ALEXANDRE GARCIA

PORTARIA SOBRE TRABALHO EM FERIADOS SÓ SERVE PARA FORTALECER SINDICATO

Portaria sobre trabalho em feriados só serve para fortalecer sindicato

Uma portaria do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, diz que, para abrir em feriados, o comércio precisa ter acordo aprovado em assembleia sindical, ou seja, algo bem difícil. Porque menos de 10% dos trabalhadores brasileiros são sindicalizados. É uma decisão para fortalecer os sindicatos, pois antes, segundo a portaria do governo anterior, bastava patrão e empregados se entenderem para o estabelecimento abrir nos feriados. Era só acertar as condições, como pagamento, folga para compensar, para poder abrir no 15 de novembro, no 7 de setembro e em outros feriados. Isso valia para farmácia, lojas de aeroportos e rodoviárias, supermercados, concessionárias, imobiliárias, para estimular o comércio e a economia, aumentando a renda das pessoas. Agora, o presidente do Partido Progressista, senador Ciro Nogueira, diz que está propondo um decreto legislativo que vai anular a portaria.

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Operário comum só perdeu com decisão do STF sobre contribuição sindical

Um artigo do ex-ministro do Trabalho e ex-ministro do Tribunal Superior do Trabalho Almir Pazzianotto, que é grande entendido nisso, conta a vida do mais comum dos operários brasileiros. Ele ganha R$ 9,50 por hora. Mora na periferia de São Paulo, tem de pegar duas conduções para ir ao trabalho. Paga R$ 500 por uma casinha que tem só sala, quarto, cozinha e banheiro. Tem três filhos. Só consegue comprar uma carninha – carne de segunda – e um garrafão de refrigerante no fim de semana. Não tem condições de ir a sindicato, nem sabe o que o sindicato está fazendo, e agora ele não entende por que o Supremo decide que o sindicato pode cobrar de todo mundo da categoria.

Diz o STF que quem não quiser pagar tem o direito de não pagar, requerendo esse direito em uma carta que esse operário tem de entregar no sindicato. Mas quando ele conseguirá fazer isso? Nos domingos ele ainda faz uns bicos, ou sai com a família, ou vai visitar um parente. Quando entra em férias, pega um ônibus e leva três dias para chegar à sua cidade de origem, visitar aos pais. É o que conta Almir Pazzianotto. Por que o Supremo fez isso? Por que está atingindo esse operário, que vai perder um dia de trabalho em favor de um sindicato que ele nem conhece, no qual a direção está ali pendurada? São perguntas que Pazzianotto faz.

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“Dama do tráfico” é contra a tortura, mas parece que o marido não sabe 

Essa visita da “dama do tráfico” amazônico ao Ministério da Justiça só gera ironias. Vi um discurso dela contra a tortura no Encontro de Comitês e Mecanismos de Prevenção e Combate à Tortura. Ela esteve lá meio “de carona”, porque foi indicada. Ela está condenada a dez anos, mas não tem nem tornozeleira, está respondendo em liberdade. Seu marido, o “Tio Patinhas” está preso. E como o “Tio Patinhas” mata os devedores? Com arame. E a mulher dele é contra a tortura, só que esqueceu de dizer isso ao marido. Essa é a ironia, esse é o país onde vivemos. É com isso que convivemos, porque permitimos com nossa omissão, nosso silêncio, nossa passividade, ou até com o nosso medo, como passaram a nos impor.

DEU NO JORNAL

DEU NO X

JOSÉ PAULO CAVALCANTI - PENSO, LOGO INSISTO

OS ÚLTIMOS DIAS DE FERNANDO PESSOA ‒ O HOSPITAL (3 de 5)

Lisboa. Está cada vez pior. Manassés, seu vizinho barbeiro, lhe faz a última barba. Alguns amigos estão com ele.

Pessoa, mal, se prepara para ir ao hospital. Então vai até a estante e retira de lá o menor livro (9 por 13 centímetros) que encontra, Sonetos escolhidos, de Bocage ‒ que, em 1921, lhe havia sido dado “com o respeito que lhe merece o seu talento” pelo prefaciador da obra, o amigo íntimo (Alberto) da Cunha (Dias). Põe o livrinho no bolso direito. Está pronto. Uma automaca (maca montada em automóvel, predecessora das ambulâncias de hoje) o leva embora dessa casa à qual jamais voltaria. “Perdi a esperança como uma carteira vazia.” Em A um revolucionário morto, disse:

Talvez a vitória seja a morte, e a glória
Seja ser só memória disso
A vida é só tê-la, vivê-la e perdê-la.

