Bom dia Berto,
Vamos publicar esta fulor no JBF em homenagen a Severinio Souto.
Não é uma boa ideia?
Flor do Baobá, árvore originária da África, também conhecida como árvore da vida, por sua longevidade.
Se fake news fosse crime, quantos anos de cadeia daria só por esse pequeno trecho de um discurso? pic.twitter.com/5SH34gPOdM
— Renata Barreto (@renatajbarreto) May 29, 2024
Novo comentário em E ELE FEZ O “L”
Jesus de Ritinha de Miúdo:
Houve um tempo que eu saía procurando as colunas de Felipe Pondé, Sérgio Cortella, Paulo Coelho e Diogo Mainard pelas publicações virtuais.
Dos três primeiros eu tinha quase todos os livros. O quarto me encantava em sua coluna da revista Veja. Todos escreviam colunas em algum semanário.
De certa forma me influenciaram muito em certas visões.
O tempo foi passando e comecei a perceber a mudança no pensamento dos quatro.
Isso me decepcionava a cada nova coluna, porque era como eu ouvisse a voz da minha consciência dizendo “eles mentiram para você”.
Não. Não mentiram. Apenas mudaram de opinião e abraçaram outra visão de mundo que eu não consigo enxergar até hoje.
Porque para mim o errado será sempre errado, e não há meia verdade.
Ultimamente de vez em quando alguém me envia alguma escrita de Pondé.
Parece-me que ele tem olhado para o retrovisor e flertado com antigas paisagens. Não sei.
Ultimamente descobri outros pensadores ou colunistas. Tenho dado meu tempo à apreciação de gente reproduzida pelo Jornal da Besta Fubana.
Encontro mais coerência neles, quando leio sob a visão que eu tenho de certo e errado.
Décadas atrás, entrando pelo século passado, de uma hora para outra, do telhado de uma casa simples em Nova-Cruz, passou a cair por todos os cantos, uma “peste” de rãs, que não havia vassoura nem inseticida que conseguisse expulsar.
Aí moravam três irmãs, Chanoca, Chiquinha e Doroteia, uma solteira e duas viúvas. As três eram muito religiosas e comungavam diariamente. Mesmo assim, passaram a acreditar que aquela chuva de rãs era coisa do demônio.
A rua tinha diversas casas conjugadas, mas a infestação de rãs ocorreu apenas na casa das três idosas, católicas fervorosas, que acreditavam em Deus.
Desde o primeiro dia da invasão das rãs, as três irmãs passaram a dormir na casa de parentes.
Durante o dia, dentro de casa, rezavam-se terços e rosários e acendiam-se velas, na esperança de que as rãs voltassem ao seu “habitat”, que é a beira do rio ou lagoa.
O fato se tornou público e os curiosos pediam para ver de perto a “peste” de rãs que tirava o sossego das moradoras. Parecia coisa demoníaca, de casa mal- assombrada.
O Padre, ao tomar conhecimento do que estava acontecendo, foi benzer a casa e “exorcizou” as rãs, como se elas tivessem vindo de um lugar amaldiçoado.
As mulheres se mudaram para outra casa e abandonaram de vez a casa invadida pelas rãs.
Mas a casa continuou sendo vista como “mal-assombrada”.
Esse caso faz parte do folclore mórbido de Nova-Cruz.
Depois disso, a história das dez Pragas do Egito passou a ser contada no sermão do Padre, semanalmente, para amedrontar, e também para forçar as pessoas a fazer o bem.
Eram elas:
Águas que se tornaram sangue; infestação de rãs, piolhos e moscas; peste no gado; úlceras nas pessoas; chuva de pedras; infestação de gafanhotos escuridão e a morte dos primogênitos das famílias e animais.
A história é narrada na Bíblia, no livro Êxodo do Antigo Testamento. A passagem conta que Deus mandou Moisés e Aarão ao encontro do Faraó (rei do Egito) para pedir que os hebreus ficassem livres da escravidão e pudessem realizar um culto. Porém, o Faraó recusou dez vezes os pedidos de Moisés e a cada recusa, Deus enviou uma praga à região.
Além de forçar a liberdade do povo hebreu, as pragas também serviram à tentativa de provar que os deuses egípcios não existiam ou eram fracos diante do Deus Cristão.
Editorial Gazeta do Povo

Lavoura de arroz em Bagé: Rio Grande do Sul responde por 70% do arroz produzido no Brasil
Como se não bastasse a exploração política da tragédia que acometeu o Rio Grande do Sul, com uma “intervenção branca” comandada por um pré-candidato petista ao governo gaúcho, Lula viu na catástrofe das enchentes a chance de colocar em prática sua obsessão pelo intervencionismo na forma mais pura. Alegando uma suposta escassez de arroz, já que os gaúchos respondem pela grande maioria da produção nacional, Lula autorizou a importação de 1 milhão de toneladas do grão; ainda por cima, o produto será vendido diretamente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com rótulo próprio e a R$ 4 o quilo, preço inferior ao que vinha sendo praticado antes das enchentes, em condições normais de mercado.
