quase metade dos negros não considera okay alguém ser branco, Adams declarou que isso era algo estrutural (questionável) e assustador (correto) e que a única saída para um branco seria não andar mais com negros (absurdo e racista).

Adams foi cancelado, perdeu espaço em todos os jornais que ainda publicavam suas tiras, e vem sendo alvo de duros ataques. A fala foi abjeta mesmo, ainda que muita gente esteja tirando do contexto e ignorando a pesquisa que ele menciona antes. Agora podemos fazer um exercício hipotético: imaginar um negro dizendo a mesma coisa com base numa pesquisa invertida.

Qual seria a reação se um negro, com base numa pesquisa que revelasse que cerca de metade dos brancos não considera okay ser negro, afirmasse que a única possibilidade é se afastar de brancos? Ele provavelmente receberia destaque positivo no NYT, seria entrevistado por vários canais como um corajoso herói. E é esse duplo padrão que tem sido o grande responsável pelo aumento do racismo no país. E foi isso que Musk denunciou.

twitter

Elon Musk

Tanto que o bilionário chamou a atenção para o fato de que os asiáticos costumam ser alvo de racismo, e a imprensa nada fala a respeito. Os asiáticos, como já mostrou o economista Thomas Sowell, são a grande pedra no sapato dos movimentos raciais que culpam o racismo estrutural do sistema supostamente dominado pelos brancos. Se a tal supremacia branca é responsável pela exploração e pela desigualdade, colocando os negros como mais pobres, então como explicar os “amarelos” que despontam na América?

Ben Shapiro mostrou em seu show várias falas de comentaristas da mídia mainstream que, se fossem invertidas e sobre os negros, seriam imediatamente rotuladas como racistas e haveria graves consequências para seus autores. Para muita gente da imprensa “progressista”, está tudo bem demonizar todo um grupo de pessoas com base na cor da pele, desde que sejam brancos.

É aceitável, para essa turma, fazer piadas com brancos, mas não com negros, pois a pancada do humor deve ser sempre de baixo para cima, ou seja, de quem tem menos para quem tem mais poder. Uma visão racista em si, que enxerga não indivíduos, mas grupos monolíticos e estanques. Ou alguém vai defender que o branco trabalhador do chão de fábrica é mais poderoso do que o ex-presidente Obama?

Não dá para achar normal ou legal alguém se referir a uma pessoa como “demônio branco” só por sua cor da pele. Não é aceitável rotular todo um grupo de pessoas como desprezível só por serem brancas. A The Cut, publicação da New York Magazine, fez um vídeo entrevistando negros e perguntando em que brancos são superiores. A lista é abominável: em opressão, em mentiras, em violência, em roubar etc. Imaginem se um grupo de brancos se referisse assim a negros só por serem negros…

Martin Luther King Jr. tinha um sonho: o de viver num mundo em que as pessoas fossem julgadas por seu caráter, não pela cor de sua pele. Um nobre ideal, sem dúvida. Por algum motivo bizarro, os movimentos raciais passaram a acreditar que reforçar o conceito da raça e, pior ainda, segregar as pessoas com base nisso seria um método inteligente para combater o racismo. O tiro saio pela culatra, óbvio.

Martin Luther King, Jr.

Quando Jon Stewart, o famoso comediante esquerdista, acha graça de uma convidada branca que diz que todos os brancos, sem exceção, são responsáveis pelo racismo estrutural no país, isso é descolado. Mas podemos apenas pensar qual seria a reação se a fala trocasse branco por negro. Quando um convidado negro afirma, na MSNBC, que os brancos agem com violência quando perdem na política, isso é considerado sabedoria, mas basta trocar o sinal para enxergar o racismo evidente em generalizar dessa forma abjeta o comportamento das pessoas.

Não existe o “racismo do bem”, como querem os esquerdistas identitários. Até 2014, cerca de 70% da população norte-americana, segundo o Gallup, considerava desejável o relacionamento interracial. Isso valia tanto para negros como brancos. Desde então, a taxa começou a despencar, e hoje oscila em torno de 40%, para ambas as “raças”. O que mudou? Talvez possamos buscar a resposta no próprio movimento racial, que vem investindo pesado na segregação com base na cor e jogando uns contra os outros, normalizando o ódio racial se for voltado contra brancos. Talvez Obama tenha parcela de culpa, por ter utilizado a cartada racial de forma sensacionalista e acirrado os ânimos, em vez de representar a superação da questão racial na América, como havia prometido.

