CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

VIOLANTE PIMENTEL – NATAL-RN

Prezado Luiz Berto, boa tarde!

Como hoje, 19 de novembro, é o “Dia da Bandeira Brasileira”, estou lhe enviando a Oração à Bandeira Brasileira, de autoria do poeta Olavo Bilac, e o Hino à Bandeira Brasileira.

O Hino à Bandeira tem letra do poeta Olavo Bilac (1865-1918) e foi composto pelo maestro Francisco Braga (1868-1945).

Bom mesmo é que se pudesse dar vivas à bandeira, e banir do nosso Brasil todos os ladrões que o estão destruindo.

Abraços, extensivos a Aline e João!

Bom final de domingo!

* * *

ORAÇÃO À BANDEIRA NACIONAL BRASILEIRA – OLAVO BILAC

Bendita seja, Bandeira do Brasil!

Bendita seja, pela tua beleza! És alegre e triunfal.

Quando te estendes e estalas à viração, espalhas, sobre nós um canto e um perfume: porque a viração, que te agita, passou pelas nossas florestas, roçou as toalhas das nossas cataratas, rolou no fundo dos nossos grotões, beijou os píncaros das nossas montanhas, e de lá trouxe o bulício e a frescura que entrega ao teu seio carinhoso.

És formosa e clara, graciosa e sugestiva. O teu verde, cor da esperança, é a perpétua mocidade de nossa terra e a perpétua meiguice das ondas mansas que se espreguiçam sobre as nossas praias. O teu ouro, é o sol que nos alimenta e excita, pai das nossas searas e dos nossos sonhos, nome da fartura e do amor, fonte inesgotável de alento e de beleza. O teu azul é o céu que nos abençoa, inundando de soalheiras ofuscantes, de luares mágicos e de enxames de estrelas. E o teu Cruzeiro do Sul é a nossa história, as nossas tradições; viu a terra desconhecida e a terra descoberta, o nascer do povo indeciso, a inquieta alvorada da Pátria, o sofrimento das horas difíceis e o delírio dos dias de vitória; para ele, para o seu fulgor divino ascenderam, numa escalada ansiosa, quatro séculos de beijos e de preces; e, pelos séculos em fora irão para ele a veneração comovida e o culto feiticista da multidões de Brasileiros que hão de viver e lutar!

Bendita sejas, pela tua bondade! Cremos em ti; por esta crença, trabalhamos e pensamos. Á tua sombra, viçam os nossos sertões, cavados em vales meigos, riçados em brenhas profundas, levantados em serras majestosas, em que escondem torvelinhos de existências e tesouros virgens, fluem as nossas águas vivas e vertentes, em que circulam a nossa soberania e o nosso comércio, agora derramadas em correntes generosas, agora precipitadas em rebojos esplêndidos, agora remansadas entre selvas e colinas; e sorriem os nossos campos, cheios de lavouras e de gados, cheios de casais modestos, felizes no suado labor e na honrada paz. E, sob a tua égide, rumorejam as nossas cidades, colmeias magníficas, em que tumultuam ondas de povo, e em que se extenuam braços, e se esfalfam estaleiros, e vozeiam mercados, e soletram escolas, e rezam igrejas!

Bendita sejas, pela tua glória! Para que seja maior a tua glória, juntam-se, na mesma labuta, a enxada e o livro, a espada e o escopo, a espingarda e a pena. Para o teu regaço piedoso, elevam-se, como uma oblata, os aromas dos jardins e os rolos de fumo das chaminés; e sobe o hino sacro de todas as nossas almas, ressoando o nosso esforço, o nosso pensamento e a nossa dedicação, vozes altas concertadas, em que se casam o ranger dos arados, o chiar dos carros de bois, os silvos das locomotivas, o retumbar das máquinas, o ferver dos engenhos, o clamor dos sinos, o clamor dos clarins, dos quartéis, o esfuziar dos ventos, o remalhar das matas, o murmurejo dos rios, o regougo do mar, o gorjeio das aves, todas as músicas secretas da natureza, as cantigas inocentes do povo, a serena harmonia criadora das liras dos poetas.

Bendita sejas pelo teu poder; pela esperança que nos dás; pelo valor que nos inspira, quando, com os olhos postos em tua imagem, batalhamos a boa batalha, na campanha augusta em que estamos empenhados; e pela certeza da nossa vitória, que canta e chispa no frêmito e no lampejo das tuas dobras ao vento e ao sol!

