A PALAVRA DO EDITOR

É MUITA GENTE ATRÁS DE BESTAGEM!

Vejam aí do lado direito da página, lá em cima, logo no começo, que existe um item com o título de “Usuários Conectados”, que é atualizado durante as 24 horas do dia e informa a quantidade de leitores conectados a cada momento.

Pois ontem, sexta-feira, dia 27 de maio, o sistema de edição desta gazeta escrota registrou um recorde:

Às 16:40 havia 366 leitores conectados simultaneamente, lendo e se informando das coisas neste antro imundo chamado JBF. 

Num é nada, num nada, mas é coisa que só a peste pra um jornaleco safado e pra esse Editor inxirido que ficou foi muito ancho.

Enfim, trata-se de uma página amadora, caseira, sem qualquer patrocínio público ou privado, e que se mantém no ar graças à generosidade dos nossos leitores e colunistas.

É muita gente atrás de bestagens neste mundão grandão!!!

Gratíssimo do fundo do coração a todos vocês, meus queridos viciados fubânicos!!!

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RODRIGO CONSTANTINO

A ARISTOCRACIA ARROGANTE DE DAVOS

Klaus Schwab, fundador e presidente-executivo do Fórum Econômico Mundial | Foto: Montagem Revista Oeste/Laurent Gillieron/EPA-EFE/Shutterstock

Klaus Schwab, fundador e presidente-executivo do Fórum Econômico Mundial

O Fórum de Davos está acontecendo nesta semana. Seu fundador, Klaus Schwab, disse, com forte sotaque alemão: “Sejamos claros. O futuro não está simplesmente acontecendo. O futuro é construído por nós, por uma poderosa comunidade como vocês aqui nesta sala. Nós temos os meios para melhorar o estado do mundo. Mas duas condições são necessárias. A primeira é agirmos todos como stakeholders de comunidades maiores, para que não atendamos apenas aos próprios interesses, mas para que possamos servir à comunidade, o que chamamos de responsabilidade do stakeholder. E a segunda é que colaboramos. E essa é a razão para que vocês encontrem muitas oportunidades aqui nas reuniões, para se engajar em iniciativas orientadas para impactos concretos, para fazer progresso relacionado a questões específicas da agenda global”.

Esse breve trecho expõe, de forma clara e assustadora, toda a arrogância dessa elite ambiciosa que se julga detentora do direito de governar o mundo de cima para baixo. Schwab é autor de um livro chamado The Great Reset, em que diz abertamente como é importante esse grupo de “brilhantes” explorar a pandemia para remodelar o capitalismo mundial. Cheguei a escrever aqui no JBF um texto sobre isso, mostrando o desejo de controle dessa turma globalista, que pretende impor um governo mundial por meio de entidades supranacionais sem qualquer accountability, uma espécie de “democracia sem voto”. O voto, afinal, envolve o povo, e isso não pode ser tolerado por uma elite tão especial, abnegada e inteligente.

Como alertou Mencken, “o desejo de salvar a humanidade é quase sempre um disfarce para o desejo de controlá-la”. A senha desse controle está na palavra “stakeholder”, a nova obsessão dos globalistas. Em vez de executivos responderem diretamente aos acionistas (shareholders) da empresa, ou seja, aos donos da empresa, eles devem sopesar os “interesses” dos tais stakeholders, i.e., de toda a comunidade impactada de alguma forma pelas atividades da companhia. Dessa forma, esses executivos deveriam levar em conta os anseios dos funcionários, dos clientes e até mesmo do “planeta” na hora de tomar suas decisões estratégicas. Em termos práticos, os executivos devem olhar para “toda a comunidade” e aplicar a “vontade geral” em suas ações. Quem define tais interesses? A patota de Davos, ora bolas!

Toda a agenda global da ONU está repleta dessa visão arrogante. Esse clubinho elitista define as pautas “relevantes” e o mundo todo precisa seguir. O ESG, essa afetação em nome do ambiente, do social e da governança, não passa de uma forma mascarada de impor essa agenda. Não é mais necessário passar pelos Congressos dos países, obter o crivo popular, pois tais “acordos globais” foram costurados e assinados por tecnocratas e burocratas, e chancelados por presidentes. O Protocolo de Kyoto, sobre questões climáticas, por exemplo, nunca foi chancelado pelo Congresso norte-americano, mas passou a ditar as diretrizes das decisões dos governos de diferentes partidos. É globalismo na veia!