Barack Obama, ex-presidente norte-americano (2016)

É muito triste ver indivíduos negros e brancos detonando grupos inteiros de pessoas com base nesse conceito racial, e pregando o afastamento do convívio interracial como solução para o problema. Racismo é quando uma característica do indivíduo, no caso a “raça” — ou a cor da pele, para ser mais preciso —, acaba tendo predominância sobre todo o resto. Formam-se, assim, grupos monolíticos com base nesse único quesito estético, como se todos os brancos ou todos os negros fossem iguais. Absurdo total, claro.

E, ao tomar o partido dos mais radicais desses movimentos raciais, que pedem “reparação” como vingança e condenam todos os brancos pelos males da nação, a imprensa demonstra ser racista mesmo. Elon Musk está certo, portanto: a mídia, em geral, é racista. Isso não quer dizer, por coerência óbvia, que todos os jornalistas são racistas. Mas, sim, que eles estão submetidos a uma mentalidade predominante que enxerga o branco como malvado e o negro como vítima, não importa o caso individual em questão. Cabe ao jornalista sério combater esse tipo de coisa.

DEU NO JORNAL

SUPREMO CONSOLIDA FIM DA IMUNIDADE PARLAMENTAR

Leandro Ruschel

Entre as decisões estapafúrdias do Supremo nos últimos tempos, talvez essa seja a mais absurda: a deputada Tabata Amaral enviou uma queixa-crime ao Supremo, acusando o deputado Eduardo Bolsonaro por difamação, por conta de uma discussão que os dois travaram pelo Twitter sobre a questão do “Bolsa Absorvente”.

Tabata postou no Twitter: ““Bolsonaro, me deixe menstruar!”, em protesto contra veto do então presidente ao seu projeto de absorvente bancado pelo pagador de impostos às mulheres de baixa renda.

Eduardo respondeu:

“Ah tá! Agora mulheres só menstruam se o Bolsonaro deixar…entendi…

Essa aquisição passaria por licitação que compraria o mais barato (e em tese (SIC) de pior qualidade). Assim, é melhor aos mais humildes receber esse dinheiro em forma de benefício assistencial e deixá-los escolher.

No mais, a deputada agindo desta maneira quase infantil parece querer atender ao lobby de seu mentor-patrocinador Jorge Paulo Lemann, um dos donos da produtora de absorventes P&G, do que realmente conseguir um benefício ao público.”

A queixa-crime caiu com o ministro Toffoli, que encaminho a denúncia à PGR, como de praxe. A Procuradoria então solicitou o arquivamento, afirmando que:

“O livre debate de ideias políticas para a condução da coisa pública e a disputa por espaços de poder com a fidelização do eleitorado vai em direção à construção da democracia.

Dos membros do Poder Legislativo não se pode cassar pela via penal a liberdade de pensar, refletir e se expressar sobre questões ideológicas e políticas, mesmo que fora do âmbito da Casa Legislativa, ainda que desejável um standard mais elevado.

O sistema penal não se presta à supressão do debate público. À objeção à compreensão da dialética política não serve a criminalização das ideias discordantes.”

O ministro Toffoli então procedeu como o arquivamento do pedido, lembrando que a Constituição Federal dá imunidade aos parlamentares:

“Art. 53. Os Deputados e Senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos.”

A defesa da deputada recorreu, e o caso foi para o plenário, em que pasmem, a queixa-crime foi aceita, por 6×5.

Foi vencedor o voto do ministro Moraes, defendendo que “constituem ofensas que exorbitam os limites da crítica política, uma vez que as publicações na conta pessoal do querelado no Twitter constituem abuso do direito à manifestação de pensamento, em integral descompasso com suas funções e deveres parlamentares”, além de chamar as publicações de “abertamente misóginas” e “em descompasso com os princípios consagrados na Constituição Federal”.

