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NEM “OS VINGADORES” SALVARAM OS DEMOCRATAS

Nikolas Ferreira

Donald Trump foi eleito novamente como o 47º presidente dos Estados Unidos.

Donald Trump foi eleito novamente como o 47º presidente dos Estados Unidos, vencendo Kamala Harris. A onda vermelha dos republicanos, que já era esperada, na verdade, se transformou em um tsunami vermelho, que além da maioria dos delegados, conquistou mais votos populares, e a maioria na Câmara e no Senado. Nem mesmo “Os Vingadores” foram capazes de salvar os democratas.

A esquerda é igual em qualquer lugar do mundo, e esta campanha na América provou isso mais uma vez.

Ainda enquanto candidato, o atual presidente Joe Biden havia feito um comentário dizendo que era a hora de colocar Trump no “alvo”, e os democratas levaram a sério. Poucos dias depois, o novo presidente dos EUA sofreu uma tentativa de assassinato que, por milímetros, não foi concretizada. Infelizmente, o bombeiro Corey Comperatore não teve a mesma sorte.

Apesar de ter se desculpado por este comentário infeliz, Biden seguiu ajudando, sem ter essa intenção, obviamente, seu adversário a ser eleito. Ao criticar os apoiadores de Trump, o atual presidente americano os chamou de “lixo’’. A tentativa de desgaste, na verdade, reforçou a campanha trumpista e inclusive serviu de marketing. 

Com mais uma ajudinha do Estado e suas bizarrices, que culminou nas mortes do esquilo Peanut e do guaxinim Fred em Nova York, estado governado pelos democratas, nem mesmo a melhor estratégia de campanha conseguiria levar Kamala à presidência após o mandato pouco produtivo de sua chapa.

O fracasso democrata não foi por falta de dinheiro ou apoio. Conseguiram arrecadar mais de 1 bilhão de dólares para a campanha, grande parte da mídia os serviu como assessoria de imprensa, e inúmeras celebridades fizeram campanha massiva, incluindo cantores como Eminem, Taylor Swift, Jennifer Lopez, Demi Lovato, Lady Gaga e Beyoncé, os atores, Robert De Niro, Leonardo Dicaprio, Tom Hanks, Ben Stiller, Jennifer Aniston e vários outros nomes de destaque mundial.

Toda esta movimentação gerou influência nos votos de alguns americanos? Óbvio. Mas felizmente nem de perto foi o suficiente para alterar o resultado, porque não só lá como aqui, a população está entendendo que o voto não pode ser baseado somente na opinião de Hollywood e demais famosos.

Os likes e visualizações não estão comprando o povo, que deseja se sentir representado por alguém que, de fato, lute por um país melhor, e não se agarre a pautas identitárias, irrelevantes e cheias de discursos rasos e hipócritas.

O diálogo pode e deve existir, porém, os nossos princípios e valores não podem ser vendidos em troca de benefícios ou desistência das pautas que prometemos defender. Da minha parte, continuarei defendendo aquilo em que sempre acreditei: uma direita que não para, não retrocede e que permanece até o fim.

Para a esquerda, sempre incapaz de culpar a si mesma pelo fracasso, mas especialista em disparar insultos contra os seus opositores, reforço o que postei em uma rede social nesta semana: se o diagnóstico da derrota é inventar que todo mundo que pensa diferente deles é fascista, nazista, racista, machista, homofóbico, transfóbico e etc., não entenderam nada.

Por aqui já tem até militante defendendo que a esquerda comece a jogar sujo contando mentiras, inventando atentados fake e destruindo reputações para não levar “lapada da direita” em 2026. 

Foi o que Denise Tremura postou recentemente em sua conta no X. Em uma sala no próprio microblog, ela já havia admitido um esquema de disseminação de fake news por parte da esquerda para fazer a direita “perder tempo” nas eleições de 2022. É uma prática bem comum da parte deles, porém com pouca ou nenhuma consequência na “justiça’’, e no caso dela em específico também ineficaz, já que não obteve sucesso em suas candidaturas, incluindo a deste ano.

Que o retorno de Donald Trump com um apoio massivo dos americanos sirva de motivação para continuarmos lutando, principalmente pela liberdade de expressão, que foi crucial para que as mentiras democratas fossem rebatidas e ridicularizadas. 

Há quem queira calar vozes e proibir livros, mas nós não precisamos e nunca devemos flertar com a tirania para calar nossos antagonistas, o básico de uma verdadeira democracia. Para finalizar, deixo uma mensagem para você que é solteiro e deseja continuar assim: Trump não vai te obrigar a casar se você não quiser. Entendedores entenderão.

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LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

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DINHEIRO AVUANDO

Enquanto Lula (PT) reluta em cortar gastos, contrariando todas as expectativas e recomendações, seu governo continua torrando dinheiro em viagens como se não houvesse amanhã.

