Querem taxar a herança de vocês! pic.twitter.com/sWou6eDzc4
— Pavão Misterious 𝕏 🇧🇷 (@misteriouspavao) June 3, 2024
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Hidrelétricas, energia solar, eólica e até nuclear.
O Brasil é o futuro paraíso da eletricidade e dos veículos “limpos”. Mas não é simples assim.
Para transformar essa maravilha energética em mobilidade, teremos que resolver uma “pilha” de problemas.
Saem os motores a combustão, entram as baterias, feitas com metais altamente poluentes.
A “ciência” ou a parte dela que tem voz, afirma que os combustíveis fósseis vão acabar e que a ação do homem provoca o aquecimento global.
Não dá para acreditar nesse lote de cientistas fajutos e mercenários da atualidade.
Vivemos num mundo onde é cada vez mais difícil para “eles”, aplicar a sua “ciência” sem serem contestados.
🚨URGENTE – Boulos vai contra a legislação eleitoral e faz campanha adiantada na para gay!
“Esta cidade há dois anos foi para as urnas e ajudou a derrotar Jair Bolsonaro e o bolsonarismo. Tenho certeza de que vai novamente às urnas este ano para dar uma resposta contra o… pic.twitter.com/qBmX23H7yH
— SPACE LIBERDADE (@NewsLiberdade) June 3, 2024
O Poder da SUGESTÃO, muda as pessoas ?
Na vida nada se cria, tudo se copia. pic.twitter.com/6cUq2H6aSO— Elise Wilshaw (@EliseWilshaw) June 3, 2024
Acho que vou adotar um cachorro só pra isso rsrsrs pic.twitter.com/3Vg9SrOIOi
— Rogério Casado (@poderdopovo23) June 2, 2024

2 de junho marca a resistência da profissão mais antiga do mundo, a prostituição
Quando iniciaram a construção dos trapiches para dar suporte à exportação do açúcar no cais do porto, ainda nas primeiras décadas do século XX, os proprietários dos casarões de Jaraguá, em Maceió, sentiram-se incomodados com a proliferação de bares, foram debandando para outros bairros em expansão na cidade.
No final do século XIX, deu-se início ao bairro de Jaraguá. Os grandes comerciantes, os burgueses, os governantes construíram casarões avarandados em frente à praia. Residências modernas, dois andares avarandados, moradias chiques da época, orgulho da capital das Alagoas.
Região portuária é chamariz de biroscas e raparigas, logo as casas avarandadas de dois andares foram transformadas em boates, lupanares ocupados pelas mariposas do amor atraídas pela região do cais do porto. O bairro do Jaraguá tornou-se zona de prostituição. Os cabarés refinados de Jaraguá importavam produtos do Recife, Bahia e até da França, além das brejeiras sertanejas nordestinas. Ambiente fino, visitado por coronéis de engenho e do Exército, deputados, senadores, grandes figuras da nação. As boates tinham os nomes mais variados: Alhambra, Night and Day, Tabariz, São Jorge, Verde, entre outros.

Jaraguá ao amanhecer
Nos anos 60, a região das praias de Pajuçara, Ponta Verde tornou-se moradia predileta dos mais abastados, a classe média alta sonhava com casa nessas belas praias. A região foi crescendo, os moradores quando iam ao centro da cidade, inevitavelmente passavam pelo corredor da prostituição, os casarões avarandados de Jaraguá; isso incomodava muita gente da alta burguesia.
Certo dia, a senhora do Secretário de Segurança Pública foi ao mercado às seis da manhã, quando o carro da Secretaria passava por Jaraguá a madame tomou um susto, um boêmio retardatário após descer a escadaria do lupanar, calmamente puxou o negócio para fora da calça, fez jorrar um jato de xixi amarelo no meio-fio da calçada. Aquela cena não saiu da cabeça da madame, principalmente o tamanho do negócio, ao chegar em casa exagerou a história ao coronel.

Rua Sá e Albuquerque, no bairro Jaraguá, em Maceió
No outro dia todas as boates receberam uma circular dando um prazo de 60 dias para se mudarem daquela região. O coronel com uma canetada acabou a zona de Jaraguá em 1969. Terminava a história da boemia e da moradia por mais de 60 anos das prostitutas, das raparigas desvalidas, prestadoras do serviço mais antigo da humanidade. Logo, a ganância imobiliária iniciou a derrubada de alguns casarões de Jaraguá para construir monstrinhos modernos, a sede do Bradesco, a Comisplan, entre outros.
No início dos anos 70 artistas, arquitetos, Ênio Lins, Pierre e Solange Chalita, entre outras figuras sensíveis, organizaram um movimento, batalharam, conseguiram com muito esforço, cidadania, mobilização. Os casarões de Jaraguá foram tombados. Graças a esse movimento possuímos esse acervo arquitetônico, patrimônio do povo brasileiro. Enquanto as meninas ocuparam aqueles casarões por mais de 60 anos, nunca houve demolição, mesmo involuntariamente elas preservaram o belo acervo cultural, e nos legaram um dos mais importantes patrimônios arquitetônico e histórico da cidade.