Ora, se o próprio Ministério Público não viu crime na fala do deputado, como os ministros podem acatar a queixa-crime?

De um só feito, temos o desrespeito à imunidade parlamentar, claramente expressa na Constituição, o desprestígio ao MP, e ainda o ataque frontal à liberdade de expressão, fundamento máximo de qualquer sistema político livre.

Chama atenção o tratamento diferenciado dado aos parlamentares de esquerda. A denúncia de injúria contra Janones, feita por Carlos Bolsonaro, depois dele ter chamado o filho do presidente de “miliciano” e “vagabundo”, não foi sequer avaliada pelo Supremo.

Janones ainda fez troça sobre o caso nas redes, dizendo que pagaria à vista a multa ao deputado, caso ele aceitasse um desconto de 50% no valor…

Vivemos em plena vigência de um regime autoritário, em que apenas um lado do espectro político conta com direitos fundamentais. Ao outro, resta apenas a censura e a perseguição.

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

LUA CHEIA – Miguel Jansen Filho

Quando o céu todo se enfeita
Para uma paz satisfeita
E o mundo inteiro se deita
Nos braços da escuridão,
Aparece a lua cheia,
A fulgurante candeia
Que pelo espaço vagueia,
Clareando a imensidão!

Sutil e cariciosa,
Dentro da nuvem garbosa,
Ela se eleva ditosa,
Num soberbo alumbramento!
É o espelho da beleza,
Refletindo a natureza,
No seu trono de princesa
Do salão do firmamento!

O céu – lindos alabastros!
Vive marcado de rastros
Da enamorada dos astros
E poetisa do azul!
Quando ela passa sombria,
Distribuindo alegria
E recitando poesia
Para o Cruzeiro do Sul!

E na sua claridade
Que há tanta serenidade,
Existe a sublimidade
Da transparência de um véu…
A lua que algo retrata,
Jogando luz sobre a mata,
Parece um olho de prata
No rosto imenso do céu!

Miguel Jansen Filho, Monteiro-PB, (1925-1994)

DEU NO JORNAL

FALOU O CAPITÃO CUECA

O líder do governo Lula na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), adorou o aumento de impostos que irá impactar no preço dos combustíveis.

E ainda chamou isso de “responsabilidade fiscal”.

* * *

Esse cabra tá na função certa:

Líder do governo do Ladrão Descondenado na Câmara dos Deputados.

Guimarães é aquele petralha cujo assessor foi preso no aeroporto, carregando 100 mil dólares na cueca, no auge do Mensalão.

Uma pergunta pros nossos leitores:

Se aumentar impostos é “responsabilidade fiscal”, conforme afirma este petralha, reduzir a corrupção seria “lucro não realizado”?

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

PIXOTE – LIMEIRA-SP

Senhor editor:

Segue em anexo o comprovante de depósito do meu dízimo deste mês de março.

Está  cumprida minha obrigação para com o melhor jornal do Brasil.

Sucesso sempre para a nossa gazeta, minha página predileta.

Um grande abraço.

R. Fiquei ancho que só a peste com o vosso exagero, caro leitor: melhor gazeta do Brasil.

Arretado!

Sua doação já está na conta deste jornaleco.

Bem como as doações dos leitores Luiz Francisco, Marta Menezes e da colunista Violante Pimentel.

Quem gostou mesmo da generosidade de vocês foi a dupla Chupicleide e Bosticler.

Chega relincharam de alegria!

Hoje, sábado, se aproveitando das doações, os dois já combinaram pra encher o rabo de aguardente. A farra vai ser no Bar da Caceta, localizado no Alto do Mandu, aqui perto da redação desta gazeta escrota.

Vai voltar tudo em dobro pra vocês na forma de paz, saúde, alegria, vida longa e prosperidade!!!

E pra fazer Chupicleide sacolejar os quartos e alegrar esta bela tarde, vamos fechar a postagem com a composição Imbalança, de autoria da dupla Luiz Gonzaga-Zé Dantas.

Uma música que o Rei do Baião gravou nos anos 50.

Abraços para todos e um excelente final de semana para os nossos queridos leitores!

