DEU NO X

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ADAIL AUGUSTO AGOSTINI – ALEGRETE-RS

LULA DA SILVA O PAI DOS POBRES PRETENDE TIRAR DINHEIRO DO BRASIL PARA INVESTIR EM ANGOLA

Comentarista angolano, do canal Etu Mwêlê Sul – EMS TV, conta como o embaixador do Brasil (Rafael Vidal e a pedido do Lula) apresentou mais uma nova negociata lulista envolvendo dinheiro do Brasil, em Angola – para novas “obras”, como já aconteceram quando, na tramoia anterior, se envolveu a Odebrecht.

Como diz o comentarista, logo no início:

“Com só 60 dias de governo (Lula) já começou tudo de novo”.

E a mídia caduca, é lógico, nem tocou – nem jamais vai tocar!!! – no assunto dessa mais uma vigarice lulopetista.

E la nave va.

Avanti!!!

DEU NO X

ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

CABARÉS

Capitão Magnovaldo Santos, mandonista e chefe político de Pedreiras de Mato Dentro, criado e amamentado conhecendo toda a vasta tecnologia puteirista ficara muito zangado, soltando fumaça pelas ventas quando compararam o cabaré de Nhá Nacinha, casa semvergonhista de moça militante, mais afamada da região, com a Praça dos Três Poderes.

Obtemperava, a partir de soco na mesa, e fumarola de charuto que iria quebrar o chifre do safardana que garatujou aquelas invencionces.

– Filho de égua, safado! Então qualquer borra botas faria aquilo, trazendo enorme desfavor para Nhá Nacinha e suas moças de ofício, por causa de safadagem de outros? Era o que faltava. Então, um cristão batizado, crismado e confirmado não poderia mais gozar perna de moça, dedilhar seus fofinhos e besuntar o cangote de uma donzela de má fama que logo qualquer filho de égua de beira de estrada iria confundi-lo com um, deputado, um senador, ou um ministro e suas sujeiras nos desvão da capital federal.

Capitão Magnovaldo ia à loucura todas as vezes que lia em qualquer pasquim esse tipo de associação. Devocioneiro de São Lifôncio, jurou que iria arrebentar o chifre do safardana que pinchara tinta em papel marrom para denegrir a imagem de Pederneiras de Mato Dentro. Nunca, mas nunquinha mesmo iria permitiria aquele tipo de desrespeito.

Capitão Magnovaldo, desde pequeno tinha gênio estuovado. Crescera na fazenda de seu avô, no debaixo do capotão do velho e misturando seu grito de goela nova, com os mandos de dono de pasto e gado do coronel Segismundo Ferreira de Silveira Santos. Desde criança já mostrava pendores para o mundo da política e para a liderança de sua cidade. Certa vez, o coronel Segismundo, pegou o neto em delito semvergonhista no detrás das atafonas da fazenda. Recebeu reprimenda grossa, solavanco de orelha e dois dias em galé de quarto escuro. Depois disso sentenciou: vai para a cidade, aprender letra de padre e, quem sabe, ser doutor de lei, ou doutor de poções e sinapismos.

Desbocado desde cedo, altão de quase avariar as teias de aranhas da fazenda do seu avô, maluco por perna de moça, já rapazote adquiriu o hábito de frequentar casa de moça militante e fumar charuto de fina marca, desses de aromar dois quarteirões quando aceso. De letra de padre, Magnovaldo não queria nem sentir cheiro. Mas, gozava de alegria quando era chamado por Nhá Nacinha, com o argumento de que suas meninas estavam de fogareiro aceso, clamando sua presença.

Deseducado de boca, invencioneiro e linguarudo, padre Pereira, num dia desses de aula sentenciou: esse menino tem todo o sintoma do povo da política, Daria um bom sermonista, ou um deputado. Apesar de todos esses vaticínios, o que menos o capitão queria era saber de estudos. Para aprimorar sua pessoa resolveu montar barba. Vinha a calhar bem com a piaçava de fogo que cultivava na cabeça. Em viagem especial foi até o avô solicitar permissão para tal.

