CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

CÍCERO TAVARES – RECIFE-PE

Caro Editor:

É com imenso orgulho que lhe envio para ser publicada no Jornal da Besta Fubana essa MONOGRAFIA DA CONCLUSÃO DO CURSO DE FÍSICA do meu estimado amigo do coração WALDEMILSON DOS SANTOS PEREIRA – O Uso de Simuladores na Potencialização da Aprendizagem no Ensino da Física.

O concluinte, depois de trabalhar como caminhoneiro por mais de doze anos, viajando pelas estradas de todo o Brasil como motorista de carreta, resolve largar a profissão e se dedicar ao seu sonho de menino carente, mas determinado, e, com a ajuda financeira da mãe, sua maior incentivadora, WALDEMIRA MARIA DOS SANTOS PEREIRA, termina o curso em 2023 com todas as honras de um GUERREIRO MENINO.

NOS AGRADECIMENTOS, em especial a mim, como cronista do Jornal da Besta Fubana, pela inspiração, pela motivação, pela orientação e pela lealdade sempre oferecida, ele menciona essa Gazeta Escrota como um norte, uma fonte de inspiração, um lugar onde toda bondade humana se converge para o bem na figura do seu editor, Luiz Berto, a quem ele agradece também a INSPIRAÇÃO.

Clique na imagem abaixo para acessar o trabalho:

DEU NO JORNAL

DEU NO JORNAL

UM CASAL AVUADOR

Preso no Brasil por causa de recente cirurgia, Lula vai tirar o atraso daquilo que adora: viagens internacionais.

Ainda neste ano, desembarca nos Emirados Árabes, Catar, Arábia Saudita e fecha com a Alemanha.

* * *

Num sei se foi ironia ou ato falho, mas a expressão “preso no Brasil”, que abre esta nota aí de cima, está ótima.

Quem dera que isto fosse uma coisa real e cercada de grades…

Bom, o fato é que o Ladrão Descondenado vai avuar pelos ares, levando com ele a Presidenta de Fato a tiracolo, a gastadeira Esbanjanja.

Torrando nosso suado dinheiro mundo a fora.

E os dois se rindo-se na cara dos contribuintes.

Essa turma que faz o “L” é de lascar!!!

DEU NO JORNAL

SEM ESQUECIMENTO: LEMBREM-SE DE CLERISTON

Roberto Motta

Clériston Pereira Cunha

Cleriston Pereira da Cunha, 46 anos, réu do 8 de janeiro, teve um ataque cardíaco fulminante durante o banho de sol no presídio da Papuda nesta segunda-feira, dia 20

Todo mundo quando morre deixa alguma coisa inacabada. Planos, projetos, sonhos. Um livro a ser escrito. A expectativa de ver os filhos crescidos. Não é possível saber o que Cleriston ainda planejava fazer quando morreu, aos 46 anos, no pátio da penitenciária da Papuda, em Brasília.

Se um criminoso morre em uma cadeia brasileira a repercussão é grande. Associações de advogados protestam. Comitês de direitos humanos se mobilizam. Ouvem-se discursos no Congresso e em Assembleias Legislativas. O Ministério Público é envolvido. Parlamentares voam para Genebra e Washington para entregar denúncias a cortes internacionais. Ativistas protestam na ONU. As instituições de sempre exigem explicações em 24 horas. Deputados anunciam projetos de lei com o nome do falecido, para que isso nunca mais aconteça. A mídia mostra o sofrimento dos familiares do morto.

Essa semana descobrimos uma exceção a esse ritual. A exceção se chama Cleriston Pereira da Cunha. Cleriston não era um criminoso violento. Na verdade, ele era empresário, casado, com duas filhas. Cleriston teve um infarto fulminante no presídio da Papuda. Mas o que ele estava fazendo lá? Cleriston participara dos eventos de 8 de janeiro e havia sido denunciado por associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Cleriston ainda não havia sido julgado.

Cleriston sofria de diabetes e hipertensão e tomava remédios controlados. Em maio, seus advogados pediram sua soltura devido ao seu estado de saúde. Em agosto a Procuradoria Geral da República recomendou a liberdade provisória. Mas Cleriston não foi solto. Na segunda-feira, dia 20 de novembro, por volta das 10 da manhã, Cleriston da Cunha passou mal no pátio do presídio. Ele foi atendido por equipes do SAMU e do Corpo de Bombeiros e morreu às 10h58.

Onde estão os protestos que sempre acontecem quando um preso morre na cadeia? Onde estão os ativistas? Onde estão as ONGs que faturam com a defesa de “melhores condições” para criminosos presos? Onde está o projeto de Lei Cleriston da Cunha?

