Um alerta pra todos🤔
Paciência e segurança no trânsito salva vidas.👀💊 pic.twitter.com/FE6X10zwuk— Avante Brasil (@AntonioCEvan) November 24, 2024
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Comentário sobre a postagem em INCONSTÂNCIA – Florbela Espanca
João Francisco:
Florbela tinha tudo para ser uma pessoa fútil.
Não nasceu pobre, pelo contrário, teve educação primorosa para a época.
Costumam falar que era uma mulher à frente de seu tempo, já vi algumas biografias que a jogam como um ícone político progressista.
Errado, pois ela só fala de si em seus poemas.
Até agora não vi uma questão social exposta em suas letras.
Quem lê seus poemas percebe que ela, de “empoderada” não tinha nada, pois entregava-se às suas paixões de forma devoradora.
O que a tornou fascinante para mim, foi sua inteligência bem como o talento para descrever em versos as emoções femininas com suas inconstâncias e mistérios.
Isso é muito atual.
* * *
Fagner cantando Fanatismo, poema de Florbela Espanca que ele musicou.
FANATISMO – Florbela Espanca
Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão de meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!
Não vejo nada assim enlouquecida…
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!
Tudo no mundo é frágil, tudo passa…
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!
E, olhos postos em ti, vivo de rastros:
“Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: princípio e fim!…
Esmoler entrou na sala e se conduziu à mesa. Pegou o controle do aparelho de TV e desligou apenas o som.
Ricardo acabara de pousar a xícara de café sobre o pires, satisfazendo-se com o gosto da bebida em sua boca. O último gole desceu suave.
– Desligou o aparelho de TV? Fez bem. Hoje essa apresentadora está irritante.
– Não. Eu apenas desliguei o som.
– Para mim dá no mesmo – falou o cego rindo.
Esmoler se serviu de café. Sentou-se à mesa e ficou olhando a fumaça subir dançando. Gostava de café frio. Sem açúcar.
Dois minutos se passaram antes de Ricardo voltar a falar com o amigo.
– No que pensa, Esmoler?
O outro elevou a xícara à altura do nariz, sentiu o cheiro do líquido. Pôs uma pequena quantidade do líquido entre os lábios e a ponta da língua para sentir o calor e o gosto da bebida.
Com o olhar perdido entre a fumaça e o horizonte aberto pela janela escancarada, por fim, respondeu:
– Nos planos do acaso. Não é paradoxal?
– Demais! – concordou o cego se ajeitando na cadeira.
– E você, Ricardo, no que pensa por trás desses óculos escuros?
O cego relaxou na cadeira outra vez escorregando para a ponta do móvel, escorando-se no espaldar apenas com a parte de cima das costas. Com a mão direita tateou procurando a bengala escorada na mesa e, encontrando-a, passou a bater de leve no chão com a ponta emborrachada. Levantou o queixo, abriu um sorriso e respondeu:
– Sabe, Esmoler, no meio da tarde, entre uma xícara de café amargo e um gole de saudade doce, eu lembrei daquela menina de olhos da cor da esperança, que eu conheci por uma artimanha do acaso cumprindo uma ordem do destino – sorriu mais abertamente e continuou: – Você fala de planos e acasos? Era plano do Universo esse encontro nosso. Meu e dela.
– E como foi isso?
– Não se sabe dos alicerces do acaso, meu amigo. Ou de como se constroem. Mas, veja bem, eu sei que naquela noite se enfeitando de madrugada a sua voz calma, serena, dois tons abaixo do usual foi me narrado particularidades. Quase desabafos.
Esmoler olhava atento para o homem à sua frente, era-lhe impressionante a riqueza de detalhes que Ricardo trazia em cada lembrança. O amigo continuou:
– Eu não sei por quanto tempo eu olhava aqueles olhos de janelas abertos para um vale verde da alma que eu tinha – e tenho! – a sensação de conhecer de outros tempos. No entanto, até hoje a minha consciência não entrega ao certo o quando – falava como se visse uma tela depois das lentes escuras dos óculos.
Esmoler pôs na boca um gole grande de café. O amigo se calou.
– E? – quis saber.
Ricardo relaxou ainda mais na cadeira.
– Entre um gole de cerveja me embaralhando os sentidos e a voz dela organizando as minhas ideias, nossa confiança mútua se renovava após milênios – parou e riu abertamente, como se ocultasse algo muito bom. – E nesse meio da tarde de hoje o ontem é uma réstia do futuro incerto, como o desenho formado pela borra de café que deve estar secando no fundo da minha xícara.
