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RODRIGO CONSTANTINO

POR QUE O OCIDENTE NÃO VENCE MAIS GUERRAS?

Tanques israelenses patrulham perto da cerca de segurança com Jabalia, na parte norte da Faixa de Gaza, ao fundo, sul de Israel

Tanques israelenses patrulham perto da cerca de segurança com Jabalia, na parte norte da Faixa de Gaza, ao fundo, sul de Israel

Talvez desde a guerra da Coreia o Ocidente não vence uma guerra para valer. Sim, é verdade que objetivos foram parcialmente atingidos no Iraque e em outros locais, mas se pensarmos bem, o fato é que inúmeras guerras se mostraram fiascos do ponto de vista ocidental. Isso apesar do enorme aparato militar americano e da evidente superioridade bélica. O que pode explicar isso?

Existem várias teses, sem dúvida, mas me parece que alguns fatores despontam como os mais prováveis. Em primeiro lugar, há décadas existe um esforço da esquerda radical em demonizar o legado ocidental. Os Estados Unidos são tratados não como heróis na defesa das liberdades, mas como um “império maligno” dominado por supremacistas brancos com interesses escusos.

Para vencer uma guerra, o ânimo precisa estar presente, e a consciência de que se luta uma guerra justa e necessária é fundamental. Aqueles garotos que desembarcaram na Normandia na Segunda Guerra foram para o sacrifício pessoal por uma nobre causa, mas a academia e a imprensa, dominadas por marxistas, tentam rescrever a história como se não fossem heróis, e sim instrumentos nas mãos de uma elite podre.

Nesta segunda foi o Memorial Day, um dos feriados mais importantes aqui nos Estados Unidos, para homenagear justamente aqueles bravos militares mortos em combate. Algumas congressistas democratas, porém, sequer sabiam do que o feriado se tratava. Ilhan Omar e Cory Bush postaram mensagens confundindo o Memorial Day com o Veteran’s Day, e falaram em casas acessíveis, saúde mental etc. Depois apagaram as mensagens, mas o nível de ignorância assusta.

Essa base democrata flerta abertamente com os inimigos da América, como o Hamas, pois odeiam o que a América representa. E eis, possivelmente, a principal razão para a falta de vitórias expressivas nas últimas guerras: no fundo a esquerda americana despreza a missão militar do próprio país. Na Guerra Fria, num mundo mais bipolar e com clareza moral, tanto democratas como republicanos não discutiam muito a necessidade de vitória ocidental para se preservar liberdades básicas.

Outro fator que espalha desânimo e descrença é a sequência de imagens que a imprensa mostra. Guerra nunca é algo bonito. Ao contrário: toda guerra é feia, terrível. Mas algumas são necessárias, e se uma nação entra numa guerra, melhor vencê-la, até para justificar moralmente todo o sacrifício em vidas humanas e recursos escassos.

Quando a mídia fica mostrando imagens de vítimas da guerra, isso mexe com a sensibilidade de muitos. Como uma parte minúscula da população é militar, pouca gente conhece parentes ou amigos próximos nas Forças Armadas. E como muitas guerras ocidentais são lutadas à distância ou por aliados, felizmente poucos americanos morrem atualmente em conflitos. Isso faz com que poucos tenham a sensação de “skin in the game“, de fazer parte do esforço de guerra, ao contrário do que acontecia no passado.

Com os interesses em questão, e com pouca gente sentindo na pele a dor da guerra, ela fica parecendo algo sem muito sentido, distante. Quando chegam as imagens do inevitável sofrimento que uma guerra causa, a opinião pública acaba demandando seu fim. E assim fica complicado vencer a guerra, o único objetivo aceitável para algo tão nefasto como uma guerra.

Podemos ver isso claramente no caso de Israel. A maioria ocidental ainda apoia a nação democrática judaica no Oriente Médio, mas com forte propaganda esquerdista e com imagens de supostas vítimas palestinas, vários passam a exigir um “cessar fogo” imediato, ignorando que isso seria sinônimo de permitir a sobrevivência do grupo terrorista Hamas no comando da Faixa de Gaza.

O colunista do Globo, Guga Chacra, escreveu um texto nessa linha, alegando já no título que “nada justifica as mortes de crianças no massacre de Rafah”. Para começo de conversa, a imprensa aceita a valor de face os dados do “Ministério da Saúde” do Hamas, o que é uma piada. Mas, além disso, há um viés demagogo na análise desses jornalistas de esquerda, como fica claro nesse trecho da coluna de Guga Chacra:

Todos sabemos que Israel sofreu um gigantesco atentado terrorista no 7 de outubro cometido pelo Hamas. Mas nada justifica ver tantas milhares de crianças serem mortas na resposta israelense. Há meses já deveria ter havido um cessar-fogo. Milhares de vidas teriam sido salvas e reféns teriam sido libertados. A insistência de Netanyahu de seguir com a guerra apenas levará a novos fracassos. Demorou 20 anos para Israel ver que não conseguiria eliminar completamente seus inimigos no Sul do Líbano. Quanto demorará em Gaza?

Ora, o que o faz pensar que se Israel desistisse de ir atrás dos selvagens terroristas do Hamas os reféns seriam libertados? E por que ele fala somente em Netanyahu se sabe que há um gabinete de guerra que conta inclusive com o opositor de esquerda Gantz? É para desinformar? É para fazer campanha para o fim da guerra, mesmo que isso signifique a derrota de Israel e, portanto, do Ocidente?