HOSPITAL SÃO LUÍS DOS FRANCESES. “Trazei pajens; trazei virgens; trazei, servos e servas, as taças, as salvas e as grinaldas para o festim a que a Morte assiste! Trazei-as e vinde de negro, com a cabeça coroada de mirtos (ramos de murta). Vai o Rei a jantar com a Morte no seu palácio à beira do lago, entre as montanhas, longe da vida, alheio ao mundo.”

Mas sua vida nem sempre imitou a arte; que o “palácio antigo”, com que sonhou, não fica à beira de nenhum lago. Nem está próximo de qualquer montanha. Trata-se de um dos melhores e mais caros hospitais particulares da Lisboa daquele tempo, o São Luís dos Franceses. Fica no Bairro Alto de São Roque, na Rua (Simão da) Luz Soriano 182 ‒ lugar calmo e sombreado, com bancos de ferro ao redor, perto da casa em que mora e a menos de um quilômetro do apartamento em que nasceu.

É conduzido ao quarto 30 (mais tarde, renumerado para 308) ‒ o mesmo em que morrerá, depois, o amigo Almada Negreiros (em 1970). Tão distante do que pressente, em O marinheiro, “um quarto que é sem dúvida num castelo antigo”. Diferente do verão, a luz é pouca naquele quarto acanhado ‒ 3 metros por 4, cama de ferro como as de todos os hospitais, um armário alto, outro pequeno com telefone por cima, sofá para dois lugares, cadeira e mesa de cabeceira modernosa.

Entre cama e janela fica o rendado miúdo de um mosquiteiro, embaçando a paisagem, cenário perfeito para verso que antes escrevera ‒ “Há entre mim e o mundo uma névoa que impede que eu veja as coisas como verdadeiramente são”; ou, quase as mesmas palavras do Primeiro Fausto, “há entre mim e o real um véu”.

As paredes, até 2 metros, são limpas, pintadas com uma tinta escura; acima disto, e no teto, branco imaculado. Sem um único quadro. Hoje esse quarto tem, pela frente, o elevador que leva ao primeiro andar. A parede é clara e áspera, salpicada por cimento até 2 metros de altura; e, a partir daí, lisa como antes.

O teto é de gesso. Um sofá para duas pessoas, bem antigo, fica entre a cama e uma janela que tem grade por fora. Armário, mesa de cabeceira austera e três cadeiras comuns de madeira completam a decoração. Sem grandes mudanças, hoje, em relação à decoração daquele tempo. Em Ritos iniciáticos, diz

Pergunta ‒ De onde vens?
Resposta ‒ Não sei.
P ‒ Aonde vais?
R ‒ Não me disseram (sei).
P ‒ O que sabes?
R ‒ O que esperei (Nada).
Mestre do Átrio ‒ Basta que me digas sim.
O Neófilo ‒ Sim
Mestre do Átrio ‒ A paz seja contigo.

O cenário do festim está pronto. Em vez de pagens, virgens ou servos, é acompanhado apenas por austeras enfermeiras. Sem música ou dança, há lá só aquele silêncio que prenuncia eternidade. Luís Pedro Moitinho de Almeida confirma, citando depoimento de amigos: Não se lhe ouvia um queixume. Só dizia o que era preciso. “Quem sabe se morrerei amanhã?”

Pressente o desastre inevitável e pede um lápis; é que, deitado na cama, tem mesmo que recorrer a ele ‒ dado não lhe ser possível usar o bico da pena com que quase sempre se escrevia, naquela época, por só funcionar com essa pena para baixo. E por não haver onde repousar o tinteiro. Esse lápis a família guarda, ainda hoje. Então põe no peito sua inseparável pasta preta, sobre ela um papel e, em inglês, deixa sua última frase escrita:

I know not what tomorrow will bring (Eu não sei o que o amanhã trará).

Mesmo no inglês corrente do seu tempo, a frase deveria ter sido I don’t know what tomorrow will bring. O uso intencional desse estilo arcaico, com know not, acentua o sentido literário que quis lhe dar.

Já para Pizarro, Ferrari e Cardiello, terá sido “eco evidente de um epigrama de Palladas de Alexandria (Today let me live well; none knows what may be to-morrow), publicado no primeiro volume de Greek anthology (1916) — um livro que estava nas estantes de Pessoa. Para Jorge Monteiro, em outra versão, escreve a frase evocando “conscientemente as Escrituras (Provérbios, 27:1) que dizem: “Não te felicites pelo dia de amanhã/ Pois não sabes o que hoje vai gerar”.

