DEU NO JORNAL

A PALAVRA DO EDITOR

DEU NO JORNAL

REVELADO O RESPONSÁVEL: A CULPA É DO BOZÓ

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) responsabilizou nesta sexta-feira (18) Jair Bolsonaro e apoiadores “raivosos” do atual presidente para a utilização do jato de um amigo para viagem ao exterior.

Em Lisboa, Lula disse que “um presidente responsável teria oferecido avião da FAB” para ele ir à COP27, no Egito, de forma que não precisasse utilizar a aeronave de um empresário.

O petista afirmou ainda que um “presidente eleito precisa cuidar da segurança” diante de “bolsonaristas raivosos se espalhando mundo afora”.

Lula viajou na última segunda (14) à COP27, em Sharm el-Sheikh, no jato do empresário José Seripieri Filho, conhecido como Júnior, fundador da Qualicorp e dono da QSaúde.

* * *

Aqueles a quem o descondenado chama de “apoiadores raivosos” do presidente Bolsonaro, certamente também estão em rodoviárias, em portos, em estações de trem e em aeroportos.

E, por isso, ele só viaja em jatinhos de empresários corruptos e ex-presidiários, como ele, e não chega num saguão de aeroporto nem com a porra!!!

Se chegar a transpor o portão de  um aeroporto, ele vai ser linchado, pois a violência, a brutalidade e o espancamento são marcas característica de atuação dos conservadores de direita.

É só ver as manifestações que eles fazem!

Cuidado Presidente Bolsonaro: se a mulher do ex-presidiário engravidar, ele vai botar a culpa em Voça Incelença!

Outra frase sintomática do ladrão foi dizer que “bolsonaristas raivosos estão se espalhando mundo afora”.

Ou seja, não é só no Brasil que ele não está mais tendo espaço pra botar o seu cínico fucinho na rua.

De oriente a ocidente, em qualquer país do mundo onde ele aparece, a repulsa é imediata.

Ele só é bem recebido num país chamado PTSE.

E em outro de nome S-PT-F

DEU NO X

DEU NO X

ELE NÃO BOTA A CARA NA RUA NEM LÁ FORA

DEU NO JORNAL

CHORANDO E RINDO

O presidente eleito Lula deu mais uma mostra de que não está nem aí para a responsabilidade fiscal ao afirmar que só seguirá conselhos “se fizerem sentido” para ele.

Apesar dos alertas de vários apoiadores de ocasião, e até aliados próximos mais conscientes, sobre a gravidade dos problemas econômicos oriundos das declarações, o petista segue dando de ombros e ironizando preocupações de grandes economistas.

Apenas esta semana, com os discursos de Lula no Egito para a COP27, a bolsa de valores desabou mais de 3% e o dólar chegou a subir 4,3%.

A pouco mais de um mês da posse, o petista não confirmou nenhum nome da equipe econômica e desdenha das consequências disso.

* * *

Vou repetir o que já foi publicado ontem numa postagem aqui do JBF.

Estou chorando de tristeza pelo que este nosso país vai sofrer com a volta (fraudulenta, não custa nada ressaltar…) do ex-presidiário.

Mas, ao mesmo tempo, estou rindo que só a porra porque quem votou em Lula vai se fuder!

Vai levar no olho furico uma pajaraca da porra.

Sem cuspe e sem vaselina!!!

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CARLITO LIMA - HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA

O PATINHO FEIO

Leninha, adolescente, rosto magro, rosado e sardento. Sorriso constante nos lábios. Olhos oblíquos, castanhos, vivos, não ficavam parados. Olhos de criança trelosa, de menina alegre e feliz. Gostava de jogar ximbra, pião, rouba-bandeira. Corria como ninguém. Era a sapeca do bairro de Fernão Velho. Subia em amendoeiras, jaqueiras, nas goiabeiras da redondeza. Parecia estar sempre correndo. Na lagoa, dentro de um maiô apertado, era a líder das meninas, embora gostasse mesmo era de jogar futebol com os meninos. Dentro d’água, ninguém batia, era a mais veloz. Deixava meninas e meninos para trás com suas braçadas contínuas e rápidas. Todos no bairro gostavam daquela diabinha travessa que vivia para brincar, correr e sorrir.