– Pois saiba o capitão – nessa época já era capitão da Guarda Nacional – que duas coisas de principal um homem deve ter: barba cerrada e voz grossa. Nada muito difícil, já que essas duas qualidades tinha de sobra.

Mas, a vida boa encerrou-se de maneira abrupta. Deus Nosso Senhor curou seu avô de uma vez por toda e levou o Coronel Segismundo para o céu dos anjos. E, então, Capitão Magnovaldo se tronou o mais ricoso, o mais desimpedido e o chefe político do burgo. E, com nova vida passou também a ser ouvido e solicitado emn pronta justiça em todos os acasos da cidade, seja em caso de briga na Câmara de vereadores, em casos de desdonzelismo de moça, ou em caso de roubo de moça, por alguém. Sempre que chegava esses tipos de caso, gambava o ladroísmo do acuasado, ria bastante e promovia o casamento. Era padrinho de muitas crianças da cidade. Padre Pereira, todo fechamento de ano era chamado para passar na água e no sal do batismo um magote de guris nascidos. Capitão Magnovaldo sempre era o padrinho e o protetor dos agregados de seus pastos, e nas adjacências.

Sua pessoa era a mais procurada e amais respeitada da cidade. De doutor de beberagens a desembargador de justiça vinham machucar soalho de sua casa para uma conversa de pé de ouvido. Apesar de respeitoso por fora, por dentro, o capitão era um samburá de safadagens e pilhéria. Tinha como amigo o dono da farmácia, que podia ser chamado mais de covil, do que farmácia. Teúda e manteúda nunca teve, mas todas as vezes que visitava a casa de Nhá Nacinha, saía feliz da vida, pimpão e mais alegre que pinto no lixo.

Quando a notícia garatujada em jornal comparou a capital federal com um cabaré foi a gota d’água. Sua pessoa apareceu na rua como um trem maluco. O charuto debruçado na varanda do beiço, tirava rolos e rolos de fumaça. Sua cabeleira vermelha, seu tipo altão que mais parecia uma palmeira deixava sua figura mais temerosa.

Entrou na prefeitura com a cara enfarruscada e foi tirar satisfação do prefeito. Figura miúda, quase cai da cadeira ao ver a pessoa do capitão. Disse uma coisa, disse outra, pediu desculpa, citou constituição, liberdade de expressão para fechar a rosca do discurso dizendo que nada podia fazer.

Capitão Magnovaldo saiu mais raivento ainda e se dirigiu ao j0ornal da cidade, abrindo a poder de sola de botina as portas de vai e vem da loja, perguntando onde estava o filhote de lobisomem que garatujara aquela invencionice em papel marrom. Escangalhou máquinas, desceu a gurungumba em mesas e mesinhas. Os funcionários do jornal, mais assustados que ratos buscaram asilar suas pessoas no debaixo da batina de padre Pereira, que era o confessor do capitão.

Findo esse justiçamento ancorou a sua pessoa na farmácia de seu amigo, bebendo uma cerveja e comendo um frango de especial preparo para ele. Já com as surucucus de seu cavername do peito menos zangadas passou a obtemperar seu justiçamento para o amigo.

– Eu sempre digo seu compadre. Casa de menina militante é coisa séria, é coisa de respeito. É igual coisa de religião e seu povo de batina. É preciso levar na maior seriedade na maior consideração os serviços prestados. Não se pode comparar algo tão importante com as safadagens e semvergonhismo que se pratica na capital federal. Onde já se viu, comparar um puteiro do mais alto respeito e da maior qualidade com a capital federal? Isso é uma falta de respeito com qualquer puteiro da nação.

E, depois, montou em seu tordilho, ciente de ter limpado a honra do puteiro de Nhá Nacinha a força de seu braço, voltou para a sua vida de dono de pastos e gados, já pensando nos fofinhos das meninas militantes do cabaré da cidade.

