DEU NO JORNAL

O LARÁPIO SACANEOU SEUS COMPARSAS

Lula deixou o TSE com a cara no chão, convidando para a posse o seu amigo ditador da Nicarágua, Daniel Ortega.

Na campanha, o TSE proibiu Bolsonaro de citar essa amizade.

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O PT-SE proibiu a campanha de Bolsonaro de citar que Lula era amigo do sanguinário ditador Noriega.

O ladrão não apenas deixou seus comparsas tribunalescos com “a cara no chão”, conforme consta dessa notícia aí de cima.

Ao desmoralizá-los, ele também enfiou uma pajaraca de grosso calibre nos furicos dos militantes petralhas do PTSE.

“Seje vem vindo, meu ditadô quirido. Vô seguí o teu exemplo aqui”.

CARLITO LIMA - HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA

O BOM PEDREIRO

O fato se deu há algum tempo. Na época eu era engenheiro de uma Construtora, estávamos construindo um hotel na praia de Ponta Verde. Todo sábado, depois de um giro nas obras, pagamento de funcionário, nos juntávamos a bons amigos para uma cerveja de início de fim-de-semana. Certa vez sentado à mesa do Bar do Alípio na Lagoa com amigos, a bebida e comida rolando, quando apareceu o Mestre de Obra apavorado. Acontecera um acidente de trabalho grave. Um pedreiro, realizando trabalho extra, caiu do quinto andar, o seu corpo durante a queda se chocou com andaimes, caixotes de papelão e um monte de areia, o que minimizou o impacto da queda. O pedreiro estava no Pronto Socorro em observação. Imediatamente, me dirigi ao Hospital.

Levaram-me ao acidentado na enfermaria de acidentados. Pedro, excelente pedreiro, deitado numa cama com partes do corpo enfaixada. O médico informou que, milagrosamente ele estava fora de perigo, porém havia um problema, uma sequela da queda. Pedro ao cair no chão bateu com a cabeça, o que causou priapismo. Ignorante, perguntei o que vinha a ser priapismo. O médico explicou ser uma ereção contínua e persistente do pênis, sem necessariamente sentir desejo sexual. Desde que chegou ao hospital não houve possibilidade de murchar. Já havia colocado água fria, álcool, éter; e o pênis continuava indefectivelmente duro.

Depois de prestar assistências burocráticas, retornei imediatamente ao Bar do Alípio contando aos amigos o inusitado ocorrido e as providências tomadas. O assunto do restante da tarde foi o priapismo. Teve um coroa com ideia de se jogar lá do quinto andar na tentativa de revigorar seus apetrechos.

Na segunda-feira um jornal deu a notícia: “Pedreiro cai do quinto andar e se salvou milagrosamente graças a um monte de areia, entretanto, causou uma sequela pouco comum, o priapismo”. O jornalista narrou com detalhes o significado, e que nada havia baixado nas últimas 48 horas. O médico previu no mínimo trinta dias de cama e necessitava ficar em algum hospital particular. Assim Pedro foi transferido para uma Casa de Saúde. A partir desse dia, não houve mais sossego para Pedro. Foi visitado por curiosos, por pessoas interessadas em estudar o fenômeno. Uma turma de estudantes de medicina acompanhou o caso diariamente. Algumas meninas foram de tamanha dedicação que davam plantão à noite. Havia uma espontânea compaixão por aquele doente. Algumas visitas voluntárias, com sacrifício, até dormiam como acompanhante, numa mostra de solidariedade humana.

Os dias passaram. Pedro foi se recuperando dos ossos quebrados, mas o priapismo continuava desafiando a medicina. O “pênis-erectus” permanecia.

Contrataram algumas meninas da Boate Areia Branca do famoso Mossoró. Várias tentativas aconteceram e nada de amolecer. Pedro já se sentia incomodado, mesmo com tanta gente caritativa tentando baixar seu desconforto.

Depois de 17 dias de ininterrupta rijeza, alguém se lembrou de Dolores, respeitada mãe-de-santo, quando jovem trabalhou nas boates de Jaraguá. Ficou muito conhecida dos boêmios pelos seus dotes e serviços completos. Sábia, sem nunca ter lido o Kama-Sutra, fazia um “frango-assado” como ninguém, era mestra. Escondido dos médicos, amigos levaram Dolores. Ela trancou-se com Pedro no apartamento, levou ramos e óleos. Quarenta minutos se passaram quando se ouviu um barulho, baque de um corpo no chão. Os amigos bateram à porta, gritando afobados.

