JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

CHICO, O “BODEGUEIRO” QUE FALIU

A balança e os pesos usados por Chico

Quando chegamos naquele bairro, vindos de uma temporada como “invasores” da orla marítima de Fortaleza – mais propriamente, Pirambu – dependíamos, todos, do minguado salário paterno. A cada dia a luz divina clareava nosso horizonte e, melhorávamos de vida e patamar.

Bairro Bela Vista, rua Viriato Ribeiro. Já não lembro mais o número da casa. Na verdade, parece que morávamos numa casa s/n (sem número).

Mas, convenhamos, sair de invasor da orla marítima, para pagador de aluguel com perspectivas de alimentação diária (mesmo que fosse uma só), era um avanço inimaginável. Em verdade, uma bênção de Deus.

Pois, naquela mesma rua fizemos amigos que perduram até hoje, século XXI, ano 2024. Mesmo com alguns interessados implantando e apostando firme na frutificação da semente da discórdia – como está acontecendo nos dias correntes neste país continental.

Um desses amigos era o “Chico da bodega”. Talvez a necessidade de sermos ajudados de alguma forma naqueles momentos, tenha servido para não observássemos que, na verdade, estávamos sendo roubados. Tal qual agora, quando aceitamos tudo e continuamos calados e coniventes.

Exemplo: quem de nós reclama troco na compra de um artigo publicado em placa no valor de R$ 5,97? Somos coniventes, ou não?

Assim era Chico. Quem realmente precisava levar para casa o “dicumê” da prole, nunca reclamava que aquele peso de 1Kg, se aferido fosse, só pesaria 0,800 gramas. Ao final do mês, quando a conta era paga, pagávamos 30Kg, mas havíamos consumido menos que 25 Kg.

Eis que, longe da Bela Vista, nas Queimadas, Pacatuba, Guaiúba, Chorozinho, 1litro (pouco usávamos o quilo), se fosse aferido, seria até mais que a medida.

Medida de 1 litro usada na roça

Pois, saibam os incrédulos e desavisados que, de 31 de março de 1964, a medida usada na roça era o litro e o peso de 1 Kg, se aferido fosse, talvez pesasse até mais.

Eis que mudamos de patamar (tal qual mudávamos de invasores da orla marítima do Pirambu, para uma casa de aluguel na Bela Vista), quando, em 1985, saímos da sexta prateleira da estante mundial (Itaipu binacional, Ponte Rio-Niterói, etc., etc., etc.), para ocuparmos quatro ou cinco prateleiras mais abaixo – sem que possamos protestar, sequer, que a mulher do Síndico manda mais que ele próprio, ou qualquer componente da Assembleia de Proprietários.

Há uma vaga esperança: que os moradores da outra rua, compadecidos – um até ofendido gratuitamente com um sonoro “foda-se” – com o nosso sofrimento ou com a visão de celeiro alimentador do mundo que somos, comprem a nossa briga e recuperem a nossa dignidade.

Se dependermos exclusivamente de nós, o recado dado pela primeira-dama para o morador da outra rua, vai cair muito bem para nós e nossas gerações (se vierem a existir, diante de tantos baitolas infestando este país continental. Não se tem conhecimento, ainda, de alguma gravidez anal).

O Chico roubou tanto dos fregueses, mas nada lhe serviu de travesseiro ao ser colocado no caixão e levado para a última e definitiva morada.

Quem sabe e tem certeza se, na hora para carregar o caixão dos opressores para a cremação – nesta Terra – vai aparecer alguém para segurar uma das alças?

A PALAVRA DO EDITOR

WELLINGTON VICENTE - GLOSAS AO VENTO

A FÉ

A Fé remove montanhas,
Já diz o Livro Sagrado.

Mote deste colunista

Por mais dura que nos seja,
A vida é abençoada!
Nunca desista de nada:
Se errou, refaça, reveja.
O tempo segue e enseja
Que se conserte o errado.
Não fique aí parado,
Em frente, deixe de manhas,
A Fé remove montanhas,
Já diz o Livro Sagrado.

Melchior SEZEFREDO Machado

A fé, expressão mais viva
Que nos aumenta a potência
Nos desperta a consciência
E nos deixa a alma ativa
Nos eleva e nos motiva
A construir um legado
Esperança de um estado
De bonança e de façanhas
A fé remove montanhas
Já diz o livro sagrado.