Bendita sejas pelo teu influxo e pelo teu carinho, que inflamarão todas as almas, condensarão numa só força todas as forças dispersas no território imenso, abafarão as invejas e as rivalidades no seio da família brasileira, e darão coragem aos fracos, tolerância aos fortes, firmeza aos crentes, e estímulo aos desanimados! Benditas sejas!

E para todo o sempre, expande-te, e desfralda-te, palpita e resplandece, como uma grande asa, sobre a definitiva Pátria, que queremos criar forte e livre; pacífica, mas armada; modesta, mas digna; dadivosa para os estranhos, mas antes de tudo maternal para os filhos, misericordiosa, suave, lírica, mas escudada de energia e de prudência, de instrução e de civismo, de disciplina e de coesão, de exército destro e de marinha aparelhada, para assegurar e defender a nossa honra, a nossa inteligência, o nosso trabalho, a nossa justiça e a nossa paz!

Bendita sejas para todo sempre, Bandeira do Brasil!

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

RLIPPI CARTOONS

DEU NO JORNAL

JESUS DE RITINHA DE MIÚDO

APELIDOS

Quando um dia você for em Acary, pouco adiantará perguntar por José Euzébio da Silva. E Francisco Sales da Silva? Nem adianta inquirir sobre Maria Auta de Sousa?

Todos esses aí têm apelidos, e é sobre os apelidos que eu quero falar.

Numa cidade pequena eles são comuns. Afinal, todo interior é igual. Aqui em Acary não é diferente e tem para todos os gostos, entre vivos e mortos, passado e presente. Quer ver?

Só no reino animal teríamos: Gata, Boi Galego, Mosquitinho, Carneiro, Bode, Gavião, Carcará, Rôla Cigano, Baratinha de Kéca , Pinto de Granja, Barata, Gabiru, Rato Bala, Ratinho, Foca, Tejo, Leão, Leitão, Urso, Aranha, Piranha, Patin de Elói, Grilo, Peixinho, Caçote, Piaba, Sapo, Morcego, Macaco, Galo Véi, Porquinho, Cabra Cega, Furão Barbino, Zé Guiné, Novilha, Burrego, João Grilo, Tourin, Galo Assado, Mosquito de Viria, Mané Galinha, Cão-não-morde, etc.

