DEU NO X

DEU NO JORNAL

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

DEU NO JORNAL

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

CANÇÃO AMIGA – Carlos Drummond

Eu preparo uma canção
em que minha mãe se reconheça,
todas as mães se reconheçam,
e que fale como dois olhos.

Caminho por uma rua
que passa em muitos países.
Se não me veem, eu vejo
e saúdo velhos amigos.
Eu distribuo um segredo
como quem ama ou sorri.
No jeito mais natural
dois carinhos se procuram.

Minha vida, nossas vidas
formam um só diamante.
Aprendi novas palavras
e tornei outras mais belas.
Eu preparo uma canção
que faça acordar os homens
e adormecer as crianças.

Carlos Drummond de Andrade, Itabira-MG, (1902-1987)

DEU NO JORNAL

A VOLTA DO AMOR LADROEIRO

Luís Fernando Nery, demitido da Petrobras após acordo em investigação sobre falcatruas na empresa, voltou interinamente para a Gerência Executiva de Comunicação.

A verba do setor é de R$ 150 milhões.

* * *

A raposa de volta ao galinheiro.

Uma coisa perfeitamente normal, normalíssima, em se tratando de um governo petralha.

A ladroagem foi restabelecida!

J.R. GUZZO

ANTISSEMITISMO É SÓ RACISMO E ÓDIO, MAS AGORA VEM DISFARÇADO DE “CAUSA JUSTA”

Israel - Hamas - Guerra - Manifestações - manifestantes

Manifestante em frente à embaixada de Israel, em Madri, no dia 18 de outubro de 2023

O mundo está vivendo a sua pior onda de antissemitismo desde a perseguição aos judeus no regime nazista da Alemanha de Hitler. Desta vez, vem disfarçado de apoio à “causa palestina”. Mentira: é antissemitismo puro, direto na veia, e não um tipo de ação política legítima. Esse surto de ódio vem sendo armado, peça por peça, há muito tempo – desde que as pessoas começaram a descobrir que podiam se comportar como nazistas sem correr nenhum risco. Ao contrário: o preconceito racial foi se tornando a atitude politicamente mais correta.

A desculpa era perfeita. O sujeito podia ser antissemita dizendo que era “antissionista”, ou anti-Israel, ou anti-imperialismo dos Estados Unidos – e a favor da “libertação da Palestina”, do Terceiro Mundo e do “campo progressista”. Depois do último ataque terrorista contra Israel, no qual 1.400 civis foram mortos, bebês assassinados e mulheres estupradas, o racismo antijudeu deu o seu maior salto desde o holocausto promovido na Alemanha nazista. Israel reagiu, exercendo o seu direito à autodefesa. Imediatamente deixou de ser vítima e passou a ser acusado de agressor.

Israel está combatendo um grupo terrorista, o Hamas, que cometeu os crimes em massa do começo de outubro e prega, oficialmente, o genocídio do povo israelense – diz que os judeus devem ser jogados coletivamente no mar, e que o seu Estado tem de ser “extinto”. Por ter reagido à agressão com bombardeios e a invasão de Gaza, a região controlada pelo Hamas, vem sendo denunciado por “genocídio”, por “crimes contra a humanidade”, por manter uma “prisão a céu aberto”, por massacrar civis e daí para baixo.

Não se diz, nunca, que não haveria nenhum palestino morto se os terroristas não tivessem feito a chacina que fizeram contra Israel. Exige-se um “cessar fogo” por parte de quem foi agredido – algo como exigir dos Estados Unidos um cessar fogo em resposta ao ataque do Japão contra Pearl Harbour. Cobram “proporcionalidade”, quando o direito internacional determina que só pode ser considerada desproporcional a reação que ultrapassa os limites do seu objetivo estratégico. O objetivo de Israel é destruir o Hamas, para não ser destruído por ele – e é isso, exatamente, o que está fazendo.

Foi a oportunidade para se abrir a comporta do antissemitismo. Junto com as condenações a Israel, as cobranças de “paz” e os apelos humanitários, vieram imediatamente as manifestações explícitas de ódio aos judeus. Gritos e cartazes de passeatas não ficam só no “antissionismo” – exigem com todas as letras que o mundo “se livre dos judeus”, estejam onde estiverem.

Estrelas de David são pintadas em residências e outros imóveis de cidadãos de origem israelita, como denúncia: “Aqui tem judeu”. Atacam-se sinagogas. Passageiros de um voo internacional vindo de Israel sofrem tentativas de ataque físico. O que qualquer coisa dessas tem a ver com a “defesa do território palestino”? É racismo, de novo, e em escala mundial – agora com a máscara de uma “causa justa”.

COMENTÁRIO DO LEITOR

INCOMPETÊNCIA E MÁ-FÉ

Comentário sobre a postagem O FURICO PASSARÁ A SER CHAMADO DE “BURACO LOURO”

Comandante:

O episódio ilustra bem a qualificação média dos ministros desse desgoverno: é a união da incompetência com a má-fé.

No caso específico dessa senhora, a despeito do currículo dela registrar dois cursos de pós-graduação (um no exterior), cumpre salientar a destemida ignorância que ela exibe com total desenvoltura.

Diploma, definitivamente, não faz crescer inteligência em um cérebro esterilizado pela militância ideológica.

RLIPPI CARTOONS

JESSIER QUIRINO - DE CUMPADE PRA CUMPADE