Merlanio Maia

A fé é quem nos sustenta
Na hora da aflição
Deus segura a nossa mão
Só assim a gente aguenta
É ela que alimenta
E deixa tudo preparado
Nada pode dá errado
Até doenças estranhas
A fé remove montanhas
Já diz o Livro Sagrado.

Poeta Nascimento

Na mente e no coração
Tem essa força gigante
Pode ser principiante
Quando sente a emoção
Se tornando um cristão
Que por ele é tocado
Se já és abençoado
Cravado em suas entranhas
A Fé remove montanhas,
Já diz o Livro Sagrado.

Cabal Abrantes

– Jesus, filho de Davi!
(Disse o cego de nascença)
Eu sinto a tua presença,
Pena que nunca te vi!
Jesus que passava ali
Curou o necessitado
O cego soltou um brado
Vindo das suas entranhas:
-A Fé remove montanhas,
Já diz o Livro Sagrado.

Wellington Vicente

DEU NO X

JOSÉ DOMINGOS BRITO - MEMORIAL

OS BRASILEIROS: Monteiro Lobato (I)

José Bento Renato Monteiro Lobato nasceu em 18/4/1882, em Taubaté, SP. Advogado, promotor, empresário, jornalista, editor, tradutor, fotógrafo, pintor e o mais destacado escritor da literatura infantil brasileira. Na condição de empresário foi pioneiro no mercado editorial e criador do livro paradidático. Foi também o primeiro industrial do petróleo brasileiro.

Filho de Olímpia Augusta Lobato e José Bento Marcondes Lobato, foi alfabetizado em casa com a mãe professora e teve acesso a imensa biblioteca do avô materno Visconde de Tremembé. Aos 11 anos ingressou no Colégio São João e aos 14 já dominava o inglês e francês. Aos 16 anos perdeu o pai e aos 17 decidiu viver na capital. Queria ingressar num curso de belas artes, devido ao talento como desenhista. Mas ingressou na Faculdade de Direito, por imposição do avô. Junto com os colegas, fundou a “Arcádia Acadêmica”; tornou-se líder da turma e passou a presidir a “Arcádia”. Foi colaborador do jornal Onze de Agosto, da Faculdade, publicando artigos sobre teatro. Tais artigos resultaram, em 1903, na formação do grupo “O Cenáculo”, integrado por Godofredo Rangel, Tito Lívio Brasil e Ricardo Gonçalves entre outros.

Era um tipo anticonvencional e sem papas na língua. Por essa época venceu um concurso de contos, na Faculdade, com o texto Gens Ennuyeux. Aos 22 anos formou-se bacharel em Direito e retornou à Taubaté, onde passou a ocupar interinamente a promotoria da cidade. Conheceu “Purezinha” (Maria Pureza da Natividade de Souza e Castro), com quem casou-se em 1908. Aos 26 anos, o tino empresarial foi despertado com a associação num negócio de estradas de ferro e passou uma temporada vivendo em pequenas cidades da região. Passou a escrever regularmente, colaborando em jornais, como A Tribuna, de Santos, Gazeta de Notícias, do Rio de Janeiro e na famosa revista Fon-Fon, com caricaturas e desenhos. Os negócios, porém, não prosperavam.

Aos 29 anos, com o falecimento do avô, tornou-se herdeiro da Fazenda Buquira, para onde se mudou com a família. Dedicou-se à modernização da fazenda, mas não era propriamente um “homem do campo” A Fazenda serviu, posteriormente, de inspiração para os personagens de seus livros e se tornou centro de visitação turística. A casa-sede da fazenda ainda se encontra em seu estado original, à margem da rodovia atualmente denominada “Estrada do Livro”, que liga a cidade de Monteiro Lobato à Caçapava. A partir de 1912 sua fama foi se consolidando através de artigos publicados no jornal O Estado de São Paulo e se estabelece em 1914 com a publicação de um artigo – Velha praga – contra as queimadas praticadas pelos caboclos. O artigo repercutiu bem entre os leitores e contribuiu para sua mudança do interior para a capital, deixando de ser fazendeiro para tornar-se escritor-jornalista.