Segundo sua sobrinha Manuela Nogueira, não foi a primeira vez que disse essas palavras. A confirmar esse depoimento, bom notar que quase reproduz versos incompletos, escritos em 28 de outubro de 1920, depois encontrados na Arca:

I, that know not if I shall live tomorrow,
How but my hope of that live I today.

Não literalmente,

Eu, que não sei se viverei amanhã
Nada tenho senão a esperança de viver hoje.

No Desassossego, pressente “a tortura do destino!” e se pergunta: “Quem sabe se morrerei amanhã?” Essas palavras só agora estavam certas. E todos o sabiam, inclusive ele próprio.

VIOLANTE PIMENTEL - CENAS DO CAMINHO

EVOCANDO A MODINHA

Nasci e me criei em Nova-Cruz, ouvindo minha mãe entoar modinhas, acompanhada ao violão pelo sogro e meu avô paterno, Manoel Ursulino Bezerra, ou Seu Bezerra. Aprendi a gostar de modinhas desde criança. Hoje, sinto falta das modinhas, que, literalmente foram expulsas do cenário do cancioneiro popular brasileiro.

O romantismo desapareceu, e a atual juventude “morre de rir”, quando ouve músicas românticas e apaixonadas, que mexem com o coração. Só escapam do riso sarcástico, as músicas românticas, cantadas dentro do contexto sertanejo ou de vaquejada.

A juventude de hoje não pode imaginar – pois jamais sentiu – a sensação de acordar, alta madrugada, com o canto de um seresteiro e seu violão. A modinha cumpriu a sua etapa histórica. A serenata refugiou-se no passado e nas doces lembranças, onde a maldade não penetrava. Propiciou muita beleza às noites de luar, ao som de poemas e melodias..

A Modinha é uma canção, composta de melodia e versos, e tem a necessidade da voz humana para expressá-los. A verdadeira modinha é sempre um poema musicado em tom menor, com conotações tristes. É um gênero musical de canção sentimental brasileira e portuguesa, cultivada nos séculos XVIII e XIX.

Na cidade, havia o hábito da serenata, favorecido pelo clima tropical, que proporcionava luares inspiradores e estimulantes, a ingênua beleza da pequena cidade, estendida entre o mar, o rio Potengi e o alviverde das dunas.

A Natal antiga, do fim do século passado e começo do atual, caracterizou-se por um grande número de poetas e músicos que punham melodias em seus versos.

Entre as mais discutidas e antigas modinhas do cancioneiro popular brasileiro está “A Pequenina Cruz do teu Rosário, do poeta cearense Fernando Weine.

Seu aparecimento deu-se, pela primeira vez, nas páginas de “Canções Populares”, em 1906. Em seguida, a revista “Fortaleza”, que se editava na terra da luz (1907), publicou-a na página 18, número 12, o nome do autor.

Os anos vinham-se passando, e a modinha ganhava preferência nas serestas do Brasil inteiro, até que, em 1926, a famosa “Casa Édison”, do Rio de Janeiro gravou A Pequenina cruz do Teu Rosário, na voz seresteira do cantor Roque Richard, apontando-a como de autor desconhecido.

Daí em diante, tem aparecido um número expressivo de pretensos autores da bela modinha.

O grande cantor Carlos Galhardo gravou “A Pequenina Cruz do Teu Rosário” em disco RCA-Victor, número 80-1622.

Da Antologia da Serenata, foi extraída esta versão aqui reproduzida, tendo sido julgada a mais autêntica, e a que fez mais sucesso, na voz de Carlos Galhardo.

A Pequenina Cruz De Teu Rosário – Carlos Galhardo

Agora que eu não te vejo ao meu lado
A segredar apaixonadas juras
Busco às vezes do nosso amor de outrora
A recordar nossas íntimas loucuras
Faz tanto tempo, nem me lembro quando
A vida é longa e o pensamento é vário
Tu me mostravas vil, no idílio santo
A pequenina cruz de teu rosário

E sempre que eu a via, recordava
Do nosso amor, a fantasia louca
Todas as vezes que a pequena cruz beijava
Eu beijava febril a tua boca
Mas o tempo passou triste eu segui
Da minha vida um longo itinerário
E nunca mais, nunca mais eu vi
A pequenina, a pequenina
Cruz de teu rosário

Do amor fugiu-me a benfazeja luz
Não posso mais, errante caminheiro,
Se o Cirineu, como o de Jesus,
Larga-me ao corpo o peso de um madeiro
Já vou trilhando a estrada da amargura,
Antes porém, que eu chegue ao meu calvário,
Dá-me a beijar, ó santa criatura,
A pequenina cruz do teu rosário.