Dolores Sierra abriu a porta e saiu toda faceira, como uma rainha, sorria maravilhosamente, cara desavergonhada. Dentro do quarto, Pedro deitado no chão, olhando a parte afetada, comemorava: “Consegui, consegui. Viva Dolores!”

DEU NO X

CARLOS EDUARDO SANTOS - CRÔNICAS CHEIAS DE GRAÇA

ESCREVER: PAIXÃO E OBRIGAÇÃO

Capa do “Diário da Noite”

Entre a paixão e a obrigação de escrever, prefiro morrer com a paixão, mesmo sem remuneração.

Escrevi esta frase em 1956, quando me iniciei como repórter do “Diário da Noite”, tempo em que meu desejo era escrever sobre temas do meu agrado. Desejava ser um cronista do cotidiano.

Porém, ao ingressar no Diário da Noite, como profissional, constatei que não poderia escolher os assuntos. Teria que obedecer às determinações, a partir das escolhas do Secretário Luiz Teixeira, homem que decidia quase tudo na pauta diária da Redação.

Ser repórter não era meu ideal e sim ser cronista. Mas, o único meio para me firmar seria enfrentar os caminhos da reportagem, seguindo as determinações das pautas diárias.

E na função, me vi diante de obrigações pré-determinadas, o que a princípio, não me agradou muito. Mas topei. Mal sabia que iria enfrentar uma reunião histórica, em abril de 1959: a instalação do CODENO – Conselho de Desenvolvimento do Nordeste, que mais adiante criaria a SUDENE.

No dia anterior fomos avisados. Fui com outro foca, o Marlindo, e o fotógrafo Luiz de Melo. Nas cadeiras destinadas aos jornalistas, no auditório, estavam Dr. Nilo Pereira e Esmaragdo Marroquim. O Teatro Santa Isabel estava lotado. No palco, u’a mesa de reunião, com flores e linda toalha de linho.

Começaram a chegar os governadores da Paraíba, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Rio Grande do Norte, Sergipe e da Paraíba e Pernambuco, como se fossem atores de uma peça. E na verdade eram personagens da História do Nordeste Brasil.

As cadeiras do palco foram sendo ocupadas sob orientação do pessoal do Cerimonial do Palácio do Campo das Princesas.

Em certo momento o público se levanta para aplaudir o Presidente da República, Dr. Juscelino Kubtschek de Oliveira, que se fazia acompanhar do economista Dr. Celso Furtado, autor do projeto que anos à frente impulsionaria a região Nordeste quanto aos setores da agricultura e da indústria.

Ao lado dos fotógrafos permaneci e não esqueço quando Diógenes Montenegro, do Diário de Pernambuco, me falou que estávamos vendo o momento que a História registraria como o mais significativo para tirar nosso povo da pobreza.

A primeira fala foi do Governador de Pernambuco, Dr. Cid Feijó Sampaio, cumprimentando os presentes, em seguida o Dr. Celso Furtado que agradeceu a presença dos governadores e anunciou:

– Passo ao sr. Presidente da República o documento que criará a SUDENE, uma autarquia especial, administrativa e financeiramente autônoma, integrante do Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal, com sede e foro na cidade do Recife, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Regional.

Na sequência usou da palavra o Dr. Juscelino Kubtschek que de improviso comentou sobre suas ações de governo e o desejo de integrar várias regiões do Brasil através de projetos de desenvolvimento.

Mal poderia aquele “foca” imaginar que alí estava fazendo, por obrigação, uma reportagem, junto com seus mestres de jornalismo e colegas de função do “Diário da Noite” e hoje estaria escrevendo uma apaixonada crônica sobre aquele momento. Finalmente cronista!

Edifício-sede da SUDENE, Cidade Universitária, Recife

Nota – Criada originalmente pela Lei 3 692, de 1959, a SUDENE veio substituir o modelo dos dois órgãos precedentes a ela (GTDN – Grupo de Trabalho para o Desenvolvimento do Nordeste e o CODENO – Conselho de Desenvolvimento do Nordeste). Foi idealizada no governo do Presidente Juscelino Kubitschek, tendo à frente o economista Celso Furtado.

PENINHA - DICA MUSICAL