Agora é tarde, Rubens Ometto. Fazueli e não reclama! pic.twitter.com/QAyn3NSKMC
— Carlos Jordy (@carlosjordy) November 30, 2024
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— Carlos Jordy (@carlosjordy) November 30, 2024
Não terá aumento do salário mínimo em 2025?
Dona Leitão, explica como isso é bom para você! pic.twitter.com/uXJkgz817c— Jakelyne Loiola (@Jakelyneloiola_) November 29, 2024
A mulher gritou “Fazuéli” dentro do supermercado
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk pic.twitter.com/c26U90RUYB
— Sidnelson (@SidneyCaser2) November 30, 2024
Nikolas Ferreira

Presidente Lula com os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e a ministra do Planejamento, Simone Tebet
Sob o governo Lula, o valor do dólar atingiu o valor de R$ 6, o maior valor já registrado na história. O pacote fiscal que o governo tanto titubeou em anunciar não serviu para enganar ninguém, já que nenhum corte efetivo de gastos foi anunciado e as promessas feitas pelo ministro da Economia, Fernando Haddad, não foram detalhadas.
Como em vários outros casos, a esquerda paga mais uma vez pela própria incompetência. Para refrescar a sua memória, voltaremos em 2019, quando o PT classificou a alta do dólar, que na época estava a R$ 4,29, como sendo por culpa da incapacidade do governo anterior.
Em 2021, o mesmo Partido dos Trabalhadores fez um post no X questionando o que chegaria primeiro no valor de R$ 6 (a moeda americana ou a gasolina). Visto que agora não falam mais no assunto, eu respondo: a gasolina ganhou, mas o dólar não deixou barato e ultrapassou a marca também.
Também em 2021, Haddad fez um post afirmando que “pelas minhas contas, só o preço da gasolina daria pra dois impeachments”, e a deputada do PSOL, Sâmia Bonfim, escreveu: “a alta do dólar aumenta o preço do pão que a gente come no café da manhã, porque o valor do trigo está atrelado à moeda americana.
Quando o dólar sobe, a sua comida fica mais cara. Sabe de quem é a culpa? Jair Bolsonaro”. Será que o ministro da Economia defende o impeachment do seu chefe agora? E a culpa do aumento do preço do pão com a esquerda no poder é culpa de quem?
Avançando mais um ano, em junho de 2022, a ministra do Planejamento e Orçamento do Brasil, Simone Tebet, fez um post com a seguinte frase: “O dólar passa de 5 reais hoje, por quê? Porque nós temos uma instabilidade política e jurídica. É um governo que não garante segurança jurídica para os investidores”. Tebet previu o futuro. É exatamente o que está acontecendo agora com o governo do qual ela faz parte. Uma pena que ela não esteja mais comentando sobre o assunto.
A desvalorização do real frente ao dólar gera impacto para todos os brasileiros, e até a esquerda sabe disso, tendo em vista que entre 2018-2022, período em que ocorreu a pandemia de COVID que impactou a economia dos países mundialmente, já tentavam usar isso para atacar o governo Bolsonaro.
A gasolina citada por Haddad, bem como o pãozinho mencionado por Sâmia, ficam mais caros, além de outros produtos derivados de trigo e farinha, que são importados do exterior.
Tudo isso sem falar nos impactos econômicos também para quem produz e empreende no país, além da questão da inflação e dos juros.
Agora não há surto de doenças como aconteceu nos anos anteriores. Toda a culpa pelos rombos, alta do dólar, os prejuízos das estatais, aumento da dívida bruta do Brasil e a incapacidade de controlar gastos enquanto continuam esbanjando o dinheiro público tem nome: PT e seus aliados.
Incapazes de assumir qualquer tipo de falha, jogam a fatura para o mercado, Banco Central, memes da “extrema-direita” e até para o feriado de Thanksgiving nos Estados Unidos. No momento em que finalizo este texto, um dólar está valendo R$ 6,11, o novo recorde histórico. Mais uma escala 6×1 tomando conta do debate nacional.
