DEU NO X

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

DEU NO JORNAL

PASSAGENS, DIÁRIAS E REUNIÕES: ESQUERDA RECEBE INTEGRANTE DE FACÇÃO E VOCÊ PAGA A CONTA

Nikolas Ferreira

Luciane Barbosa Farias, esposa do líder do Comando Vermelho do Amazonas, tratou de melhorias para criminosos no sistema penitenciário duante agendas no ministério da Justiça e dos Direitos Humanos.

Luciane Barbosa Farias, esposa do líder do Comando Vermelho do Amazonas, tratou de melhorias para criminosos no sistema penitenciário duante agendas no ministério da Justiça e dos Direitos Humanos

Como se não bastassem a queda brusca na apreensão de drogas como maconha e cocaína, o crescimento de 14,9% no número de estupros e de 2,6% de feminicídios, a semana começou com a notícia de que o Ministério da Justiça recebeu uma integrante do Comando Vermelho para reuniões. Ao tentar explicar sua entrada em uma área dominada pelo tráfico, o ministro Flávio Dino disse que seria esdrúxulo associar a visita a um encontro com criminosos. Qual seria a desculpa para o ministério liderado por ele recepcionar uma integrante de facção criminosa?

Conhecida como “dama do tráfico amazonense”, Luciane Barbosa Farias foi condenada por lavagem de dinheiro, associação para o tráfico e organização criminosa. É casada há 11 anos com Clemilson dos Santos Farias, o “Tio Patinhas’’, que foi preso em 2022 e cumpre 31 anos no presídio de Tefé (AM). Clemilson já chegou a figurar no topo da lista dos mais procurados da polícia do Amazonas.

Além do encontro com assessores de Dino, Luciane tem registros com os deputados de esquerda Guilherme Boulos,  André Janones e Daiana Santos, e foi recebida por Érica Meireles de Oliveira na sede do Ministério dos Direitos Humanos. Érica é coordenadora da Coordenação do Gabinete da Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos na pasta liderada por Silvio Almeida. As passagens e diárias de Luciane foram inclusive bancadas pelo próprio ministério. Veremos qual será o malabarismo e a fala mansa para tentar justificar isso.

Segundo noticiado, a integrante do “CV” representa a Associação Liberdade do Amazonas, criada no mesmo ano em que seu marido foi preso, e que atua em prol dos detentos da facção. Pasmem, a ONG que afirma atuar em favor dos presidiários também seria financiada com dinheiro do tráfico e mesmo assim teve solicitações atendidas por quem na verdade deveria combater tudo isso. Se em sua defesa um ministério recebe alguém com esse currículo e diz não saber quem era, é fato que a incompetência é maior do que imaginávamos.

Como oposição, estamos protocolando o pedido de impeachment de Flávio Dino. Além disso, também oficiei o Departamento de Polícia Legislativa da Câmara para fornecer imagens que esclareçam quais gabinetes foram visitados por Luciane, visando esclarecer quais interesses foram tratados nesses encontros.

Situações vexatórias como essa deixaram de ser incomuns. Em janeiro, Lula disse a seus ministros que ‘’quem errar será convidado a deixar o governo’’. A realidade é totalmente oposta. Mesmo com os escândalos envolvendo as pastas de Flávio Dino, Silvio Almeida, Juscelino Filho, Nísia Trindade, Marina Silva e Anielle Franco, por exemplo, não houve nenhuma ação condizente por parte do petista. Lula não foi sequer capaz de exonerar a tesoureira do seu partido que mesmo após proferir falas antissemitas, segue com o seu cargo de conselheira na Itaipu.

Considerando não só isso como os recordes liberados em emendas e as exonerações de Ana Moser, Rita Serrano e Daniela Carneiro, é fácil perceber que o centrão (que Lula tanto atacava na campanha) parece ter mais autoridade sobre o ‘’descondenado’’ do que suas próprias palavras. Mas claro, já estamos acostumados a não dar credibilidade aos discursos e às famosas ‘’gafes’’ que vêm de lá.

