DEU NO JORNAL

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DEU NO JORNAL

ESTADÃO RECLAMA DE PERSEGUIÇÃO, MAS FOI O PRIMEIRO VEÍCULO A CRIAR LISTA NEGRA DE “BOLSONARISTAS”

Leandro Ruschel

Aconteceu ainda mais rápido do que eu imaginava: o Estadão, jornal que deu o pontapé na perseguição aos conservadores, publicando lista negra de “bolsonaristas” que alimentou a CPI das “fake news”, e depois o inquérito supremo que recebeu o mesmo apelido, agora se vê na mira do projeto totalitário petista.

A militância de redação da “imprensa tradicional” é mais tucana do que petista, ou seja, apresenta um viés socialista mais light, até hoje tratado pela esquerda radical petista como “mídia de direita”, incompatível com o seu projeto venezuelano.

Por questões financeiras e ideológicas, a militância de redação tucana entrou de cabeça no processo de descondenação de Lula e sua alçada à presidência, consolidando a destruição política, social, moral e econômica do Brasil, tendo a cara de pau de chamar o movimento de “defesa da democracia”.

A mídia tucana foi o principal instrumento de propaganda dos inquéritos supremos persecutórios, que acabaram com o Estado de Direito, instituindo um regime de exceção.

Na segunda-feira, tal regime fez a sua primeira vítima fatal: o empresário Clériston Pereira da Cunha, que infartou na Papuda, depois de meses aguardando por um habeas corpus, mesmo contando com frágil estado de saúde.

Hoje, não há mais liberdade de expressão no Brasil, em parte por responsabilidade da “imprensa”, com aspas tão escandalosas quanto as utilizadas pelo jornal para definir a “democracia” petista, como se a visão autoritária do partido fosse novidade…

O Estadão está apenas sentindo na pele uma pequena amostra da perseguição que o jornal promoveu contra os “bolsonaristas”.

É apenas o começo.

A conta chegou, e ela será paga com juros altíssimos.

COMENTÁRIO DO LEITOR

CONSEQUÊNCIAS DESASTROSAS

Comentário sobre a postagem IGUALZINHO AOS COLEGAS TOGADOS: FALOU A MAIS PURA VERDADE!!!!

Comandante:

Quando uma pessoa sofre de incontinência verbal, como alguns ministros, ela sente uma compulsão incontrolável de falar, a todo momento.

Pouco importa o assunto; não importa se é verdade ou mentira; não vem ao caso se é verossímil ou algo totalmente sem nexo.

A necessidade de dizer alguma coisa, qualquer coisa, é como uma comichão na língua do incontinente.

Se esse mal acomete uma pessoa comum, sem nenhum poder, isso passa a ser apenas uma excentricidade sem maiores implicações.

Porém, quando alguém com poder derrama copiosamente seus palpites sobre os ouvidos da plebe (como se não tivesse tarefas mais importantes a executar) e alguns desavisados com alguma influência acreditam no que está sendo dito, o que era só uma tolice pode ter conseqüências desastrosas.

Por exemplo, chamar os manifestantes de 8 de janeiro de terroristas, uma sandice sem nenhum embasamento lógico ou legal, implicou na prisão de muitos inocentes, na condenação absurda de alguns deles e, agora, na morte de um preso doente que devia estar em casa.

Alguém será responsabilizado.

“A língua é o chicote do corpo.”

COMENTÁRIO DO LEITOR

DEU NO JORNAL

A CAMPANHA DO PT CONTRA O JORNALISMO QUE INCOMODA

Editorial Gazeta do Povo

Gleisi Hoffmann

Gleisi Hoffmann está entre os petistas que insuflaram a militância para hostilizar jornalistas que revelaram escândalo das audiências da “dama do tráfico”

Velhos vícios já são difíceis de extirpar por natureza, e o são ainda mais quando não há o menor interesse em mudar. A hostilidade petista contra a imprensa livre é um desses vícios. A divulgação do escândalo da “dama do tráfico” pelo jornal O Estado de S.Paulo serviu para disparar uma reação tão virulenta quanto antidemocrática – e previsível para quem tenha um mínimo de memória histórica. Em vez de sanar todos os erros (ou conivências) que permitiram a Luciane Barbosa Farias, esposa de um dos maiores traficantes da Amazônia, circular tranquilamente no centro do poder federal, o que líderes petistas, ministros de Estado, parlamentares e formadores de opinião alinhados com o governo Lula fizeram foi iniciar um linchamento virtual contra o jornal e, especialmente, contra a editora-executiva Andreza Matais.

