O prefeito de Araraquara (SP), Edinho Silva (PT), está na coordenação da comunicação de campanha de Lula.
Ele teve o indiciamento pedido na CPI que apurou denúncias de fraude na compra 300 respiradores pelo Consórcio Nordeste da empresa HempCare, que vende produtos à base de maconha e nunca entregou nenhum aparelho.
O contrato foi fechado com o governo de Rui Costa (PT), na Bahia, também investigado pela Polícia Federal, com R$48 milhões pagos antecipadamente.
Edinho presidiu o PT/SP quando um irmão de Eduardo Suplicy era sócio de Luiz Henrique Ramos Jovino, dono da HempCare.
O petista já foi alvo da Polícia Federal na operação Capitu, braço da Lava Jato. Também figurou na famosa “Lista Janot”.
Edinho Silva e o deputado federal Rui Falcão entram no lugar de Franklin Martins, que não conseguia fazer Lula decolar nas redes sociais.
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Maconha e petista: duas drogas que se casam admiravelmente bem.
Para grande inveja dos puxadores de fumo do PSOL.
Edinho Silva e Rui Falcão no comando da campanha de que visa amenizar e diminuir a horrível folha corrida de Lula.
Agora é que o descondenado não vai sair mesmo do fundo da fossa sanitária.
Hoje é o dia em que a Mãe de Calor-de-Figo limpa os dentes com uma escova fabricada com os pentelhos da sogra de Belzebu, a madrasta de Caralho-de-Asas come bimba de gato frita em sebo de bode, a nêga Espanta-Cacete amarra o pixaim com biliros feitos de ossos de cachorro doido, a madrasta de Cavalo-do-Cão come barro e caga tijolo pra levantar a caverna do Tinhoso, a cabôca Traça-Pica faz careta pra Tranca-Rua em cima de um pinico de loiça, a enfezada Catraia Sibita lava a priquita com o mijo da Besta Fera pra se enxugar com um pedaço da estopa de Maria Mulambo e a irmã de Pancanha cata chatos na barba do cabôco Papa-Cu.
É dia de ter muito cuidado, assim feito quem procura pinico com os pés no escuro.
Quem lê, gosta, aprecia e divulga o Jornal da Besta Fubana está a salvo, será feliz e terá um dia excelente e um futuro brilhante.
Assim como excelente terá este final de semana e todo o resto do ano de 2022.
Já os farrapos humanos que falam mal mim, preparem os furicos: o moleque Bimba-de-Alavanca tá pronto pra fazer sua parte.
Vejam ele aí embaixo, de cacete armado e pronto pra enrabar tudo quanto é idiota e tabacudo deste mundo cheio de gente ruim.
E fiquem de pregas preparadas os componentes de uma lista que está aqui comigo. Uma lista formada um monte de gente que dá expediente lá em Brasília, tanto no Congresso quanto no Palácio dos Onze Urubus.
Além de vários cabras safados nas governanças estaduais e nas prefeituras de inúmeras cidades deste país.
Serão devidamente enrabados pelo moleque Bimba-de-Alavanca e ficarão todos de furicos afolosados.
Um último da fila de enrabamento será o descondenado Lapa de Ladrão.
E, pra fechar a postagem com chave de ouro, peço ajuda ao meu querido amigo e conterrâneo de Palmares, o catimbozeiro Sikêra Júnior, uma das maiores audiências do Brasil, pra dar um descarrego da pesada nesta sexta-feira da gôta serena, da bobônica preta, do caralho-a-quatro, do priquito apimentado, do estopor calango, da bixiga lixa e da febre do rato.
São dignas de pena, crianças criadas em apartamentos de luxo, verdadeiras gaiolas de ouro, com janelas obrigatoriamente gradeadas e onde elas não tem o mínimo contato com a natureza. Convivem mais com as babás e creches, do que com os pais.
Conheço crianças que só comem mel em vez de açúcar, alimentos integrais, não comem guloseimas como chocolates, e que são policiadas por mães neuróticas para que não engordem. Crescem pálidas, e raquíticas, sem resistência física, pois as mães as privam das melhores comidas, como se elas fossem doentes.
Junte-se a isso, o fato dessas crianças não terem direito a colocar os pés no chão dentro de casa, e não terem acesso a nenhum quintal, onde possam estar em contato com areia, sol, chuva ou sereno. Não adquirem “anticorpus” e por tudo adoecem.
Essas crianças ricas não conhecem a felicidade de brincar num quintal, correr descalças na terra seca do chão, jogar bola, subir em árvores, colher frutas maduras, tomar banho de chuva, sentar no chão, dar topadas, cair e ralar os joelhos, mesmo arrancando chaboques,
Não veem os passarinhos voando e cantando, ao vivo e a cores, fora da televisão.
Quando, desde cedo, não vão para as luxuosas creches, onde passam o dia todo, os meninos ricos ficam entregues às babás. nem sempre qualificadas. Sentam-se em um quarto atapetado, arrodeado de brinquedos eletrônicos, sem apego a nenhum deles, diante da fartura de opções que tem ao seu dispor.