PEDRO MALTA - REPENTES, MOTES E GLOSAS

DOIS TALENTOSOS POETAS (II)

Marcílio Pá Seca Siqueira e Jesus de Ritinha de Miúdo, colunista do JBF

* * *

O poeta Marcílio Pá Seca, pernambucano de Tabira, escreveu a seguinte sextilha:

Chorando me debrucei
Na tela da imensidade
Não foi de dor que chorei
Com tamanha intensidade
Foram lágrimas salgadas
Com soluços de saudade

Jesus de Ritinha de Miúdo, acariense do Seridó Potiguar, em cima da bucha respondeu-lhe:

Tais soluços na verdade
Quebrantaram o peito meu
Senti no rosto um riacho
Que do meu olhar desceu
Aguando os meus desejos
De me afogar nos seus beijos
E morrer num abraço seu.

* * *

Mote:

Sou poeta, sou mais um nordestino
Que defende demais nossa cultura.

Sou vaqueiro, gibão, sou vaquejada
Sou viola, Poeta e cantoria
Sou bancada, caneta e poesia
Sou beiju, tapioca e farinhada
Eu sou junta de boi,sou terra arada
Sou engenho de cana e rapadura
Sertanejo pintado na moldura
Meu chapéu e de couro de caprino
Sou poeta, sou mais um nordestino
Que defende demais nossa cultura.

Marcílio Pá Seca Siqueira

Sou caatinga na seca acinzentada
Sou o vento soprando a poeira
Sou tramela, mourão, eu sou porteira
Sou babugem no chão, pós invernada.
Sou mugido, balido e sou risada
Do Sertão quando vê que tem fartura
Sou vaqueiro aboiando com candura
No ofício real de tangerino
Sou poeta, sou mais um nordestino
Que defende demais nossa cultura.

Jesus de Ritinha de Miúdo

* * *

Um soneto de Marcilio Pá Seca Siqueira:

EU… PALHAÇO

Quando quero chorar choro sozinho
Pra fugir do olhar que me censura
Minha lágrima sensível no caminho
Com a tinta da face se mistura

Meu sorriso se perde em desalinho
Nos momentos medonhos de amargura
Meus segredos são pontas de espinho
Que exploram meu ego, fere e fura

Sou artista do palco do universo
Sou Poeta, componho, faço verso
Estou preso ao meu eu por forte laço

Sou ator desse bloco da ilusão
Sou as grades cruéis da solidão
Eu sou eu, sou você, eu sou palhaço.

Um soneto de Jesus de Ritinha de Miúdo:

SONETO DE OLHOS E DE LÁBIOS

O marrom dos teus olhos me encantaram
Prenderam-me a ti, me deixando louco
Mas esses teus olhos, não achando pouco
Olhando nos meus, logo se abalaram.

Então os meus lábios não se aguentaram
Sorriram para ti, sem nenhum apouco
E os teus lábios, lindos, assim tampouco,
De sorrir pros meus, também, não se negaram.

Senti teus lábios só chamando os meus
Percebi teu olhar me dando avisos
Recebidos por mim, um escravo fiel

Adentrando contigo no mais lindo céu,
Instante que meus lábios deitaram nos teus
E o meu sorrir beijou os teus sorrisos.

* * *

Marcílio Pá Seca Siqueira fez uma décima glosando mote da poetisa Paloma Brito, de Livramento da Paraíba:

Sou a alma matuta da campina
O aboio sonoro do vaqueiro
Sou a flor da caatinga, sou o cheiro
Da cacimba de água cristalina
Sou o som da seresta matutina
Da orquestra de vozes do sertão
Sou as vozes da seca e o trovão
Sou a própria quentura da poeira
Sou matuto no pé d’uma porteira
Sou poeira que veste esse meu chão.