Segundo o Paraná Pesquisas desta semana, 37,4% da região Sul diz que a situação financeira pessoal piorou com Lula (PT) no governo.
É a mesma percepção de 37,3% da população do Norte e Centro-Oeste.
* * *
Pois aqui no Nordeste é completamente diferente.
Pesquisa do Data Besta informa que 99,13% da população declara que a situação financeira pessoal foi pras alturas no gunverno Lula.
Sei não…
Quando falam em “situação financeira pessoal” devem estar se referindo aos preços da cesta básica…
Comentário sobre a postagem CARNE DO BRASIL
Luiz Carlos Freitas:
Li ou vi, em algum lugar, que toda a quantidade de carne que a França importou do Brasil em 2024, é consumida em uma hora, pelos brasileiros.
Proporcionalmente, podemos deduzir, que esse supermercado é abastecido com a carne que é consumida por aqui em apenas um minuto.
Então, por quê tanto espalhafate é esse?
Que palhaçada é essa?
Estão dando uma atenção e uma importância por causa de um traque. Uma bufa. Um ploft.
Liberté, égalité et fraternité pour les Brésiliens aussi.
Não sei se mando tomarem no cu ou no qui (letra u com pronúncia em francês).
😂😂😂😂😂
Luciano Trigo

O anúncio do pacote fiscal de Fernando Haddad pareceu ilusionismo: uma tentativa de distrair a plateia
Todo mundo sabe que o truque dos mágicos é desviar a atenção do espectador com uma mão enquanto faz algo com a outra. O desvio de atenção é uma técnica básica no repertório dos ilusionistas, que aprenderam a explorar algumas características da psicologia humana, como a atenção seletiva e os limites da percepção.
Como o truque funciona?
O mágico faz um movimento ostensivo, chamando a atenção para uma das mãos (a “mão chamativa”), enquanto a outra (a “mão discreta”) age de maneira sutil, escondendo ou manipulando alguma coisa. Incapaz de processar as duas informações ao mesmo tempo, a mente humana tende a focar no estímulo mais chamativo.
É tudo muito rápido, então o truque exige extrema habilidade. O mágico também pode recorrer a uma varinha, ou a uma pergunta, para criar um momento de distração: “Estão vendo esse lenço?” Na fração de segundo em que a plateia olha para o lenço, ele esconde uma moeda na outra mão, ou ativa algum mecanismo secreto.
O êxito da execução também depende do carisma. Quando o mágico é bom, o público tende a se deixar levar: se ele conduz o olhar para uma mão, é porque nada importante acontece na outra. Ao criar uma narrativa convincente, o mágico controla, assim, o olhar do espectador, que acredita ter visto tudo – quando, na verdade, perdeu o principal.
O aguardado anúncio do pacote de corte de gastos (a mão discreta), acompanhado da promessa de isenção no Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000,00 (a mão chamativa), seguiu essa dinâmica ilusionista, na tentativa de gerenciar a percepção da plateia e minimizar as críticas ao mágico, digo, ao ministro Fernando Haddad.
Em um momento em que se esperavam cortes robustos, dar com um a mão enquanto se tira com a outra se aproxima mais de uma mudança na composição das despesas do que, efetivamente, em economia. Mas, a rigor, a isenção nem sequer faz parte do pacote de cortes. E já avisaram, também, que ela só será apreciada pelo Congresso em 2025 (leia-se depois do Carnaval, lá para o final de março, no mínimo), enquanto os cortes devem ser votados até o final deste ano.
Manipular a percepção da sociedade não é uma estratégia incomum. Em momentos de crise, quase todos os governos tentam mitigar o impacto de medidas impopulares com anúncios atraentes. No caso presente, o sucesso do truque dependeria de um delicado equilíbrio entre a necessidade de responsabilidade fiscal e a manutenção da imagem de um governo comprometido com o bem-estar social.
