RLIPPI CARTOONS

RODRIGO CONSTANTINO

LULA SEMPRE DO LADO ERRADO

Países se solidarizam após acidente aéreo envolvendo o presidente do Irã, Ebrahim Raisi.

Presidente brasileiro lamentou acidente aéreo envolvendo o presidente do Irã, Ebrahim Raisi

Desejar a morte de alguém – de qualquer pessoa – seria uma postura inadequada para um cristão? Há controvérsias. Creio que talvez nem o mais fiel dos crentes veria muito problema em alguém desejar a morte de Hitler no meio do Holocausto.

Claro que daí não se conclui que há nobreza em se desejar a morte de todas as pessoas ruins, ou pior, desafetos políticos, como fez Hélio Schwartsman ao desejar a morte de Jair Bolsonaro numa coluna da Folha.

Mas o fato é que monstros existem, e é natural querer vê-los longe do poder que usam para praticar suas monstruosidades. Era o caso de Ebrahim Raisi, presidente do Irã apelidado de “carniceiro do Teerã” pela carnificina que promovia contra inocentes.

Raisi estava num helicóptero antigo americano, voando em áreas montanhosas num dia nublado. A queda foi confirmada pelo regime iraniano, mas não faltaram apressados para responsabilizar Israel. Teve até jornal que caiu em pegadinha do agente Eli Kopter como responsável pela sabotagem, tamanho o desejo de culpar Israel. Fosse obra da Mossad, acho que merecia aplausos. Mas tudo indica que foi acidente mesmo.

Se pode haver alguma controvérsia em se desejar ou não a morte de gente ruim como Raisi, sendo seu legado, nas palavras de Guga Chacra (para não falarem que é picuinha de conservador), a “enorme repressão a manifestantes contra a obrigatoriedade do uso véu”, além de nos anos 1980 também ter ficado marcado como “o juiz responsável por condenar milhares de pessoas à morte, sendo muitas delas por enforcamento”, o que dizer de lamentar esta perda?

Aí vai a longa distância que separa gente decente de crápulas defensores de tiranos, terroristas e assassinos em geral. Basta ver, aliás, quem lamentou a morte: o Hamas, o Hezbollah e os Houthis, ou seja, os grupos terroristas bancados pelo regime dos fanáticos xiitas do Irã. Raisi era cotado para assumir o lugar de Khamanei, que tem 85 anos e saúde frágil.

E Lula, o que fez? Ora, claro que se juntou ao time dos nefastos, uma vez mais. O presidente lamentou a morte do carniceiro: “Com pesar soube da confirmação da morte do presidente iraniano Ebrahim Raisi e do seu chanceler, Hossein Amir Abdollahian e de todos os passageiros e tripulação, após a queda de seu helicóptero. Minhas condolências aos familiares de todas as vítimas, ao governo e ao povo iraniano”, escreveu o presidente em seu perfil na rede social X.

A fala é semelhante à declaração do Ministério das Relações Exteriores, que afirmou que o governo brasileiro recebeu a notícia “com profunda consternação”, também expressando “sinceros sentimentos de solidariedade e pesar pelas irreparáveis perdas”. Será que se fosse Javier Milei no helicóptero haveria uma nota com tanto pesar?

O Brasil lulista ingressou com vontade no Eixo do Mal, virando um pária global. Lula aproximou o país de regimes abjetos como Cuba, Venezuela, Nicarágua, Rússia, China e Irã, enquanto nos afasta do Ocidente, de Israel e de democracias robustas com garantias às minorias. Similis simili gaudet, ou seja, os semelhantes regozijam-se entre si.

Enquanto isso, a velha imprensa brasileira tenta aproximar o carniceiro da direita, falando, como fez o Estadão, em “ultraconservador”. Ora, ser “conservador” no sentido de fanatismo xiita não tem absolutamente nada a ver com o conservadorismo ocidental, de se preservar tradições e valores morais da civilização judaico-cristã. Usar a mesma expressão é tática deliberada para confundir o leitor.

O fato é que o regime nazista iraniano tem a simpatia dos comunistas, tanto que, além de Lula, o PCO postou nota de pesar e disse: “Descanse em paz, companheiro”. O comunismo está ligado ao islamofascismo pelo ódio comum ao Ocidente. Os conservadores ocidentais estão todos indiferentes ou comemorando a morte do carniceiro, como o povo iraniano vítima do regime. Enquanto isso, os “progressistas” estão tristes com a perda do “companheiro”. Isso diz tudo sobre quem realmente flerta com o nazismo atualmente…

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

NACINHA – CUIABÁ-MT

Meus queridos amigos:

O ditador do Irã juntou-se ao rol de bons “cumpanhêros” do Lula que foram dessa para pior.

Estão todos ardendo no mesmo caldeirão!!!

