CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

VIOLANTE PIMENTEL – NATAL-RN

UMA SAUDADE COM CHEIRO DE “SÃO JOÃO”
“SÃO JOÃO DISSE,
SÃO PEDRO CONFIRMOU
QUE VOCÊ FOSSE MINHA MADRINHA,
QUE JESUS CRISTO MANDOU.”

Sonho sempre com Nova-Cruz, e de ontem para hoje o meu sonho teve cheiro de SAUDADE, misturado com o cheiro do “SÃO JOÃO”.

Vi a Praça Barão do Rio Branco transformada num corredor iluminado.

São 18 horas. Já está na hora de acender a fogueira.

Meu pai ornamentava o terraço da nossa casa, com lanternas coloridas, enquanto minha mãe preparava a mesa com iguarias deliciosas, típicas dessa época do ano. Não faltavam canjica, pamonha, milho cozido e pé-de-moleque.

O maior destaque viria em seguida: O milho assado na fogueira de São João. Isso encantava minha alma de criança.

A notícia de que o fogo havia pegado e a fogueira estava acesa era recebida com alegria, por crianças e adultos. O cheiro de lenha queimada inundava o ar. A fumaça da fogueira fazia chorar. Mas eram lágrimas misturadas com sorrisos.

Lágrimas de felicidade.

A noite de São João era uma festa! E a alegria era contagiante.

Não havia energia elétrica em Nova-Cruz, e os balões eram permitidos, sem qualquer perigo.

Todos os corações estavam em festa.

Os fogos, bandeirinhas e lanternas coloridas completavam o cenário daquela noite iluminada, que representava o nascimento de São João Batista, primo de Jesus Cristo, o Salvador. Tempos depois, São João foi o responsável pelo Batismo de Jesus, no Rio Jordão.

A fogueira aquecia e iluminava a nossa alma. E o sereno era o bálsamo, que caía sobre as famílias reunidas em torno das fogueiras.

Era uma noite de magia, brincadeiras, adivinhações e outras crendices populares.

Hoje, ao recordar o antigo São João de Nova-Cruz, meus olhos ficam molhados de saudade… Saudade dessa terra abençoada, da antiga paz que reinava na cidade, e do meu porto seguro, Dona Lia e Seu Francisco, com a família toda reunida.

Feliz São João!

DEU NO X

JESSIER QUIRINO - DE CUMPADE PRA CUMPADE

JESUS DE RITINHA DE MIÚDO

ESTRELLA

O futebol é um céu
De infinitas vibrações
De astros riscando espaços
Compassando corações
Nesse céu surge uma Estrella
Que foi um prazer em vê-la
Luzindo mil emoções.

Diante das explosões
Sua luz se viu brilhar
Lá no mais alto espaço
Sobre céu, terra e mar
Estrella! Estrella forte!
Os deuses desse esporte
Querem hoje te abraçar.

DEU NO JORNAL

AINDA PODEMOS ODIAR O PECADO, OU ATÉ ISSO VÃO PROIBIR?

Luís Ernesto Lacombe

Imagem ilustrativa.

A “pátria educadora” é uma gracinha. Vai ensinar direitinho como todos devem se comportar. O Estado “pai de todos”, tutor é tão lindo… Vai deixar bem claro o que é mentira, o que é verdade, o que é discurso extremista, discurso de ódio. Vai estabelecer o que é opinião e o que não é, o que é crítica e o que não é, o que é liberdade de expressão e o que é agressão, o que é debate e o que não é. O Estado vai nos pegar pela mão, vai nos ensinar como devemos nos comportar nas redes sociais, vai nos salvar, vai nos proteger.

Ele está na trincheira por nós, está no combate por nós, e devemos lhe agradecer. Obrigado, Advocacia-Geral da União. Quanto bem vai nos proporcionar a Procuradoria Nacional da União em Defesa da Democracia… Obrigado, Tribunal Superior Eleitoral, pelo Centro Integrado de Enfrentamento à Desinformação e Defesa da Democracia. Obrigado, Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. O portal “Ódio ou Opinião” vai nos transformar no país da liberdade e do amor. Muito obrigado.

