
Comentário sobre a postagem CABARÉ
Magnovaldo:
Fico ofendido por chamarem esse governo de cafajestes de “cabaré”.
O nosso Cabaré do Berto é uma instituição digna e honrada.
Os demais cabarés de luz vermelha, à beira da estrada, são locais de trabalho duro e prazenteiro, produzidos por profissionais de alto gabarito.
Nada que ver com essa putaria esculhambosa desse governo de merda.
Deve ser inventado um outro nome em nossa língua portuguesa.
Bom dia a todos!
Marcel van Hattem

Ditador Daniel Ortega apresenta lista de presos políticos em pronunciamento nacional
Não foi necessário completar os primeiros 100 dias de PT no governo para ficar comprovado que Lula mentia e a Gazeta do Povo falava a verdade: a ditadura da Nicarágua conta com o vergonhoso apoio do agora presidente da República. Recordando: um tweet da Gazeta publicado em 22 setembro de 2022 informava que o sinal da CNN havia sido cortado no país da América Central e relembrava o apoio de Lula a Daniel Ortega em sua “reeleição” fraudulenta. A pedido do PT, a postagem foi censurada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A publicação supostamente tratava-se de “reiterada campanha difamatória” contra Lula por publicar “informação evidentemente inverídica e prejudicial à honra e à imagem de candidato ao cargo de presidente da República nas eleições 2022”. Agora, diante do que especialistas da ONU classificam como violações sistemáticas dos direitos humanos praticados pelo regime de Ortega e que constituem “crimes contra a humanidade”, o governo Lula preferiu se calar em reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU em que foi apresentado documento estarrecedor com violações praticadas pelo regime de Ortega.
O silêncio da delegação brasileira contrastou com o repúdio de dezenas de países, governados por líderes de diferentes espectros ideológicos. Já o tweet da Gazeta deletado pelo TSE comprovou-se alvo daquilo que a diretora do periódico, Ana Amélia Cunha Pereira Filizola, definira ainda em outubro passado bastante objetivamente como “censura pura e simples”.
Daniel Ortega é ditador em um país que não vê outro presidente da República desde o ano de 2006 (está há mais tempo no poder do que Maduro, na Venezuela, que assumiu a ditadura bolivariana em 2013). Na Nicarágua, prisões políticas são normais, a manifestação de opinião contrária é duramente reprimida e até mesmo a Igreja Católica é perseguida: em julho de 2022, dezoito freiras da ordem fundada por Madre Teresa de Calcutá foram conduzidas até a fronteira da Costa Rica e fizeram-nas atravessá-la a pé. O grupo estava na Nicarágua desde 1988 e mantinha uma creche, um lar para meninas abandonadas e vítimas de abuso e um lar para idosos. Seus crimes? Criticar os abusos do governo ditatorial e dar abrigo às vítimas do regime. Mais de duzentas ONGs já foram fechadas no país por Ortega. Ex-candidatos a presidente, jornalistas e diplomatas expulsos do país e com seus passaportes cancelados. Onde está a crítica da esquerda brasileira a esses abusos?
Execuções sumárias, detenções arbitrárias e tortura contra dissidentes políticos na Nicarágua foram mencionadas pelo próprio governo brasileiro em declaração recente, mas não foram o suficiente para que Lula decidisse seguir o exemplo de Chile e Colômbia, governados pela esquerda e signatários do manifesto na ONU pelo fim dos crimes contra a humanidade cometidos por Ortega. Enquanto França, Alemanha, Estados Unidos e Austrália condenaram fortemente a tortura e o arbítrio, o Brasil de Lula quer uma “saída construtiva” para a crise. Sugeriu que pode receber os dissidentes no nosso país mas, na verdade, o que qualquer cidadão quer é o direito de poder se opor democraticamente ao governo em seu próprio país.
Sejamos francos: essa postura esconde a verdadeira face do presidente Lula, o autoritarismo de quem claramente inveja a capacidade de um aliado de praticar a opressão sobre seus opositores. Não fosse assim, Lula não seria condescendente com a violação aos direitos humanos também no Irã, ao permitir o provocativo atracamento de navios de guerra daquele país na nossa costa há poucos dias. Aliados históricos do Brasil, como Estados Unidos e Israel, manifestaram seu desconforto com veemência. Lula fez que não ouviu. No Conselho de Segurança da ONU, nossa honrosa diplomacia tropeçou na semana que passou de forma vexatória ao isolar-se com os representantes de Gabão e China quando não aderiu imediatamente à manifestação de pesar pelas vítimas da invasão russa à Ucrânia. São sinais cruéis, mas contundentes de que o governo de extrema-esquerda do PT prefere buscar aliados em ditadores em vez de defender a autodeterminação dos povos que consta, inclusive, da Carta das Nações Unidas de 1945.
