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DEU NO X

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

A PALAVRA DO EDITOR

CHEGOU O MÊS DO SÃO JOÃO

Nesta bonita sexta-feira, dia 7 de junho, uma especial saudação para os nossos queridos leitores, junto com os votos de um excelente final de semana!

E um agradecimento para os fubânicos que fizeram suas doações nos últimos dias, nos ajudando a manter esta gazeta escrota nos ares, com a competente assessoria técnica da empresa Bartolomeu Silva.

Além de pagar o salário da inxirida secretária Chupicleide, claro!

Um grande abraço para Violante Pimentel, Luiz Francisco, Esdras Serrano, José Claudino, Luis Antonio Mezetti, Samuel Levi, A.J.S e Mario do Couto

Estamos no mês de São João e o nordeste, daqui uns dias, começa a pegar fogo, com fogueira em tudo quanto é canto.

Artistas e conjuntos de forró pé-de-serra estão com as agendas lotadas.

É antológica a disputa entre as cidades de Campina Grande, na Paraíba, e Caruaru, em Pernambuco, na disputa do título de “O Melhor São João do Mundo”!!!

E já que falei em Caruaru, denominada a Capital do Forró, vou fechar a postagem com um vídeo excelente, uma obra-prima da música nordestina, a composição A Feira de Caruaru, da autoria de Onildo Almeida.

Uma música que foi gravada nos anos 50 por Luiz Gonzaga.

No vídeo aparecerem vários grandes nomes daqui da Nação Nordestina interpretando esta magnífica canção.

Entre os quais meus queridos amigos Santanna,  Irah Caldeira e Maciel Melo.

Um  detalhe especial: no vídeo um dos interprétes é o autor da música, o lendário Onildo Almeida que, em agosto próximo, completa 95 anos de vida bem vivida!

Vamos iluminar e alegrar a nossa sexta-feira!

DEU NO X

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ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

ARROZ, AGRO E LULA

Junho, mês de foguetório e festas populares está sendo bem interessante em Pindorama, apesar dos prognósticos nada animadores para a indiada que por aqui mora. Enchente no sul do país, endividamento sem controle, ministro ateu indo ao Papa pedindo para ele ser o “ombudsman” do mundo, cacique chamando assassinato de brasileiros por terroristas de “falecimento”, ministro supremo mandando prender a quem ele não vai com as fuças, a GESTAPO, digo, Polícia Federal fazendo o que bem entende, e por aí vai.

Mas, o que me chamou a atenção foi a dita compra internacional de arroz, autorizada pelo Ladrão Descondenado, para, supostamente, abastecer o mercado interno, alegando que a falta do produto nacional vai encarecer o produto, como se este não estivesse já caro, pela carga tributária colocada na carcunda do cidadão. Mas, o que me assustou é o volume e a montanha de dinheiro reservada para isso.

Diz o chefe da quadrilha, digo, o presidente da república – assim mesmo em minúsculo para homenagear o atual estado das coisas -, que reservou sete BILHÕES de reais para comprar um milhão de toneladas de arroz no mercado internacional. Nessa ruma de número aí, há duas coisas que me preocupa. A primeira é relativa ao valor em si, e a segunda diz respeito às intenções de se fazer isso.

Sete bilhões de reais para um milhão de toneladas de arroz é muito dinheiro, mas muito dinheiro mesmo. A não ser que aí esteja uma logística medonha que sairá mais cara que o produto em si, afora o pungente cheiro de falcatrua que está embutido nisso. Afinal o governo vai comprar por 25 reais o pacote de cinco quilo e vender a 20 reais. Não faz o menor sentido econômico, ou mesmo matemático essa ação. No passado isso era chamado de “câmbio português”, em que a operação gerava prejuízo, em vez de lucro. Noves fora os agrados, a lubrificação dos contatos, as facilidades e agrados para agilizar o processo, já vimos essa novela antes e o final foi tudo, menos feliz.

Essa situação é a de menor impacto nessa confusão toda. O que eu percebo, e não sei se os demais caetés, potiguaras, tupis e guaranis de Pindorama perceberam é o que está por trás dessa manobra. Lula está seguindo à risca a cartilha stalinista reservada para o agronegócio. Cartilha essa que foi usada por Fidel Castro em Cuba, Mao Tsé-Tung na China, e mais recentemente a dupla diabólica Hugo Chavez e Nicolás Maduro na Venezuela.