DEU NO JORNAL

DEU NO JORNAL

PT RETIRA ABIN DAS MÃOS DOS MILITARES E DÁ AOS COMPANHEIROS

Leandro Ruschel

O comissário Octávio Guedes, da Globo, postou matéria no G1 explicando a mudança. É um texto fantástico para entender tanto o papel da emissora no novo regime brasileiro, quanto o nível radical de esquerdismo e autoritarismo do novo arranjo de poder.

Sob a chamada “Nova Abin vai monitorar grupos extremistas nas redes sociais”, Guedes explica que “uma das prioridades da nova Agência Brasileira de Inteligência (Abin) será a de identificar e monitorar grupos extremistas nas redes sociais para se antecipar a ataques à democracia, como os ocorridos no dia 8 de janeiro. Os financiadores de grupos de disseminação do discurso de ódio vão merecer atenção especial da inteligência”.

Ele comemora o fato da agência sair do controle militar, e informa que “o mundo acadêmico será ouvido na reformulação da atual estratégia”, e conclui: “a Abin vai deixar de bisbilhotar a vida de inimigos do governo, essência do antigo Serviço Nacional de Informações dos militares, e passará a contribuir com inteligência para ajudar em políticas públicas”.

Como bom agente de propaganda petista, Guedes trata os opositores como “extremistas perigosos”, justificando assim a sua perseguição por um órgão estatal de inteligência. É exatamente a mesma justificativa dada pela cúpula do judiciário para seus inquéritos persecutórios.

Mas o texto deixa ainda mais clara a lógica socialista radical que pauta o novo regime: “nas conversas com interlocutores do governo, o futuro chefe da agência, delegado Luiz Fernando Corrêa, costumava dar um exemplo prático: se a fome é um grande flagelo nacional, a Abin não pode ficar de fora do tema. E como seria essa contribuição? Assim como são conhecidos os gargalos da infraestrutura do agronegócio, a inteligência de estado colaboraria no sentido de apontar os gargalos da “agricultura familiar”, um dos pilares do combate à miséria”.

Entenderam? A Abin passará a trabalhar para o MST e a sua “agricultura familiar”, que não tem a menor chance de resolver o problema da fome, mas tem tudo para criar mais pobreza e falta de alimentos, ao defender uma revolução comunista.

Além disso, não passa despercebido o desejo de “ouvir acadêmicos”, ou seja, o pessoal que o PT instrumentalizou há muito tempo, e hoje representa a sua militância mais aguerrida. São os mesmos “acadêmicos” que criaram laboratórios de internet para monitorar as redes e identificar os “extremistas contra a democracia”, prontamente denunciados aos parlamentares aliados em CPIs, aos militantes de redação dos maiores veículos de “imprensa” do Brasil e à justiça. Outra tarefa desse pessoal tem sido criar as justificativas intelectuais para a implementação de uma ditadura do pensamento único, em nome da “democracia”, claro…

No mundo civilizado, as agências de inteligência servem ao propósito de identificar ameaças externas. Nos EUA, por exemplo, a CIA é proibida de investigar cidadãos americanos.

Mesmo assim, os abusos tem se avolumado nos últimos anos, e há até mesmo uma CPI em curso para investigar a instrumentalização política de agências como CIA, NSA e até mesmo o FBI para perseguição de conservadores. Não podemos esquecer o caso da investigação ilegal que atingiu Trump e aliados, em plena campanha eleitoral, e que não cessou nem mesmo após ele ser eleito presidente do país.

Se nem na mais longeva democracia e estável democracia do mundo as agências de inteligência respeitam os seus próprios cidadãos, o que esperar da Abin controlada por socialistas radicais, entusiastas de notórios governos autoritárias, como Cuba, Venezuela e Nicarágua?

Para ter uma ideia mais precisa do que podemos esperar, sugiro a leitura do excelente livro de Romeu Tuma, o “Assassinato de Reputações”, contando como o PT utilizou a estrutura de estado para perseguir desafetos e destruir suas vidas.

É apenas mais um passo no processo de venezuelização do Brasil.