Aí, se a categoria for geral, lá vem: Sapato, Prego, Caitipa, Cu Cagando, Novo, Dão Velho, Tonéa, Gueitão, Lorin, Tola, Tanga, Baía, Íti, Gaguin, Farinha, Cuscus, Bombom, Mestre, Tita, Ema, Lula, Bóca, Babau, Bola, Nego, Seú, Fifin, Pão, Bura, Pinta, Botinha, Vareta, Pacanã, Loro, Trem Virado, Puruega, Cuia, Zibéu, Zé Brinco,Tabaco de Bode, Tabaco de Alumínio, Tabaco de Pau, Leca, Bada, Lelinha, Zé Buíte, Baco, Ôi Pidão, Paraná, Tanda, Biu, Duau, Neguin, Zinha, Fia, Bugrão, Rutin, Hominho, Loló, China, Tota, Papinho, Nadim, Tucão, Boy, Bolo Preto, Pacuíte, Carranca, Pezinho, Shortinho, Pitena, Deusinha, Tuvado, Roleta, Pixilinga, Dioca, Bitira, Boneca, Cebolinha, Buíta, Capela, Nino, Pitola, Gorda, Baiaca, Toquinho, Tuíca, Brilux, Gardo, Cutila, Balá, Sinagoga, Novinha, Tutinha, Chico do Grude, Lamparina, Buá, Aruá, Juá, Dudé, Tenoca, Bia, Dida, Caco Véi, Pitoco, Guriba, Suvelão, Brinquedo, Bigodin, Dora, Garapa, Mima, Bidoca, Inháu, Pelé, Zico, Garrincha, Sukita, Binha, Geba, Loloca, Rivinha, Tíu, Pitíu, Nenén Bascúi, Brejeirim, Big Big, Chiola, Zé Tampinha, Lilía, Veinho, Chorento, Pimba, Dig, Paizinha, Taí, Nuna, 3 Kilos, Pindoba, Bila, Uau, Chapuleta, Apaga Luz, Canjerê, Zé Cocó, Gugué, Dila, Nineca, Caboré, Cara Suja, Macola, Guaxelo, Guaxite, Bebé, Leleco, Ki Coisa, Zé Mandu, Tronco, Zé Mundrunga, Pilão, Ganga, Surrupei, Coquinho, Paluca, Mucamba, Piba, Pirola, Côta, Dodó, Melé, Bonitin, Bobina, Arranhado, Frequé, Guaxinin, Uivé, Cherin, Gordo, Suvaqueira, Faca Cega, Brigadeiro, Pililiu, Manga Rosa, Xôxa, Castelo, Bimbo, Piau, Cara Cuta, Zé Caveira, Bóin, Roseira, Bagaceira, Quíria Biscoito, Pipim, Cascatinha, Pão de Bóia, Batatinha, Tenente, Sol Quente, Coronelzin, Lua, Blecaute, Chiclete, Peninha, Zé Birro, Goipada, Titina, Varetão, Popinha, Muela, Meu Cacete, Nozinho, Candoca, Pompom, Guchinha, Racego (emenda de rato com morcego), Doutô, Lota, Espirro, Furico (também chamado de Cuzin), Popó, Guelão, Espaia Brasa, Gilú, Careca, Gabilão, Camonge, Rasgão, Keto, Tuíca, Má Feito, Lampadinha, Lanchão, Pixototin, Duduca, Come Longe, Guidome, Carrasco, Babalu, Boy Tico, Querida, Bino, Cheirosa, Pintado, Cabôco, Da Lapa, Nuca, Liú, Catolé, Pilóia, Pernambuco, Ditinha, Perna Santa, Brancoso, Bineca, Aritana, Chicola, Sebin, Zomim, Chica Preta, Bebe Água, Cambeba, Espigarto, Zé Oião, Parêia, Quincó, Tulu, Gambêu, Bufa de Alma, Maria Mosquito, Pedro da Porca, Pedro da Ponte, Antõe Oião (também conhecido por Capela de Vaca), Bolacha, Priquito de Pau, Bidoca, Couro Cru, Bia, Caçarola, Papêro, Papêrim, Bilocão, Quixaba, Tílio, Lindo, Divino, Lóla, Lindreza, Mané Golinha, Guardinha, Bião, Sunga, Curinga, Brécia, Barbinha, Buda, Pacato, Cruel, Anil, Punaré, Guiô, Buéca, Cria, Déo Porreta, Bizéu, Nôin, Decate, Cióba, Tantão, Burdão, Carrasco, Bióta, Guaru, Tramela, Caneludo, Cocó, Primin, Pequeno, Suruca, Cizal, Coqueiro, Peruquinha, Mocinha, Tantico, Gotinha, Dedé Testão, Bulú, Santa, Bidu, Santo, Xaréu, Donzela, Cenourinha, Polaco, Manchete, Espirro, Coceira, Moleza, Baca, Mimosa, Chiquinha Ventura, Caçarola, Caldeirão, Uver, Meu Bonito, Balão, Dã de Deca, Boca Torta, Zé Dedão, Dom Ratão, Perneta, Lebrin, Nitona, Pozinho, Zé de Tuda, Candura, Sobrinha, Biró Belém, Saigado, Inçoso, Docin, Zé Destão, Li Cocão, Póca, Atinha, Butija, Vaqueirão, Piolho, Bufeira, Xupa Cabra, Parrudo, Pêinha, Lambe Loiça, Rural, Cafífi, Galetão, Xexéu, Goiamum,Tabajara, Mossoró, Lofreu, Cibite, Baique, D. Efa, Sucata, Xuxinha, Rinha, Nôca, Charuto, Tesourinha, Bezerrinha, Fungado, Floquim, Renato Rico, Chei de Prega, Burro Preto, Cebim, Grachielli, Famfam, Urêa, Ze Bio, Pilola, Presença, Badraba, Mucuin, Papai Oião, Zé Oião, Pente, Tico de Campinadeira, Bilau, Miolo, Toinho Quixó, Bodeiro, Novin do Brega, Deíta, Méda Véi, Pitita, Sorriso, Capitão Caverna, Quenebau, Tampa, Bague, Senhora, Pororoca, Cabelouro, Guigúi, Ponxe, Zarôi, Formigão, Murubinha, Corujinha, Cacuruta, Piquinita, Biritinha, Papagaio, Torrão, Zé do Peido, Fulor, Bitir, Vituca, Trapiá, Aima de Boi, Xirrarrá, Beiçola, Misto, Canção, Catemba, Mª Brejuí, Cafuçu, Cafuringa, Bad Boy, Mil, Piano, Contente, Muriçoca, Biúla, Minador, Trombada, Panteiga, Jararaca, Relampo, Bigodin, Haja Peido, Cristo do Bode, Chica Vintém, Güelo, Torrado, Vara Verde, Milioito, Bigobáu, Boréu, Rasga Olho, Mulambo, Rerré, Borrão, Bigodão, Cachimbão, Cachimbo Eterno, Suvaco, Bebin, Braiado, Muquéi, Dondom, Rei de China, Chuí, Móca, Zóca, Cabo Véi, O Grande, Coucoá, Quingó, Galamprão, Alça, Neco Quarador, Zé da Prestação, Gandinha, Xulêga, Jati, Didin Anão, Zé Moita, Queléu, Zaga, Breguesso, Chupa, Capacete, Cascudo Barbado, Júnior Cururu, Daguia Peba, Maria Bacurau, Câinda, Chico Buriti, Manduca, Palito, Baixinho, Tapuia, Paulo Poiqueira, Trubana, Zé Minhoca, Gambão, Alemão, Fuscão Preto, Rela o Prego, Pirulito, Primoca, Bilrin, Amigão, Caca, Ramin, Zé Bola, Gaída, Quick, Puiga, Gorducho, Dezinho, Fanquinha, Cigano Rôla, Chupa, Baixinho, Biruca, Tupete, Ladeira, etc… etc… etc…

