CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

BOAVENTURA BONFIM- FORTALEZA-CE

Caro editor Berto,

Neste excelente vídeo, Paulo Polzonoff, jornalista, tradutor e escritor brasileiro, faz inteligentes comentários sobre o perigo da ideologização de tudo, até do futebol.

Reflitamos sobre isso.

Assistamos ao vídeo: “Como votaram os jogadores da Seleção do Brasil na Copa do Mundo”.

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

MAL SECRETO – Raimundo Correia

Se a cólera que espuma, a dor que mora
N’alma, e destrói cada ilusão que nasce,
Tudo o que punge, tudo o que devora
O coração, no rosto se estampasse;

Se se pudesse, o espírito que chora,
Ver através da máscara da face,
Quanta gente, talvez, que inveja agora
Nos causa, então piedade nos causasse!

Quanta gente que ri, talvez, consigo
Guarda um atroz, recôndito inimigo
Como invisível chaga cancerosa!

Quanta gente que ri, talvez existe,
Cuja aventura única consiste
Em parecer aos outros venturosa!

Raimundo da Mota de Azevedo Correia, São Luís-MA (1859-1911)

DEU NO X

ALEXANDRE GARCIA

O PODER ORIGINAL

Decisões contrárias à lei máxima do país, a Constituição, causam insegurança jurídica e política

Nunca se valorizou tanto o único parágrafo do primeiro artigo da Constituição: “Todo o poder emana do povo, que o exerce através de seus representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”. Democracia vem do grego: demos é povo e kratos é poder. É o regime em que o povo é origem do poder. O povo transfere seu poder pelo voto, mas mantém seu poder original. Quem foi escolhido pelo voto está representando o povo. Autoridade sem voto recebe poder de modo indireto, através de mecanismos criados pelos representantes eleitos. Os constituintes cuidaram de registrar a origem do poder logo no primeiro artigo, como a anunciar que a Constituição a seguir tem origem no povo e existe para servir o povo. O supremo poder é do povo. O povo é o alfa e o ômega – início e fim – em uma democracia.

Na democracia, vale a vontade da maioria do povo, expressa por plebiscito, referendo ou eleição. O último referendo foi em 2005: 64% dos eleitores decidiram que é livre o comércio de armas. No entanto, há quem insista em contrariar essa vontade expressa de uma maioria de quase dois terços. A última eleição teve um vencedor com pouco mais da metade dos votos válidos. No segundo e decisivo turno, se abstiveram, votaram em branco ou anularam o voto quase 38 milhões de eleitores. O vencedor teve 60 milhões de votos e vai governar para 215 milhões de brasileiros. A pequena diferença entre os dois candidatos exigiu mais informações sobre o sistema digital, mas as dúvidas se mantiveram, servindo como a gota que transbordou um cálice cheio de violações sucessivas à Constituição, nos últimos anos.

Duas medidas poderiam evitar a inquietação que hoje paira sobre o país. Se o Supremo não tivesse derrubado a decisão de mais de 70% dos congressistas, admitindo o comprovante impresso do voto, estaríamos conferindo as apurações com a transparência estabelecida pelo artigo 37 da Constituição. E, se os presidentes do Senado – Alcolumbre e Pacheco – tivessem atendido a requerimentos de senadores para investigar violações da Constituição que atingiram o devido processo legal, a liberdade de expressão e a autonomia dos poderes, já se teria dado um basta precoce nos avanços extraconstitucionais de guardiões da Constituição. Ministros do Supremo se tornaram legisladores, constituintes e políticos, segundo esse o argumento mais comum de 62 requerimentos que dormitam à espera de agendamento no Senado.

Hoje se percebe até risco de convulsão por causa da inação do presidente do Senado, ao tempo em que ministros do Supremo agem cada vez mais além de seus limites. Sentindo que o Senado não está representando uma parte do povo, esse povo apela aos quartéis, formando um crescente pedido de ajuda. Esse povo exerce, no caso, a alternativa da democracia direta, prevista no primeiro artigo da Constituição. Se os representantes nada fazem, nem dão satisfação – ao contrário, silenciam ou ironizam –, esse povo desapontado com as instituições mostra seu poder, mais legítimo que outro qualquer, porque é o poder original.

DEU NO X

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

DEU NO JORNAL

PROLATANDO SENTENÇAS COM OS PENTELHOS AO VENTO

A juíza colombiana Vivian Polania foi suspensa por três meses, sem direito à remuneração, por ter aparecido seminua durante uma audiência virtual.

De acordo com a Comissão Judicial Disciplinar do Norte de Santander (CNDJ), Vivian desrespeitou a própria função e as pessoas presentes na audiência.

No vídeo, é possível ver a magistrada deitada, vestindo apenas uma blusa e peças intimas, além de fumar um cigarro, enquanto preside uma sessão sobre um atentado com explosivos em uma brigada do Exército, em Cúcuta, cidade a cerca de 600 quilômetros da capital Bogotá.

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Essa juíza perde longe pros nossos togados do SPTF.

Estes daqui do Brasil são completamente despidos: de caráter, de saber jurídico, de isenção e de vergonha no fucinho.

E quando se despem das capas, aí a merda aparece fedendo e poluindo o país inteiro.

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SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

DEU NO JORNAL

DEU NO JORNAL

NEM PENSAR EM CONDENAÇÃO !!!!!!

A expectativa em Brasília é que o ministro Nunes Marques acolha a representação de Bolsonaro contra Lula e Gleisi Hoffmann, por ataques à sua honra.

Difícil mesmo será o tribunal condenar os acusados.

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É mais fácil um eleitor petista raciocinar, ou um hipopótamos sair voando, do que esse supremo tribunaleco condenar o seu casal de comparsas, a parelha Ladrão e Amante.

O flagrante que fecha esta postagem escancara a realidade de maneira indesmentível.

Ao invés de um cela, uma sala.

Prestem atenção nos fucinhos das figuras.

O sorriso e a cara de felicidade da galêga na foto já diz tudo:

“Nós não vamos te condenar nunca, meu lindinho querido!!!”