Certa vez pediu para a mãe ajudar no vestir. Queria ficar bonita, estava ficando uma moça, com seios crescidos. Fora convidada para uma festa muito especial.

Rômulo, um rapaz da vizinhança havia passado no vestibular do Instituto Tecnológico da Aeronáutica em São Paulo, exame difícil. Um sonho de todos os jovens daquela época. A família de Rômulo resolveu dar uma festa de despedida em sua bela casa.

Festa histórica. Compareceram todos os vizinhos, familiares, amigos, comemorando o feito de Rômulo. Tocou a “Jazz-band” do brioso 20º Batalhão de Caçadores. A animação, apesar da despedida, foi o ponto alto. Todos se divertiram, beberam, brincaram, comemoraram até o dia amanhecer.

Leninha com um vestido rodado branco bem cintado, se policiava, freando a vontade de correr, de fazer bagunça naquele casarão. Queria parecer uma moça madura, se continha.

Ela tinha uma paixão infantil-adolescente por Rômulo há muito tempo. Quando estavam na lagoa, corria sempre em sua direção para ser notada. Rômulo nem se dava conta de perceber aquela menina. Às vezes em alguma brincadeira ele, em tom de gozação, chamava-a de menina serelepe. Leninha ficava fula de raiva. Mas a paixão não se pode evitar, coisas do coração.

Em seus devaneios românticos, nos intervalos de suas estripulias, ela sonhava ser uma artista de cinema: Rômulo lhe abraçando dizendo que lhe amava e eram felizes para sempre. Sonhos juvenis.

No dia da festa ela se fez bonita, mas sua estampa de menina magra e desajeitada, não ajudava.

Em certo momento Rômulo chamou Leninha. Ela veio toda frajola. Ele apresentou um menino de 12 ou 13 anos:

– Esse meu primo quer brincar, como você é a serelepe daqui, vá brincar de pega com ele.

Ela não aguentou. Aquilo era uma humilhação. Retrucou na hora.

– Não sou serelepe, nem menina. Já sou uma moça e não vou brincar com esse pivete não.

Rômulo gozou Leninha, chegando à ofensa:

– Você é menina sim. Ainda não tirou o mijo das calçolas. Sua Bostinha!!!

– Leninha ficou uma fera, a raiva subiu para cabeça, gritou:

– Vá para o inferno, Bostinha é sua mãe. Quero que você caia de um avião e morra!!!

Leninha partiu correndo. Com lágrimas contidas chegou em casa. Sua mãe notou que ela voltava cedo, perguntou o que havia acontecido. Ela simplesmente deu boa-noite, foi para seu quarto. Só adormeceu quando o dia clareou. Chorou toda noite ouvindo as músicas da festa, pensando na grossura e na saudade de Rômulo que embarcava naquela manhã para São José dos Campos.

O ano custou a passar. O tempo só é rápido quando existem divertimentos, alegrias e felicidades. Para Rômulo foi difícil. Ano de muito estudo, muita ralação, muita luta. Com notas razoáveis ele passou em primeira época. Retornou a Maceió de férias, no final de dezembro.

Houve festa em sua chegada. Seus pais convidaram os amigos e vizinhos. Muita bebida e comida. Rômulo feliz da vida em estar com sua bela família e ser o alvo da atenção de tantos amigos.

De repente Rômulo notou ao longe uma bela mulher. Estava de costas, o rosto aparecia de lado, seu perfil lhe era familiar. Bela jovem. Chamou sua irmã e perguntou quem era a distinta de vestido branco. Rose deu uma gargalhada perguntando se tinha certeza que não conhecia. Ela dirigiu-se até a jovem misteriosa, cochichou alguma coisa no ouvido e veio conduzindo pelo braço a menina-moça. Quando Rômulo a viu de frente e de perto se encantou. O coração bateu forte como nunca havia batido por ninguém. Rose apresentou sorrindo.

– Quero que conheça minha amiga.

