DEU NO X

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

SOB A TUA SERENIDADE – Cecília Meireles

Não me ouvirás… É vão… Tudo se espalha
pelos ermos de azul… E permaneces
sobre o vale das súplicas e preces
com solenes grandezas de muralha…

Minha alma, sem te ouvir nem ver, trabalha
tranqüila. Solidão… Desinteresses…
Por que pedir? De tudo que me desses
nada servira a esta existência falha…

Nada servira, agora… E, noutra vida,
oh! noutra vida eu sei que terei tudo
que há na paragem bem-aventurada…

Tudo, – porque eu nasci desiludida,
e sofri, de olhos mansos, lábio mudo,
não tendo nada e não pedindo nada…

Cecília Benevides de Carvalho Meireles (1901-1964)

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

DEU NO X

DEU NO JORNAL

RLIPPI CARTOONS

DEU NO X

COMENTÁRIO DO LEITOR

O TABACO POÉTICO

Comentários sobre a postagem CORDEL – O TABACO DE MARIA

Xico Bizerra:

Mas tem gente que não gosta
Prefere coisa pior
É o caso de Zé Dió
Fedorento que só bosta
Com a verdade exposta
Vive a tergiversar
Ele afirma não gostar
Alegando alergia
O tabaco de Maria
Zé Dió não quer cheirar

* * *

Dalinha Catunda:

Zé Dió deve gostar
Do rolo de fumo puro
Ele só usa no escuro
Pra ninguém lhe aporrinhar
Na Boca põe pra mascar
Seja de noite ou de dia
Tabaco não aprecia
Nem muda de opinião
Traz sempre o rolo na mão
Quem vê até se arrepia.

DEU NO JORNAL

NO ALVO

Jair Bolsonaro comparou o lucro de R$ 3,7 bilhões dos Correios em 2022 com o prejuízo de R$ 800 milhões no primeiro trimestre deste ano:

“A diferença não é apenas de gestão, mas principalmente de caráter”.

* * *

Ô cabra bom de pontaria!

Acertou em cheio.

Uma explicação perfeita.

ALEXANDRE GARCIA

ENQUANTO HADDAD NÃO CONSEGUE TAXAR OS SUPER-RICOS, SEGUE TIRANDO TUDO DOS POBRES

Ministro Fernando Haddad busca apoio internacional para um plano de taxação global de grandes fortunas.

Ministro Fernando Haddad busca apoio internacional para um plano de taxação global de grandes fortunas

O ministro da Fazenda do Brasil, Fernando Haddad, está na Itália. Nesta quinta, ele tem encontro com o papa; na quarta, teve encontro com o ministro da Economia da Itália. No caso do ministro italiano e do papa Francisco, ele vai pedir apoio para a ideia de taxar os super-ricos no mundo. Eu não sei quem vai decidir uma cobrança em nível global. Diz Haddad que são 3 mil os taxáveis, e fico pensando: quantos seriam aqui no Brasil, se no mundo todo são 3 mil? Seriam uns 30, ou menos?

Certo é que aqui no Brasil são muito mais de 30 milhões os pobres. Mas por que cobram tanto imposto do pobre? O pobre paga imposto a cada vez que compra. Eu estava vendo o imposto sobre o vestuário, que está no centro dessa discussão sobre a blusinha chinesa chegar com ou sem imposto. Se o pobre, aqui no Brasil, compra uma calça ou uma camisa, 61,5% do preço é imposto, assim como na cerveja que ele toma. Por que cobrar tanto? Até 31 de maio, o brasileiro trabalhou só para pagar impostos ao Estado brasileiro nos seus três níveis, principalmente para sustentar os privilégios daqueles que são mais iguais que os outros, os que têm mais férias, mais aposentadoria, mais salários, mais benesses: aqueles do setor público.

Querem outra notícia sobre impostos? Na quarta, o presidente da Confederação Nacional da Indústria caiu fora da comitiva oficial brasileira que está visitando a Arábia Saudita e China, quando ficou sabendo de uma medida provisória que vai cobrar mais tributos da indústria, mexendo nas compensações do PIS-Cofins. A indústria já passou o mês de abril com resultado negativo: -0,5% na produção industrial. Mas o governo continua gastando, inclusive com gente que recebe diretamente do governo. Em São Paulo, por exemplo, os empregadores me contam que decidem contratar alguém, pedem a carteira, e o sujeito responde “Não, não quero carteira assinada, porque senão vou perder o benefício. Eu tenho de ir para o governo continuar mostrando que sou desempregado”. E lá vão os pagadores de impostos bancando isso tudo.

* * *

Fuga da bolsa de valores é reflexo de desconfiança no governo

Um indicador que mostra confiança naquilo que o governo está fazendo é o investimento em bolsa de valores. Até 31 de maio, saíram R$ 35 bilhões da B3 e o índice caiu 6,36%. Já a bolsa de Buenos Aires, na Argentina, subiu 61%. Será que os investidores estão transferindo dinheiro para a Argentina? É questão de confiança no governo. Para termos uma referência, a Nasdaq, de Nova York, deu 12% de alta só neste ano para aquele que investiu no mercado de capitais, o que chamamos de ações.

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Ninguém precisa reinventar a roda para enfrentar catástrofes, basta fazer o que a lei já manda

Quarta-feira foi Dia Mundial do Meio Ambiente e a ministra Marina Silva fez um pronunciamento falando de um “plano de enfrentamento da emergência climática”. Queria que ela explicasse o que é “emergência climática”. Ela falou de aquecimento global, mas há dados aí mostrando que, pelo contrário, a Terra está esfriando, aumentando o gelo nos polos. Claro, isso sempre dependeu do Sol, desde que existem Terra e Sol. Tudo isso serve para perder tempo e gastar mais dinheiro dos nossos impostos, porque já existe uma lei de 2012 exigindo planos para minimizar as catástrofes como deslizamentos de morros, enchentes, vendavais. Existe a lei, mas não puseram em prática, tanto que não aconteceu nada. No Rio Grande do Sul não dragaram os rios, não cuidaram das encostas, não cuidaram dos diques, nem da proteção da capital, nem do aeroporto Salgado Filho; deu no que deu.