Não imaginam que, fora daquele mundo artificial de fantasias, existe um mundo natural, onde a natureza coloca fruteiras variadas, pássaros com seus cantos maravilhosos, sol, chuva, e uma terra seca para eles brincarem à vontade.
Quase sempre, usam sapatos ortopédicos, pois a mãe tem medo que seus pés entortem. E só conhecem as árvores, que passam apressadas atrás do vidro do carro do pai.
Certa vez, um menino rico ganhou um belo pássaro importado, que vivia preso em uma gaiola caríssima, e se alimentava do melhor alpiste e água fresca. Ele não entendia porque razão o pássaro vivia triste e não cantava, apesar da gaiola bonita e boa alimentação. Era a falta da liberdade, que Deus deu ao pássaro para voar.
Na inocência do menino rico, o leite vinha das caixinhas da padaria e não das vacas. Tinha muitos brinquedos, bolas coloridas, mas sempre brincava sozinho, dentro do quarto atapetado. Só via a rua através das grades de sua janela. Ouvia na televisão histórias que falavam de assaltos, sequestros, balas perdidas, e ficava com medo do mundo lá de fora.
Na realidade, as “gaiolas de ouro” geram pobres meninos ricos. São meninos tristes e “policiados” pelos pais ou babás 24 horas por dia.
Não tem liberdade nem contato com a natureza. Não comem cuscuz com ovo, a base da alimentação do menino pobre, e que dá sustança. Mas comem granola e outros alimentos sofisticados, da moda.
Enquanto isso, os meninos pobres, sem conforto em casa, não notam que são pobres, pois a maior riqueza que eles tem é a liberdade. Jogam bola, tomam banho de rio, sobem nas árvores e comem frutas frescas. E até acompanham a chamada do palhaço do Circo: “Hoje tem espetáculo? Tem, sim, senhor”!
Hoje, o menino pobre cresceu, cheio de sonhos de ganhar muito dinheiro, para comprar toda a felicidade que ele já tinha e não sabia. Trabalhou muito, juntou dinheiro, construiu uma casa, mas teve que colocar grades.
O menino rico cresceu querendo ser livre. Somente depois de homem feito, pôde correr descalço e descobrir que a felicidade estava nas coisas simples.
Vivo hoje a saudade do quintal da casa dos meus pais .e dos meus avós paternos em Nova-Cruz (RN), onde na minha meninice, eu subia nas goiabeiras e pinheiras, e ali mesmo comia goiaba e pinha à vontade.
A modernidade veio para destruir o lirismo dos quintais, das conversas nas calçadas e das esquinas.
Lana Bittencourt – POBRE MENINO RICO – Vargas Júnior-Oscar Bellandi – Ano de 1955
Relutei em escrever este texto, confesso! Mas, sabe quando existe algo que te incomoda, não te deixa dormir, é chato igual àquela pele de unha que a gente tenta arrancar no dente e acaba abrindo uma cratera dolorida e que a todo o momento você esbarra em algo que a magoa. Pois bem, este texto é quase um simulacro dessa ferida aberta na ponta do dedo.
Neste mês de fevereiro de 466 d. S. (depois de Sardinha) estive no Rio de Janeiro, a tão propalada “cidade maravilhosa/cheia de encantos mil”. Fui acompanhar uma colega resolver uma situação legal na Embaixada do Reino Unido. Viagem boa. Gosto de estrada. Gosto de dirigir. Fomos com alguns dias de frouxidão até para curtir a viagem em si, a paisagem, e as tão propaladas maravilhas da dita cidade do Rio de Janeiro.
Perdoem-me os cariocas e fluminenses com o que eu vou escrever a respeito dessa cidade, mas devo dizer uma verdade. Vocês foram enganados e continuam sendo enganados quando alguém diz que o Rio de Janeiro é uma “cidade maravilhosa”. Não é. Pode ter sido em um passado distante, mas na atualidade, o Rio de Janeiro é a quintessência do Brasil que queremos deixar para trás, superar, esquecer e enterrar.
Lembro-me ter ficado em um hotel que fica a duas quadras do Aterro do Flamengo e a duas quadras do Palácio do Catete. Sempre quis conhecer esses locais. No saguão do hotel, este caeté, com a bunda de fora, a borduna na mão e o canitar no pescoço perguntou à recepcionista se era uma boa, àquela hora – 16 horas – dar um passeio na orla. Ela me disse que não era aconselhável, mas se eu quisesse, deixasse no quarto celular, joias, se tivesse dinheiro, ou qualquer objeto de valor. Confesso que aquela confissão da moça deu-me uma saudade da taba, do fogo irracional que queima dentro da gente.