Lula já disse que o agronegócio brasileiro é fascista – será que o analfabeto de Garanhuns sabe o que é fascismo? -, e, portanto, precisa ser combatido. E está combatendo com eficiência, amparado na desculpa de frear o preço do arroz nas gôndolas de supermercados para que o povão possa ter acesso ao produto.

Na Venezuela, a começar por Hugo Chaves, e depois pelo Maduro, a primeira coisa que fizeram foi desestabilizar a produção agrícola do país, causando a famosa “insegurança alimentar” nas cidades. As interferências de Chavez e Maduro na produção agrícola venezuelana, ainda que aquela não conseguisse suprir as demandas do país, acabaram por desorganizar o setor, fazendo o produtor deixar de plantar e colher, pois estavam tendo prejuízo. As compras internacionais de produtos do agro desorganizaram a produção. Logo depois o governo alegando “falta de patriotismo” daqueles produtores, “expropriaram”, – palavra bonita para roubo, ou esbulho possessório -, as propriedades, colocaram seus comparsas para administrar essas propriedades, e elas foram de vez destruídas.

O segundo passo foi a intervenção na rede de distribuição – atacadistas, atravessadores, supermercados, mercados e mercearias de esquinas -, alegando sonegação, especulação e interesses escusos para ganhar mais as custas da fome da população. Quando houve a destruição desse setor, criou-se as cadernetas de alimentação, a distribuição de comida, desde que as pessoas beneficiadas estivessem inscritas em programas governamentais e apoiassem as manifestações do governo, e também, apoiassem e votassem no governo em todas as situações. Qualquer tentativa de oposição por parte da população e esta era cortada de receber sua “cesta básica” doada pelo governo que, intencionalmente destruiu a produção agrícola do país.

Analisando o panorama com uma distância adequada, pode-se ver que o governo Lula está aplicando à risca esse manual de destruição do setor mais competitivo, eficiente e lucrativo nacional. Um setor que emprega milhões de brasileiros, produz e utiliza tecnologia de ponta, põe comida barata na mesa do brasileiro. Mas, alguém pode dizer que a comida está cara, nas gôndolas do mercado. Está sim. Mas, de quem é a responsabilidade? Basta a gente ler o cupom fiscal que o vendedor entrega para a gente, isso mesmo, aquela notinha amarelada, cheia de letras miúdas. E ver, lá, que, o total de impostos, contribuições, taxas e intervenções respondem por quase 56% do valor final do produto.

Gastando como se não houvesse amanhã, empregando gente desqualificada, incompetente, preguiçosa e burra, o governo Lula está, pelo menos nesse ponto, cumprindo exatamente o que disse que iria fazer: destruir as bases da economia nacional, acabar com o agronegócio e transformar o Brasil em uma nação de indigentes e esmoleres estatal, que, até para limpar o rabo, vai depender da boa vontade do governo para que este forneça papel higiênico, quando tiver algo que expelir, óbvio, já que a insegurança alimentar e a fome será uma constante na vida do país.

E pronto! O cenário para o domínio total do país estará concretizado. Não pensem que o que o Lula está fazendo é fruto de uma preocupação com a segurança alimentar do brasileiro. Sua meta é a destruição do setor produtivo, roubo de quem produz e a inclusão de toda a população em uma horda de indigentes e pedintes que devem viver às custas do Estado. Foi assim na União Soviética, foi assim em Cuba, foi assim na Venezuela, e será assim no Brasil.

O que me preocupa é que, mesmo havendo jornalistas sérios e críticos, ainda não levantaram essa lebre para que a população fique de olho e não se deixe levar pela lorota do governo e sua preocupação com o desabastecimento de alimento do país. Corremos um grande risco. Só não vê essa situação dois tipos de pessoas: os canalhas que apoiam esse minueto, e os idiotas úteis que entrarão, também, na fila de pedintes e mendigos estatais em um futuro bem próximo.

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QUAL DOS DOIS É O PIOR?

PEDRO MALTA - REPENTES, MOTES E GLOSAS

GRANDES MESTRES DO REPENTE

O paraibano Severino Lourenço da Silva Pinto, o Pinto do Monteiro (1895-1990)

* * *

Pinto do Monteiro:

Quando é de manhãzinha,
Se apagam os pirilampos,
O homem vai para os campos,
A mulher vai pra cozinha;
Sacode milho à galinha,
Se, por acaso, ela cria!
Canta o galo, o pinto pia,
Salta o bode no terreiro,
Se despede o violeiro,
Dando adeus, até um dia.