Jesus de Ritinha de Miúdo lhe respondeu:

Sou gemido do eixo da carroça
Transportando comida para o gado
Sou a força do boi puxando o arado
Sou zoada da chuva quando engrossa.
Sou a lama depois que a água empossa
Sou a sombra da tarde, num oitão,
Sou a áurea divina do gibão
Eu sou pau de miolo da aroeira
Sou matuto no pé d’uma porteira
Sou poeira que veste esse meu chão.

* * * 

Duas glosas de Marcílio Pá Seca Siqueira:

Perco o sono, já Alta madrugada
Boto o rosto no quadro da janela
Para ver se encontro as feições dela
Mas no rasgo da noite não tem nada
Só se eu encontrasse uma fada
Pra fazer uma mágica com vareta
E mostrar com seu truque a silueta
Ou a face do amor que já foi meu
Tô chorando por ela igual Romeu
Que chorava querendo Julieta

* *

Um poeta não serve de semente
Nem é grão de semente que renova
Nem a lágrima surgiu pra regar cova
Quando cai na poeira do chão quente
Mas se morre um Poeta do repente
Desce inerte a matéria para o chão
E nas tábuas molhadas do caixão
Vão as lágrimas regando o trovador
Quando morre um poeta cantador
Nasce um pé de saudade no sertão

Duas glosas de Jesus de Ritinha de Miúdo:

Minha sombra não vem da obstrução
De uma luz que esteja à minha frente
Não rasteja na terra me seguindo
Sem missão, sem valor, inconsciente
Minha sombra é meu anjo da guarda
Bem armado e que nunca se acovarda
Mas que luta por mim diariamente.

Esse ser, esse espectro valente
É reflexo do bem e em mim produz
Alegria e paz, mais segurança
Me ajudando a andar sempre na luz
Eu não sei sua forma, aparência,
Mas, eu sei qu’essa sombra em sua essência
Me aconselha, me guia e me conduz.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MAURÍCIO ASSUERO – RECIFE-PE

Prezado Papa,

convide o pessoal para bater um papo hoje a noite no Cabaré do Berto.

Vamos buscar retomar nossos encontros para falar da vida dos outros, na qualidade de fuxicagem de primeira grandeza que só cabra desavergonhado sabe fazer.

Para participar, basta clicar aqui.

A partir das 19h30, o Cabaré estará de portas abertas e aguardando os amigos (os inimigos podem ser achegar também).

R. Ótimo.

Excelente notícia.

Vamos retomar o gostoso bate-papo. A tradicional fuxicaria das sextas-feiras.

Às sete e meia da noite a gente se vê por lá.

Todos os membros da comunidade fubânica estão convocados.

Até mais tarde!

DEU NO X

COMENTÁRIO DO LEITOR

ÓDIO OU RABO PRESO?

Comentário sobre a postagem ACREDITE: SEMPRE PODE PIORAR SUPREMAMENTE

Luci Oliva:

Esse STF está mais para hospício que para Corte Suprema e está colocando o povo pirado também.

Para eles é um crime passível de inegibilidade se reunir com embaixadores, mas é uma bobagem se reunir com uma traficante da pesada e condenada por tráfico junto com o marido.

O que ocasiona essas atitudes:

Ódio a Bolsonaro ou o rabo preso com o cana-afetivo?

* * *

Nota do Editor:

Em busca da normalidade institucional, Lula chega ao STF para conversar com ministros – Política – CartaCapital

Conforme se vê nesta foto, a leitora Luci errou. Não tem nenhum rabo preso com o cana-afetivo: estão todos de rabo solto nas supremas cadeiras

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

DEU NO JORNAL

UMA FOSSA BOSTOSA CHAMADA MINISTÉRIO

Não se sabe exatamente o que Lula faz fora das aparições midiáticas, mas, a 45 dias de encerrar o primeiro ano do terceiro mandato, o numeroso ministério não consegue agendar despachos privados com o presidente.

