Arquivo diários:18 de novembro de 2023
DEU NO JORNAL
CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA
JOSÉ ALVES FERREIRA – SÃO PAULO-SP
Caro Berto,
A coisa “tá” feia…
Daqui a pouco, o Bolsonaro será culpado por soltar “pum” em elevador, sem chance de defesa, ou poluir o ambiente pelas “motociatas”….
Mas, bom mesmo foi o discurso do jovem deputado Nikolas Ferreira – não é meu parente, infelizmente – fique bem claro, cujo link vai abaixo.
Creio que receberá um monte deles daqui a pouco.
Lavou a alma dos infortunados que não podem, ou não tem como se expressar, mas pagam a farra dos porcos (sempre me refiro ao grande George Orwell )
“Animal Farm” deveria ser leitura obrigatória desde o primário por apresentar as mazelas utilizadas por falsos líderes para alçarem o poder e, suas benesses.
Abraço!
inté!
DEU NO JORNAL
TÁ POUCO! ESBANJANJA DISSE QUE VAI DOBRAR A META
DEU NO JORNAL
É DE FAZER O FURICO CAIR
COMENTÁRIO DO LEITOR
O GOVERNO SÓ NÃO MANDA VERBAS PRO JBF…
Comentário sobre a postagem O BRASIL PETRALHA JÁ É UM NARCOESTADO
Marcelo:
Como é que é?
“Borra limites”?
O governo Lula distorce todas as funções para as quais o Estado foi criado, utilizando a máquina pública para prover recursos para a cúpula do Partido dos Trabalhadores e seus aliados.
Bem como para perseguir qualquer resistência e oposição às suas ineficazes políticas públicas.
A maior parte da imprensa nacional é completamente dependente das verbas que este governo perdulário gasta para tentar esconder seus malfeitos e assim não utilizam as palavras corretas para noticiar corretamente os fatos .
DEU NO JORNAL
ISTO É BEM MAIS IMPORTANTE DO QUE INVESTIGAR A “DAMA DO TRÁFICO”
DEU NO X
OS FARDADOS DE HOJE EM DIA… PUTZ…
LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA
O BOM PALESTINO
DEU NO JORNAL
A LIBERDADE DE EXPRESSÃO AGREDIDA NA UNIVERSIDADE
Editorial Gazeta do Povo

Movimento estudantil prometeu “expulsar” Deltan Dallagnol caso ocorresse palestra com o ex-deputado nas dependências da UFPR
A universidade é o local por excelência do debate e da exposição livre de ideias. Toda expressão legítima deveria ser amparada no espaço universitário, para que possa ser conhecida e cotejada com ideias opostas e críticas. No entanto, o que temos visto nos últimos anos foi a transformação da universidade – e de espaços similares, como eventos culturais e feiras literárias – em espaços de intolerância, com diversos casos em que pessoas tiveram sumariamente cassado seu direito de falar devido à gritaria de grupos que não hesitam em recorrer até mesmo à violência. A vítima mais recente deste espírito antidemocrático foi o ex-procurador da Lava Jato e ex-deputado federal Deltan Dallagnol.
Um evento intitulado “Voz e vez: a liberdade de expressão e o combate a corrupção”, com a participação de Dallagnol, havia sido anunciado para esta sexta-feira nas dependências do Setor de Ciências Jurídicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR). No entanto, não foi o que ocorreu. Nos dias que antecederam o debate, estudantes se organizaram por aplicativos de mensagens com a intenção de impedir Dallagnol de falar. “Vamos unificados mostrar que fascista não tem vez”, afirmavam os militantes em mensagens que também chegaram ao conhecimento do ex-deputado e falavam em “expulsar o fascista da UFPR”.
A universidade, por sua vez, tem afirmado que o evento não ocorreu por uma questão formal: até a quinta-feira, véspera do debate, ainda não havia um professor da instituição que tivesse assumido a responsabilidade pelo evento e se comprometesse a estar presente durante sua realização, o que é uma exigência da universidade. De acordo com a UFPR, o debate foi anunciado “sem qualquer autorização ou confirmação, por parte da Direção, de reserva do Salão Nobre ou de outra sala do Setor de Ciências Jurídicas”.
No entanto, o organizador da palestra de Dallagnol afirmou ter recebido um e-mail do Setor de Ciências Jurídicas afirmando que, mesmo se houvesse um professor responsável, o debate não seria autorizado “considerando o risco de tumulto e violência nas dependências do prédio histórico em virtude do evento” – outros alunos relataram ter recebido a mesma mensagem. E, no Instagram, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFPR também deu a entender que a pressão dos militantes foi a causa do cancelamento: “Vitória! Mobilização do Movimento Estudantil da UFPR impede realização de palestra de Deltan Dallagnol no Prédio Histórico (…) após muita pressão do movimento estudantil, a direção do Setor de Ciências Jurídicas retirou a reserva do auditório e impediu a realização do evento”.