Talvez já tenham proibido a ironia e o sarcasmo… Não para todo mundo, claro. Falam tanto em democracia, em democracia, mas que país democrático tem um aparato desses? A União Soviética, da KGB, tinha. A República Democrática da Alemanha, da Stasi, a comunista, tinha. A República Popular Democrática da Coreia, a comunista, tem… A República Democrática do Congo também. Falar sem parar em democracia, muitas vezes, é como odiá-la. Falar em “democracia relativa” é o mesmo que condenar a democracia de verdade.

Democracia é quando eu mando, ditadura é quando mandam em mim. Os que estão no poder pensam assim. O ódio deles é do bem, é tão lindo. A eles é permitido perseguir opositores, proibir críticas e opiniões de que não gostem. “Contribuir para o debate público” é não debater, é se submeter àquilo que os poderosos consideram verdade, discurso civilizado… Eles, obviamente, podem querer “ferrar” os outros. Eles podem sentir repulsa, ojeriza, raiva… Os outros que não se atrevam.

Então, nem pense em odiar quem faz de tudo para ajudar corruptos e corruptores, quem gerou a pior crise econômica da história do Brasil e agora age, com todas as forças, por um novo desastre. É proibido ter asco de quem prega a ineficiência, o atraso, ideias que comprovadamente não dão certo. Não, ninguém pode odiar quem não assume a culpa por nada, e xinga e acusa os outros, quem vive criando bodes expiatórios, quem erra, ao que tudo indica, de propósito.

Querem que seja loucura odiar quem chama um bebê no ventre da mãe de “monstro”, quem condena o costume, a família, o patriotismo, quem defende bandidos, terroristas, quem odeia o que é certo. Não aceitam que ninguém fique indignado, se o Brasil é entregue a uma aliança pela destruição, com Rússia, Coreia do Norte, Irã, Hamas, Cuba, Venezuela, Nicarágua… Não podemos odiar os odiosos, quem faz de tudo para provocar ódio. Não podemos odiar o redentor “ministério da verdade”.

Não podemos? Será? Não há nada que se aproveite em nenhum tipo de ódio? Ele não pode ser um aviso, um alerta contra a violação de limites, de valores fundamentais, contra a calamidade, a tragédia, o perigo? Ele não pode conduzir a soluções assertivas, inadiáveis, dentro da lei? Nós podemos, sim, odiar o pecado. Deus odeia o pecado, e de nós é sempre cobrada essa aversão. Está em Isaías: “Porque eu, o Senhor, amo a justiça e odeio o roubo e toda maldade”.

DEU NO X

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

A MULHER DO ESPAÇO

Nesse mês de junho, a Agência Espacial Brasileira homenageou a primeira mulher a ir ao espaço, a russa Valentina Tereshkova.

Mas a turma lacradora do governo não queria colocar uma branquela no cartaz, e ele saiu com a imagem de uma mulher negra, o que não agradou a quem realmente conhece a história das viagens espaciais.

Aproveitando que o fato polemizou, fizemos mais um poster, para lembrar que o Brasil tem uma mulher que veio do espaço.

DEU NO JORNAL

MAURÍCIO ASSUERO - PARE, OLHE E ESCUTE

DOIS PRATOS DA BALANÇA

A eleição de Fernando Collor de Mello trouxe o modelo de um presidente civil eleito pelo voto da maioria. A partir de 1982, já escolhemos diretamente pelo voto os governadores e os prefeitos das capitais que, antes, eram indicados e não escolhidos pelo povo. Com a experiência da eleição de 1982 e 1986 para governadores, as condições para escolher o presidente estavam definidas, aceitas e cabia apenas, implantá-las. Como se sabe, o presidente eleito perdeu-se na lama de corrupção gerenciada por Paulo Cesar Farias, com o apoio de alguns bancos que abriram contas fantasmas para movimentação de recursos.

