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LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

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“PERDEU, BRASIL”

Leandro Ruschel

Sérgio Cabral, condenado a 400 anos de cadeia por corrupção, está solto. E a expectativa é que ele não volte a ser preso. Não há “clima” para manter corruptos e outros criminosos presos.

Já a cabeleireira Debora Rodrigues dos Santos, mãe de dois filhos pequenos, um de 6 e outro de 9 anos, segue presa preventivamente há 430 dias por ter escrito “Perdeu Mané” na estátua em frente ao Supremo, com o seu batom.

Ela está sendo acusada de associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, deterioração de patrimônio tombado, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União.

Para ela, foi negado um benefício que o Supremo deu a outras presas grávidas ou com filhos pequenos, ainda em 2018, num Habeas Corpus coletivo, quando a Corte decidiu por unanimidade pela prisão domiciliar de todas as presas grávidas, com bebês ou com filhos de até 12 anos “nos termos do Art. 2º do Estatuto da Criança e do Adolescente”.

Se Debora for condenada, como tantas outras pessoas em situação parecida foram, deve pegar de 14 a 17 anos de cadeia, por tentar um “golpe de estado”, usando como arma o seu batom.

Ontem, lá de Portugal, reunindo a nata do poder para um evento que a imprensa chama de ‘Gilmarpalooza’, o ministro Gilmar Mendes anunciou que “não há clima” para anistiar os presos políticos do 08 de janeiro.

Realmente, perdeu o Brasil.

Ganhou Cabral e toda a turma que saqueou o país.

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ALEXANDRE GARCIA

SOFISMA PARA DESCRIMINALIZAR MACONHA 

Plenário do STF durante sessão que encerrou julgamento sobre descriminalização do porte e posse de maconha.

Plenário do STF durante sessão que encerrou julgamento sobre descriminalização do porte e posse de maconha

Como se sabe, e como se prevê no Boletim Focus, do Banco Central, a inflação está saindo da meta. A meta é de 3% ao ano, e o IPCA está por volta de 4%. Na terça-feira, houve uma reunião no Palácio do Planalto para decidirem se mudavam a meta. É incrível! Isso é bem típico da União Soviética, da China; para não descumprir a meta, altera-se a meta. Mas decidiram deixar como está; pelo menos prevaleceu um certo bom senso.

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Lula posa de defensor da liberdade de imprensa

O presidente Lula postou no X, de Elon Musk, algo sobre a libertação de Julian Assange, que está saindo da Inglaterra, indo para a Austrália, e no caminho vai passar por uma ilha americana. Os Estados Unidos estavam atrás de Assange porque ele revelou segredos de Estado americanos. O presidente pensa que ele é jornalista. Jornalista é quem pega o fato, confere, se dedica a ter certeza de que aquilo é verdade, não tem militância, é isento, neutro, é claro e objetivo, é veraz. Lula postou o seguinte: “A libertação de Julian Assange é uma vitória democrática e da luta pela liberdade de imprensa”. E a recíproca, então? Quando um país persegue jornalistas, censura jornalistas, prende jornalistas e faz com que jornalistas fujam do país, é o contrário, uma derrota da democracia e uma derrota da luta pela liberdade de imprensa. É a vitória de uma ditadura, o contrário disso.

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Ativismo judicial ataca novamente no STF

O Supremo formou maioria na terça-feira pela descriminalização da maconha. Dias Toffoli disse que os ministros do Supremo têm 100 milhões de votos – um sofisma, porque ele somou votos do presidente que os indica e do Senado que os aprova. Outro sofisma foi o do ministro Luís Roberto Barroso, dizendo que qualquer quantidade de droga descriminalizada, se estiver com um suposto usuário, é um ato ilícito, sem natureza penal ou criminal. Fui ver o que é “ilicitude”. Licitus, no latim, é “permitido”, segundo o Dicionário Etimológico Nova Fronteira. E, segundo o Aurélio, o que é ilícito é aquilo que é proibido por lei. Então temos algo ilícito, mas que não é crime? Não entendi. O traficante é um criminoso, está cometendo um crime hediondo. Alguém vai e compra o produto desse crime hediondo, financia o crime hediondo para comprar armas. E quem compra não tem nada a ver com isso? Não faz sentido.

Chamaram não de crime, mas de infração administrativa. Sofismas. Mas o sofismo formou maioria no Supremo, a despeito do que já foi aprovado no Senado e está sendo aprovado na Câmara, com a PEC que considera crime a posse e o porte de qualquer quantidade de droga – como aliás, defende o presidente da CNBB, dom Jaime Spengler, que me disse isso para corrigir a versão do ministro Barroso sobre a conversa deles ao telefone. O ministro Luiz Fux fez um discurso de rebelde, dizendo que o Supremo está decidindo o que não é dele, “nós não fomos eleitos para isso, para fazer ativismo judicial, é o uso imoderado de poderes, por isso o Supremo não goza de opinião pública, porque devia estar mais próximo do povo e isso é decidido na arena política. Em democracia a instância maior é o parlamento”, disse o ministro.

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Diretor da Conab que organizou leilão de arroz é demitido

Agora demitiram mais um por causa do leilão de arroz, aquele que terminou com arroz com queijo e sorvete de arroz. Caiu o diretor da Conab, Tiago José dos Santos, que fez o leilão e estava de licença. Interessante que o próprio presidente Lula declarou para todo mundo ouvir que o leilão foi suspenso por uma “falcatrua”. Agora estamos todos curiosos para que o governo mostre todas as ramificações, como foi possível que houvesse essa falcatrua, como o presidente rotulou.

DEU NO JORNAL

BANÂNIA AVUANDO PRA EUROPA

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, considera “injustas” as críticas ao 12º Fórum de Lisboa, levando dezenas de autoridades a se deslocarem àquele País para discutir problemas… do Brasil.

Muitos se fazem acompanhar de comitivas de assessores e seguranças, todos bancados com dinheiro público.

O ministro prefere destacar a qualidade dos temas e participantes do evento, cuja 12ª edição será realizada entre esta quarta-feira (26) e a próxima sexta (28).

Gilmar mostra as impactantes 1.200 páginas contendo a transcrição de todas as intervenções dos debatedores no 11º Fórum, de 2013.

Em defesa do Fórum na Europa, Gilmar argumenta que “há muitos convidados estrangeiros”, o que facilita a organização do evento.

Sobre as despesas com a participação de autoridades brasileiras, ele é enfático: “a questão não é saber se houve gasto e sim se há proveito.”

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Gostei da ironia da palavra “impactantes” usada neste nota aí de cima, se referindo às 1.200 páginas do fórum de 2013.

Bom, o fato é o seguinte:

Só temos duas opções diante desse absurdo:

– Se rir-se-mos

– Emputiferar-se-mos

Escolham.