Apenas cinco foram mais recebidos nos 320 dias de governo: Flávio Dino (Justiça), 11; Rui Costa (Casa Civil), 12; Haddad (Fazenda), 15; Alexandre Padilha (Relações Institucionais), 15; e Mauro Vieira (Relações Exteriores), turbinado pelo conflito em Gaza, 16.

Com mais de dois meses no cargo, Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos) está invicto: nunca conseguiu despachar com Lula.

Márcio França não viu nem a sombra do chefe desde que foi rebaixado para comandar a pasta de Micro e Pequena Empresa.

A deslumbrada Anielle Franco (Igualdade Racial) e outros cinco, após muito esforço, conseguiram ver o chefe. Mas só uma vez.

Com onda de calor, seca no Norte e inundações no Sul, Lula não vê necessidade de receber Marina Silva (Meio Ambiente): só duas vezes.

* * *

O Ladrão Descondenado só recebe quem Esbanjanja autoriza.

A Primeira Anta é quem manda e comanda todo o funcionamento do desgoverno lulo-petrálhico.

E esse bando de idiotas que compõe o ministério merece mesmo é se lascar tudinho.

Se tivessem um pingo de vergonha no fucinho, já teriam pedido pra sair.

Mas não largam os fartos biquinhos do dinheiro público nem mesmo com o larápio cagando na cabeça deles.

São esquecidos, destratados, pisados, repisados, legados a segundo plano e nem se mancam.

Claro que nem  se mancam: pro sujeito compor um gunverno comandado por Lulalau, é preciso não ter um pinto de vergonha na cara e a cabeça cheia de bosta.

Enfim, estão todos no lugar certo.

ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

INFÂNCIA SOBREVIVENTE

Sexta-feira, sem nada a fazer, estava conversando com um colega professor, aqui no serviço e relembrando nossos tempos de infância e cheguei-se-me a uma conclusão que, se não óbvia, pelo menos verificável no longo prazo, caso os idiotas que governam as nações do planeta, resolverem mesmo partir para a ignorância: seremos sobreviventes, mesmo a uma guerra nuclear de proporções homéricas. E eu explico, meu caro curumim, assentado ao lado da minha fogueira caeté.

Quem teve sua infância entre a década de 1940 e os primeiros anos da década de 1980, foi alvo de experimentos científicos que deixariam o mais sádico terrorista do Hamas, babando de inveja, roxo mesmo, por não poder mais usar esses métodos na atualidade. E os “zé bundinhas” que se chamam geração millenial, criados em playgroud e em shoffs center, agradecidos. Mas esse mesmo agradecimento os torna fracos e frouxos diante dos desafios do mundo.

Quem daquela geração citada não se lembra da Emulsão Scott. Aquela gororoba feita de óleo lubrificante de caminhão fenemê, óxido de urânio, também conhecido como yellowcake, para dar a cor e chorume amarelo para dar sabor de laranja. Lembrei-se-me que essa tortura era dada por papai, quase todos os meses para a filharada, tendo sempre uma varinha de goiabeira, como argumento mais que convincente, na mão, para aquele mais rebelde que se recusasse, ou mesmo o lançasse fora.

Se satanás inventou uma tortura perfeita para o ser humano, com certeza foi a Emulsão Scott. Até nos dias de hoje, pronunciar essa palavra me dá arrepios pelo corpo todo, pois me lembro que tínhamos que passar por aquela sessão de tortura, a fim de derrubar as verminas e bichas que diziam estar no bucho. Ora, se aquilo quase chegava a matar a criança, imagina o que não iria ocorrer com lombrigas, solitárias e comunitárias que viviam em nosso organismo?

