ALEXANDRE GARCIA

TERRORISMO TEMOS AGORA NO RIO GRANDE DO NORTE, NÃO NO 8 DE JANEIRO

Ataques RN

Pelo menos 18 municípios do Rio Grande do Norte sofreram ataques criminosos contra bens e prédios públicos; suspeita é de retaliação do tráfico de drogas

Já temos 1.037 denunciados pelo 8 de janeiro e ninguém foi denunciado por terrorismo. Os crimes mais graves são dano qualificado, abolição do Estado de Direito (dá vontade de rir quando falamos isso) e golpe de Estado. A maioria está sendo denunciada por incitação ao crime, tentar incitar as Forças Armadas a dar golpe, o que não aconteceu. Então o que vai sobrar, como me disseram dois policiais federais, é a acusação de dano qualificado para aqueles que comprovadamente quebraram coisas lá dentro. Permanecem presos 208 homens e 86 mulheres. Quem chamou essa gente de “terrorista” está sujeito agora a ser acusado de crime de calúnia, inclusive (e principalmente) com cobrança indenização por danos morais.

Terrorismo é o que está sendo feito no Rio Grande do Norte agora. Eu já fui vítima de terrorismo, já cobri terrorismo na Argentina e no Líbano, já vi aula de terror para terroristas europeus nos subterrâneos do Líbano, já fui sequestrado por um grupo terrorista (os Montoneros) na Argentina, já fui ameaçado por um outro grupo terrorista na outra extremidade do espectro ideológico, eu sei o que é terrorismo. E o que está acontecendo agora no Rio Grande do Norte é terrorismo, pela fraqueza do Estado. O terrorismo implica em impor o medo à população, e vemos lojas fechando, escolas particulares fechadas, pouca gente nas ruas, não só em Natal como também nas cidades do interior. Isso é terrorismo, que exige um porquê, responder o que há de mescla entre o poder e o crime. Há uma comissão na Câmara, a Comissão de Segurança Pública, que está querendo investigar isso.

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A verdade está chegando

Agora não há mais proibição, não há mais censura, então a verdade está chegando. Vejam o argumento que ouvi – e nos Estados Unidos estão discutindo muito isso – sobre o que fizeram durante a pandemia: imaginem se a indústria farmacêutica iria perder um negócio de US$ 200 bilhões de dólares só por causa de remedinhos baratos como ivermectina e hidroxicloroquina. Por isso, convenceram a maioria das pessoas de que não havia tratamento para doença e que era preciso comprar a tal vacina experimental. Está muito claro: trata-se de mercado, dinheiro.

Falando em mercado, dez bancos já desistiram de fazer empréstimo consignado para aposentados depois que o governo estabeleceu juros de 1,7%. Os bancos já estão caindo fora, porque o governo tem a mania de se meter em questões privadas e, com isso, vai prejudicar os aposentados. Aliás, os juros na Argentina estão em 78%, e o nosso ministro da Fazenda queria fazer uma moeda única com eles, imaginem só. Não há como não comparar governos.

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Lula entra na briga sobre o rito das medidas provisórias

Todos na Câmara estão comentando que o presidente Lula está pressionando deputados, porque as teses do presidente da Câmara, Arthur Lira, sobre a tramitação de medidas provisórias estão prevalecendo, ao contrário do que defendem Lula e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. Então Lula resolveu agir, é o Poder Executivo interferindo no Legislativo. Pobre Legislativo: devia ser o primeiro dos poderes e está sendo o último. O Supremo se mete, o Executivo se mete, o presidente da República se mete. O presidente anterior, talvez porque tenha sido deputado durante quase 30 anos, sempre respeitou a independência e a autonomia do Legislativo, e nunca se meteu nas negociações políticas, que lá dentro são feitas pelo partidos políticos, por seus líderes e presidentes.

DEU NO X

DEU NO JORNAL

FOI DESPACHAR COM A COMPANHEIRADA, NO ESCRITÓRIO DELES

O Rio Grande do Norte está sob ataque de criminosos, mas o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, não pôs os pés no Estado, mas fez polêmica visita a uma favela controlada por traficantes, no Rio, à qual chegou sem escolta.

Achando tudo isso muito estranho, a Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara, presidida pelo delegado federal e deputado Sanderson (PL-RS), avalia convocar Dino a explicar seu comportamento considerado “estranho”.

Parlamentares da comissão estranham também o fato de o ministro se deslocar à favela para receber de uma ONG um “plano de segurança”.

Para os políticos, o ministro é que deveria receber essas pessoas em seu gabinete, em agenda aberta e pública.

Como é habitual, Flávio Dino reagiu agressivamente: não se explicou e nas redes sociais atribuiu as críticas à “extrema direta”.

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Esse boi gordo tá no governo certo.

Certíssimo.

Só mesmo numa administração petralha Flávio Dino seria ministro.

E Ministro da Justiça!!!

Um comunista comandando o Ministério da Justiça do Brasil.

Puta que pariu!!!