Recordo ainda o nosso amor de outrora
Vamos lembrar os tempos de criança
Se o amor fugiu-me à luz da aurora,
Resta em minh’ alma um raio de esperança.
Tu que és tão boa, és tão meiga e pura,
Quando eu baixar ao campo funerário,
Dá-me a beijar, ó santa criatura,
A pequenina cruz do teu rosário.

Carlos Galhardo

Nascimento: 24 de abril de 1913, Buenos Aires, Argentina
Falecimento: 25 de julho de 1985, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro

COMENTÁRIO DO LEITOR

DEU NO JORNAL

LULA E SUA ABJETA EQUIVALÊNCIA MORAL

Editorial Gazeta do Povo

Lula

Lula diz que contra-ataque de Israel ao Hamas é “igual ao terrorismo” e reforçou críticas às ações contra grupo extremista islâmico

Quando amigos e aliados políticos ou ideológicos são pegos em atos tão hediondos que não há como negar a sua maldade, a esquerda saca da cartola o truque da “equivalência moral”, inaugurado por ela própria durante a Guerra Fria para tentar calar as críticas norte-americanas ao totalitarismo soviético. Nesta falácia, admite-se que o lado “favorito” cometeu erros, mas ato contínuo afirma-se que o “outro lado” é igualmente culpável pela situação ou pratica os mesmos atos. Ainda antes de ser eleito presidente da República, Lula já tinha abusado da equivalência moral no caso da guerra na Ucrânia: para defender seu amigo Vladimir Putin, o petista afirmou em 2022 que o ucraniano Volodymyr Zelensky era “tão responsável” pela guerra quanto o autocrata russo, e em 2023 repetiu a dose ao dizer que “a decisão da guerra foi tomada pelos dois países” e que Zelensky “não toma a iniciativa de parar”, como se o ucraniano devesse simplesmente desistir de defender seu país diante de uma agressão unilateral russa.

Mas, como também no fundo do poço moral existe uma pá, Lula se encarregou de descer ainda mais. Ao sancionar uma lei, no dia 13, e na live semanal do último dia 14, o presidente da República não economizou nos ataques a Israel. Seguindo o roteiro da falácia da equivalência moral, disse na live que “é verdade que houve um ataque terrorista do Hamas, e que condenamos desde o início” – o que não é muito preciso, já que as reações iniciais do Itamaraty e do chanceler de facto, Celso Amorim, foram bastante pífias –, mas deixou claro que a admissão sobre o Hamas servia apenas para atenuar a verdadeira acusação: “Israel fazendo o que está fazendo com hospitais, crianças e mulheres […] é uma atitude igual ao terrorismo. Não tem como dizer outra coisa. Se eu sei que tá cheio de criança naquele lugar, pode ter o monstro lá dentro, eu não posso matar as crianças porque eu quero matar o monstro. Eu tenho que matar o monstro sem matar as crianças”, disse. Na véspera, havia dito que “depois do ato de terrorismo provocado pelo Hamas, as consequências, a solução do Estado de Israel é tão grave quanto foi a do Hamas, porque eles estão matando inocentes sem nenhum critério”.

Não há bom senso nenhum no mundo que permita igualar Israel e Hamas. Os terroristas palestinos pregam a eliminação do Estado de Israel, atacam civis judeus de forma indiscriminada e brutal, abusam de seu próprio povo ao usá-lo como escudo humano e cometem inúmeros crimes de guerra, inclusive ao usar instalações civis como hospitais em Gaza para estocar armas e manter até mesmo centros de comando. Israel, por outro lado, no exercício do seu direito de defesa contra a ameaça do terrorismo, abre mão do elemento surpresa ao anunciar bombardeios para que os palestinos possam deixar o local marcado para ataque, e antes da invasão terrestre deu um prazo para que a população civil se deslocasse para o sul da Faixa de Gaza.