Tem famílias que adotam apelidos em quase todos os seus filhos.

Lá em Zé Mariano, por exemplo: Zé Velho, Bebé, Téu, Cola, Menininha, Galega, Deda, Preta, Bolinha gêmea com Bolão e Santo.

E tem famílias que adotam apelidos como sobrenome, os Mago, os Guiné, os Mororó (parte da família Marques), os Peba, os Côco, os Maranganha (quando não morde abocanha), os Nêgo Félix, os Pinéus, os Januário, os Cuscus, os Tacaca (com orgulho sou um deles), os Muelas, por exemplos.

Tem até gente que ganha apelido e passa a ser conhecido como um astro, como era o caso de Beto Barbosa (Claudinho de Tantico) e Elba Ramalho (Gargalheira).
Mas, você deve estar se perguntando quem são as pessoas acima tratadas por nomes próprios? Bom, o José Euzébio é o meu pai, ou seja, Miúdo. Francisco Sales, era meu Tio Lolô. E quanto a Maria Auta de Sousa, foi a saudosa Dona Tum.

Numa cidade onde os apelidos são tão usados, até as praças ganham esse destaque. Não há quem passando por perto da Praça Antão Lopes de Araújo, não aponte para dizer que ali fica a Praça da Caraca.

PS.: Os apelidos acima são todos aceitos por seus donos. Ninguém se ofende. Ao contrário, há gente que quando é chamado pelo nome nem atende. Esqueceu de como fora batizado.

DEU NO X

DEU NO JORNAL

ARROMBARAM AS ESTATAIS

O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) não deixou passar em branco a previsão de rombo de R$ 6 bilhões das estatais para 2023.

“Há cinco anos que as empresas fechavam com superavit”, lembrou o deputado federal.

* * *

Agora fiquei curioso. 

Quem é mesmo que governava este país quando havia superavit nas estatais?

Estou meio fraco de memória.

É a caduquice chegando…

Vocês aí me ajudem, por favor.

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

SONHO DE AMOR – Amadeu Amaral

Tudo isto há de passar, de certo, muito em breve…
Branca névoa sutil, ir-se-á quando o sol nasça;
branco sonho de amor, passará, como passa
pelas ondas em fúria uma garça de neve.

Passará dentro em pouco, imitando a fumaça
que se evola e se esvai nas curvas que descreve.
Fumaça de ilusão, força é que o vento a leve,
força é que o vento a leve, e disperse, e desfaça.

Que importa! Uma ilusão que nos alegra e afaga
há de ser sempre assim, no mar bravo da vida,
como a espuma que fulge e morre sobre a vaga.

Esta me há de fugir, esta que hoje me inflama!
E antes vê-la fugir como uma luz perdida
que possuí-la na mão como um pouco de lama…

Amadeu Ataliba Arruda Amaral Leite Penteado, Capivari-SP, (1875-1929)

DEU NO X

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

LEVI ALBERNAZ – ANÁPOLIS-GO

Bom dia, nobre editor,

Por favor publique na nossa gazeta, minha leitura diária, este sábio pensamento do historiador italiano Indro Montanelli.

Cordiais saudações e meus cumprimentos pelo sucesso do melhor jornal deste país.

Um grande abraço!

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