– E como você se lembra dessa passagem agora?
Ricardo ficou sério. Os cantos da boca se arrumaram. Ele sentiu os cabelos na testa e ajeitou-os para cima usando a mão esquerda.
– Como a sombra da saudade doce tatuada pelo lado de dentro do meu peito – respondeu com lirismo. – Ela reclamava das coisas passadas em seu pasado, do que fora, do que possuíra, dos amores idos… de coisas que já não lhe eram mais.
– E você, Ricardo, o que lhe dizia?
– Bem, Esmoler, eu me lembro de haver dito algo exatamente assim: “O tempo, menina, só anda para frente. Somente em nossa cabeça e, às vezes, em nosso querer ele segue o rumo do passado.”
– E ela? Você se lembra se a menina disse algo?
– Não. Ficou calada. Porém, eu me atrevi e lhe disse ainda que isso tudo é uma ilusão: passado ou futuro. Porque o tempo, Esmoler, eu disse a ela naquela madrugada, o tempo é o presente e importa apenas com quem estamos, onde estamos e o que fazemos enquanto o ele anda para frente.
Esmoler ouviu as últimas palavras do amigo com a xícara na mão, em pé, ante a janela aberta. O vento lhe assanhando os cabelos. Em seus pensamentos tentava construir a imagem de Ricardo e uma garota numa madrugada distante.
– Ricardo, diga-me, e o que você deseja nesse momento, com a lembrança dessa menina?
– O que eu quero neste presente, meio de tarde, para ela? Que ela esteja sempre bem – respondeu o cego se levantando e caminhando em direção à voz do amigo. E concluiu: – E em paz.
Ficaram em silêncio sentido o ar fresco entrar pela janela.
– Certamente você se lembra do nome dela – sondou Esmoler.
O cego continuou calado e perdido em suas lembranças. Nem ouviu o amigo ao lado. Parecia ver a menina ali, ante seus óculos escuros.
Um passarinho esverdeado pousou na janela, que se abria para fora.
Gente amada e querida do meu Brasil varonil!!!
O ex-presidente Jair Bolsonaro está deixando a barba crescer e começou a beber cerveja com o objetivo de se tornar elegível.
“Falta só eu começar a mentir e roubar pra me tornar elegível novamente!”, disse o ex-presidente em entrevista.
Que coisa absurda!!!
kkkkkkk
BOM FINAL DE SEMANA!#Bolsonaro2026 pic.twitter.com/A2MHXM9heK
— Neide Taubaté (@Neide_Taubate) November 23, 2024
Só pra não cair no esquecimento pic.twitter.com/G8Qa5qpUcn
— Patriota – Brasil acima de tudo 🇧🇷 (@mairton_costa) November 23, 2024
A meu ver a derrocada moral do Brasil começou com o escândalo do mensalão. A revelação do, então, deputado Roberto Jefferson de que havia pagamentos realizados mensalmente a um grupo de deputados para que votassem em propostas do governo, foi o estopim da revelação de algo que passou despercebido na época: o aparelhamento do Estado.
De forma mais concisa, a gente percebe que a proposta de poder do PT por um período de 20 anos, não ocorreria sem que nos lugares importantes tivesse decisores simpáticos à causa do partido. Incompetentes foram galgados aos pontos mais decisórios mais importante do país como os tribunais superiores. O STJ, o STE e o STF, passaram a adotar uma política protecionista aos interesses partidários.
A ação 470, relatada por Joaquim Barbosa, condenou tesoureiros do PT, deputados de diversos partidos, dentre os quais, Pedro Correia Neto, deputado famoso por estar sempre ao lado do poder, fosse quem fosse o presidente. Ficou famosa sua frase: “sapato branco e oposição fica bem nos outros. Eu quero ser governo.” Ficou claro sua participação em atos de corrupção, assumindo toda a culpa e buscando inocentar sua filha, a deputada Aline Correia. Em seu depoimento ele não deixa dúvidas de que houve corrupção.