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LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

O MUNDO PERDE UM LÍDER

O presidente do Irã participou do chamado “comitê da morte”… era um líder…

Os entendedores entenderão.

A PALAVRA DO EDITOR

MUITA PRESEPADA E CRIATIVIDADE

Ontem eu estava vagueando no grupo de zap Cabaré do Berto e me deparei com uma presepada da peste.

Pra quem ainda não sabe, o grupo Cabaré do Berto é uma criação do fubânico Maurício Assuero, que em agosto de 2020 botou nos ares esse desmantelo com meu nome, mas gerenciado por ele.

Sem me pedir licença e sem me pagar os direitos autorais!!

Ô sujeito presepeiro!

O fato é que já tem alguns anos que este grupo funciona e é movimentadíssimo, com um monte de fuxiqueiros dando expediente o dia todo e todos os dias.

Pois ontem eu estava cumprindo minha obrigaçao e passeando por lá, lendo e fazendo comentários, trocando gentilezas e cacetadas.

E fui surpreendido com uma montagem feita pelo potiguar Jesus de Ritinha de Miúdo, grande Poeta e colunista desta gazeta escrota.

Está aí no final da postagem.

Gratíssimo pela força que você deu a nossa gazeta, meu caro amigo!!!

Já espalhei pelos quatro cantos do mundo!

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

OS VERSOS QUE TE DOU – J. G. de Araújo Jorge

Ouve estes versos que te dou, eu
os fiz hoje que sinto o coração contente
enquanto teu amor for meu somente,
eu farei versos…e serei feliz…

E hei de fazê-los pela vida afora,
versos de sonho e de amor, e hei depois
relembrar o passado de nós dois…
esse passado que começa agora…

Estes versos repletos de ternura são
versos meus, mas que são teus, também…
Sozinha, hás de escutá-los sem ninguém que
possa perturbar vossa ventura…

Quando o tempo branquear os teus cabelos
hás de um dia mais tarde, revivê-los nas
lembranças que a vida não desfez…

E ao lê-los…com saudade em tua dor…
hás de rever, chorando, o nosso amor,
hás de lembrar, também, de quem os fez…

Se nesse tempo eu já tiver partido e
outros versos quiseres, teu pedido deixa
ao lado da cruz para onde eu vou…

Quando lá novamente, então tu fores,
pode colher do chão todas as flores, pois
são os versos de amor que ainda te dou.

José Guilherme de Araújo Jorge, Tarauacá-AC (1914-1987)

DEU NO X

A PALAVRA DO EDITOR

REPUBLICANDO PRA COMEÇAR A SEMANA

Uma postagem que fiz em janeiro de 2019. Já lá se vão 5 anos…

* * *

DESCE DAÍ, SEU CORNO!

Ontem recebi telefonema do meu querido amigo Jessier Quirino, grande poeta nordestino e colunista do JBF, pra me contar mais uma das presepadas que ele vive presenciando lá na sua Itabaiana, interior da Paraíba.

Era a história de dois cabras comendo societariamente uma jaca, cada um ocupando um daqueles bancos de praça, emendados costa com costa.

A jaca no meio dos bancos e os dois cabras, frente a frente, enfiando os dedos na fruta com muito apetite, imensa harmonia e grande tranquilidade.

Jessier tem um imã que vive atraindo estas cenas interioranas bem peculiares. 

Cenas que ele retrata com muita maestria e talento em suas apresentações Brasil afora.

Mas a história que quero contar hoje não tem nada a ver com jaca.

Tem a ver com gaia.

Para os leitores de outras regiões, esclareço que “gaia” é a maneira nordestina de se referir a “galha”.

Galha outra coisa não é senão o chifre, o símbolo do corno, do cabra traído.

Quando se diz que “Fulano levou gaia“, é porque apareceu um Urso em sua vida.

“Urso” é a figura do gostosão, o comedor, o cabra que enrabou a mulher do corno.

Pois no mês de dezembro passado, Jessier me ligou e começou a falar do seu jeito habitual:

– Marrapaz!!!

E disse que havia acabado de passar um carro de som em frente à sua casa, tocando uma música arretada.

Uma música cuja letra falava na tentativa de suicídio de um corno, muito desgostoso com as gaias que havia levado da mulher chifreira.

Jessier mora numa movimentada rua no centro da cidade, onde acontece de tudo e por onde tudo passa.

Uma rua que ele costuma chamar de a “Times Square de Itabaiana“.

Ou a “Champs Elysee de Itabaiana“.

Pois Jessier me resumiu a letra da música e eu achei arretado aquele enredo.

Pesquisei na internet e encontrei rapidinho.

É esta obra-prima que vocês vão ouvir no vídeo abaixo.

Uma excelente semana pra todos os amigos que frequentam esta gazeta escrota!!!

DEU NO JORNAL

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