PERCIVAL PUGGINA

AFINAL, COMUNISMO AINDA EXISTE?

Sempre que se fala em comunismo, surge alguém com a dúvida: “Comunismo ainda existe?”. Afinal, caiu o muro de Berlim, a União Soviética entregou os pontos após sete décadas de improdutividade e fome, partidos comunistas fecharam mundo afora enquanto outros mudaram de nome, a democracia vicejou no leste europeu, a China adotou um capitalismo selvagem (sob os olhos do Estado, claro) e os raros países ainda comunistas são geopoliticamente irrelevantes.

Então, acabou? Claro que não, comunismo é ideologia e movimento político. Você pode identificá-lo de várias formas, em muitas situações. O comunismo:

1 – qualifica todos os seus adversários como fascistas, a exemplo do que fazem os antifas, sempre saudados com efusão por seus militantes na mídia quando aparecem em alguma avenida ou praça, entre fogueiras, rolos de fumaça e estragos que lembram os rastros dos cavalos de Átila;

2 – assina lista de presença em solenidades de formatura que refletem o engajamento de ampla maioria do ambiente acadêmico nacional;

3 – subscreve apoios e adesões de supostos intelectuais e artistas, mundo afora, sempre e onde quer que seus camaradas ou países comunistas enfrentem dificuldades;

4 – infiltra-se nos órgãos de representação existentes, ou cria os próprios, sob um sorrateiro e enganador guarda-chuva “democrático”;

5 – impõe seu index librorum prohibitorum sempre que alguma biblioteca ou bibliografia fique sob sua influência;

6 – diz quem entra ou não entra em qualquer cancela ou portaria do setor público que comande;

7 – adota um conceito sobre natureza humana e direitos do homem que só se aplica aos próprios companheiros ou camaradas;

8 – fragiliza quanto pode a instituição familiar para que ela não se sobreponha à influência dos comunistas;

9 – tem ojeriza ao cristianismo e suas naturais expressões na cultura e nas posições políticas dos cidadãos.

O leitor destas linhas, pessoa com discernimento, saberá que descrevo situações reais e cotidianas em todo o Ocidente e que eventuais variações, aqui ou ali, são minúcias circunstanciais. Se ponderar melhor, verá que ele, seus adeptos e seus efeitos estão nítidos por toda parte. Basta ter olhos de ver. Você o verá em cores: em verde-político, significando veneração pagã à natureza onde o ser humano é mal visto e em vermelho (que diz representar o martírio da classe operária), mas significa uma história de genocídios com mais de cem milhões de vítimas. Nunca o verá em verde e amarelo.

O comunismo do século XXI largou de mão o Marx metido a economista. Por sua utilidade na retórica direcionada à conquista do poder e subsequente imposição de silêncio à divergência, acolheu os filósofos influenciados por Marx. Segundo Olavo de Carvalho, nunca foram outros os objetivos dos comunistas em seu trânsito pela História.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MARIO LOPES ZAGO – UBERABA-MB

Caro Editor,

Publique no nosso jornal, por favor.

Este é a pesquisa do Data Povo de hoje, dia 30 de abril de 2022.

Foi feita aqui na nossa querida Uberaba.

Muito grato.

* * *

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

RETRATO – Cecília Meireles

Eu não tinha este rosto de hoje,
Assim calmo, assim triste, assim magro,
Nem estes olhos tão vazios,
Nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força,
Tão paradas e frias e mortas;
Eu não tinha este coração
Que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,
Tão simples, tão certa, tão fácil:
– Em que espelho ficou perdida
a minha face?

Cecília Benevides de Carvalho Meireles, Rio Comprido-RJ, (1901-1964)

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HÉLIO CRISANTO – UMA LUA, UM CAFÉ E UM BATENTE

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ALEXANDRE GARCIA

VALE O QUE ESTÁ ESCRITO

Constituição do Brasil: STF deveria ser o seu guardião.

Quando eu estava na primeira série ginasial (hoje 6ª serie), discutíamos se a maior palavra da língua seria inconstitucionalissimamente. Tem 27 letras, do mesmo tamanho de todas as letras do alfabeto. Mal imaginava eu que, 70 anos depois, iria conviver com a prática desse palavrão. E, suprema ironia, exercida pelo tribunal que deveria ser o guardião primeiro da Constituição.

A Corte confundiu guarda com propriedade. O tribunal constitucional confundiu-se com tribunal constituinte. O agente público julgador, imparcial, impessoal, transformou-se em legislador e ativista defensor de suas ideias políticas.

Uma Assembleia Constituinte instalou-se em 2 de fevereiro de 1987, com 559 constituintes eleitos para fazer uma nova Constituição. Trabalharam 600 dias, inclusive sábados e domingos. Cobri cada dia. Cheguei a ter um programa, com Marilena Chiarelli, na TV Manchete, chamado Brasil Constituinte. Entendo muito bem o discurso do presidente da Constituinte, deputado Ulysses Guimarães, na promulgação do 5 de outubro de 1988, quando proclamou, sobre a Constituição: “Descumprir, jamais; afrontá-la, nunca!” “Promulgamos o estatuto do homem da liberdade”.

Ele se referia ao passado, mas foi profético: “Rasgar a Constituição…mandar os patriotas para a cadeia”, “Não roubar, não deixar roubar, pôr na cadeia quem roube, eis o primeiro mandamento da moral pública”. “A corrupção é o cupim da República”. Dr. Ulysses tampouco imaginava a prática hoje do palavrão do meu ginásio.

A Constituição foi chamada pelo doutor Ulysses de cidadã. Porque basta saber ler. Está muito claro e simples que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Por que então há tantas distinções escritas na lei? Que a família é a união entre o homem e a mulher; que a vida é o primeiro dos direitos; que é livre a manifestação do pensamento; que é vedada a censura política, ideológica e artística; que a casa é o asilo inviolável; que os poderes são independentes e harmônicos.

Pois o guardião que se apropriou da Constituição chegou ao cúmulo de transferir para prefeitos e governadores um poder que não tem: o de dispor sobre cláusulas pétreas, como o direito de ir e vir, livre exercício dos cultos, direito de reunião, acesso ao trabalho.

Agora o assunto é o indulto. A Constituição estabelece que compete privativamente ao presidente da República conceder indulto. Não há condicionantes nem se nem mas. Mais uma vez o texto é claro, como na inviolabilidade por quaisquer palavras, do art. 53. Não há obscuridade no texto. Basta ler. Não é preciso intérprete, tradutor, exegese, confirmação. A Constituição cidadã, como carimbou o doutor Ulysses, não precisa da versão de tutores. Está escrito; vale o que está escrito. Quem ler o oposto do que está nela, ou não sabe ler ou está fora das quatros linhas do campo da democracia.

Quando fiz 15 anos, em 11.11.55, houve um movimento chamado de “retorno aos quadros constitucionais vigentes”. Lembro dele, porque há sinais de que é hora de retornar às quatro linhas. São tempos em que juiz do Supremo, no exterior, fala mal do chefe do Executivo e envolve as Forças Armadas e provoca resposta do ministro da Defesa. Tempos em que juízes supremos abandonaram a imparcialidade inerente ao magistrado. É hora de retornar à Constituição, que não é de alguns; é de todos. O poder que emana do povo está escrito na Constituição.

BERNARDO - DIRETO DO PINGO NOS Is

A PALAVRA DO EDITOR

UMA HISTÓRIA EMOCIONANTE

Ô turma inventadeira de coisas que só a peste.

Olha só a presepada que fizeram comigo e botaram na internet.

Obra do meu estimado amigo cearense Neto Feitosa.

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