Mas, antes da dita emulsão, vinha o ritual do mastruz com leite, preferencialmente o leite serenado. Era assim: mamãe esmagava aquela erva do cão em um copo, botava leite e deixava no sereno da noite em um panelão. No outro dia, cada filho, antes de lavar a cara e escovar os dentes tinha que passar em fila indiana e escorrupichar para dentro, uma talagada daquele resíduo de esgoto refinado no caldeirão de Belzebu. Claro que, a ânsia, os engulhos no estômago vinham, mas a defesa era sempre a mesma: são as bichas morrendo e reclamando dentro do seu bucho. E, a gente pensava que ia junto com as coitadas, de tão ruim que aquilo era.

Há alguns colegas que citaram, também, o Biotônico Fontoura como algo ruim. Eu, pelo contrário, gostava daquilo. O médico da família recomendava que era apenas uma colher de sopa, antes do almoço. Eu, boca de álcool desde a tenra infância, esganado, já pegava um copo e colocava até a metade. Como todo bom cachacista sem remissão, limpava o assoalho da garganta, dava um estalo de língua e os beiços até tremiam de desejo. Emborcava aquele copázio, dava um estalo de dedo e saia feliz. Tudo bem, tem gente que até hoje não gosta daquela beberagem, mas agradeço a esse senhor Fontoura a invencionismo daquele líquido abençoado.

E havia ainda aqueles suquinhos em envelope que a criançada adorava. Da minha época havia o Ki-Suco e o Jarrão. Eram pacotinhos com uns trinta gramas de um pó que, a depender do sabor tinha uma cor diferente, indo do amarelo gema de ovo ao carmim. Para se fazer o suco usava-se dois litros de água, três quilos de açúcar e um pacotinho de trinta gramas daquele pó, que hoje seria tão proibido quando a erva do capeta que muito esquerdista gosta de queimar, além do fedegoso.

Mas, a garotada fazia a festa com aquela mistura radiativa, seja em festa de aniversário, de “brincadeiras” do sábado à noite, ou mesmo em reuniões depois de uma pelada no quintal de casa, onde o menos contundido saia sem o tampo do dedão do pé. À época de infância, se tivéssemos um pouco mais de curiosidade e lêssemos a composição química, iríamos anatematizá-lo de imediato e preferir beber água de cacimba ao invés daquilo. Só que eram outros tempos e outras ingenuidades, quando meninas e meninos jogavam bola juntos, brincavam de pega-pega, pique-esconde e casinha, ou até mesmo saíam no braço quando discordavam de um determinado tema, sem a sexualização, ou perversão que botaram na cabeça da molecada de hoje.

Quem, daqui deste grupo, com mais de 40, ou 50 anos não há de se lembrar daquela bala Toffl. Aquilo era açúcar e corante embalado em papel celofane. Mamãe vivia advertindo a gente para tomar cuidado, pois poderíamos engasgar e até mesmo morrer sufocado com aquele pirulito do capeta. Cansei de respirar forte com aquele troço parado na goela, bebendo bastante água para ver se aquilo descia. E, sempre descia. Tempos bons, quando desafiávamos a morte de cara limpa e braços erguidos.

Hoje, já na curva de minha vida, retornando os olhos ao passado penso que, se a nossa geração sobreviveu a toda essa tortura, a toda essa experimentação científica, com resultados desconhecidos, fico a me imaginar como seria se a geração de hoje desafiasse a morte de maneira tão inocente e sem se preocupar com as consequências. Aliás a máxima consequência para nós era um banho em que a mãe limpava e esbordoava o filho ao mesmo tempo, com uma bucha natural ensaboada com aquele sabão de água de barrela – o famoso sabão de cinza -, que limpava os poros e arrancava o couro. Havia caso do meu irmão mais novo que, depois daquele banho, até a cor dele ficava diferente daquela que habitualmente víamos, só para vocês perceberem o quanto éramos encardidos.

Assim, diante dessa óbvia constatação, posso afirmar, sem margem de erro que, a geração que viveu entre essas décadas serão sobreviventes a uma hecatombe nuclear. Se sobrevivemos à Emulsão Scott, sobreviveremos a qualquer coisa.