DEU NO X

JOSÉ DOMINGOS BRITO - MEMORIAL

AS BRASILEIRAS: Maria Lenk

Maria Emma Hulga Lenk Zigler nasceu 15/1/1915, em São Paulo, SP. Primeira nadadora brasileira a estabelecer um recorde mundial, é pioneira da natação moderna ao introduzir o nado borboleta nos Jogos Olímpicos de Verão de 1936, em Berlim. Foi a única mulher do País a integrar o Swimming Hall Fame, nos EUA. É “Patrona da Natação Brasileira”, conforme Lei nº 14.418/2022.

Seus pais -Rosa e Paul Lenk-, imigrantes alemães, vieram para o Brasil em 1912. Aos 10 anos contraiu uma pneumonia dupla e os pais acharam que a natação faria bem à menina. Na ausência de piscinas, ela teve que aprender a nadar no rio Tietê. um local onde praticava-se esportes e banho recreativo. Aos 17 anos já era uma atleta de nível internacional. Foi a primeira mulher sul-americana a participar das Olimpíadas de Los Angeles, em 1932. Nos anos seguintes venceu 4 vezes a tradicional “Travessia São Paulo a Nado”.

Trata-se de um importante campeonato de natação, saindo da Ponte da Vila Maria até a Ponte das Bandeiras, ao lado do Clube Esperia, realizado nas décadas de 1930 e 1940. Na preparação para os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 1939, quebrou 2 recordes mundiais individuais, nos 200m e 400m peito. Preparou-se para competir na XII Olímpiada, de 1940, que não ocorreu devido a II Guerra Mundial. Nos anos seguintes excursionou pelos EUA, participou de muitas competições e quebrou 13 recordes. Aproveitou a estadia para realizar um curso de educação física na Universidade de Illinois e tornou-se membro vitalício da Sociedade Americana de Técnicos de Natação.

De volta ao Brasil, em 1942, encerrou a carreira de atleta profissional e participou da criação do curso de educação física na Universidade do Brasil, atual UFRJ. Para isto publicou o livro Organização da Educação e Desportos, em 1941. Além deste publicou Natação (1942) e Natação Olímpica (1966). Em 1944, se casou com o diplomata norte-americano Daniel Ziegler, teve um casal de filhos e continuou com a carreira na área da gestão esportiva e foi pioneira, também, na gestão dos esportes e na criação da disciplina “Administração esportiva”, ministrada no curso de Educação Física em todas as faculdades.

Na década de 1950 implantou uma escola de natação para crianças na piscina do Hotel Copacabana Palace, que permaneceu até os anos 1970. Para muitos cariocas que frequentavam o Hotel, era um privilégio tê-la como professora. Em 1980, aos 65 anos, começou a participar das competições de Masters, para nadadores acima de 25 anos, promovidas pela Associação Brasileira de Masters em Natação, que ela ajudou a fundar. Foi membro da Federação Internacional de Natação desde 1988, quando foi homenageada com o “Top Ten” por ser um dos 10 melhores nadadores do mundo.

Em 2000, no campeonato mundial da categoria 85-90 anos, realizado em Munique, ela ganhou 5 medalhas de ouro: 100 metros peito, 200 metros livre, 200 metros costas, 200 metros midley e 400 metros livre. Com tais conquistas, ganhou o apelido de “Mark Spitz da terceira idade”, uma referência ao nadador vencedor dos Jogos Olímpicos de Verão de 1972. Após 3 anos de pesquisa exaustiva sobre os benefícios do esporte na longevidade, lançou o livro, precisamente com este título: Longevidade e Esporte, publicado em 2003. Nadava cerca de 1.500 metros por dia e em 16/4/2007 foi fazer seu exercício diário na piscina do Flamengo. Enquanto nadava, sofreu um aneurisma decorrente do rompimento da artéria aorta, provocando uma hemorragia, e veio a falecer em plena atividade aos 92 anos.