De acordo coma denúncia da Procuradoria-Geral da República, Cleriston teria participado do grupo que invadiu o Congresso Nacional e quebrou móveis, obras de artes e câmeras de seguranças. Cleriston teria incendiado um salão da Câmara. Seu advogado negou as acusações. Segundo ele, Cleriston fez uma manifestação pacífica.

O Estado brasileiro criou a “audiência de custódia”, um serviço de atendimento ao criminoso que precisa acontecer obrigatoriamente nas 24 horas seguintes à prisão. Essa “audiência” tem como único objetivo verificar o bem-estar do criminoso e a regularidade da prisão. Não são ouvidas as vítimas, nem as testemunhas do crime e nem os policiais. Apenas o criminoso tem a palavra.

A ideologia que domina o sistema de justiça criminal determinou o uso dessa “audiência” como instrumento de controle do número de criminosos presos. Como não se constroem novas vagas em presídios – os progressistas não permitem – e como o número de crimes é crescente, as prisões ficam cada vez mais cheias. Então – decidiram os mesmos progressistas – é preciso soltar criminosos, mesmo os violentos e perigosos, nas audiências de custódia.

Cleriston não era um criminoso violento ou perigoso.

Há uma semana, no Rio de Janeiro, um homem foi preso em flagrante por furto. Era um criminoso habitual, com seis anotações criminais. No dia seguinte, 18 de novembro, esse homem foi solto em uma audiência de custódia. A Justiça considerou que o crime havia sido cometido sem emprego de violência ou grave ameaça. Mas as anotações criminais do homem incluíam assalto e homicídio.

Homicídio.

Menos de doze horas depois de solto, o mesmo homem foi preso como suspeito de ter assassinado Gabriel Mongenot, de 25 anos, em Copacabana. Gabriel foi morto com uma facada no tórax. O suspeito agiu com dois cúmplices que, juntos, tinham quase 30 anotações criminais pelos crimes de receptação, furto, porte de arma de fogo, lesão corporal, assalto e homicídio.

Homicídio.

Criminosos violentos e reincidentes gozavam da liberdade que foi negada a Cleriston. O resultado dessa história foi um jovem assassinado a facadas em uma praia e um pai de família morto por enfarto no pátio de uma penitenciária.

Embora as relações de causa e efeito passem por decisões individuais de magistrados, é preciso ampliar o olhar: essas decisões são fruto de um sistema de justiça criminal disfuncional – um sistema contaminado pela ideia de que o criminoso é uma vítima e por isso não deve ser punido, mas acolhido.

Curiosamente, essa ideia foi esquecida no caso de Clériston. Para ele valeu um rigor só encontrado no direito penal do inimigo, segundo o qual certos elementos da sociedade são tão perniciosos que devem ser excluídos da proteção da lei. A lei que protege estupradores, assaltantes e homicidas deixou Cleriston morrer sozinho no pátio de uma penitenciária.

E isso é uma vergonha que não deve ser esquecida.

DEU NO X

XICO COM X, BIZERRA COM I

DO CASSETE ÀS PLATAFORMAS

Em tempos de plataformas digitais sinto-me uma fita cassete. Na melhor das hipóteses, um vinil. Mas vou tentar me transformar em pelo menos um CD. Prometo. Quando vejo meus netos, Bernardo, o mais velho deles com mirrados 10 anos, manuseando com a maior intimidade e destreza o aparelho celular de sua mãe, convenço-me plenamente de estar vivendo num tempo que não me pertence.

ZAP e PIX

Não que eu sinta saudades do telex ou do orelhão e suas fichas ou que não reconheça a utilidade do ZAP e do próprio celular. Não que eu ainda recorde o velho talão de cheques: dele, não mais faço uso. Utilizo, em seu lugar, o modernoso PIX, muito mais prático que aquela folhinha de papel que a gente assinava e o povo aceitava como se dinheiro fosse.

LERO-LERO COM MÁQUINAS

Tudo o que se faz hoje se fazia ontem, de outra forma, é verdade, mas todos éramos mais felizes. A diferença é que em minha época com cheiro de ‘século passado’ as pessoas conversavam, trocavam ideias, havia tempo para um abraço, sobrava espaço para um sorriso, um aperto de mão. Ia-se aos lugares para se distrair, conversar, aos restaurantes para comer, à igreja para rezar, sem nada às mãos ou ao ouvido. Tudo se resolvia sem que fosse necessário dialogar com insensíveis máquinas.

ONDE ESTÃO OS LPS?

E para ouvir uma boa música bastava ligar a radiola e colocar um LP. Hoje dependo de um aparelhinho pequeno que até falar, fala. E toca música, e compra coisas, e manda e recebe recados, fuxiqueiro que é. Até bate retratos sem necessitar de filmes. Pelo menos não dependo mais da Kodak para fazer meus instantâneos. Salve os novos tempos. Vou me acostumar, se tempo houver.