PC, como era chamado, foi assassinado, exatamente, nessa época de São João, ao lado de Suzane Marcolino, sua então namorada. A conclusão do inquérito foi homicídio seguido de suicídio, ou seja, ela tinha atirado em PC, suicidando-se depois. Os seguranças que estavam na casa, quase todos policiais ou ex-policiais, não ouviram os tiros e somente quando o dia amanheceu perceberam o crime. Francamente, o laudo poderia até ter confirmado que foi suicídio seguido de homicídio que estava tudo bem.

O impeachment de Collor levou Itamar Franco à presidência e com ele surgiu uma eminência parda chamada Fernando Henrique Cardoso. Logicamente, o governo foi marcado por escândalos dentre os quais a questão do dinheiro para comprar votos para aprovação da reeleição, mas surgiu uma luta interna entre o PSDB e o PT e, o mais esquisito, era que ninguém falava em terceira via e ninguém enxergava um candidato fora dessa ideologia com potencial eleitoral. Isso mudou em 2018, mas o que não mudou foi a postura do PT, principalmente, de acusar os outros daquilo que ele mesmo faz.

Gratuitamente, o PT tem atacado o presidente do Banco Central – eleito o melhor do mundo – por conta da política monetária, mais precisamente da condução da Selic. Lula chegou a dizer essa semana que “Meirelles tinha autonomia comigo” num alargamento da burrice porque a autonomia não é do presidente, mas, sim, do Banco Central como instituição. Acreditam que basta derrubar a Selic para a economia explodir em crescimento. Não é assim. A redução da taxa de juros, por um lado favorece o investimento privado, por outra aumenta a oferta de moeda, fato que provoca aumento de preços, ou seja, inflação.

No momento em que a taxa de juros cai, os títulos do governo deixam de ser aplicação interessante e isso já aconteceu no governo Dilma. Como consequência mudaram a foram de cálculo de rendimento da caderneta de poupança, afetando o pequeno investidor. A redução da taxa de juros poderia incentivar o consumo e dinamizar a economia, no entanto, a renda está estagnada, temos um sem-número de empresas em Regime Judicial e aumenta a quantidade de pessoas beneficiárias dos programas sociais, ou seja, exatamente aqueles que elegem candidatos, pela esmola que recebem.

Para completar, li que a presidente do PT vai acionar a justiça contra Campos Neto com o intuito de proibir que ele se manifeste publicamente. Isso como decorrência da homenagem que recebeu em São Paulo e onde disse, segundo o PT, que se Bolsonaro não permanecer inelegível em 2026 e ganhasse as eleições, ele aceitaria ser seu ministro da economia. A democracia petista entendeu essa expressão como uma influência nefasta e a razão é simples: o trabalho que o cara faz é estupendo, então a coisa mais lógica é não permitir que ele demonstre sua capacidade.

Não faz muito tempo, os ministros do STF participaram ativamente de campanha política, fato que gera impeachment, mas devido a falta de ombridade do senado, ninguém teve ou tem coragem de aceitar um pedido de impeachment contra esses deuses da justiça e do saber. Barroso disse “nós somos o lado certo”, “nós derrotamos o bolsonarismo”, “perdeu, Mané! Não amola!” e nada aconteceu com Barroso, com Alexandre de Morais, com Fachin. Eles podem falar porque estão no mesmo prato da balança que o PT.

Vimos e estamos vendo, todos os dias, provas sendo anuladas por Dias Toffoli. A mais recente foi do marqueteiro da campanha de Dilma, João Santana. Aquele mesmo que produziu uma peça dizendo que se Aécio fosse eleito, os banqueiros iriam tirar alimentos da mesa porque dominariam o Banco Central. As palavras não foram essas, mas o contexto, sim.

No fundo, o PT está superfeliz com essas anulações porque volta a impor a impunidade nesse país. A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, está crente que o STF será capaz de anular o chifre que ela botou em Paulo Bernardo. Francamente, não tenho nada contra quem bota ou leva chifre. Isso é uma escolha própria, o que me incomoda é que ela usou dinheiro público para pagar os hotéis onde ficava com o amante.