DEU NO X

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

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DEU NO JORNAL

SIMPATIA

Classificado de “anão diplomático” por um porta-voz israelense durante o governo Dilma Rousseff, o Brasil do PT tem mantido relações hostis com Tel Aviv.

Arruinada de vez após os ataques do Hamas, quando o governo Lula ficou no lado errado da História, recusando-se a condenar as atrocidades e até a citar a organização terrorista, mesmo com execução covarde de três brasileiros entre 260 jovens que se divertiam.

Apesar da guerra, a simpatia de Lula pelo Hamas foi percebida em Israel.

A posição da atrasada esquerda brasileira decorre de ignorância sobre o conflito no Oriente Médio, “coitadismo” e o velho antissemitismo.

A atitude irresponsável do governo petista excluiu o Brasil das tratativas para liberar os 34 brasileiros que estão na fila para deixar a região.

As negociações são moderadas pelo Catar e coordenadas pelos EUA. Centenas já foram autorizados a deixar Gaza. Nenhum brasileiro.

Novo pária entre as nações, o Brasil não conseguiu nem mesmo ajuda dos EUA, que estão no lado certo da História, para liberar brasileiros.

* * *

Esta nota aí de cima fala sobre a “simpatia” que o Ladrão Descondenado tem pelo grupo terrorista Hamas.

Diz o dito popular que “simpatia é quase amor”.

No caso de Lapa de Corrupto, o “quase” sumiu: a simpatia dele por tudo que não presta já virou amor há tempos.

Na verdade, tudo que não presta neste mundo tem a admiração desse sujeito.

E de todos os descerebrados das zisquerdas banânicas.

PEDRO MALTA - REPENTES, MOTES E GLOSAS

TRÊS MOTES BEM GLOSADOS E UM CORDEL DE BICHOS

O grande poeta cantador paraibano Nonato Costa

* * *

Nonato Costa glosando o mote:

Sepultura é a única residência
Que não cobra aluguel do morador.

Pra quem vai prestar contas a Jesus
Tem pra sempre gratuita uma morada
E como símbolo na porta de entrada
Tem o nome do dono numa cruz
Não tem conta de água nem de luz
Não precisa avalista ou corretor
E Deus perdoa seu saldo devedor
Quando o banco da vida abre falência
Sepultura é a única residência
Que não cobra aluguel do morador.

Não existe desvio no caminho
Quando o cerco da morte está armado
Pelos súditos o rei vive cercado
Mas no dia que morre vai sozinho
Dos dois lados do túmulo tem vizinho
Mas não há um diálogo a se propor
E a caveira jamais vai recompor
A beleza que tinha a aparência
Sepultura é a única residência
Que não cobra aluguel do morador.

O local é salgado pelo pranto
Dos que perdem seus entes mais queridos
Os irmãos, as esposas, os maridos
E os amigos que vão praquele canto
Condomínio fechado, campo santo
É pra lá que vai todo pecador
E ao entrar a balança do Senhor
Tira um peso da nossa consciência
Sepultura é a única residência
Que não cobra aluguel do morador.

Empresário, princesa, vagabundo
Evangélico e ateu, homem ou mulher
Apesar de ser grátis ninguém quer
Nesta casa morar nenhum segundo
O portal que nos leva a outro mundo
Não exige função superior
E nem precisa RG que o emissor
Quando chama já sabe a referência
Sepultura é a única residência
Que não cobra aluguel do morador.

Com chibanca ou enxada o homem faz
Esta casa sem planta e sem dinâmica
Onde o piso é sem pedra de cerâmica
E o seu teto sem lustres de cristais
Sem textura as paredes laterais
Sem contato com o mundo exterior
E uma hora qualquer seu construtor
Vai pra lá encerrar sua existência
Sepultura é a única residência
Que não cobra aluguel do morador.

* * *

Dedé Monteiro glosando o mote:

São os sons que ninguém pode esquecer
Se já foi residente no sertão.

O latido amistoso de um “jupi”,
Vira-lata raçudo sem ter raça,
Uma banda de pífanos na praça,
O penoso cartar da juriti,
Um boaito saindo do jequi
E um vaqueiro a pegá-lo pela mão,
O estrondo redondo do trovão
Avisando que em breve vai chover,
São os sons que ninguém pode esquecer
Se já foi residente no sertão.

* * *

Zé Silva glosando o mote

Mocidade é um vento passageiro
Beija a face da gente e vai embora.

Como é bom ser menino, ser criança,
Ter um mundo de sonhos, de ilusões,
Caminhar num caminho de emoções,
Aquecido no sol da esperança.
No entanto, esse tempo de bonança,
Como tudo que é bom, pouco demora.
Como a marcha dos anos me apavora
E a tudo transforma tão ligeiro!
Mocidade é um vento passageiro
Beija a face da gente e vai embora.

* * *

Um cordel da autoria de Arievaldo Viana e Gonzaga Vieira

UM DIA DE ELEIÇÃO NO PAÍS DA BICHARADA

O comendador Cachorro
Era um amigo dileto
Da velha Rita Mingonga
De quem sou tataraneto
Quando os bichos escreviam
Os dois se correspondiam
Com ternura e com afeto

Depois que a velha morreu
Ficou a correspondência
Com sua neta Raimunda
Que deixou pra tia Vicência
Titia deixou pra mim
E foi justamente assim
Que aprendi cantar ciência

Morava o comendador
Na Vila da Cachorrada
Município da Rabugem
Distrito Tábua Lascada
Na corte do Rei Leão
Era um grande figurão
Porém não fazia nada

O elefante e o urso
Eram grandes generais
Tramaram uma revolta
No reino dos animais
E depois em praça pública
Proclamaram a República
Tornando-se os maiorais

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DEU NO JORNAL

CARLOS EDUARDO SANTOS - CRÔNICAS CHEIAS DE GRAÇA

ALGODÃO – ESPLENDOR E DECADÊNCIA

Antiga Fábrica da Macaxeira

Nós, cronistas de Pernambuco, temos o dever de reavivar certos temas que se referem ao progresso e à história de nossa gente. E por isso, registro alguns fatos que interligam duas épocas. O algodão, seus esplendores e a decadência dessa cultura em Pernambuco.

