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LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

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PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

CLARA – Casimiro de Abreu

Não sabes, Clara, que pena
eu teria se – morena
tu fosses em vez de clara!
Talvez… quem sabe… não digo…
mas refletindo comigo
talvez nem tanto te amara!

A tua cor é mimosa,
brilha mais da face a rosa
tem mais graça a boca breve.
O teu sorriso é delírio…
És alva da cor do lírio,
és clara da cor da neve!

A morena é predileta,
mas a clara é do poeta:
assim se pintam arcanjos.
Qualquer, encantos encerra,
mas a morena é da terra
enquanto a clara é dos anjos!

Mulher morena é ardente:
prende o amante demente
nos fios do seu cabelo;
– A clara é sempre mais fria,
mas dá-me licença um dia
que eu vou arder no teu gelo!

A cor morena é bonita,
mas nada, nada te imita
nem mesmo sequer de leve.
– O teu sorriso é delírio…
És alva da cor do lírio,
és clara da cor da neve!

Casimiro José Marques de Abreu, Barra de São João-RJ (1839-1860)

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COMENTÁRIO DO LEITOR

O EDITOR SE AMOSTRANDO-SE

Comentário sobre a postagem TÁ FAZENDO FALTA

Carlos Alberto de Oliveira:

Mas ainda há esperança.

Temos homens da estatura moral de J R Guzzo, Augusto Nunes, Guilherme Fiuza, Adalberto Piotto, Luiz Berto e outros gigantes do pensamento contemporâneo.

* * *

Nota do Editor:

Chamar um cabra pequeno feito eu de “gigante” me deixou ancho que só a peste!

Dei destaque ao comentário do nosso leitor só pra me amostrar.

Gratíssimo pelo exagero de sua comparação, meu estimado Carlos Alberto!!!