COMENTÁRIOS SELECIONADOS

UM BLOG REFERÊNCIA

Comentário sobre a postagem JOSÉ ROBERTO – SÃO PAULO-SP

Sergio Rieffel:

Cuidado!

Esse blog tem que ser uma referência no que se refere à democracia e honestidade!

Vamos manter e preservar!

Essa é uma fake news!

Não há necessidade disso nesse blog!

* * *

O Editor:

Pois é, meu caro Rieffel.

Como eu publico do jeito que os leitores mandam, já que este é um espaço aberto e democrático, os nossos amigos deveriam checar bem antes de mandar pra cá.

Abraços e boa semana.

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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ARAEL COSTA – JOÃO PESSOA-PB

Reverendo

Comecei bem o meu dia internetiano, ao me deparar, na página de abertura da MSN-UOL, com esta alegre notícia, que registra decisão proferida por um preclaro Doutor Juiz de Direito, baseado no Mato Grosso, integrando ao seu devido e merecido lugar essa ilustre integrante da nossa comunidade política:

Justiça determina que atriz pornô seja filiada ao PT

Tudo começou no final de março, quando Ester Caroline Pessatto se filiou ao partido, com a filiação confirmada em 2/2. No último dia 14/4, ela até chegou a lançar sua pré-candidatura à deputada estadual do MT, pelo Partido dos Trabalhadores, o PT.

De logo, lembrei que provavelmente esse Douto Juiz, ao prolatar tão valiosa sentença, que, decerto, logo os iluminados ministrinhos do STF transformarão em Jurisprudência, lembrou do episódio que envolveu um deputado estadual desta Paraíba velha de guerra, que ao tentar ingressar em uma festa que se realizada no principal clube social de nossa capital, devidamente acompanhado de duas damas da noite, foi barrado pelo porteiro do sodalício, que disse:

– Deputado, o senhor não pode entrar aqui, acompanhado de mulheres suspeitas.

Ao que ele retrucou:

– Amigo, estas são verdadeiras. As suspeitas já estão lá dentro, a dançar…

Imagino que a Amante, presidentA dessa tão distinta quadrilha partidária, deve estar relichando de alegria, pois que tal decisão proverá a agremiação de novas e eficazes integrantes, que lhe farão companhia e com ela alegremente partilharão dos deveres sócio-políticos que supra estatuariamente cabe a seus membros….

Com meus respeitos e no aguardo do Diário Oficial da Justiça que publicará, naturalmente, o inteiro teor da Jurisprudência em questão.

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VAI FAZER UMA FALTA DANADA…

* * *

Eu soube que ela já está juntando dinheiro pra comprar a passagem e ir simbora.

Só está em dúvida se vai pra Venezuela ou pra Cuba.

Pela enorme largura dela, vai aumentar é muito o espaço aqui no Brasil.

RODRIGO CONSTANTINO

O ÓDIO PERMITIDO

Acordei hoje cedo com a recomendação de um texto por um parente, que não é muito interessado em política, mas rejeita o bolsonarismo. Dizia que a leitura é obrigatória, imperdível. Trata-se do texto de Fersen Lambranho publicado no Brazil Journal, “O ódio que nos separa – e a resposta que lhe cabe”. Li o texto, que tem pontos até razoáveis, mas algo me incomodou bastante ali.

Explico. O autor fala do nazismo, do Holocausto, do ovo da serpente, do clima de intolerância, de banalização do mal, e tudo isso num contexto que parece pregar a tolerância e paz, o diálogo e o debate sobre ideias, em vez de um tribalismo que demoniza o “outro”. Até aí, tudo bem. Mas o que está fora da ordem, então? O timing do texto, e o claro intuito, que uma pessoa mais atenta não deixaria passar batido.

Fersen é da escola Garantia, do Jorge Paulo Lemann. Ele fala da pandemia, e ali já salta aos olhos o real alvo de seu ataque disfarçado de moderação:

Invocar o Holocausto para chegar na reação que alguns tiveram nessa pandemia parece puro apelo retórico, para dizer o mínimo. Na pandemia, talvez o autor devesse ter ficado chocado é com a facilidade com que tanta gente aceitou tiranias em nome da ciência, enquanto demonizavam os céticos como se fossem “terraplanistas” ou “genocidas”. Transeuntes arrastados em praça pública, banhistas presos, mulheres espancadas por policiais, pequenos comerciantes impossibilitados de trabalhar, vacina experimental obrigatória até em crianças, e tudo isso para “salvar vidas”. Quem condenou essa postura chinesa era do mal?