A ferramenta favorita da campanha sórdida foi a divulgação de fake news, como no caso de uma denúncia falsa contra Matais supostamente apresentada ao Ministério Público do Trabalho, publicada inicialmente pelo site de esquerda Fórum e espalhada rapidamente por políticos e militantes petistas. Além disso, o petismo recorreu à falácia do “espantalho”, tentando atribuir às reportagens algo que elas não diziam para poder atacar o trabalho de investigação jornalística. Os textos publicados não afirmavam, por exemplo, que o ministro Flávio Dino tivesse recebido a “dama do tráfico”, ou mesmo que soubesse das audiências de Luciane com secretários do Ministério da Justiça, muito menos que fosse simpático ao tráfico ou ao Comando Vermelho, afirmações que o petismo se vangloriou em “desmentir” sem que elas jamais tivessem sido feitas. O trabalho de reportagem se ateve ao factual: os encontros ocorreram e foram confirmados pelo próprio Ministério da Justiça, que inclusive se viu na obrigação de rever seus protocolos para impedir que episódios semelhantes se repetissem.

Incapaz de negar a verdade dos fatos, a esquerda partiu para a difamação. Foi assim que o youtuber Felipe Neto chamou Matais de “dama das fake news”, para depois, muito hipocritamente, apagar a publicação quando o apelido já tinha se disseminado e fazer um mea culpa de araque. No X (antigo Twitter), ele pediu desculpas a Matais, disse que “não é certo expor sua foto ou incentivar qualquer tipo de perseguição a ela”, mas não deixou de criticar “sua [de Matais] forma de conduzir um jornalismo antiesquerda” e ainda encerrou com um ataque ao Estadão – ao qual “não deixo qualquer pedido de desculpas” –, perguntando “quem financia esse jornaleco da direita”. É assim que funciona a tal “rede de defesa da verdade” que o ministro Paulo Pimenta, da Secretaria de Comunicação Social, disse querer formar em janeiro, na versão 2023 da Militância em Ambientes Virtuais (MAV) criada pelo petismo em 2011.

Os MAVs, como se sabe, nunca se contentaram em ficar apenas no “virtual”. Às vésperas do segundo turno da eleição presidencial de 2014, centenas de militantes atacaram e vandalizaram a sede da Editora Abril, em São Paulo, depois que a revista Veja publicara uma reportagem afirmando que Lula e Dilma Rousseff tinham conhecimento do esquema de corrupção na Petrobras. Em 2017, a jornalista Miriam Leitão compartilhou um voo de Brasília ao Rio de Janeiro com dezenas de petistas que voltavam um congresso do partido; passou duas horas sendo hostilizada e ouvindo xingamentos, e por pouco não foi agredida fisicamente. Episódios como esses foram consequência lógica de um raciocínio que havia sido exposto pelo então presidente do PT, Rui Falcão, em 2013: para ele, a imprensa livre e o Ministério Público, ao investigar a corrupção dos governos petistas, estariam abrindo caminho “para experiências que no passado levaram ao nazismo e ao fascismo”. Se fascistas não merecem tolerância, a conclusão seria óbvia.

A hostilidade à imprensa livre é incompatível com a democracia, e por isso mesmo jamais nos foi possível aceitar o discurso construído assim que Lula se tornou um ficha-limpa e que o descrevia como o representante da democracia contra um suposto autoritarismo representado por Jair Bolsonaro. Os ataques petistas ao Estadão surpreendem apenas quem quis ser surpreendido e quem acreditou, quis acreditar e tentou fazer outros acreditarem, por um momento que fosse, que Lula e o PT haviam mudado, ou que a “frente ampla” construída durante o período eleitoral os levaria à moderação. A essência do partido e de seu líder supremo é julgar tudo e todos não pelos critérios normais de verdade ou justiça, mas de conveniência. E, se a liberdade de imprensa não convém em nada ao petismo, ele não hesitará em relativizá-la ou mesmo tentar aboli-la.

PENINHA - DICA MUSICAL