Não havia, no entanto, razão para pânico; houve perdas, mas quase toda a safra gaúcha de arroz já tinha sido colhida, a ponto de a Conab informar uma produção superior à do ano passado – falava-se até em excedentes para exportação. A elevação dos preços do arroz que efetivamente se verificou logo após a água tomar conta do Rio Grande do Sul não tinha relação nenhuma com quebra de safra ou perda de produto já colhido e armazenado: o que houve foi um minichoque de oferta causado por dificuldades logísticas e burocráticas, combinado com um minichoque de demanda provocado por uma corrida aos mercados, baseada na crença equivocada de que faltaria arroz. Os preços já estavam começando a voltar ao normal quando o governo interveio para bagunçar tudo novamente.
A atuação direta do governo, ao anunciar um leilão de compra de arroz, voltou a inflacionar o produto, como afirmou a senadora e ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina (PP-MS). A incapacidade de entender como funciona a lei da oferta e demanda levou até a críticas infundadas do atual ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, a parceiros do Mercosul. Além do caos no curto prazo, a intervenção do governo ainda tem tudo para elevar os preços do arroz no médio prazo, já que a entrada de arroz estrangeiro – ainda por cima isento de impostos de importação, enquanto o produto nacional segue muito bem tributado – reduzirá os retornos dos agricultores, que tendem a trocar o arroz por outros cultivos, como a soja. O resultado lógico é a redução das próximas safras, e o consequente aumento de preços nas gôndolas dos supermercados nos próximos anos.
Os produtores não foram os únicos a chamar a atenção para a irracionalidade da interferência governamental; economistas e a academia também apontaram a falta completa de lógica na ideia de importar arroz e colocar a Conab para cuidar do processo de uma ponta a outra. Nada disso, no entanto, serviu para dissuadir Lula de ver na medida mais uma chance de capitalizar sobre o drama dos gaúchos, por meio de uma ação facilmente perceptível pela população, ainda que as consequências negativas não demorem muito para chegar – qualquer semelhança com a MP 579, com que Dilma Rousseff desorganizou o setor elétrico em 2012 sob o pretexto de baratear as contas de energia, não é mera coincidência.
O petismo se mantém irredutível em seu terraplanismo econômico, apoiado em princípios surreais como a crença na geração espontânea de dinheiro público para ser gasto, e a convicção de que canetadas governamentais são suficientes para resolver quaisquer problemas, reais ou imaginários (como o inexistente risco de escassez de arroz). Tudo isso, é claro, já foi amplamente testado e reprovado no mundo real, inclusive no Brasil, o que não impede Lula e seu partido de seguir insistindo no erro. Usar o drama gaúcho para autopromoção com fotos e narrativas constrangedoras, para perseguir críticos e para dar início à corrida pelo governo do estado em 2026 já é suficientemente baixo; aproveitar a tragédia para desorganizar o agronegócio local alegando estar fazendo um favor à população, no entanto, é a mais completa falta de vergonha.
Rui aparentava boa saúde andava diariamente na orla; elegante, de calção frouxo, sem camisa e tênis branco. Naquela tarde, caminhando, ele sentiu um mal estar, dor no peito, caiu no chão. Socorreram, colocaram-no em um taxi, avisaram à Julia, sua esposa, levaram o infartado ao Hospital, ao chegar estava morto. Foi um choque entre parentes e amigos, os dois filhos não se conformavam. A notícia correu rápida no Facebook, postaram o laço preto, a foto e a notícia fúnebre: “Alagoas fica menor. Morre o empresário Rui Cavalcante. O velório será o Parque das Flores e o enterro às 17 horas de amanhã.” Rui era querido por sua generosidade, gentileza e alegria. Trabalhador, bom pai de família. Tinha apenas um pequeno defeito, gostava de mulheres. Teve casos fortuitos, mas nunca se prendeu a alguma de suas aventuras. A esposa minimizava essa fraqueza para viver bem.
O Parque das Flores logo ficou repleto, as duas amigas Julia e Ana abraçadas diante do caixão choravam em desespero, os amigos consolavam a viúva. Foram 31 anos de casados, eles viviam em harmonia possível. Quando os filhos foram para o Sul estudar, o casal ficou mais amigo, precisavam um do outro. Júlia permaneceu aos prantos diante do marido inerte no caixão, sabia que nunca mais teria seu bom humor, seu carinho e as noitadas gostosas de amor. Rui era sábio de cama.
Deram um calmante à Júlia, ela deitou-se nos aposentos do velório. Aninha acordada aguentou no salão olhando para o defunto, estava chocada, desesperada, arrependida, havia descoberto naquele momento doloroso que amava Rui, marido de sua melhor amiga, sua cabeça pensava em perda, lamento e traição, quando apareceu a amiga Miriam convidando-a a um passeio pela alameda iluminada do cemitério. Sentaram-se no banco embaixo de enormes pés de eucaliptos. Foi naquele momento que Ana desabafou junto à amiga.
– “Eu devia ter dado.” Abriu seu coração para Miriam. – Continuou.