O peidão e seu bucho: tá no lugar certo. O Descondenado acertou na escolha

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

DEU NO X

DEU NO JORNAL

A VISÃO DO PRESIDENTE SOBRE A SEGURANÇA PÚBLICA

Editorial Gazeta do Povo

Lula e o ministro Flávio Dino (Justiça): Pronasci terá foco em violência contra mulheres, desarmamento e combate a preconceitos.

Lula e o ministro Flávio Dino (Justiça): Pronasci terá foco em violência contra mulheres, desarmamento e combate a preconceitos

No exato momento em que o Rio Grande do Norte vive dias de terror devido à ação de criminosos que vêm incendiando veículos e edifícios – acredita-se em retaliação do crime organizado devido a operações policiais recentes –, o proverbial alienígena que pousasse em Brasília na última quarta-feira, dia 15, concluiria que os grandes problemas da segurança pública brasileira são o preconceito, a violência de gênero e… a polícia. Afinal, essa foi a tônica da cerimônia de lançamento da segunda edição do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), um repeteco de iniciativa semelhante instituída em 2007.

O evento foi marcado pela entrega de 270 viaturas para a Patrulha Maria da Penha (outras 230 serão entregues posteriormente), pelo anúncio da construção de mais 40 Casas da Mulher Brasileira, de bolsas para cursos de formação voltados a agentes de segurança pública e críticas às operações de combate à criminalidade nos morros cariocas, cortesia de dois moradores do Complexo da Maré – área dominada pelo tráfico no Rio de Janeiro que o ministro Flávio Dino, da Justiça, visitara na segunda-feira – e do próprio presidente Lula, ao afirmar que “muitas vezes o Estado só está presente na periferia com a polícia, e não está presente para resolver, está presente muitas vezes para bater”.

Quanto ao crime organizado, nem uma única palavra da parte de nenhuma das autoridades presentes. Para evitar qualquer menção às organizações criminosas que operam verdadeiros Estados paralelos em várias localidades brasileiras, Lula não pensou duas vezes antes de criar uma ficção: “nós chegamos a ponto de no Rio de Janeiro, teve um tempo, o soldado não tinha coragem de ir para casa com a farda. Ele tirava a roupa, deixava a roupa no quartel, porque ele não queria que o povo soubesse que ele morava lá, de medo. Então, em um país em que o povo tem medo da polícia, ou melhor, a polícia tem medo do povo e o povo tem medo da polícia”. Ora, quem o policial teme não é o povo, o cidadão comum, que deseja trabalhar e sustentar sua família, mas as quadrilhas que não hesitam em executar policiais apenas por estarem envergando a farda, como já ocorreu não apenas no Rio, mas em muitas outras cidades brasileiras.

A violência contra a mulher é uma triste realidade brasileira, que inclusive se intensificou durante a pandemia; precisa, sim, ser combatida com rigor. Mas isolá-la desta forma ao mesmo tempo em que se ignora completamente o papel do crime organizado e do tráfico de drogas como causas da insegurança que afeta todos os brasileiros, mulheres e homens, é um erro grotesco de análise. Por mais que a segurança pública seja responsabilidade primária dos governos estaduais, não federais, a União teria muito a contribuir neste campo, inclusive na formulação de novas leis que, sem ferir o direito à ampla defesa, fechassem todas as brechas e facilidades que réus e condenados encontram para não pagar (ou não pagar totalmente) pelos seus crimes – inclusive a violência de gênero. O pacote anticrime formulado pelo então ministro da Justiça e hoje senador Sergio Moro era um passo nesta direção, mas foi sabotado no Congresso, com a ajuda da esquerda.

Podemos resumir em poucas palavras a sequência de erros que faz o crime compensar no Brasil: quando há o crime, nem sempre a polícia o investiga; quando investiga o crime, nem sempre o soluciona; quando o soluciona, nem sempre o culpado é preso; quando é preso, nem sempre ele é julgado pela Justiça; quando o culpado se torna réu, nem sempre é condenado; e, por fim, quando é condenado, o bandido nem sempre cumpre a totalidade da pena: fica pouco tempo na cadeia – isso quando não ordena novos crimes de dentro da própria unidade prisional. Se o poder público deseja realmente proporcionar segurança pública de qualidade para todos, mulheres e homens, precisa atacar em todas essas frentes, com profunda cooperação entre os três poderes e os governos federal e estaduais.

Em vez disso, no entanto, o lançamento do Pronasci dá uma boa ideia do que será a política de segurança pública do governo Lula, com a predominância do identitarismo e do discurso segundo o qual “o Brasil prende muito e prende mal”, sem falar da volta da inversão completa de valores que trata o bandido como vítima – palavra, aliás, que o presidente usou ao se referir a um “jovem de 18, 19 anos” que “vai sair da cadeia pior do que ele entrou (…) porque ele entrou um inocente, ou seja, uma vítima de um delito que muitas vezes não tinha clareza do porquê estava cometendo aquilo”. Nesta toada, serão necessários muitos governadores e parlamentares mais preocupados com a vida real que com ideologia para que o brasileiro possa viver com mais segurança e menos medo.

PENINHA - DICA MUSICAL