O que o mundinho de Davos não entende, ou não quer entender, é que por mais brilhantes que sejam esses ícones da elite global, o conhecimento real está pulverizado na sociedade, precisa evoluir de forma mais livre e natural, como o próprio sistema capitalista, o livre mercado, a globalização. O esforço de controlar e administrar esse processo é fruto de “arrogância fatal”, como chamou o economista austríaco Hayek. Tal como a linguagem, essas instituições são formações naturais, não a criação de um design inteligente. E elas precisam da liberdade para fluir, evoluir, corrigir erros, aprimorar-se. Se depender dos globalistas arrogantes, esse processo será interrompido, para se colocar em seu lugar uma pauta definida de cima para baixo.

Em essência, eis o que está em disputa aqui: a visão humilde e liberal de que o progresso ocorre muito mais de baixo para cima, de forma espontânea, versus a visão arrogante de que cabe a uma elite “esclarecida e benevolente” governar o planeta, sem a necessidade de responsabilização perante o povo. Mas tudo isso em nome do povo, claro, para atender a seus próprios interesses, como todo regime totalitário, como toda utopia coletivista, como todo projeto parido da crença vaidosa de Rousseau na “vontade geral”, que seria de alguma forma captada por ele mesmo, por algum líder poderoso capaz de interpretar o que cada um de nós realmente deseja, e talvez nem saiba!

O antídoto para tal mentalidade foi dado por vários liberais clássicos, entre eles o já mencionado Prêmio Nobel de Economia. Para Hayek, a liberdade inclui também a liberdade de errar, e, como o conhecimento é limitado e as preferências são subjetivas, somente a ausência de coerção permite o eterno aprendizado e o progresso humano. A razão humana não pode prever ou deliberadamente desenhar seu próprio futuro. O avanço consiste na descoberta do que fizemos de errado. Uma restrição grande à liberdade individual reduz a quantidade de inovações e a taxa de progresso da sociedade.

Não temos como saber anteriormente quem irá inventar o quê. O conhecimento é disperso, e também evolui. Nenhum ser seria capaz de concentrar algo perto da totalidade do conhecimento existente, e, ainda assim, este está sempre aumentando. Somente a redução drástica da coerção estatal pode garantir a evolução do conhecimento humano e o consequente progresso. Quanto mais o Estado planeja as coisas, mais difícil o planejamento fica para os indivíduos.

Hayek considerava que a liberdade fica muitas vezes ameaçada pelo fato de que leigos delegam o poder decisório em certos campos para os “especialistas”, aceitando sem muito questionamento suas opiniões a respeito de coisas de que eles mesmos sabem apenas um pequeno aspecto. Adotar uma postura de maior ceticismo, questionando até mesmo os especialistas nos assuntos, é fundamental. Basta pensar nos incríveis erros dos “especialistas” durante a pandemia, tudo em nome da ciência, para perceber a importância dessa humildade e desse ceticismo.

A maioria das vantagens da vida em sociedade, especialmente nas formas mais avançadas que chamamos de civilização, está no fato de que os indivíduos se beneficiam de mais conhecimento do que têm consciência. Seria um erro acreditar que, para atingir uma civilização superior, temos apenas de colocar em prática as ideias que nos guiam. Se queremos avançar, devemos deixar espaço para uma revisão contínua das nossas concepções presentes e ideais que serão necessários por novas experiências. Portanto, a liberdade é essencial para darmos espaço para o imprevisível.

É porque cada indivíduo sabe tão pouco e, em particular, porque raramente sabemos quem de nós sabe melhor que confiamos nos esforços competitivos e independentes de muitos para o surgimento daquilo que poderemos querer quando olharmos. Mesmo que humilhante para o nosso orgulho, devemos admitir que o avanço ou mesmo a preservação da civilização dependem de muitos “acidentes” que ainda acontecerão.

