Falta humanidade, empatia e civilidade. Lula é raivoso, impaciente e não respeita as mulheres. É um absurdo chamar um bebê de monstro. As crianças, como ensinou Jesus, são inocentes e merecem toda a nossa proteção.
O ministro Fernando Haddad, após reunião com a ministra Simone Tebet, em 13 de junho
O desabafo de Fernando Haddad, há poucos dias em São Paulo, deixou a impressão de despedida. Queixou-se de que o Brasil é uma “encrenca” e “um país difícil de administrar”. E aí já parece uma catarse: “Às vezes, quem está em uma posição de poder não está fazendo a coisa certa pelo país. Isso é a coisa mais triste da vida pública: quem pode fazer a diferença nem sempre está pensando no interesse público. E devia estar, né? Porque está em posição de poder; porque é grande empresário ou político com mandato”. A quem estaria o ministro se referindo? Foi num evento do Instituto Conhecimento Liberta. Significativo, não?
Enquanto isso, Lula, mais uma vez, aplicava o mau exemplo de Pilatos. Referindo-se à “MP do fim do mundo”, que lhe foi devolvida, lavou as mãos: “A bola está nas mãos do Senado, e na mão (sic) dos empresários. O Haddad tentou, não aceitaram. Agora encontrem uma solução”. O presidente não pode esquecer que ele é o chefe do Executivo, responsável, portanto, pelo equilíbrio fiscal. Aliás, quem deu o chute inicial nessa bola foi ele mesmo, ao quase dobrar o número de ministérios, aumentando a despesa, e não demonstrando vontade em cortar o Estado gordo, pesado e lento. A solução que aparece é tributar.
Com isso, recebeu críticas de um pesado contribuinte de campanha, Rubens Ometto. O presidente da Confederação Nacional da Agricultura nem quer mais falar com Lula. E o presidente da Federação das Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul), Rodrigo Souza Costa, anunciou que agora vai elevar o tom porque um presidente sindicalista não está preocupado com o emprego atingido no estado. Queixou-se da morosidade, inércia e pouca efetividade do governo federal, que recebe mais impostos do estado em relação ao que retribui em serviços e apoio – e ainda tem um ministro lá só para cuidar dos assuntos do Rio Grande. O investimento estrangeiro em bolsa também demonstra desaprovação. Neste ano, foram retirados da B3 R$ 45 bilhões em investimento estrangeiro. Segundo fonte do J.P. Morgan, isso acontece porque o governo demonstra dificuldade em cumprir as metas fiscais.
Sucessivas medidas provisórias têm fracassado e ainda assim o presidente insiste. Agora uma delas beneficia os irmãos Batista, Joesley e Wesley, e foi anunciada poucos dias depois que eles estiveram no Planalto. A da desastrosa importação de 1 milhão de toneladas de arroz ainda está vigente; o fiasco não surtiu arrependimento. Não é a oposição que mais enfraquece o governo; é o próprio chefe de governo. Lula é política pura; a administração pública precisa de técnicos, especialistas em cada assunto, e não apenas intuição. Mas a intuição parece cansada, ou desatualizada, passada no tempo. As lideranças do governo e seus seguidores notam isso. O problema é que prejudica o país inteiro. Não é o país que é encrenca; é o governo que está encrencado.
🇧🇷 Lula comparou o Brasil com a Faixa de Gaza e culpou Bolsonaro pela demora em resultados em seu governo. “Então não é possível você pensar em reconstruir o Brasil se você tá com o governo desmontado”, disparou o petista em entrevista nesta terça-feira.
Já a verdade eu sei que é produto em falta nas prateleiras da Esplanada dos Ministérios, no estoque do Palácio da Alvorada, nos paletes do Congresso…
Ali por aquelas bandas.
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João Francisco:
Caro Jesus de Ritinha de Miúdo.
O arroz é o grão mais consumido nos lares do Brasil. A quantidade anual é em torno de 10 mi de toneladas. Há um equilíbrio entre consumo e produção.
O RS, que é responsável por 70% da produção, no ano passado teve seca (veja só) e houve um desequilíbrio na entre safra levando a aumento de preço por oferta e procura.
Este ano houve uma safra recorde no estado, que seria algo em torno de 9 mi de ton., a qual 90% já havia sido colhida e transportada aos armazéns.
Não havia necessidade de importação. Todos os setores técnicos afirmaram isso. O Ladrão que cismou de importar para ferrar os produtores gaúchos. Resolveu isso em 1 semana depois que foi recebido da forma como foi no RS que estava arrasado pelas chuvas.
Deu no que deu, algo tão complexo que é importar 1 mi de toneladas de grãos fizeram com os armazéns de esquina.
Isso ainda vai longe e se o Geller (disse que não vai ficar de boi de piranha) falar, vai voar m*rda para todo lado.
O genial Roberto Campos sabia bem o que a turma dos “heterodoxos” representava para o País:
“Ou o Brasil acaba com economistas da Unicamp ou os economistas da Unicamp acabam com o Brasil”.
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A palavra “genial”, que está nessa nota aí de cima, resume com exatidão quem foi Roberto Campos.
Um cabra arretado!
Tenho aqui na minha estante os dois volumes do seu magnífico livro de memórias, A Lanterna na Popa. Cuja leitura recomendo aos leitores fubânicos. Vale a pena.
Ele está fazendo um falta danada nos dias de hoje.