Recordo perfeitamente,
Quando em minha idade nova,
O meu pai abria a cova,
E eu plantava a semente.
Eu atrás, ele na frente,
Por ter força e mais idade…
Olhando a fertilidade
Da vastidão da campina,
Aquela chuvinha fina
Me faz chorar de saudade.

Em dezembro, começa a trovoada,
Em janeiro, o inverno principia,
Dão início a pegar a vacaria:
Haja leite, haja queijo, haja coalhada!
Em setembro, começa a vaquejada:
É aboio, é carreira, é queda, é grito!
Berra o bode, a cabra e o cabrito;
A galinha ciscando no quintal,
O vaqueiro aboiando no curral;
Nunca vi um cinema tão bonito!

* * *

Mocinha de Passira

Amor é vinho servido
Em alva taça pequena
Quem bebe pouco quer mais
Quem bebe mais se envenena
Quem se envenena de amor
Morrendo Deus não condena.

* * *

Antônio Francisco:

Quem já passou no sertão
E viu o solo rachado,
A caatinga cor de cinza,
Duvido não ter parado
Pra ficar olhando o verde
Do juazeiro copado.

E sair dali pensando:
Como pode a natureza
Num clima tão quente e seco,
Numa terra indefesa
Com tanta adversidade
Criar tamanha beleza.

* * *

Lourival Batista Patriota:

Nem tudo que é triste, chora,
Nem tudo que é alegre, canta,
Nem toda comida é janta,
Nem todo velho se escora,
Nem toda moça namora,
Nem todo amor é paixão,
Nem toda prática é sermão,
Nem tudo que amarga é lima,
Nem todo poeta rima,
Nem toda terra é sertão!

* * *

Manoel Xudu:

Neste mundo não há maior ciência
Do que ver uma aranha se bulindo
Com perícia maestra construindo
Alicerces da sua residência .
É pequena , tem pouca resistência
Mas trabalha vencendo os empecilhos
Superando carrascos e caudilhos
Que assassinam , devoram , fazem guerra
Mas não cavam sequer barro na terra
Pra fazer um casebre pra seus filhos.

* * *

José Monte:

É bonito se olhar numa represa
A marreca puxando uma ninhada
Com um gesto de mãe tão dedicada
No encontro das águas da represa
Quanto é lindo o arrolho da burguesa
Num conserto de notas musicais
A lagarta com letras naturais
Numa folha escrever fazendo um cheque
E palmeira selvagem abrindo o leque
Espantando o calor que a tarde faz.

* * *

Catarine Aragão:

Eu vim trazendo o desgosto
Da morte de um sonho lindo
Com o pranto banhando o rosto
Que outrora viveu sorrindo
Vim arrastando os meus passos
Pra ver se junto os pedaços
De um peito sem alegria
Vim com a alma abatida
Querendo encontrar guarida
Nos braços da poesia.

Eu vim procurar motivo
Pra querer seguir em frente
E vim tentar manter vivo
O amor que meu peito sente
Vim cercada de tristeza
Querendo ter a certeza
Que nem tudo está perdido
Vim com todo sacrifício
Pra despejar meu suplício
Dentro de um verso sofrido.

Eu vim fazer o meu pranto
Achar consolo na rima
E vim pra ver se levanto
Um pouco minha autoestima
Com a alma pedindo tréguas
Eu vim cansada de léguas
Buscando paz e abrigo
Dentro de um mundo perverso
Fazendo o meu próprio verso
Me servir de ombro amigo.

Eu vim procurar meu eu
Entre os escombros do peito
E achar o que se perdeu
Pra ver se ainda tem jeito
Vim pelas desilusões
Tristezas e frustrações
Que me mantém inquieta
Buscar a minha poesia
Porque só ela alivia
Meu coração de poeta!

* * *

Poeta José Luiz:

Estou igual um bacurinho
Preso dentro de um chiqueiro
O comer que a dona bota
É folha de marmeleiro
Esperando que ele engorde
Pra lhe passar no dinheiro.

Estou igual um jumento
Debaixo de uma cangalha
Quando o seu dono é malvado
O dia todo trabalha
E quando chega de noite
Lhe nega um feixe de palha.

Estou igual uma gata
Na frente de um cachorro
Ela correndo e miando
Como quem pede socorro
Se ela falasse dizia
Me acuda senão eu morro!

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