Gostaria de finalizar recomendando um excelente e importante livro do historiador militar Victor Davis Hanson, Por que o Ocidente venceu. O último parágrafo é uma lembrança necessária nos dias de hoje:

A civilização ocidental deu à humanidade o único sistema econômico que funciona, uma tradição racionalista que por si só nos permite ter progresso material e tecnológico, a única estrutura política que garante a liberdade do indivíduo, um sistema de ética e uma religião que trazem à tona o melhor da humanidade – e a prática de armas mais letal possível. Esperemos pelo menos poder entender esse legado. Trata-se de uma herança pesada e algumas vezes ameaçadora que não devemos negar nem da qual devemos sentir vergonha – devemos, isso sim, insistir para que nossa maneira mortal de guerrear sirva para fazer avançar, e não enterrar, nossa civilização.

Se o Ocidente começar a titubear e perder guerras, quem as estará vencendo? Não é difícil responder: os selvagens do Hamas, os fanáticos do Irã, os assassinos de Putin, os opressores comunistas chineses. Esse seria um mundo muito pior, sem dúvida.

COMENTÁRIO DO LEITOR

PERSONALIDADE BROCHANTE

Comentário sobre a postagem comentário em TUDO ABERTO

Luci Oliva:

Essa senhora adora expor a personalidade brochante do marido.

Primeiro disse em entrevista que usava vibrador.

Como o vibrador não beija nem abraça, partiu para o relacionamento aberto.

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MARCHA SOLDADO, CABEÇA DE PAPEL: MOURÃO E A DESONRA DA CASERNA

Paulo Polzonoff Jr.

MOURÃO

Cabeça de papel: o quartel pegou fogo, a polícia deu sinal, mas o Mourão não ajudou a apagar o incêndio porque não era a função dele

Achei mesmo que o general Mourão, ops!, desculpe, senador Mourão andava meio sumido. Logo ele, que foi eleito pelos gaúchos agora flagelados por uma enchente que, olha, nunca vi nada igual. Mas antes o ex-vice-presidente de Bolsonaro tivesse ficado aquartelado, em silêncio e com medo da leptospirose mesmo. Porque, assim que resolveu abrir a boca, Mourão deu uma declaração que conseguiu a proeza de ser ainda pior do que aquela da “democracia pujante”. Lembra?

Em entrevista à Rádio Gaúcha, Mourão foi cobrado por sua ausência no estado que o elegeu senador. Nem que fosse para enfrentar politicamente o interventor ilegítimo Paulo Pimenta ou para ajudar as Forças Armadas – cuja imagem está na lama, como disse alguém, e não para de afundar. Forças Armadas que chegaram a ordenar a evacuação de um bairro por causa do rompimento de uma barragem que não aconteceu. Sim, teve isso.

Em vez de dar uma satisfação minimamente digna ao seu eleitorado, porém, Mourão disse algo que já seria inadmissível para um homem comum saudável, que até outro dia gostava de esbanjar saúde e vitalidade se deixando flagrar andando de bicicleta ou correndo, mas que é ainda mais inadmissível num senador eleito apenas e tão-somente pelo título de general. Isto é, um senador que de certa forma representa essa instituição que um dia foi sinônimo de sacrifício: o Exército.

Mourão respondeu que, veja bem, já tenho 70 anos, não se vê homens de 70 anos no meio da água, blábláblá. E se tivesse ficado apenas com essa desculpa rota e andrajosa, tudo bem. Mas aí Mourão resolveu mostrar toda a exuberância da sua covardia de burocrata-de-coturno e disse: “Não vejo isso [ajudar no socorro às vítimas da enchente] como a minha função. Seria um desvio de função”.

Caravaggio, Mourão!

Ao ouvir essa declaração repugnante do senador idem, tive que parar e inspirar e expirar e inspirar e expirar até que os palavrões abrissem caminho para uma pergunta mais ponderada. Ou ao menos tão ponderada quanto possível: qual, então, é a sua função, senador? É ficar batendo papo no cafezinho do senado? É ficar polindo as medalhas que o senhor recebeu por méritos abstratos? É ficar consultando o extrato para ver se o soldo caiu na conta? Caravaggio, Mourão!

E eu sei que muita gente está cansada de ler isso, mas vou me permitir ser repetitivo para dizer que o mal grita e o bem sussurra. Digo, geralmente é assim, mas não hoje. Porque, como contraponto à desculpa abjeta do senador, faço questão de registrar aqui a história de Adroaldo Gabana, de 39 anos. Ele era agrônomo e sua função, obviamente, não era salvar vidas na enchente. Mas, ao ver seus semelhantes em dificuldades, Gabana não foi covarde como uns e outros. E isso, infelizmente, lhe custou a vida.

Gabana viajou de Ciríaco para Muçum, uma das cidades mais afetadas pela enchente, e onde o general Antônio Hamilton Martins Mourão recebeu 1.555 votos na corrida ao Senado. Em meio às operações de resgate, porém, o agrônomo, que também era jogador de futsal, caiu de um caminhão, bateu a cabeça. Ele passou 18 dias internado. Seus órgãos foram doados pela família.

Fosse um político inútil e parasita, Gabana poderia ter dado qualquer desculpa para não ajudar as vítimas da enchente. Poderia ter dito, inclusive, que essa não era sua função. Ou que preferia jogar videogame ou então que tinha medo de pegar leptospirose ou sei lá mais o quê. Mas não. Adroaldo Gabana fez o certo. E morreu dando a vida para ajudar o outro. Que é como morrem os verdadeiros heróis.

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LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

OS CULPADOS

Foram décadas de descaso e negligência por parte dos “governos”, na manutenção das dezenas de barragens que existem no Rio Grande do Sul.

Sem elas as cidades “beira rio” não existiriam. O poder público tem a obrigação de mantê-las intactas, além de cuidar do assoreamento dos rios.

Nunca foi tão oportuno culpar as “mudanças climáticas”.

A culpa não é das vacas. A culpa é dos “cornos”.