Em 2004, ainda no auge da popularidade de seu primeiro mandato como presidente da República, Lula declarou que havia visitado precisamente o Gabão para aprender com seu presidente, Omar Bongo, como ficar 37 anos no poder e ainda concorrer à reeleição. Após passar mais de 40 anos no poder, Bongo faleceu em 2009. Quem o sucedeu? Rei morto, rei posto. Quem dá as cartas hoje no país é seu filho Ali, o novo ditador de uma nação que ostenta índices de repressão e opressão ao seu povo semelhantes ao da Nicarágua de Ortega, conforme o respeitadíssimo Instituto Freedom House.
Eis as fontes de inspiração e exemplo de Lula: ditadores sanguinários, que submetem seus povos à miséria física, política e intelectual. É com ardente orgulho que o presidente e seus seguidores apoiam o regime cubano, por exemplo, que há 64 anos domina a ferro, fogo e muita tortura e privação o povo de uma ilha subjugada a um regime de partido único, onde não há democracia nem a menor chance de oposição.
A Gazeta do Povo, portanto, sempre esteve certa ao publicar única e tão somente a verdade: Lula apoiou a reeleição de Ortega e a recusa do Brasil em apoiar o manifesto de 54 países contra seu regime demonstra conivência com os cruéis métodos de repressão na Nicarágua. O Tribunal Superior Eleitoral censurou o jornal (algo que por si só já é inconstitucional, independentemente do teor do seu conteúdo) e sonegou ao cidadão brasileiro no período eleitoral importantes elementos para decidir seu voto, algo profundamente antidemocrático.
Pior do que isso: ao censurar o jornal e, em sua decisão, chamar o conteúdo do tweet da Gazeta de “fato sabidamente inverídico”, o Tribunal Eleitoral contrariou explicitamente o teor da matéria afirmando que “as publicações transmitem de forma intencional e maliciosa mensagem de que o candidato Luiz Inácio Lula da Silva é aliado político do ditador da Nicarágua Daniel Ortega”.
O ministro Paulo de Tarso Sanseverino, portanto, reforçou e acabou por legitimar a fake news petista de que Lula é um democrata. Além dos discursos públicos e dos fatos passados dos mandatos petistas, os discursos e fatos de agora, sempre eles, teimosos e renitentes, demonstram novamente o exato oposto. Mais um motivo para repudiarmos o ativismo político da Corte Eleitoral que, em vez de significar um permanente respaldo à nossa democracia, tem tomado, com infeliz e preocupante frequência, decisões que a atacam e infringem as normas constitucionais. A Gazeta estava certa e o TSE errado: Lula apoia o ditador Ortega e é conivente com suas ações criminosas.
O presidente Lula ouviu ministros próximos para aferir o desgaste de manter Juscelino Filho no Ministério das Comunicações, mas, segundo fonte do Planalto, teve peso maior a posição de Janja, para quem o pior caminho seria validar a interferência de Gleisi Hoffmann, presidente do PT, nas decisões.
A influente madame cultiva verdadeiro horror a Gleisi e manda muito.
No fim de tudo, a cobrança pública da dirigente petista, que defendia a demissão, garantiu o emprego do enroladíssimo ministro.
Ela é reincidente.
* * *
A expressão “o governo Lula virou um cabaré” era simbólica.
Agora tornou-se literal.
É a mais pura realidade.
São ótimas essas trocas de tapas entre as duas fêmeas petralhas.

Caro Luiz Berto, Papa de todas as horas:
É interessante recordar o passado, principalmente quando ele é mais presente do que nunca.
Quando o ladrão de nove dedos estava em seu primeiro mandato circulou na internet uma imaginária entrevista com dito energúmeno falando com a Luciana Gimenez.
Interessante é que após tantos anos isso ainda esteja válido.
Abaixo, dita “entrevista”:
Luciana Gimenez entrevista Lula
Luciana Gimenez – Presidente, como você perdeu o dedo?
Lula – Foi numa prensa mecânica.
L.G. – O que é isso, prensa mecânica?
Lula – É uma máquina assim que serve pra prensar e que funciona de maneira mecânica.
L.G. – Ah, tá. Agora entendi. E doeu?
Lula – Menina, eu tava com tanta cachaça na cabeça nesse dia que eu nem senti nada. Só quando eu olhei pra minha mão esquerda e vi que só tinha oito dedos que eu pensei: Ué, cadê os outros dois?
L.G. – E você ficou muito abalado?
Lula – Eu tive que repensar minha vida. Não dava mais pra conciliar o trabalho com o goró. Aí eu larguei o trabalho.
L.G. – Foi aí que você decidiu virar sindicalista?
Lula – Foi. Eu tava um dia jogando sinuca e o Biriba, um compadre nosso, falou que a polícia tava metendo tudo que é sindicalista em cana. Como cana é comigo mesmo eu fui lá.