Em fins de 1917 publicou o artigo Paranoia ou mistificação, uma crítica arrasando a exposição de Anita Malfatti, gerando uma polêmica até a Semana de Arte Moderna de 1922. Os modernistas passaram a vê-lo como reacionário. Polemista e nacionalista, ele criticava os “ismos” importados da Europa: cubismo, dadaísmo, surrealismo etc., causando certo estranhamento com os modernistas. Em 1918 publicou o livro de contos Urupês, contendo seu personagem mais conhecido – Jeca Tatu – e considerado sua obra-prima. A tiragem ultrapassou os 100 mil exemplares, um fenômeno até para os dias atuais. Em seguida entrou no ramo editorial, comprando a Revista do Brasil; abriu espaço para novos talentos e tornou-se um intelectual engajado na causa do nacionalismo.

A revista prosperou levando-o à editoração de livros. Dizia que “livro é sobremesa: tem que ser posto debaixo do nariz do freguês”. Encarou o livro como um produto de consumo e caprichou na capa e produção gráfica, além de introduzir novas formas de distribuição. Assim, criou a editora Monteiro Lobato & Cia e entregou a direção da revista a Paulo Prado e Sergio Milliet. Importou novas máquinas impressoras para atender a demanda e ampliou o parque gráfico. Em 1921, atendendo um pedido do presidente de São Paulo, Washington Luís, publicou A menina do narizinho arrebitado e distribuiu gratuitamente 500 exemplares nas escolas.

Por essa época, o País enfrentou uma grande seca levando a uma crise energética. O Governo de Arthur Bernardes promoveu uma desvalorização da moeda, gerando um enorme rombo financeiro e muitas dívidas à editora. A saída foi decretar a falência da editora, em 1925, e criar outra – a Companhia Editora Nacional -, em sociedade com Octalles Marcondes Ferreira e mudou-se para o Rio de Janeiro, onde foi dirigir a filial da Editora. A nova editora teve um impacto revolucionário na indústria editorial, conforme declarou: “Fui um editor revolucionário. Abri as portas aos novos. Era uma grande recomendação a chegada dum autor totalmente desconhecido – eu lhe examinava a obra com mais interesse. Nosso gosto era lançar nomes novos, exatamente o contrário dos velhos editores que só queriam saber dos ‘consagrados’”.

A editora começou a investir em títulos educacionais. Os livros tinham a garantia do “selo de qualidade” Monteiro Lobato, com bons projetos gráficos e enorme sucesso de público. Assim, alavancou a publicação de novos sucessos editoriais, especialmente com Narizinho e outras personagens, como Dona Benta, Pedrinho, Tia Nastácia, Visconde de Sabugosa e Emília. Além disso, por não gostar das traduções dos livros europeus para crianças, e sendo um nacionalista convicto, criou aventuras com personagens ligadas à cultura brasileira, recuperando inclusive costumes da roça e lendas do folclore. Desse modo, tornou-se pioneiro na literatura didática com o ensino de história, geografia, matemática, física e gramática como parte de suas histórias.

Antes do auge da editora ocorre nova mudança em sua vida, participando mais efetivamente na política. Enviou uma carta ao recém-empossado presidente Washington Luís -seu amigo paulista-, defendendo os interesses da indústria editorial. O contato reatado rendeu-lhe a nomeação para adido comercial nos EUA, em 1927. Assim, mudou-se para Nova Iorque e deixou a Editora sob a direção de seu sócio. Nos EUA ficou encantado com o progresso e confirmou a tese do presidente: “Governar é abrir estradas”. Na correspondência mantida com o presidente, aconselhava-o a desenvolver atividades semelhantes no Brasil.

(Continua no próximo domingo)

DEU NO JORNAL

O GOVERNO COMO CRIADOR DE INCERTEZAS

Editorial Gazeta do Povo

Incerteza econômica

Incerteza econômica é freio para decisões de investimento

O principal indicador econômico que representa o progresso material da nação e, por isso mesmo, deve ser a meta principal a ser buscada pela sociedade e pelo governo nesta área é a taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a soma da produção anual de bens e serviços finais mais o aumento do estoque dos bens e serviços inacabados. É o tamanho do PIB que define o nível de emprego, o produto, a renda por habitante, a poupança nacional e o volume de impostos. Segue-se que daí resulta o volume de investimentos (aumento do capital físico) e o padrão de bem-estar social da população.