Sem contabilizar gastos do próprio presidente e seus 40 ministros, além da primeira-dama, que só usam aeronaves da Força Aérea Brasileira, segundo dados do Portal da Transparência o governo já torrou R$ 1,5 bilhão este ano em passagens aéreas e diárias de funcionários entre janeiro e o início de novembro.

Somente em diárias os funcionários do governo embolsaram R$ 928 milhões até agora, em 2024. Suas passagens, R$ 550 milhões.

O governo Lula 3 já havia superado o recorde histórico de gastos com viagens em 2023, consumindo R$ 2,3 bilhões dos impostos recolhidos.

O ano de 2024 já é o segundo ano com o maior valor gasto com viagens na série histórica do Portal da Transparência.

* * *

Chega fiquei zonzo lendo esses números.

É dinheiro que só a peste.

Do bolso da gente.

E vejam que o ano nem acabou ainda…

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VITÓRIA DE TRUMP É RECADO PARA ELITE PROGRESSISTA

Guilherme Macalossi

Trump critica Zelensky e afirma que Ucrânia está em “ruínas” por falta de acordo com os russos

O mapa eleitoral norte-americano foi pintado de vermelho vivo na última terça-feira, dia 5 de novembro. A data marcou a vitória e o triunfo supremo de Donald Trump e sua volta para a Casa Branca, numa das maiores reviravoltas políticas da história da democracia ocidental. O recado da população para certa elite progressista foi pungente. A vitória do candidato republicano foi tão avassaladora e completa que obrigará o Partido Democrata e as esquerdas a se reinventarem, sob pena de sofrerem derrotas ainda maiores no futuro.

Além do Executivo, com a vitória de Trump em todos os estados pêndulos, os republicanos elegeram também a maior parte dos governadores e obtiveram maioria nas casas legislativas federais e estaduais. É o que, nos Estados Unidos, costuma se chamar “landslide”. No linguajar político brasileiro o equivalente é: fez barba, cabelo e bigode. Ao contrário de 2016, quando foi eleito pela primeira vez através da regra do Colégio Eleitoral, em 2024 Trump também ganhou no voto popular, com uma diferença considerável de Kamala Harris.

Para espanto dos democratas e intelectuais progressistas, Trump melhorou seu desempenho em quase todos em segmentos étnicos e sociais, incluindo homens e mulheres negras, assim como latinos. Seu discurso político e econômico furou a bolha da idealização sociológica que a esquerda faz desses grupos, dialogando diretamente com indivíduos que viram suas condições básicas se deteriorarem, principalmente com a inflação incomum que se identificou nos Estados Unidos.

O voto americano é mais prático do que ideológico. Ainda que o discurso politicamente correto tenha virado um veneno corrosivo na sociedade, e Trump tenha se tornado o símbolo máximo na luta contra isso, o que o eleitor médio quer é oportunidade, emprego e possibilidade de prosperar. Kamala era uma péssima candidata, escolhida apenas pela conveniência pragmática da elite do Partido Democrata e ficar com os recursos já arrecadados pela campanha de Joe Biden. Foi o desastrado governo do atual mandatário, entretanto, o grande responsável pela derrota.

Em certos círculos do dito “progressismo”, agora se atribui a derrota de Kamala Harris à misoginia. A “tese” é de que o eleitorado majoritário não quer uma mulher governante. É esse tipo de lixo intelectual pedante que foi repudiado nas urnas. Alguns dias antes da eleição, o próprio Biden chamou os apoiadores de Trump de “lixo”. É o tipo de declaração que não sai impune. Não há nada mais estúpido do que julgar e ofender o eleitorado por sua escolha. Pode-se discordar, por óbvio. Mas toda decisão eleitoral tem fundamento lógico e é baseado no cotidiano das pessoas.

O recado da população dos Estados Unidos com a vitória de Trump foi claro, mas a tal elite, que deseja ser régua moral e comportamental da sociedade, parece continuar a ignorá-lo. Não aprenderam nada e não esqueceram nada, como disse certava vez Charles-Maurice de Talleyrand aos Bourbon. Ao invés de admitirem seus erros, os acadêmicos, parte da imprensa, artistas e engenheiros sociais bem remunerados resolveram culpar o povo. Continuarão a pagar o preço nas urnas.

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MARCELO BERTOLUCI - DANDO PITACOS

GARRINCHA E A GUERRA DA UCRÂNIA

Dizem que na Copa do Mundo de 1958, na Suécia, o técnico Vicente Feola, antes do jogo com a União Soviética, explicou aos jogadores: “Nilton Santos lança a bola da esquerda do meio de campo para Garrincha na direita, que dribla os zagueiros e cruza para Mazola fazer o gol de cabeça.” Aí Garrincha perguntou: “Seu Feola, o senhor já combinou com os russos?”.