Logo que nasci fui residir com meus pais numa casa situada na Vila da Fábrica, no bairro da Torre. Até os cinco anos me acostumei a ouvir o ruído das máquinas e o apito que controlava os horários dos trabalhadores do Cotonifício da Torre S.A., uma empresa que fabricava tecidos a partir das fibras de algodão. Sempre que vejo um chumaço de algodão ou visto uma roupa fabricada com essa fibra, o pensamento volta à infância.

Menino ainda eu percebia que minha tia Amália, ao confeccionar bonecas de pano, se referia aos tecidos que usava, como sendo “madapolão”, palavra que era a corruptela de “Made in Poland”, marca que aparecia nos tecidos produzidos com fibra de algodão, pela Societé Cotoniere Belge-brasiliense, empresa belga, que funcionava no município de Moreno.

Os tecidos de algodão, além de mais baratos, sempre foram a preferência das costureiras. Na década de 1940, por exemplo, as Lojas Paulista e as Casas José Araújo S.A. praticamente dominavam o comércio desse produto, que anos depois foram sendo substituídos, na comercialização, por aqueles fabricados com subprodutos de petróleo.

Um toque pitoresco e histórico cabe assinalar através de notas de Ete Miguel Batista: O bairro da Macaxeira, situado na zona norte do Recife, recebeu esse nome devido um sítio em que seu dono possuía uma plantação de macaxeira. Por volta de 1895, construiu-se no local do sítio a Fábrica de Tecido de Apipucos, que a princípio era uma pequena produtora de panos de estopa utilizados para ensacar açúcar.

Em 1924, Othon Lynch Bezerra de Melo, comerciante natural de Limoeiro, comprou a pequena empresa e a transformou na Fábrica de Tecidos Bezerra de Melo. Conhecido como Coronel Othon, investidor e visionário, foi buscar fora do Brasil maquinários que modernizaram a fabricação de tecidos em Pernambuco, tornando-se assim um dos maiores empresários do estado.

A partir dos anos de 1970 o algodão perdeu seu esplendor em termos de produção agrícola, sobretudo pelos ataques do inseto bicudo-do-algodoeiro, a principal praga ocorrida nas Américas.

Lembro-me de um tempo em que funcionaram em plena cidade e Região Metropolitana, muitas fábricas de tecidos: Cotonifício Victor de Araújo S. A., Cotonifício Othon Bezerra de Mello S.A., Cotonifício Capibaribe S.A., Fábrica da Macaxeira, Cia. de Tecidos Paulista, Alberto Lundgren Tecidos S.A., Algodoeira Ipojuca Ltda., Algodoeira Lajense S. A., Cotonificio da Torre S.A., Societé Cotonière Belge-Brasiliense, Fábrica de Tecidos Bezerra de Mello S.A. e o Cotonifício Moreno S.A.

Ao surgirem as malhas sintéticas, utilizando tecidos originário de produtos da indústria petroquímica, como o poliéster, o algodão perdeu a concorrência, sobremodo para os produtos importados da China.

O algodão tem ainda em Pernambuco, considerável procura, para a confecção de roupas, sobretudo nos municípios em que predomina o clima tropical. No Brasil a cidade de Sapezal, no Mato Grosso, é a maior produtora, tendo colhido em 2020: 990 mil toneladas da fibra para a exportação.

Segundo notas do Ministério da Agricultura: Outra referência da cotonicultura brasileira é a cidade baiana de São Desiderio, que chegou a ser líder da produção nacional e em 2020 colheu 543 mil toneladas de algodão com valor de 1,64 bilhão de reais, para favorecer a exportação nacional.

No principal cenário, a China e a Índia estão nos primeiros lugares e o Brasil é o quarto maior produtor de algodão do mundo, se aproximando cada vez mais da produção dos Estados Unidos. Os maiores compradores da fibra brasileira são os asiáticos, liderados pela China. Assim temos a considerar que em termos mundiais nosso país continua a exibir seu esplendor em termos de produção algodoeira.

Segundo notas do Instituto Agronômico de Pernambuco a cultura do algodão veio da África Central, da Península Arábica, do Paquistão e das Américas, havendo registros de até 4.500 anos a.C.. A produção industrial começou nos estados da Região Nordeste. O algodão veste 40% da população mundial, sobremodo a partir da utilização das calças jeans.

Coleta do algodão de Pernambuco

Fábio de Albuquerque, pesquisador da Embrapa Algodão nos informa que no caso de Pernambuco, atualmente, há apenas dois polos de produção, sendo um em Serra Talhada e outro em Ouricuri, municípios do Sertão. O Nordeste, mesmo com a seca, é uma das áreas mais propícias para a produção porque trata-se de uma planta que tem boa tolerância à falta de água.

Haverá o dia em que algodão de Pernambuco terá o mesmo esplendor dos tempos de minha infância.

PENINHA - DICA MUSICAL