Se aos governos fosse exigida uma única meta econômica em sua gestão, essa seria o aumento do PIB tanto mais quanto possível. Quando o PIB cresce mais que o aumento dos habitantes do país, um elenco de melhorias sociais vem em sua esteira, de forma que a condição socioeconômica necessária mais importante para o êxito de um governo e a melhoria constante do padrão de vida da população é a taxa de crescimento do PIB. O país que conseguir atingir metas robustas de expansão do PIB obterá a condição principal para viabilizar as demais metas econômicas e sociais desejadas.

Estabelecida essa premissa fundamental, a pergunta que deve ser posta ao governo e à sociedade é: o que deve ser feito para se criarem as melhores condições possíveis para o crescimento sustentado do PIB? Essa é a pergunta que deveria nortear todos os governos, pois o aumento do PIB deveria ser a meta-síntese obrigatória de qualquer plano de governo responsável. Vale destacar que as metas sociais e os programas respectivos tornam-se mais viáveis e factíveis quanto maior for a taxa de expansão do PIB, a começar pelo fato de que é o PIB crescente que viabiliza o maior programa social: a criação de empregos.

Trazida essa questão para o atual momento econômico e político da sociedade brasileira, os líderes políticos e empresariais deveriam firmar um pacto para aprovação de amplo conjunto de leis e medidas destinadas a estimular o espírito de iniciativa, o empreendedorismo e a criação de empresas e negócios. O próprio presidente Lula, antes do atual mandato, disse mais de uma vez em discursos que o Brasil precisava “destravar os investimentos”. A julgar pelo que o governo vem fazendo, ou Lula esqueceu o que ele próprio andou pregando, ou (o que é mais provável) tratava-se apenas de discurso para encantar plateias.

A expansão dos investimentos em empresas, negócios e atividades produtivas leva ao aumento do PIB, emprego e renda, após a economia percorrer um ciclo que passa pela confiança dos agentes econômicos, desenvolvimento de ideias, análises de cenários, planejamento, aprovação de projetos e levantamento de recursos financeiros exigidos para a execução e o funcionamento operacional. Investir, produzir e contribuir com o aumento do produto, emprego e renda são efeitos derivados do estímulo causado por boas leis e bons governos, sobretudo quando conseguem ampliar a confiança dos agentes no ambiente institucional e na segurança jurídica.

Nesse quadro geral, o cenário econômico desempenha importante papel, principalmente porque, ao estudar determinado investimento, os empreendedores fazem seu planejamento com o objetivo de lucros futuros levando em consideração os elementos do cenário nacional. Assim, as previsões sobre crescimento do PIB, inflação, desemprego, taxa de juros, tributação, reformas trabalhista, previdenciária e tributária, situação das finanças públicas e expectativa para o comércio exterior são elementos determinantes nas decisões de investimento. Por sua vez, os executivos empresariais e os investidores projetam seus dados e expectativas com visão geralmente conservadora e submetidas à decisão de, na dúvida, optar pelo cenário menos otimista a fim de reduzirem riscos.

O Prêmio Nobel de Economia de 2024 foi concedido aos economistas Daron Acemoglu, Simon Johnson e James A. Robinson, justamente em função dos trabalhos publicados por eles a respeito do papel das instituições na determinação do progresso das nações. No Brasil, a confiança dos agentes econômicos nas instituições, na segurança jurídica e na estabilidade das leis é bastante baixa e ajuda a ampliar o ambiente de incertezas que inibem o crescimento econômico e desestimulam o espírito empreendedor, além de provocarem fuga de capitais estrangeiros ingressados no país em anos anteriores.

Outro aspecto típico da cultura de governo no Brasil é a existência de reformas em andamento o tempo todo, sem que muitas delas sejam concluídas ou rejeitadas de uma vez por todas, como acontece no atual momento em que estão tramitando as reformas tributária, do ensino, trabalhista (incluindo o recente debate sobre a redução da jornada de trabalho semanal de 44 para 36 horas), além de outras. Independentemente da qualidade ou não das reformas em andamento, há a agravante de serem projetos elaborados sem discussão e sem a participação daqueles que vão pagar a conta: pessoas, empresas e contribuintes em geral. O Estado brasileiro, nos três poderes, transformou-se num exímio criador de incertezas. E nada indica que essa tendência mudará tão cedo.

FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

NOTAS DO JOÃO SILVINO

Na perspectiva de mais um Baile do Menino Deus, em dezembro, no Recife Antigo, um espetáculo inesquecível para todas as idades e que engrandece cada vez mais a Cultura Pernambucana, deparo-me com o mano João Silvino da Conceição fazendo umas comprinhas natalinas antecipadas para seus netos e netas, uma turma para lá de muito sagaz e buliçosa.