Obviamente, isso não equivale a dizer que Israel está isento de cometer crimes de guerra em sua ofensiva para aniquilar o Hamas – se houver crimes, deverão ser devidamente investigados e punidos. Mas não há como ignorar que é o Hamas que faz os palestinos de reféns e escudos humanos, criando a situação que torna qualquer ação israelense potencialmente letal para pessoas inocentes, apesar dos esforços de Israel para que isso não ocorra. Para usar a analogia de Lula, as forças israelenses não estão lidando simplesmente com um local onde há “monstros” e “crianças”, mas com um local de onde os monstros não deixam as crianças saírem. O que Lula propõe, no fundo, é a validação da estratégia do monstro, que, ao forçar a permanência das crianças em um local onde há um alvo militar camuflado sob uma estrutura civil, tornaria esse lugar intocável aos israelenses, que teriam de simplesmente se abster de qualquer ação, inclusive a de tentar “matar o monstro sem matar as crianças”. A fala lulista é apenas uma versão mais tosca de certos pedidos de cessar-fogo que, no momento, só serviriam para o Hamas se reagrupar e recuperar forças.

Cadáveres de crianças, mulheres e idosos palestinos não interessam a Israel; interessam, sim, ao Hamas, que com isso ganham munição no front midiático e recrutam mais militantes sedentos por vingança. Se os terroristas de fato se importassem com as vidas dos palestinos, não impediriam que os civis inocentes buscassem refúgio longe da zona de conflito; na verdade, nem sequer provocariam a resposta de um poder militar muito superior, e em vez disso tentariam estabelecer alguma convivência pacífica. Mas isso é algo que o Hamas definitivamente não quer, pois seu objetivo é varrer Israel e os judeus do mapa, implantando no lugar um regime que certamente seria um inferno para as minorias identitárias de esquerda que hoje não hesitam em declarar apoio ao terror.

Com sua fala, prontamente repudiada por inúmeras entidades judaicas brasileiras – mas não apenas por elas –, Lula diminui ainda mais o Brasil diante do mundo livre e se alinha com o que há de pior na comunidade internacional ao, na prática, tomar o lado do Hamas. Nada surpreendente, no fim das contas, para alguém que defende ditadores carniceiros na América Latina e fora dela, pronto a justificar e relativizar tudo quando se trata dos parceiros de ideologia ou dos que tenham adversários comuns, como os Estados Unidos ou Israel. E, quando as atrocidades desses amigos ou “inimigos do meu inimigo” são tamanhas a ponto de inviabilizar qualquer justificativa, sempre restará a mentira que iguala o que não há como ser igualado.

A PALAVRA DO EDITOR

«CERRAR UNA ETAPA DE LA VIDA Y ABRIR OTRA» OU TEMPO DE OOSOUJI

‘I’m just Sancho’. El 17 de noviembre, o sea hoy, se estrena la película de QUE NADIE DUERMA de Antonio Méndez Esparza y sem dormir e em pleno furunfar por cinco dias seguidos, ouvimos: “Can’t Stop, Sancho”, ordenou, com voz rouca, a ninfomaníaca britânica Wein Kenty Quytofervenu…

“Dreamboy/Dreamgirl”. November Red Hot… Nobody weird like me. A banda ‘Peperoncini Rossi Piccanti’ «curitibou» na segunda pretérita, no Estádio Couto Pereira, no Alto da Glória, reduto Coxa; na plateia estava o ‘ervilhoso’ coxa Zé Roberto, muito bem acompanhado da furaconídea y caliente Tetê, de outrora belas coxas (“one hot minute”).

A banda fez tremer estádios em shows solos no Brasil: Rio de Janeiro (04/11), Brasília (07/11), São Paulo (10/11), Curitiba (13/11) e, por último Porto Alegre (16/11). Tem Sancho que gosta, muito. Por John Frusciante, habemus show. Fui curtir meu ‘niver’ no Morumbi ao som de “The Zephyr Song”, “Here Ever After” e “Snow ((Hey Oh))”. O hit “Californication”, bem ao feitio de Sanchofornication, fez o estádio inteiro cantar.

“La luz que no puedes ver, pero puedes leer todo viernes… Hablando de ‘fornication’, «O grande amor pode durar dois minutos, duas horas ou dois anos.», ensinou Hugo Claus em “A Caça aos Patos (1950), p. 107”. Cronica sanchiana es ‘¡Lo más raro que leerás hoy!’ y te hará llorar a mares…

O Vieira nos ensina: “A verdadeira fidalguia é a ação; o que fazeis, isso sois, nada mais”. Qual é o pássaro que vai assombrar esta reta final de campeonato?” Pergunta e resposta do Beni: “Uru-buuuuuuu! Crê Sancho que será o Red-buuuuuuul! Já Pedro Pork’s crava Porkoouuu! Rio, Bragança ou Sampa. Em uma destas cidades reside o campeão.

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PENINHA - DICA MUSICAL