DEU NO JORNAL

LADRÃO QUE GUARDA LADRÃO…

Um soldado da Guarda Presidencial encarregado da segurança do Palácio do Planalto foi preso em flagrante em fevereiro após tentar assaltar uma loja de bebidas utilizando uma faca.

O indivíduo, identificado como Jacó Caetano, conseguiu escapar da cela onde estava detido e deixou o Batalhão da Guarda Presidencial pela porta da frente, mas sua liberdade foi de curta duração.

Horas após a fuga, o soldado foi capturado pelo Batalhão de Polícia do Exército em Brasília e teve sua prisão preventiva decretada.

Jacó Caetano enfrenta acusações de roubo agravado e crimes contra o patrimônio.

Extra: Soldado da Guarda de Lula é preso em flagrante ao assaltar loja

Batalhão da Guarda Presidencial na Praça dos 3 Poderes

* * *

Um soldado do batalhão que faz a guarda do Ladrão Presidente é preso em flagrante por roubar.

Num tô inventando nada, tô só repetindo.

Tá escrito na notícia aí de cima.

De fato, esse nosso país não é para amadores.

É de lascar!!!!

J.R. GUZZO

UMA PROPOSTA SAFADA

Só existe uma coisa que faz sentido dizer em voz alta, em todo esse debate histérico sobre a questão das fake news e de seu irmão-gêmeo, o “discurso do ódio” – trata-se de um problema que simplesmente não existe em qualquer ambiente de discussão honesta. O governo Lula, a esquerda e os jornalistas dizem 24 horas por dia que o assunto é desesperadamente essencial para a sobrevivência do Brasil, do “regime democrático” e da humanidade. Não é, nunca foi e nunca será nada disso. Trata-se apenas, no mundo das realidades, de um conto do vigário brutal, degenerado e totalitário. Ninguém, entre os seus apóstolos, tem o mais distante interesse em evitar a divulgação de notícias falsas, ou qualquer outro propósito com um mínimo de decência – a discussão, do começo ao fim, foi 100% inventada pela esquerda para reprimir a liberdade de expressão. O falso, aí, não são as notícias; são as intenções de quem prega a virtude, a limpeza e a verdade no noticiário. O que querem, ao exigir a proibição das fake news, é proibir a publicação de tudo aquilo que não querem ver publicado. É censura, só isso. Todo o resto é mentira – aí sim, mentira mesmo.

Não há nenhuma complicação especial nessa história. A questão toda se desmancha em 30 segundos, não mais que isso, quando se constata um fato elementar e indiscutível: todas as ditaduras do mundo, sem nenhuma exceção, têm sistemas de repressão às notícias “falsas” e ao “discurso do ódio”. É assim em Cuba, Venezuela, Nicarágua, China, Coreia do Norte e por aí afora – em todos os lugares do mundo onde os governos se apresentam como de esquerda, “progressistas” e dotados de “democracias populares”. Da mesma forma, não existe democracia séria no mundo, também sem nenhuma exceção, onde o aparelho do Estado se mete a decidir o que é falso e o que é verdadeiro – e proíbe a publicação do que quer que seja na mídia ou nas redes sociais. Se alguém, ao se manifestar em público, prejudica a sociedade ou a algum indivíduo, vai ser processado por difamação, injúria e calúnia, na forma da lei – ou responsabilizado pelo que fez numa corte de justiça. O resto é ditadura; é resultado direto da perseguição fanática à liberdade que está na alma de todos os regimes de “esquerda” que jamais apareceram sobre a face da Terra. É exatamente isso que o governo Lula quer para o Brasil, com sua ideia fixa de criar o “controle social” sobre os meios de comunicação.

