3 pensou em “ELIZETH CARDOSO

  1. Muita boa essa homenagem a inesquecível cantora Elizeth Cardoso (1920-1990). A divina Elizeth Cardoso era uma mulher à frente de seu tempo. A frase soa clichê, mas nada era clichê na personalidade da primeira dama da MPB. Criada com outros cinco irmãos, quatro mulheres e um homem, ela via sua vida tolhida desde muito cedo principalmente pelo pai, que não a deixava ter muitas liberdades que não seriam bem vistas aos olhos da sociedade partindo de uma mulher jovem e solteira.

  2. Ouvi Elizeth Cardoso e concordo plenamente com a unanimidade sobre a sua bela voz. Colaboro com uma breve consideração sobre sua vida artística.

    Elizeth Cardoso foi descoberta aos 16 anos de idade por Jacob do Bandolim durante uma festa de aniversário dela mesma na rua do Rezende, na Lapa. O bairro, visto com maus olhos pela sociedade moralista da época, não poderia ter sido um melhor reduto para a ascensão de quem construiu com sua vida um modelo da resistência feminina. A presença de Jacob na comemoração se deu por conta da amizade que o artista tinha com o pai de Elizeth, também músico. Anos mais tarde, em 1958, o apelido de divina veio do jornalista Haroldo Costa, que a chamou pela alcunha em um texto para o “A Última Hora” após assistir a um de seus shows. O nome pegou no meio artístico e entre os críticos culturais do país por conta da voz que conseguia ser potente e suave, erudita e popular, tudo ao mesmo tempo.

  3. Gostaria de dar meu depoimento sobre esta magna artista.
    O melhor espetáculo que assisti na minha vida, foi o recital da nossa
    Elizeth às vésperas de sua partida para o Japão para cumprir contratos que foram sucessos espetaculares.
    Esse recital a que me refiro , aconteceu no Teatro João Caetano , uma tarde no RJ.
    Foi um sucesso estrondoso, com o grande Jacob do Bandolim.
    Inesquecível ! A plateia estava lotada e mais de uma centena de pessoas assistiam pelos cantos e corredores do teatro.
    O sucesso foi muito grande também para o grande Jacob do Bandolim.
    O seu filho Sergio Bittencourt estava eufórico e gritava das platéia, Genial, Genial. Ele estava na ´primeira fila, assim como eu.
    Desse recital, foram produzidos 3 Lps que bombaram num
    sucesso enorme.
    Não se fazem mais artistas como antigamente.
    O espetáculo não foi gravado parta ser exibido visualmente, mas por sorte foi gravado para fazerem os LPS.
    O nosso Peninha que é mestre musical, conhece música e sabe o que é bom, já nos gratificou várias vezes com gravações da nossa ótima Elizeth.

    Obrigado Peninha pelo seu bom gosto.

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