Para Hayek, devemos ter em mente que fazer o melhor conhecimento disponível em um determinado momento o padrão compulsório para todo o nosso futuro talvez seja a maneira mais certa de impedir o surgimento de novo conhecimento. Estamos sempre aprendendo. Somente a liberdade individual preserva isso. A aristocracia de Davos quer impedir justamente isso. Quer usar sua “sabedoria”, a fusão das “mentes brilhantes” reunidas naquelas salas, para desenhar todo o modelo de sociedade de cima para baixo, tornando a liberdade individual algo dispensável, enrijecendo as estruturas sociais.

Para concluir, podemos usar outro liberal, o francês Raymond Aron, que apontou a principal divergência entre liberais e socialistas: “O liberal é humilde. Reconhece que o mundo e a vida são complicados. A única coisa de que tem certeza é que a incerteza requer a liberdade, para que a verdade seja descoberta por um processo de concorrência e debate que não tem fim. O socialista, por sua vez, acha que a vida e o mundo são facilmente compreensíveis; sabe de tudo e quer impor a estreiteza de sua experiência — ou seja, sua ignorância e arrogância — aos seus concidadãos”. A aristocracia globalista de Davos não passa de uma nova casta socialista, em que pese seu discurso em prol do “capitalismo controlado”. São engenheiros sociais, e como tais devem ser combatidos por quem tem apreço pela liberdade.

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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

DEU NO JORNAL

FAZENDO INVEJA AOS REIS

Evitando sair às ruas, numa atitude curiosa para quem lidera as intenções de voto, Lula irá participar de “caravana digital” com seus candidatos.

À distância, do conforto de sua mansão em São Paulo.

* * *

Eu chega se ri-se-me quando li a frase “lidera as intenções de voto” contida nessa nota aí de cima.

Um primeiro lugar que não bota o fucinho nas ruas de jeito nenhum!!!

É deboche mesmo.

Bom, mas o que eu queria comentar é outra coisa.

Não sei se o termo “mansão”, que está aí nesta notícia, seria o mais apropriado.

Depois do que a revista Veja publicou, acho que o mais certo seria chamar de “palácio”.

Um castelo de deixar morrendo de inveja tudo quando é príncipe e princesa do mundo inteiro.

Confira clicando aqui

BERNARDO - DIRETO DO PINGO NOS Is

ANA PAULA HENKEL

ATÉ QUANDO?

Cruzes com os nomes das vítimas do tiroteio em Uvalde, no Texas, são colocadas do lado de fora da escola Robb Elementary | Foto: Jae C. Hong/AP/Shutterstock

Cruzes com os nomes das vítimas do tiroteio em Uvalde, no Texas, são colocadas do lado de fora da escola Robb Elementary

Qualquer tragédia que arrebata vidas humanas é devastadora. Mas uma tragédia que ceifa vidas de crianças inocentes é algo tão avassalador que deixa marcas profundas em todos nós. É difícil sequer imaginar o que os pais e os familiares das 19 crianças mortas nesta semana por um atirador em uma escola no Texas podem estar passando. Como alguém pode cometer uma atrocidade dessa magnitude? E aqui, antes de seguirmos com a nossa conversa semanal, peço, por gentileza, que fechem os olhos por alguns segundos e façam uma prece para essas famílias.

Como sempre fazem, as almas vazias do mundo aproveitaram a tragédia para empurrar suas agendas políticas. Durante uma coletiva de imprensa das autoridades do Texas, com a presença de policiais, do prefeito da cidade de Uvalde e do governador, Gregory Abbott, todos visivelmente abalados pelo terrível evento, o candidato democrata ao governo do Estado, Beto O’Rourke, um dos que participaram das primárias democratas em 2020, resolveu se levantar e ir até a mesa “cobrar” uma resposta do governo sobre o banimento de armas, pauta de seu partido. De maneira desprezível e oportunista, O’Rourke usou a tragédia para impulsionar sua candidatura ao governo do Estado e continuar sob os holofotes.