Perguntado como iam seus apontamentos, ele me mostrou o seu caderno de notas mais atual, já pela metade preenchido. Com a sua permissão, reproduzo abaixo suas principais notas, sempre elogiando seu NB – Nível Binoculizante. Ei-las, corrigindo apenas alguns cochilos ortográficos:

1. A vida é composta de 7 Rs: Reconstruir, Recomeçar, Refazer, Reviver, Recordar, Resistir e Realizar. Sem tais Rs, o mundo viverá sempre como vagalume, acendendo a luz pela bunda.

2. A vulgaridade faz audiência, mas a serenidade consolida a felicidade. As narrações esportivas estão se tornando altamente ridículas. É pancandaço, pelotaço, cracaço, timaço, chutaço, golaço. E a seleção brasileira um monumental cagaço.

3. Jamais sejamos integrantes de uma manada, posto que ela sempre é composta de pessoas sem senso crítico, somente fazendo o que maiorais ordenam, de cabeça baixa e sem resiliência algumas. Alguns até amplamente desvirilizados mentalmente. Outros até expondo apenas um passado inculto. Todos desejando apenas um sucesso de poucos minutos eletrônicos, favorecendo uma inevitável obsolescência existencial.

4. Resgate seu EE – Equilíbrio Emocional, fortalecendo sua capacidade de raciocinar, avaliar, potencializar e esperançar seus amanhãs. Leiamos mais, evitando assistir as baboseiras televisivas que apenas iludem os mentalmente já falidos, aplaudidores de plateias comandadas por plaquinhas eletrônicas.

5. Evite sempre duas dores: a de sentir o passado e a de sentir-se preso ansiosamente aos amanhãs. Viva o seu presente, permanentemente se metamorfoseando positivamente, potencializando seus amanhãs pessoais, familiares, comunitários e profissionais.

6. Perceba-se sempre evolucionando, sentindo-se incompleto no seu agora e palmilhando o seu caminhar da maneira mais ética possível, sem medo algum de ser feliz.

7. Aprenda e apreenda sempre sobre os pequenos detalhes da vida, que podem iluminar melhor sua caminhada e seus novos empreendimentos.

8. Busque ler mais páginas situadas da sua área profissional, ampliando saberes e alternâncias existenciais. Sempre se precavendo diante dos pregadores que trazem vidrinhos com águas abençoadas e sabonetes que limpam erros passados, além de pedir pix para o envio de suas baboseiras de auto-ajuda. Saiba orar, “conversando” diretamente com o Pai Nosso.

9. Todas as ansiedades e estágios depressivos possuem causas. Analise-os, buscando ajuda de especialistas credenciados, se necessário. Ou se autoavaliando com leituras convincentes, se possível participando de grupos sociais.

10. Saiba meditar alguns minutos todos os dias, posto que toda meditação reflete uma capacidade de observar a realidade pessoal, profissional, familiar e comunitária, fazendo emergir viabilizações estratégicas racionais.

11. Não há soluções fáceis. A maioria dos problemas está no seu próprio interior, impedindo-o de caminhar com alegria e esperança. Avalie seus complexos e suas dificuldades, sempre encarecendo orientação ao Todo Poderoso, nosso Pai Eterno.

12. Respeite o meio ambiente do seu derredor, sempre combatendo as sujeiras morais e materiais das suas comunidades residencial e profissional.

13. Respeite sempre a sua origem étnica e a sexualidade de todos, jamais se sentindo superior ou inferior por causa delas. Lembre-se sempre que Jesus jamais foi branco de olhos azuis.

14. Nunca esqueça de, permanentemente, sempre aprender mais a cada dia, sem medo alguns do que irá acontecer nos amanhãs.

15. Seu país deve ser amado acima dos seus interesses pessoais, bem como sua cidadania deve ser cada vez mais potencializada, sabendo defenestrar todos os sectários que se imaginam tampas de foguete, mal passando de uns alucinados, oportunistas e saqueadores dos promissores amanhãs nacionais.

Fechei o caderno do João Silvino, imaginando como seria o Brasil se todos tivessem um ideário semelhante ao dele, sempre crítico e evolucionário, jamais apenas repetitivo.

PENINHA - DICA MUSICAL