Jaraguá à noite
Hoje Jaraguá com seus prédios restaurados, poucos lembram que ali foi um ambiente da boemia, da zona das meretrizes, das marafonas, das perdidas que alimentavam de fantasias os homens, naquela bela época. Para fazer Justiça a essas bravas guerreiras, a Confraria do Sardinha, formada por artistas, intelectuais, boêmios, políticos e outros desocupados frequentadores do Bar da Zefinha, resolveu homenagear essas injustiçadas mulheres, as raparigas que conservaram os casarões.
Numa cerimônia singela, porém muito emotiva, reunidos antigos frequentadores de Jaraguá, foi afixada na parede da ex Boate Alhambra, a placa, MEMORIAL DA RAPARIGA DESCONHECIDA, como reconhecimento e justiça ao trabalho da mulher que conservou, nos legou o mais importante acervo arquitetônico da cidade, os casarões de Jaraguá.
Crianças dos anos 90 conversando por telefone com a Carla Perez pic.twitter.com/IfhjzYt4Y1
— Volta a Fita 📼 (@voltaafita) June 2, 2024
Luís Ernesto Lacombe

Oposição comemorou a derrubada de vários vetos de Lula a projetos de lei aprovados pelo Congresso
As emendas parlamentares conduzem muitos votos em plenário dos nossos deputados e senadores. Não tem disfarce, é “toma lá, dá cá” institucionalizado. Há outras moedas de troca: cargos no governo, em ministérios, secretarias, autarquias, agências, superintendências, fundações, instituições, departamentos, estatais… Tem muita boquinha para ser oferecida em troca de apoio político. A questão é que os parlamentares sabem que há limite nessa relação. E, em ano eleitoral, ele não costuma ser elástico.
A maior parte dos congressistas, no fundo, no fundo, sabe exatamente o que o povo quer. Seus interesses pessoais passam necessariamente, de dois em dois anos, pela conquista de votos, para eles próprios, seus aliados, correligionários, apadrinhados. Principalmente por isso, o Congresso, na última semana, atendeu à vontade popular. Derrubou vetos de Lula e manteve a decisão de Bolsonaro contrária à tipificação do crime de “comunicação enganosa em massa”, parte do texto de 2021 que substituiu a Lei de Segurança Nacional.
Parece que nada pode seduzir deputados e senadores, em determinados momentos, a apoiar o que eles sabem que não presta, que não é a vontade popular. Ir contra ela vai significar, inevitavelmente, perder votos. Se o Congresso não é o “oceano conservador” que muitos vislumbraram depois das eleições de 2022, ele se entrega a “ondas conservadoras”. E esses movimentos precisam ser corriqueiros, diários, constantes. E não podem ser estimulados por “futuros negócios”, pelo que virá num troca-troca, a partir de uma conquista eleitoral.
Os congressistas não podem ser egoístas, eles são representantes do povo. Ir contra o governo, buscando saciar interesses próprios, indicando a intenção de aliviar a pressão, sob recompensa, é um ato vil. Deputados e senadores devem agir por convicção moral, por princípios, com apego às leis, ao mundo real, às experiências que já tivemos, sabedores de que o Brasil só tem um caminho a seguir. E a direção e o passo não são, certamente, os que Lula quer impor. Em nenhuma área, em nenhuma questão.
Até a imprensa amiga do petista, muito entristecida, relatou que ele “levou um baile no Congresso”. A base governista – pequena, frágil, incerta – “tomou uma goleada”. Foi um “pacote de derrotas do governo Lula”… Claro que parte da mídia tradicional repetiu o discurso do Planalto, falou em “agenda reacionária e irresponsável” do Congresso, “populismo de direita”, no “lamentável êxito de pautas retrógradas”. Só que acabou se contradizendo, em artigo de jornal assinado por ex-assessor do Lula e ratificado em editorial: “Essa administração tem um jeitão envelhecido e incompetente, que nem ao meio do mandato chegou e precisa urgentemente de novas caras e novas ideias”.
Diante de tantas derrotas, o Executivo mofado pode recorrer ao Judiciário. É o que tem feito, infelizmente, num conluio que atropela tudo, o país inteiro, tramando contra as leis, a independência entre os poderes. Aí, sim, o Congresso deve ser “reacionário”, no bom sentido que tentam suprimir dessa palavra. Deputados e senadores têm os dispositivos legais para reagir. Os outros poderes não têm mais força do que o Congresso. Está muito claro no Artigo 2.º da Constituição: “São poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário”. Ou alguém acha que é apenas uma coincidência que o Legislativo seja citado primeiro? Deputados e senadores, não abandonem o Brasil e os brasileiros.