Esta mágica vai dar certo?
A julgar pelas primeiras reações do mercado e até da complacente grande mídia, parece que não. O pacote não convenceu nem a direita, nem a esquerda. Com exceção daqueles que enxergam alguma vantagem pessoal nas medidas anunciadas e daqueles que apoiam incondicionalmente tudo que o governo faz, o descontentamento é generalizado.
Quem se preocupa com a deterioração fiscal do país avalia que os cortes anunciados são insuficientes; quem se preocupa com a situação dos mais pobres rapidamente percebeu que o pacote implica perdas significativas para os trabalhadores mais vulneráveis.
Segundo um apoiador convicto do governo, a mudança do cálculo do salário mínimo e do abono salarial será responsável por um terço da economia prevista até 2030 (“serão 110 bilhões de reais a menos para o bolso dos mais pobres”). Isso sem considerar os efeitos a médio prazo da desvalorização do real frente ao dólar e do provável aumento da inflação, que também machuca sempre mais fortemente os mais carentes.
Aparentemente, a mão chamativa da isenção no Imposto de Renda não está surtindo os efeitos esperados. Não provocou um sentimento de ganho imediato ou alívio econômico, até porque a isenção não virá tão cedo (e nem é certo que ela seja aprovada no Congresso, dependendo do contexto da economia daqui a quatro ou cinco meses).
Ao contrário, está prevalecendo a percepção de que os efeitos práticos da mão discreta na vida cotidiana do trabalhador serão muito maiores – e chegarão mais depressa. As contradições na narrativa ficaram evidentes, na medida em que promessas de inclusão social e justiça econômica são comprometidas por medidas que beneficiam elites econômicas e prejudicam os trabalhadores.
É importante lembrar que o Brasil viveu uma situação parecida em janeiro de 2015, logo após a reeleição de Dilma Rousseff. Naquele momento, em um contexto que também era de deterioração das contas públicas, o plano formulado pelo ministro Joaquim Levy tentou restaurar a economia e a confiança do mercado por meio de medidas como: corte de gastos públicos, mudanças nos benefícios trabalhistas (incluindo alterações no seguro-desemprego), aumento de impostos e ajustes tarifários.
O plano de Levy, bem mais abrangente que o anunciado nesta semana por Fernando Haddad, também enfrentou forte resistência política, teve impacto social negativo e contribuiu para o aprofundamento da crise – que, naquele caso, resultaria no impeachment de Dilma, no ano seguinte.
Diferentes fatores levaram aquele plano a fracassar, incluindo a resistência do Congresso, já que Dilma tinha uma base aliada fragmentada, e a falta de articulação política do Governo, o que agravou a deterioração da confiança do mercado e da população. Base fragmentada e articulação frágil são problemas que o governo atual também enfrenta.
Mas aquele plano também fracassou por causa da percepção de que o governo Dilma estava traindo compromissos de campanha de 2014, como a ampliação de programas sociais, o que gerou frustração entre seus próprios eleitores e nos chamados movimentos sociais. Ela estava traindo o alardeado compromisso do governo com a justiça social e com a narrativa de apoio às classes de renda mais baixa.
Resultado: a aprovação de Dilma despencou, os protestos contra o governo se multiplicaram, e a frustração com a economia fez uma parte significativa da população apoiar o impeachment.
Toda mágica tem seus riscos. Assim como no ilusionismo, quando o público percebe o truque – ou seja, que a isenção foi usada para mascarar as medidas impopulares do pacote – ele passa a vaiar o mágico. Se a percepção do benefício da isenção for inferior à percepção do malefício dos cortes, a insatisfação da população tende a crescer, mesmo entre aqueles que votaram em Lula, agravando a erosão da confiança pública em seu governo. Ficará cada vez mais difícil manter a atenção da plateia focada naquilo que se quer destacar.