L.G. – E como é assim sair do nada e de repente virar ídolo nacional?
Lula – Olha, Luciana, eu acho que nós dois temo experiências parecidas. Eu comecei montando num jegue, e você começou montando num Jagger.
L.G. – E como é ser presidente? É legal?
Lula – Deixa eu dizer uma coisa pra você. Tem hora que eu fico sozinho lá no meu gabinete, olho praquelas parede, olho o jardim lá fora e penso: rapaz, esqueci de comprar os produto de limpeza que a Marisa me pediu.
L.G. – Pra terminar eu queria que você dissesse uma palavra de esperança pra quem tá assistindo a gente.
Lula – Vou dizer mais de uma. Eu estou convencido de que esse país tem jeito. A gente pode tá jogando futebol e de repente toma um gol, toma dois, toma cinco, tem dois jogador expulso, o goleiro é míope, o centroavante é perneta, o juiz é ladrão, o gandula demora pra trazer a bola, e a gente toma mais dois gol e mesmo assim a esperança de que tudo vai dar certo continua lá.
L.G. – Nossa, que profundo.
Lula – Eu acredito, Luciana. Eu estou convicto de que aconteça o que acontecer o amanhã sempre vai chegar.
L.G. – Bom, muitíssimo obrigada por ter vindo aqui. É o máximo falar com o homem que governa o país.
Lula – Não tem de quê. Eu é que gostei muito de fazer o programa com você.
L.G. – Opa, peraí. Eu não faço programa.
Lula – Então tamo empatado. Eu também não governo o país…

Juscelino Filho foi recebido pelo presidente Lula e pelo ministro Alexandre Padilha no Palácio do Planalto
Juscelino Filho, depois de ter asfaltado uma estrada que dá acesso à sua fazenda, quando era deputado federal, com verba dos nossos impostos; depois de ter posto, segundo o Estadão, seu patrimônio equino não declarado à Justiça Eleitoral em nome de laranjas; e depois de ter, como ministro, usado um jatinho da Força Aérea para passar por Anatel e empresas de telecomunicações e ir a um leilão no interior de São Paulo; depois de tudo isso, está tudo bem com o presidente Lula. Com 65 dias de ministro, ele teve seu primeiro encontro com o presidente da República para absolvê-lo de qualquer culpa.
O presidente Lula aceitou tudo em nome do apoio do partido de Juscelino, o União Brasil, que tem 11 senadores e 59 deputados, sendo a terceira bancada no Congresso Nacional. O líder do União Brasil na Câmara, deputado Elmar Nascimento, disse que o partido está independente do governo. Ora, não dá para acreditar, porque o União Brasil tem dois ministros – além do ministro das Comunicações, a ministra do Turismo –; então, não é independente.
* * *
Lula precisa do União Brasil para enterrar a CPI do 8 de janeiro
Lula fez vista grossa para os escândalos de Juscelino Filho, uma porque talvez ele ache mesmo que não há problema nenhum, e duas porque ele precisa dos votos do União Brasil na Câmara e no Senado. Inclusive, foi um deputado do União Brasil, representando o Rio de Janeiro, que retirou sua assinatura junto com um outro, do MDB de Goiás, da CPI para investigar os atos de 8 de janeiro. Não entendo por que o governo não quer apurar, quer que isso continue a ser um mero caso de delegacia de polícia. Mas não é: foi um grande acontecimento político em que turbas de vândalos invadiram as sedes dos três poderes de uma vez só, numa mesma tarde. Foi um acontecimento político noticiado no mundo inteiro; superou a simples invasão do Capitólio, foi como se nos Estados Unidos tivessem invadido ao mesmo tempo a Casa Branca, o Capitólio e a Suprema Corte.
Este não é só um caso de polícia; é um caso político em que é preciso investigar as causas, as raízes, quem financiou, quem transportou, o que houve, que ideias, o que aconteceu, o que motivou, como é que entraram, quem entrou, por que quebraram… pedir informações, convocar as pessoas para explicar os motivos, para que isso não aconteça de novo. E o governo não quer por quê? Temos de ouvir quem devia defender o Congresso, o Supremo, o Palácio do Planalto, quem é responsável pela segurança, como é que a porta abriu sozinha, quem são aquelas pessoas que entraram lá e saíram, onde moram, o que fazem.
E saber também sobre as pessoas que foram presas lá no acampamento, embarcadas em ônibus. Conversei na terça-feira com uma pessoa que estava presa lá no ginásio da Polícia Federal; ela me disse que uma senhora morreu nos braços dela, mas não tem prova disso; dizem que três pessoas teriam morrido. Isso é muito grave, é preciso apurar e desmentir caso não seja verdade, deixar muito claro que ninguém morreu. Então tem de haver, sim, a CPI de deputados e senadores.