O comando de tudo isso era feito por José Dirceu, chefe da Casa Civil do governo, ministro mais forte dentre todos os demais. Apesar de tudo isso ocorrer ao lado do gabinete do presidente, ele veio a público pedir desculpas, dizer que não sabia, para depois, na França, cinicamente, dizer que se tratava de “despesas não contabilizadas”. O que eu acho mais estranho em tudo isso é o seguinte: todos os envolvidos foram inocentados, o caso de Alckmin foi encaminhado para o TRE-SP, ou seja, transformaram um caso de corrupção numa investigação eleitoral, cujo resultado todos nós sabemos: não deu em nada.
O que mais me estranha é o seguinte: por que Marcos Valério foi condenado a 37 anos, 5 meses e seis dias de reclusão em regime fechado por crimes de peculato, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e crime contra o sistema financeiro? Primeiro, onde existe um ativo, existe um passivo e os corruptos passivos eram os deputados do PT e aliados que recebiam dinheiro dos empréstimos feitos por Marcos Valério junto ao Banco Rural. Os empréstimos eram para o PT e assinados pelo presidente do partido, José Genoíno. O advogado desse cara deve ser muito burro porque se não houve corrupção passiva, não tem corrupção ativa. Se há um corruptor, há um corrupto.
A coisa podre evolui para o petrolão e para a consequente ação da Lava Jato. Provas, provas e mais provas simplesmente anuladas e toda a sanha corrupta do país volta ao poder com um apoio escancarado dos tribunais superiores. Cassaram Deltan Dallagnol, ameaçaram cassar Moro, sufocaram o governo de Bolsonaro com mais 100 ações no STF, alterando, inclusive, coisas que são prerrogativas da presidência da república. Qualquer coisa que Bolsonaro propunha era alvo de uma ação.
Veio a eleição de 2022 e o resultado das urnas mostrou um comportamento diferente do sentimento das ruas. O presidente atual é incapaz de caminhar sozinho por qualquer rua desse país, sem que lhe chamem de ladrão. Só vai a eventos cuja plateia seja constituída de aliados, fora disso, vive recluso e ao que parece tramando. A suspeita reunião no palácio do planalto com a presença de Alexandre de Morais e Zanin e a consequente ação da polícia federal parece coisa orquestrada. É, nitidamente, o domínio de um partido, esfacelado, sem pudor, fétido, que tem diminuído de tamanho a cada eleição, mas o seu dono parece saber o segredo de muitos.
O Brasil perdeu o rumo? O rumo da decência, sem dúvida! Agora, é preciso ver que estamos num rumo decisivo para uma aniquilação de ideias contrárias aos ideais esquerdistas. 0 que é pior, não temos, uma liderança capaz de mudar tais rumos. Pode-se falar de Tarcísio, Zema, Ronaldo Caiado etc. mas estes nomes não são conhecidos nas regiões norte e nordeste, principalmente, que apesar da miséria deu 70% dos votos ao presidente eleito, segundo o TSE. Eu já disse algumas vezes e vou dizer de novo: Bolsonaro perdeu uma oportunidade ímpar de mudar esse país.
Não custa lembrar: a partir de setembro de 2018, com a probabilidade de vitória de Bolsonaro, o mercado começou a reagir bem. A Bolsa de Valores começou a subir e quando foi decretada a vitória, no dia seguinte, a bolsa abriu em alta, ultrapassando os 100 mil pontos. Eu ouvi o discurso de Guedes, no dia 02 de janeiro, e acreditei que, do ponto de vista econômico, o Brasil seria outro país e não me enganei: as empresas estatais começaram a ter resultados positivos, a economia deu sinais de crescimento, tivemos por meses consecutivos superávit primário, houve injeção de capital externo, enfim, tudo se encaminhava para uma economia diferente.
Apesar desses avanços, Bolsonaro começou a perder tempo com picuinhas. A meu ver, a pessoa mais indicada para ser vice-presidente na chapa era Teresa Cristina. Tinha votos, carisma, capacidade de arregimentar votos femininos, mas colocou-se Braga Netto, que não tem capilaridade eleitoral. Deu no que deu.
Poderia falar sobre as inúmeras vezes que ouvi falar de golpe no Brasil, mas há um texto publicado aqui no JBF pelo deputado Marcel van Hattem que vale a pena ler e ao fazê-lo você irá entender qual o rumo que o Brasil está seguindo.
Vc peida alto e fedorento? 🤢💨 então, isso é pra vc 👇😄😂🤣 pic.twitter.com/VnfgZ4Wrsu
— Cris (@CrisLee99) November 23, 2024