Em 2021 fizeram-lhe uma homenagem e um resgate a altura de sua importância para a natação brasileira. Ana Maria de Freitas Miragaya, secretária-geral do CBCP-Comitê Brasileiro Pierre de Coubertin, reuniu um seleto time de especialistas na área e coordenou a edição bilingue (inglês/português) do livro Maria Lenk: atleta, educadora e cientista; a primeira heroína olímpica do Brasil, publicado pela Gama Assessoria numa bela edição de 582 páginas. Outra homenagem foi dar seu nome ao Parque Aquático do Complexo Esportivo Cidade dos Esportes, em Jacarepaguá.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

DEU NO X

FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

MEDITAÇÕES DE UM PENSANTE IMPERADOR

Admiro muitíssimo quem sabe pensar, pautando-me frequentemente por reflexões de sábios de um antigamente que ainda hoje jorra luzes sementeiras sobre uma pós-modernidade que está a necessitar de amplos conhecimentos humanísticos que fortaleçam o binômio tecnologia x humanismo, impossibilitando uma robotização do ser humano, hoje hipnotizado e meio por redes eletrônicas muitas vezes não relacionadas com uma dignidade comportamental compatível com a caminhada de muitos milhões de milhões.

Respeito intensamente todas as crenças religiosas, tenho amigos queridos que são agnósticos em graus diversos. Possuo parentes de diferentes gêneros sexuais que são profissionais aplaudidos e de famílias respeitadas, parabenizando intensamente os que sabem pensar com racionalidades convincentes, sempre distanciados dos que apenas ruminam verbostagias que apenas iludem os aloprados mentais de nulificantes níveis culturais, apenas de olhos voltados para joias trazidas do exterior, pouco se importando com os pagamentos devidos das taxas alfandegárias.

Outro dia, numa reunião familiar, um primo muito querido, o Edinho, me perguntou se eu já tinha lido algumas reflexões do imperador Marco Aurélio Antônio (121-180 d.C.), o romano imperador filósofo responsável pelo apogeu histórico do Império, que tinha recebido, infância e adolescência, uma excelente educação, tendo estudado retórica e poesia com Herodes Ático e Cornélio Frontão, sendo convertido ao estoicismo por Diogneto, dedicando então sua caminhada ao estudo da filosofia e do direito.

Suas Meditações, escritas em grego por causa do necessário vocabular ainda não traduzido pelo latim de então, até hoje servem de esteio para debates pensantes de níveis compatíveis com as exigências da pós-modernidade evolucionária. Enviei para o Edinho algumas das reflexões do Marco Aurélio que tinha anotado num caderno de poucas folhas, encarecendo ao primo querido a distribuição delas em seu ambiente técnico de trabalho, voltado regimentalmente para o desenvolvimento urbano da amada capital pernambucana, Recife. Eis cinco das meditações enviadas:

a. “Por que te deixas levar pelas circunstâncias exteriores? Reserva para ti um momento de sossego para apreender a natureza do Bem e refreia tua agitação.”

b. “Considera sempre que o Universo é um organismo vivo, que possui uma única substância e uma única alma; e que todas as coisas estão submetidas a uma só percepção deste todo; que tudo é movido por um único impulso e tudo toma parte em tudo o que acontece. E repara quão intrincada e completa é essa trama.”

c. “Se alguém me mostrar e me provar que estou errado em pensamento ou conduta, de bom grado mudarei. Pois eu busco a verdade, que nunca prejudicou a ninguém. O que prejudica é persistir no erro e na ignorância.”

d. “Que o futuro não te perturbe. Tu chegarás lá, se for preciso, levando consigo a mesma razão da qual te serves agora para as tarefas presentes.”

e. “Não se limite mais a respirar o ar que te circunda, mas participa a partir de agora da sabedoria da Inteligência que governa todas as coisas, pois a faculdade inteligente não está espalhada por toda parte e não se insinua a não ser nos seres em que é capaz de penetrar, assim como o ar com os que respiram.”

Construamos horizontes mais abertos para todos aqueles que buscam sair de uma vida sem pensação para uma vida repleta de múltiplas esperanças.

Saibamos declinar, sem ruminações e com múltiplas enxergâncias racionais, o verbo ESPERANÇAR!!

DEU NO JORNAL