Essa historinha foi a primeira coisa que me veio à cabeça quando li sobre o novo “Plano da Vitória” que o presidente ucraniano Zelensky apresentou uns dias atrás em discurso no congresso da Ucrânia. O plano dele basicamente é:

– Entrada imediata da Ucrânia na OTAN

– Instalação de armas de longo alcance da OTAN na Ucrânia, com permissão para uso destas contra o interior da Rússia.

– Expulsão imediata das forças russas da parte ocupada da Ucrânia.

– Instalação de bases da OTAN na Ucrânia para proteção de recursos naturais e uso conjunto de seu potencial econômico.

– Presença de soldados da Ucrânia nas demais bases da OTAN na Europa.

– E mais três adendos “secretos” que serão do conhecimento apenas dos aliados da Ucrânia e não serão divulgados pela imprensa.

Tenho a “ligeira impressão” de que ao pensar nesse plano, Zelensky não combinou com os russos. Quando ele fala em usar mísseis da OTAN para “atingir alvos no interior da Rússia”, ele está pensando em quê, exatamente? Bombardear Moscou?

Eu já escrevi sobre a guerra da Ucrânia antes, e minha opinião permanece a mesma: é uma guerra inútil e estúpida como todas as guerras dos últimos séculos. Seu único objetivo é gerar lucros para as indústrias bélicas e votos para os políticos populistas. A eleição de Trump nos EUA traz alguma esperança de um fim próximo. Os líderes europeus, por outro lado, desejam ardentemente que a guerra continue, tanto pelo dinheiro que ela movimenta como pela distração que ela oferece para os problemas locais.

A Alemanha, por exemplo, acaba de ver a demissão do ministro da economia, Christian Lindner e o fim da coalizão que forma o governo, o que obrigará o país a eleições antecipadas. O motivo da demissão? Desentendimentos quanto ao enorme déficit fiscal do país. A opinião do chanceler que demitiu Lindner é que o ministro seria “mesquinho” por querer um orçamento equilibrado, e que ele não compreende os “desafios geopolíticos” envolvendo a guerra na Ucrânia. Mesmo com um déficit previsto de 2,8% do PIB, o chanceler é a favor de aumentar gastos, inclusive os militares. A atual presidente da Comissão Européia, Ursula von der Leyden, por coincidência ex-ministra da defesa da Alemanha, tem feito discursos a favor da guerra, sob a alegação de que Putin é alguém muito malvado e que é uma ameaça para toda a Europa – uma espécie de bruxo malvado das histórias em quadrinhos.

Os discursos dos líderes europeus tornam-se irônicos quando se constata que as fronteiras que eles supostamente defendem nunca foram as fronteiras históricas da Ucrânia. Pelo contrário, elas foram definidas por Lênin em 1922, Stalin em 1945 e Kruschev em 1954, enquanto a Ucrânia fazia parte da URSS e fronteiras internas eram meras formalidades burocráticas. E, naturalmente, para esses líderes europeus a opinião da população local, que sempre foi favorável à Rússia, não importa. Se os “desafios geopolíticos” dizem que eles devem obedecer ao governo de Kiev, é assim que deve ser.

CARLOS EDUARDO SANTOS - CRÔNICAS CHEIAS DE GRAÇA

CANIVETE SEXUAL

Victorinox Spartan

De excelentíssima senhora, já avançada nos anos, dona de respeitado bordel, situado em terras alencarinas – conhecido por “Fados e Fodas” – ouvi dizer que ela, quando completou 50 anos de idade e 30 de profissão, resolveu fazer uma Promoção de Vendas de seu único produto: seu corpo.

Para a rapaziada, a partir de 14 anos, oferecia suas habilidades corporais, somente na parte da tarde.

O mais curioso era a “moeda de troca”.

Merlinda facilitava àqueles que se dispusessem a lhe ofertar um canivete suiço, utensílio que oferecia várias aplicações e estimulava notáveis habilidades, sem dar a entender às autoridades policiais que se tratava de arma-branca.

Passava, portanto, por qualquer baculejo da Polícia.

O produto ficava embutido em bela peça cromada, criada por genial indústria suiça. Na época, os “Victorinox Spartan” desapareceram das lojas de importados de Fortaleza.

A “Promoção” fez tanto efeito que Merlinda teve que agendar os encontros, tal era a quantidade de candidatos, os quais procediam até de cidades próximas.

Quando indagada porque criou o “Cruzeiro-canivete”, (Cruzeiro era a moeda da época) ela respondeu:

– Sou previdente. Quando eu estiver mais idosa e sem atrativos, trocarei canivetes suíços por momentos amorosos e ainda poderei disponibilizar tais utensílios para vender aos rapazes do novo tempo. Por isso meu baú está cheio deles.

O famoso “Victorinox Spartan” tornou-se um canivete sexual.