Enquanto as autoridades do Texas identificavam as vítimas do massacre, avaliavam suas consequências e tentavam, dentro do humanamente possível, cuidar dos familiares das vítimas do massacre, o ex-presidente Barack Obama divulgou uma mensagem no Twitter invocando a morte de George Floyd, assassinado pelo policial Derek Chauvin, em Minneapolis, durante uma prisão, em 25 de maio de 2020. Em um malabarismo insensível e bizarro, Obama conectou o tiroteio da escola em Uvalde ao segundo aniversário do assassinato de Floyd: “Enquanto lamentamos os filhos de Uvalde hoje, devemos ter tempo para reconhecer que dois anos se passaram desde o assassinato de George Floyd sob o joelho de um policial. Sua morte permanece com todos nós até hoje, especialmente aqueles que o amavam”, tuitou o ex-presidente. Narcisismo e psicopatia em estado puro.

Mais armas X menos armas

Longe das abjetas tentativas de usar a inimaginável dor de pais e mães para as agendas políticas, é preciso abordar de maneira honesta e com maior profundidade alguns pontos importantes que podem estar mudando os perfis da sociedade norte-americana, principalmente dos adolescentes. O que aconteceu nesta semana em Uvalde e em outras ocasiões semelhantes na história norte-americana vai além do raso debate “mais armas ou menos armas”. A própria expressão “tiroteio em massa” (mass shooting), usada em eventos como esse, já carrega em si uma ansiedade difícil de ser controlada. Nos Estados Unidos, existem várias definições diferentes, mas comuns, de “tiroteios em massa”.

O Serviço de Pesquisa do Congresso define tiroteios em massa como incidentes múltiplos, com arma de fogo e homicídio envolvendo quatro ou mais vítimas em um ou mais locais próximos uns dos outros. A definição do Federal Bureau of Investigation (FBI) é essencialmente a mesma. Muitas vezes há uma distinção entre tiroteios em massa privados e públicos, como uma escola, um local de culto ou um estabelecimento comercial. Os tiroteios em massa realizados por terroristas estrangeiros não estão incluídos, não importa quantas pessoas morram ou onde o tiroteio ocorra. Essas formulações são certamente viáveis, mas o limite de quatro ou mais mortes é arbitrário. Há também exclusões importantes. Por exemplo, se 20 pessoas são baleadas, mas apenas duas morrem, o incidente não é um tiroteio em massa. Mas nada disso importa quando essas tragédias acontecem. O fato é que, em menos de duas semanas, Salvador Ramos, 18 anos, matou 19 crianças e dois professores em uma escola primária no Texas, e Payton Gendron, também de 18 anos, assassinou dez pessoas em um supermercado em Buffalo, Nova Iorque.

Ambos, Gendron e Ramos, tinham sérios distúrbios mentais. As pessoas ao seu redor sabiam disso. Família, amigos, escolas. Ambos os assassinos disseram a outras pessoas que planejavam cometer um tiroteio em massa e então o fizeram. O atual sistema de alerta em vigor não está funcionando. O que, de fato, está acontecendo com muitos jovens? Uma pessoa que tem a intenção de cometer violência é muito difícil de ser parada em qualquer circunstância. Um ato do Congresso norte-americano não vai fazer isso, nem o controle de armas, nem a extinção da Segunda Emenda. Há mais armas nos Estados Unidos do que pessoas, cerca de 400 milhões. Sempre houve. Seja qual for sua opinião sobre esse fato, os norte-americanos nunca se disporão de suas armas. A Constituição proíbe isso e uma nova guerra civil provavelmente seria desencadeada se a proposta fosse adiante.

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BERNARDO - DIRETO DO PINGO NOS Is

A PALAVRA DO EDITOR

É ÁGUA, É ÁGUA, É ÁGUA !

Foi água a madrugada inteira.

São Pedro abriu as torneiras do céu pra valer e choveu em abundância.

Cada pingo maior do que um caroço de jaca.

Uma zuada de lascar!

E hoje amanheceu do mesmo jeito: é água caindo de modo torrencial aqui nesta amada Recife.

O normal é que o céu já esteja cheio de sol e brilhando assim que o dia amanhece.

Mas hoje tá diferente.

Esta foto aí embaixo eu fiz agora há pouco, já depois das 7 da manhã.

O Rio Cabiparibe, que passa aqui no fundo do meu edifício, completamente cheio e o céu, lá no fundo totalmente escuro.

Vôte!!!