Nicarágua prisões opositores

Ortega e Lula têm relação estreita

A chave da questão está num fato fundamental: a esquerda brasileira, com Lula à sua frente, não admite, pura e simplesmente, o conceito universal de liberdade. Ela é igual a todas as esquerdas que existem e jamais existiram. Desde 1917, quando apareceu o primeiro regime socialista no mundo, nunca houve um caso, um único que fosse, de governo de esquerda que respeitasse a liberdade – ao contrário, é a primeira coisa que destroem e, depois, a que mais perseguem com as suas polícias secretas e campos de concentração. Por que Lula, o PT e a esquerda fariam diferente no Brasil? Por acaso são mais virtuosos, ou mais honestos, ou mais íntegros que os esquerdistas que ocuparam governos nos últimos 100 anos através do planeta? É claro que não. Desta vez, inclusive, o presidente abandonou à esquerda radical o controle sobre a maior parte do seu governo – trata-se de gente empenhada em mudar o regime, e não em governar o país. Declaram, abertamente, que querem acabar com a “democracia formal”, ou burguesa”, ou liberal no Brasil. Pregam a extinção da propriedade privada, tal como ela é entendida hoje. O pecado mais grave do seu catecismo é a liberdade individual.

A ideia geral de “combater as fake news” é integralmente safada. Tudo parte de uma proposição virtuosa – criar um mundo onde só circulem notícias verdadeiras. Quem não gostaria disso? O governo, a esquerda e a mídia colocam uma questão velhaca para o público: “Você acha que está certo as redes sociais e a imprensa publicarem mentiras?”. É claro que todo mundo diz que não, não está certo. Então “a população brasileira” está contra as fake news, diz o PT – e se está contra as fake news está a favor do “controle social da mídia” que o governo Lula mais as facções que o apoiam querem impor ao Brasil. É uma contrafação completa. Vendem-se obviedades falsificadas, do tipo: “A liberdade não pode ser ilimitada”, ou “a liberdade de expressão não pode ser usada para cometer crimes”, ou a “liberdade de um não pode prejudicar os direitos de todos” etc. etc. Claro que não. Mas quem é de fato a favor da liberdade de opinião e dos direitos que estão escritos na Constituição Federal não é absolutamente a favor de nada disso – ao contrário, acha que todos devem ser responsáveis pelo que divulgam ao público, segundo dispõem o Código Penal e a legislação civil. Toda essa filosofia de curso primário, na qual a esquerda sustenta que a liberdade de expressão não pode ser utilizada para se fazer o mal, é tapeação pura. O que querem, mesmo, é suprimir o pensamento livre e ganharem o poder de decidir o que pode e o que não pode ser dito.

O propósito de um noticiário onde só seja publicada a verdade é sem dúvida admirável; é, ao mesmo tempo, algo perfeitamente impossível de se obter no mundo das realidades. O fato objetivo é que não há a mais remota possibilidade de definir o que é realmente verdade ou mentira, e isso acontece por uma razão elementar: como não haverá revelação divina a respeito dessa definição, alguém terá de decidir o que é falso ou não é. E aí – quem decide? Xeque-mate. Quem decide é um grupo de pessoas, obrigatoriamente. E por que diabo esse grupo de pessoas teria mais direito do que aquele para dizer o que é fake news e o que é news verdadeira? Não há, humanamente, como responder a essa pergunta; é uma dificuldade que apareceu no primeiro minuto do debate e jamais será resolvida com um mínimo de lógica. Nos regimes de esquerda a tarefa de dizer o que é falso foi entregue à polícia. No Brasil, por trás da hipocrisia e da mentirada de sempre, querem fazer igual. E então: você confia que um órgão do governo vai ser honesto o suficiente para lhe dizer o que é ou não é a verdade?

As primeiras amostras do que Lula pretende fazer a respeito são um desastre. Não basta a “Secretaria Nacional da Verdade” que montou, de forma ilegal, na Advocacia-Geral da União. Não bastam as múltiplas milícias espalhadas pela máquina estatal para reprimir o pensamento livre. Não basta o inquérito criminal perpétuo (acaba de ser estendido pela sexta vez) que investiga fake news para salvar “o estado democrático de direito”. Acabam de inventar, no novo “Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania”, um “grupo de trabalho” que é a própria cara do governo nessa história toda de “controle social da mídia”. Sua função, pelo que deu para entender, é propor “soluções” — em “180 dias” — para acabar com o “discurso do ódio” e o “extremismo” no Brasil. Que tal? O grupo tem 29 pessoas; todas, sem exceção, são da mesma linha política de esquerda. Mas não caberiam um ou dois membros – vá lá, um só que seja – com opiniões diferentes dos demais? Não, não caberiam; as decisões, ali, serão sempre tomadas por unanimidade. A coordenadora, uma ex-deputada do Partido Comunista – mais uma, na extraordinária manada de perdedores que ganharam empregos no governo Lula -, disse que vai combater crimes como a “misoginia”, que as depredações do 8 de janeiro foram causadas pelo “discurso do ódio” e por aí se vai. “Misoginia”? A definição universal da palavra diz que ela significa aversão a relações, inclusive sexuais, com mulheres. Desde quando isso é crime? É essa a qualidade dos nossos tribunais de promoção da verdade.