Do quarto do hotel em que estava podia ver a estátua do Cristo Redentor. Mas a vista podia baixar até certo ponto, pois nas linhas abaixo o que se via eram aas favelas – essa aberração brasileira, mas que no Rio assumiu um estado de arte -, com todas as suas contradições, suas mazelas e suas lutas. Cada vez que olhava para aquelas casas mal construídas, empilhadas uma sobre outra, sem reboco, com o tijolo aparecendo, não se sabendo onde começava uma moradia e terminava outra, foi me dando um desespero, uma melancolia, um desejo de voltar para o meu MS.
Não que aqui não haja mazelas, mas na gloriosa Campo Grande favela é uma coisa quase que alienígena. A prefeitura tem um programa sério de não favelização. Quando surgem barracos em zonas de perigo, usa-se um buldozer grandão que bota abaixo aquelas bibocas de bosquímanos, e realocam-se as famílias para conjuntos habitacionais de alvenaria.
Mas, parece que no Rio de Janeiro, a favela é um componente da própria cidade, típico da contravenção e da marginalidade. Penso naquelas pessoas que se aboletam naquelas zonas de perigo de deslizamento que sofre duas vezes. O primeiro sofrimento é a violência do crime organizado, dos traficantes que, na sua covardia, usa o cidadão obrigado a viver nos morros, como escudo humano contra a polícia. O segundo sofrimento é a síndrome de Estocolmo que o Rio vive. Sempre está escolhendo para comandar o Estado e a cidade aqueles que o sequestram, o pilham, o roubam e o vilipendiam cotidianamente. E, a cada eleição, essa mesma população é chamada a escolher entre o ruim e o pior.
Tanto na chegada, quanto na saída da cidade, ou seja, na nossa ida e volta, vimos pichações, lixo nas ruas. Sacos de lixo mesmo, como que aquilo fosse parte do cotidiano, ou da paisagem natural da cidade. Não havia lugar, por mais alto que fosse, que não estivesse com pichações, ou recados do crime organizado. Poeira, lama e valas negras nas zonas centrais. Que cidade maravilhosa é essa?
Filmar, fotografar a cidade do alto do Corcovado, só pegando a linha da praia é excelente, mas esconde a miséria, as vulnerabilidades, o atraso, a desorganização, a leniência entre o público e o privado que se agudiza na cidade do Rio de Janeiro. Essas imagens ainda estão marcadas no espírito deste caeté, um curiboca já velho, quase dobrando a carcunda pela força do vento.
Esse Rio de Janeiro, quase como uma terra de ninguém, onde todos mandam e ninguém se responsabiliza por nada é o tipo de Brasil que há muito tempo eu sonho e luto em superar. O Rio de Janeiro é a essência caeté, é o fogo irracional e anti-civilizatório que o país luta para superar, deixar para traz.
Isso não quer dizer que não haja lugares bonitos. Mensurar o Rio de Janeiro apenas por Santa Tereza, Jardim Botânico, Vila Isabel, Copacabana e Ipanema é intelectualmente desonesto, é acreditar que as demais partes da cidade não existe. Mangueira, Duque de Caxias, Alemão, morro dos Macacos também são o Rio de Janeiro, também fazem parte dessa fogueira irracional que o Rio conseguiu cristalizar como sendo o Brasil do atraso, o Brasil do passado, o Brasil do compadrio, o Brasil da rapinagem que queremos superar.
Talvez, o meu olhar possa ser até duro demais, ou condescendente de menos com uma urbe que é somente uma urbe, com todas as suas contradições e defeitos. Talvez, eu, caeté de outra opa não regulei a minha régua de acordo com as mudanças comportamentais e geográficas, e por isso estou captando uma realidade diferente daquela que estou acostumado a ver.
Veja, andando de carro, com o fedegoso na mão, mais assustado que ratão de banhado, percebi que até a polícia, isso mesmo, a polícia, contribui para a desorganização, para a avacalhação do trânsito, para a bagunça no cotidiano das pessoas. Não fomos parados por blitz, ou mesmo segurança, graças a Deus, mesmo porque, se a policia já bagunçava o trânsito, se parassem os veículos, o inferno estaria de portas abertas.
Havíamos planejado ficar, pelo menos quatro dias na dita Cidade Maravilhosa (mentira deslavada), ficamos um dia de 24 horas, em dois dias e uma noite. Voltei para meu Mato Grosso do Sul triste, desapontado, revoltado, irado, questionando-me como deve sentir pessoas que pensa semelhante a mim, mas moram no Rio de Janeiro, e tem que conviver todos os dias com a desorganização, a ligeireza, a promiscuidade entre o público e o privado, a convivência entre a civilidade e a barbárie, o incesto entre o Estado e o crime organizado.
E, desde que voltei estou remoendo este texto. Perdoem-me antecipadamente aqueles que gostam do Rio de Janeiro e todos os cariocas e fluminenses, mas volto a revelar algo assustador a vocês. Mentiram a vocês quando cantaram “cidade maravilhosa”. O Rio de Janeiro é a essência caeté,, na sua mais brutal representação. E isso, nada de maravilhoso tem.