Fersen fala do totalitarismo, mas não parece compreender que a maior ameaça totalitária hoje vem justamente do progressismo woke, da agenda globalista, da esquerda. Ele fala em “acolher” o próximo, mas não parece se dar conta de que essa elite “inteligentinha” resolveu transformar em pária social qualquer conservador que não reza na mesma cartilha do politicamente correto:

Para ser justo com o autor, ele fala que o discurso do ódio pode vir dos dois lados. Mas mesmo esse relativismo é pouco convincente. Ora, a turma petista criou o “nós contra eles” em nosso país, e era apenas natural que houvesse uma reação. O tribalismo à direita é uma reposta a isso. Imperfeita, um tanto raivosa às vezes, mas necessária. Especialmente quando lembramos que a turma “moderada” e “civilizada” passa pano muitas vezes para o “ódio do bem” enquanto repudia os “broncos” de direita. É a típica postura tucana, ou do “liberal purinho”.

Nossa elite adota a visão estética de mundo, e dá mais peso à forma do que ao conteúdo. Um radical picareta com fala mansa tem mais chance de sucesso na sedução dessa turma do que um tiozão do churrasco sincero e honesto. Levei meu filho para ver “The Bad Guys” este fim de semana, e a animação da DreamWorks mostra bem isso (com spoiler): o porquinho pacifista, uma espécie de Gandhi que rivalizava só com a Madre Teresa de Calcutá, era na verdade o pior de todos os vilões! Cuidado com as aparências…

A preocupação com o suposto nazismo, que é o ponto central do texto de Fersen, existe apenas como histeria da elite tucana, enquanto a ameaça de volta da quadrilha petista é bem real. O autor simula uma incrível bondade, disposição ao diálogo, uma postura solidária, mas conclui que 2022 precisa ser a “festa da democracia”, o que remete exatamente ao discurso de toda a elite tucana e do “sistema” que, em nome da suposta defesa da democracia contra uma terrível ameaça nazista, justifica todo tipo de absurdo.

Ou será que Fersen, ao falar em solidariedade e democracia, tem em mente condenar um evento que seu colega Lemann fez em Boston, em que a deputada Tabata Amaral, sua cria política, levantou a bola para o ministro Barroso se colocar como o bem e a democracia incorporados nele, lutando contra o mal, Bolsonaro? Isso sem dizer que o próprio Lemann afirmou que teremos outro presidente no Brasil ano que vem! É essa a “festa da democracia” que queremos? Uma democracia de gabinete, sem povo?

Será que Fersen tem duras críticas aos abusos supremos, a ministro que manda prender jornalista por crime de opinião, deputado com imunidade por se exceder em falas, abre inquérito ilegal contra bolsonaristas, inclui o próprio presidente em vários, um deles por quebrar o sigilo de um inquérito da Polícia Federal que nem era sigiloso, e ainda fala que a “extrema direita” tomou conta das redes sociais e o poder judiciário precisa reagir?

Sobre a cultura do cancelamento, que Fersen pede paciência e generosidade para lidarmos com seus efeitos, será que ele tem em mente os chacais e hienas que degolam cabeças virtuais de quem não se ajoelha sobre o milho woke? Será que ele tem em mente os “anões dorminhocos” que tentam destruir empresas e pessoas que não repetem as cartilhas esquerdistas?

Enfim, o texto em si tem pontos interessantes, mas quando analisamos o conjunto da obra, o timing, o perfil, o tema escolhido, fica claro o verdadeiro objetivo. Fersen vende tolerância, mas alfineta bolsonaristas. Fala em ameaça nazista, mas ignora a real ameaça golpista de um sistema podre que soltou e tornou elegível o ex-presidente ladrão socialista, enquanto tenta derrubar o presidente eleito – aquele que tem defendido a liberdade individual e a Constituição.

Por fim, o autor quer a festa da democracia, mas parece nem notar que a democracia tem sido atacada desde dentro, não por Bolsonaro, mas por todos esses da elite que primeiro rotulam o presidente como nazista, para depois justificar todo tipo de abuso de poder contra ele. Afinal, se é para impedir a volta de Hitler, vale tudo, não? Quem se importa com um ou outro inquérito ilegal?