Governo Lula cria grupo de trabalho com Manuela d’Ávila e Felipe Neto para combater discurso de ódio

O problema de Lula, do PT, e da esquerda mundial se chama internet, ou redes sociais. A internet foi a maior conquista jamais obtida pela liberdade humana – pela primeira vez, desde que o homem saiu da caverna, a humanidade toda, sem exceção de um só indivíduo, ganhou a possibilidade de manifestar o que pensa, para todo o mundo e ao mesmo tempo, sem controle de governos, padres e déspotas em geral. Há, é claro, a vigilância exercida pelas próprias plataformas de comunicação; elas podem vetar a publicação de coisas que seus dirigentes não gostam, ou excluir pessoas e assuntos das redes. Mas não há a polícia política, nem a censura, nem o resto do aparelho de repressão do Estado dando ordens na internet. É uma situação insuportável para as ditaduras de todo o mundo – e para o governo de Lula e do PT. A teoria predominante na esquerda de hoje, segundo a qual não se toma mais o poder através de revoluções, mas pela ocupação da mídia, da universidade e da nebulosa chamada “cultura”, foi muito bem entendida pela militância política e gerou muitos resultados em seu benefício. Mas não foi capaz, até agora, de colocar a internet sob o comando de algum comitê enfiado num “Ministério de Direitos Humanos” da vida, ou coisa que o valha. No Brasil a esquerda controla as redações e as salas de diretoria dos órgãos de comunicação, mas não controla as redes sociais — e é aí, não na imprensa tradicional, que está realmente a audiência. Nenhuma ditadura do mundo se conforma com isso. Lula e seu governo também não.

DEU NO JORNAL

MENTIROSO COLÉRICO

A entrevista colérica de Lula ao Grupo Bandeirantes, na quinta (2), foi também uma encenação.

Político experiente, malandro, o presidente percebeu que era preciso tentar apagar ou minimizar as boas notícias do governo de Jair Bolsonaro, que encerrou o período com o menor desemprego desde 2015, crescimento de 2,9% na economia, o elogiado desempenho de Roberto Campos Neto na presidência do Banco Central, lucro espetacular de mais de R$ 188 bilhões da Petrobras em 2022 etc.

Na entrevista, Lula voltou a mentir sobre o desemprego no Brasil, agora no patamar de 7,8%, o que desmente sua pregação sobre a “catástrofe”.

Ele mentiu também insistindo que “a economia não cresceu”. Cresceu 2,9%, ao contrário do governo Dilma, que em dois anos desabou 7,6%.

Outra lorota de Lula é atacar o presidente do Banco Central, por ser neto de Roberto Campos, que a esquerda odeia, e por sua elogiada atuação.

Lula ataca a Petrobras e dividendos, mesmo o governo embolsando a maior parte, para desviar atenções do lucro histórico de R$ 188 bilhões.

* * *

A expressão “entrevista colérica“, que abre esta notícia aí em cima, resume tudo.

O primeiro-damo de Janjeca está mesmo furioso com as realidades e evidências que não podem ser desmentidas, pois estão à vista de todos.

Ele está babando pelos cantos dos beiços e padecendo de uma irrefreável vontade de meter o dedo no furico e rasgar, de tanta raiva que sente.

Já a expressão “voltou a mentir“, ressalta apenas uma prática corriqueira, diária, habitual do Ladrão Descondenado.

O correto seria “continua mentindo“.

E por fim, ficar puto com o desempenho e o lucro da Petrobras é coisa mesmo de um destacado zisquerdóide banânico.

Faz sentido.