– “Eu e Júlia sempre fomos grandes amigas. Depois que me separei do Manoel Eduardo, comecei a sair com o casal, Rui cheio de bom humor vivia me arranjando namorado, até que dei algumas escapulidas. Ano passado na praia de Paripueira em um passeio na piscina natural, eu estava segurando a jangada com o corpo dentro d’água, de repente, senti um corpo junto ao meu por baixo d’água, entrelaçou-me entre as pernas, deu-me uma gostosa excitação, olhei nos olhos de Rui e balancei a cabeça negando amavelmente. Aquele momento me agradou, confesso, eu adorei sentir as pernas másculas do Rui entrelaçando as minhas. Dias depois me encontrei com ele no Shopping, ele convidou-me para um sorvete. Sentamos, ele perguntou se eu acreditava que um homem podia amar duas mulheres? Porque me amava e era tarado por mim. Já pensou? Eu cinquentona. Mandei que ele se aquietasse, já não era menino, não ligou, continuou a conversa. Fez-me a proposta. Por quê não um encontro em vez em quando num motel gostoso? Não precisava Júlia saber. Saí do Shopping excitada com a proposta, a cabeça a mil. Porém, havia uma amiga no meio do caminho. Rui quando podia, dizia-se apaixonado, eu resisti durante esse tempo todo. Hoje eu o vendo morto, inerte, a vida acabada, fiquei num profundo sentimento de perda e de arrependimento. Eu devia ter dado a ele! Miriam”.
Retornaram ao velório, Aninha procurou Júlia, ela estava sozinha no quarto, sentada na cama, deu duas batidas no colchão com a mão, convidando a amiga sentar-se. Abraçaram-se. A viúva puxou conversa.
– “Minha querida amiga, Rui gostava muito de você, muito mesmo, eu não sentia ciúme. Ele lhe tinha um carinho especial, eu percebia. Agora que tudo acabou, diga-me, até por curiosidade, continuarei sua amiga seja qual for a resposta. Vocês transavam?”.
Deu-se um momento longo de profundo silêncio.
– “Júlia vou lhe contar a verdade, fui sua amiga fiel com muito esforço. Rui tentou, tentou muitas vezes, insistente. Confesso várias vezes tive vontade, só não dei, para não lhe trair”.
– “E eu pensava que vocês transavam. Você devia ter dado, o bichinho queria tanto.” Disse Júlia chorando, beijando a testa da amiga.
🚨 #EXCLUSIVO: Após Papa Francisco dizer que tinha muita viadagem na igreja, Padres héteros mostram como deve ser a postura correta dos padres.pic.twitter.com/AhZG9uM1QG
— 🇧🇷🇺🇲 PÁTRIA MAMADA (PARÓDIA) (@patriaMAMADA) May 30, 2024
Don’t cry for me Argentina… La cronica para despedir mayo, pues ahora Tetê e Gardel bailam “Por una Cabeza”, na Tango Porteño, casa de show de tango em Buenos Aires.
Enquanto quem sabe, baila, estou a ler “The Newspaper JBF (Since 1863)”. By Laudeir Ângelo: “JBF, um verdadeiro Almanaque Surrealista que transcende as linhas do tempo e da razão”. Por onde andará Beni, un amico che oggi non c’è più? Chupicleide esta a leer «Cuándo sí (y cuándo no) debes leer a Sancho», obra maestra de Tonho Bolinante, amigo do Zé do Pênalti e do Domizio.
Essa vai pros arquivos do Zé do Pênalti: Israel – Terceira divisão – 20 de maio de 2024 – playoffs – na cidade de Dimona, no deserto de Negev – SC Dimona 2-2 (penaltis: Dimona venceu por 23 a 22) Shimshon Tel Aviv. O confronto estabeleceu o recorde mundial como a disputa de pênaltis mais longa (56 cobranças)…Dimona venceu a disputa de pênaltis por 23 a 22, depois que cada lado cobrou 28 pênaltis. O recorde anterior fora de 54 pênaltis, estabelecido em março de 2022 na Inglaterra, quando Washington venceu Bedlington por 25 a 24, na primeira rodada da Ernest Armstrong Memorial Cup.
Com muito “penal” foi-se maio (passou a galope), Por serem muitas, a singular Tetê ainda está a soprar as velinhas (quanti fuochi per il compleanno della Tetê). A 102 anni va al lavoro e guida l’auto ogni giorno. Il segreto di longevità di La Duchesse Tetê? No lo sé…”Alguns ouvem com as orelhas, outros com o estômago, outros com o bolso, e alguns, simplesmente, não ouvem”. Khalil Gibran. Não ouçam Sancho, leiam-no!!!
Sancho, sus cronicas y sus relatos rinden un espléndido homenaje a librerías, libreros, libros y lectores. Pero… O título desta croniqueta é de Drummond, um voraz comedor de pão de queijo. Os opiniões, como as palavras também se dissolvem, pois “las opiniones son como los culos, todos tenemos uno”, dijo Clint Eastwood.