Vamos lutar contra o ódio que nos separa, diz Fersen. Mas ele ignora que há o tal “ódio do bem”, o ódio permitido, pois disfarçado de luta contra a inexistente ameaça do nazismo. Basta ver o caso da chef argentina, que chamou todo apoiador de Bolsonaro de “escroto ou burro”, o que foi tomado pela mídia como uma singela “crítica”, enquanto a reação natural de revolta de quem foi atingido assim foi chamada de “ataque”. A imprensa saiu em defesa da moça. Bolsonaristas podem ser tratados como párias sociais, segundo a elite tucana. Eles representam um ovo da serpente, não é mesmo?

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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

VANDERLEI ZANETTI – SÃO PAULO-SP

Caro Luiz Berto,

O Brasil não é mais colônia!

Até que enfim alguém, digo, melhor ainda, o Presidente da Aprosoja do Mato Grosso, falou “grosso” diretamente para os Europeus.

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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MARCOS MAIRTON - CONTOS, CRÔNICAS E CORDEIS

DIFICULDADE PARA ESCREVER

Foi difícil reconhecer, mas ultimamente tenho tido dificuldade para escrever.

Não que me tenham escasseado as ideias. Ou que eu tenha perdido a capacidade de expressá-las. Não é isso, tenho certeza.

Também não posso dizer que me falta tempo livre. Porque tempo livre é algo que há muito tempo não tenho. Sempre me encontro tratando de alguma questão relacionada ao trabalho ou à minha vida pessoal. Isso nunca me impediu de escrever meus contos, crônicas e cordéis. Nem de compor e gravar minhas canções. As madrugadas existem também para essa finalidade.

Na verdade, por doloroso que me seja admitir, o que me tem freado a capacidade de escrever é o receio de falar o que não devo.

Porque tem muita coisa acontecendo em nosso país – dessas que dá uma vontade danada de comentar – e a vontade de escrever vem todo dia. Mas sempre vem junto aquele receio de entrar em polêmica. E ser chamado de fascista, de comunista, de bolsonarista, de lulista, de incompetente, de burro e outras coisas que não quero citar aqui.

Outro dia, lancei uma pergunta aos meus seguidores no Twitter: “Será que, se eu disser que achei a visita do Elon Musk positiva, estarei declarando automaticamente apoio ao governo?”.

Várias pessoas responderam que sim. Só uma respondeu que não.

De certa forma, foi uma pergunta retórica. Eu mesmo já sabia, de antemão, que avaliar positivamente a vinda de Elon Musk ao Brasil significaria ser visto por muitos frequentadores das redes sociais como bolsonarista.

Porque é assim que temos vivido no Brasil.

Se você é a favor do direito de o cidadão ter a posse de uma arma de fogo, você é fascista; se é contra é comunista. Se é contra a obrigatoriedade de vacinas contra a COVID, é negacionista; se é a favor, é globalista. Se diz que confia nas urnas eletrônicas, é golpista; se não confia, também.

É como se as pessoas não pudessem mais ter opinião própria. Todo mundo está seguindo uma manada. Ou um rebanho. A questão é apenas definir: qual? qual das manadas essa pessoa segue?

Tudo isso me faz lembrar a canção do saudoso Belchior: “Saia do meu caminho. Eu prefiro andar sozinho. Deixe que eu decida minha vida”.

Eu também prefiro andar sozinho. E, se for para errar, prefiro errar sozinho. Mas isso não tem sido fácil ultimamente.

De todo modo, espero que, admitindo publicamente a razão da dificuldade que tenho tido para escrever, eu consiga superar esse bloqueio.

Claro que continuarei atento aos impedimentos legais aos quais estou submetido, mas espero me incomodar menos com eventuais enquadramentos nas caixinhas ideológicas disponíveis.

A propósito, gostei muito da visita do Elon Musk ao Brasil. Esse cidadão parece ser mais que o homem mais rico do mundo no momento. Parece estar interessado em algo grande, revolucionário, que o faça entrar para a história.

Imagino que muitas pessoas vejam isso como egocentrismo, e talvez seja mesmo. Mas os ucranianos que estão utilizando a internet em plena guerra, com a ajuda do StarLink, certamente não estão preocupados com isso.

Aqui, em nosso país, espero que a conjunção de esforços de empresas de Elon Musk com empresas ou entidades governamentais brasileiras possam gerar bons frutos para o nosso povo.

Parece-me evidente que essa seja uma expectativa legítima, independentemente de quem seja o presidente da República. Mas também me parece claro que pouca gente está interessada nisso. Pelo menos nos dias atuais.

Hoje, para alguém se posicionar sobre algo, geralmente é necessário levar em consideração fatores político-ideológicos, digamos, mais complexos.

E segue o jogo!