Suponhamos, por um momento, que o verdadeiro motivo para o cancelamento da palestra realmente fosse o não cumprimento de exigências formais. Ainda assim, é inegável que houve uma mobilização de militantes do movimento estudantil que tinham a intenção de recorrer à intimidação para que o evento não ocorresse. E por isso é incompreensível que, até o fim da tarde de sexta-feira, momento da publicação deste editorial, nem a UFPR, de forma institucional, nem o seu reitor, Ricardo Marcelo Fonseca, tenham vindo a público, seja por meio de nota, seja nas suas mídias sociais, para repudiar veementemente os métodos do DCE e afirmar que a gritaria e a violência para abafar a liberdade de expressão jamais serão toleradas nas dependências da universidade. O silêncio, aqui, é omissão vergonhosa que, no fim, valida os métodos dos militantes, os verdadeiros fascistas, já que o uso da força para impor as próprias ideias e para calar as vozes contrárias está muito longe de qualquer coisa que se diga “democrática”. Sem a condenação da UFPR e de sua cúpula, o DCE fica autorizado a seguir intimidando e ameaçando sempre que um desafeto da esquerda for convidado para falar na universidade.
Dallagnol se junta ao filósofo Luiz Felipe Pondé, ao sociólogo Demétrio Magnoli, à filóloga e blogueira cubana Yoani Sánchez, ao cineasta Josias Teófilo e aos jornalistas Miriam Leitão e Glenn Greenwald na lista de pessoas que a intolerância política impediu de se manifestar, ou cujas manifestações foram recebidas com violência física nos últimos anos – o que já seria um absurdo em qualquer lugar, mas o é ainda mais no ambiente da universidade e da cultura. É indigno do nome de “universitário” quem promove ou compactua com a repressão à liberdade de expressão e não aceita o contraditório, manchando a história secular de uma instituição erguida sobre o pilar da busca pelo conhecimento por meio da livre manifestação de ideias.
CARLOS EDUARDO SANTOS - CRÔNICAS CHEIAS DE GRAÇA
MEMÓRIAS PERMANECEM
Pedro Victor dirigindo em Petrolândia
Antes de envelhecer de vez e me tornar inútil tenho procurado rever e registrar memórias das épocas em que nossas cidades eram quase províncias, os hábitos bem diferentes e as dificuldades maiores.
Na década de 1940, meu pai, por ser Propagandista-viajante, se ausentava de casa durante 25 dias de cada mês. Isto me levava à inquietação, por ter que ficar tanto tempo sem aquela garantia que ele representava para a família.
Longos anos vivemos quando ele desempenhou a função de Representante Comercial de produtos farmacêuticos. Viajava pelo interior de vários estados, utilizando trens, ônibus e até caminhões.
Levava malas cheias de amostras de produtos farmacêuticos, a fim de distribui-las ao visitar médicos e farmácias, para divulgar seus produtos. Naqueles tempos de 1950, um trabalho difícil!
Mamãe tinha pulso, mas a imagem de meu velho era a garantia máxima de todos nós. Daqueles anos até hoje ainda sinto tristeza do tempo perdido; com os momentos que deixei de usufruir com ele.
Felizmente compensei-me, muitos anos depois, com meu neto, Pedro Victor, hoje médico, quando, aos domingos, íamos ao Parque da Jaqueira e ele se esbaldava nos brinquedos. Em outro momento, já adulto, me lembro da emoção expressada em seus olhos, quando o coloquei, pela primeira vez, sozinho, ao volante de um automóvel, numa fazenda em Petrolândia.
Recuperei, naqueles instantes, o tempo que não pude contar com a presença de meu velho. Os anos de minha primeira infância foram marcados por essas ausências. E eu culpava os remédios.
Ainda hoje, quase velhote, sou obrigado – por prevenção – a ir com certa regularidade a consultórios médicos. Percebo rapazes e moças – Propagandistas – esperando, com suas malas modernas e bem menores, dotadas de rodinhas, cheias de amostras de remédios. Nessas horas surge a memória daquele difícil trabalho de meu pai.
Ainda hoje, de remédios quero distância! Mas, felizmente, outro dia, melhorei esse conceito, quando ocorreu uma cena singular. Conversando com um amigo escritor, o médico Garibaldi Bastos Quirino, durante almoço em sua residência, observei que ele abriu uma caixinha de plástico que estava na mesa, onde havia comprimidos que teria que ingerir após cada refeição.
E diante de minha história de vida, temporariamente sem meu pai, ele me alertou que os remédios eram nossos melhores amigos. Saí convencido pela autoridade de ser ele, um médico. Mas nunca esqueci de que, por conta dos medicamentos, fiquei com u’a marca psicológica inapagável, porque eles me roubaram, por muito tempo, o pai que era meu melhor amigo.
Por isso confirmo que as memórias permanecem.