Encantado olhando nos penetrantes e ternos olhos da jovem, ele estendeu a mão, falando com brandura:

– Prazer, Rômulo.

A jovem apertou sua mão gentilmente e respondeu sorrindo:

– Muito prazer, Bostinha!!!!

Só nesse momento Rômulo reconheceu e compreendeu que era Leninha, sua vizinha, a menina sardenta serelepe. O patinho feio havia se transformado em uma linda cisne branca.

Passaram o resto da noite conversando. No final da semana os dois estavam namorando de mãos dadas na praça de Fernão Velho. Era o início da mais bonita paixão naquelas férias de verão, tendo o sol, o céu e a lagoa como testemunha.

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ELES APOIAM O BANDIDO CERTO

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LULA DECLARA GUERRA AO MERCADO

Editorial Gazeta do Povo

Primeiro, Henrique Meirelles desejou aos brasileiros “sorte”. Agora, o presidente eleito Lula pede “paciência”. Foi assim que, na quinta-feira, ele desprezou o efeito que o cheque de centenas de bilhões de reais, sem prazo definido, solicitado na PEC da Transição teria sobre o mercado financeiro. “Temos de fazer um país mais humano. Se não resolvermos a situação social, não vale a pena governar o país. Vai aumentar o dólar, cair a bolsa? Paciência”, disse o petista, acrescentando que “o dólar não aumenta e a bolsa cai por conta das pessoas sérias, mas por conta dos especuladores que vivem especulando todo santo dia”. Na semana anterior, Lula já havia criticado a “sensibilidade” dos investidores.

Lula tem várias dezenas de pessoas na sua equipe de transição, parte razoável delas na área econômica, algumas das quais certamente não acreditam na geração espontânea de dinheiro público que caracteriza boa parte da esquerda. Pois essas pessoas poderiam explicar a Lula certas coisas que ele já deveria ter aprendido nos oito anos em que governou o país – ou que, se chegou a aprender, já esqueceu. Uma delas é que a gastança pretendida pelo petista, em sua ânsia de transformar o teto de gastos em um piso de gastos, tem de ser bancada de alguma forma, e os meios ordinários para isso são o aumento de impostos, o aumento do endividamento ou a emissão de moeda. E nenhuma das três soluções termina bem.

O Estado já tira do brasileiro um terço de tudo o que ele produz; elevar a carga tributária significaria deixar menos dinheiro circulando, prejudicando o crescimento da atividade econômica. Endividar ainda mais o Brasil aumentaria a desconfiança a respeito da capacidade de o país honrar seus compromissos; a tendência seria a necessidade de oferecer juros cada vez maiores para atrair quem esteja disposto a emprestar dinheiro ao Brasil, criando uma bomba-relógio que explodiria com força no médio e longo prazos. E emitir moeda é o jeito mais rápido de criar inflação – algo que o presidente argentino, Alberto Fernández, constatou com surpresa meses atrás – e desvalorizar ainda mais o real diante das demais moedas, inclusive o dólar.

O câmbio descontrolado tira completamente a previsibilidade de que o setor produtivo necessita para se planejar. E um dólar desvalorizado encarece os produtos importados, os insumos usados pelo agronegócio, matérias primas necessárias à indústria, o preço do petróleo – ainda que a cotação internacional se mantenha estável –, os custos do setor de serviços. Tudo isso acaba repassado à população nos preços finais, inclusive de itens essenciais como alimentos. O resultado aparece nos índices de inflação e na perda do poder de compra do brasileiro. Mas, se isso acontecer, Lula já mandou o recado: paciência.

Se Lula não entende o efeito do câmbio, talvez entorpecido pelo mantra “ninguém come dólar”, ele tampouco entende o mercado de capitais e a bolsa de valores. O petista reduz à mera especulação um fenômeno bastante mais complexo pelo qual muitas empresas captam os recursos necessários para seu crescimento, com consequente geração de emprego e renda. Há relação direta entre um mercado de capitais robusto e o desenvolvimento econômico de um país. É de interesse de qualquer nação que suas empresas sejam sólidas, com bom valor de mercado, desde que esse desempenho seja fruto dos processos normais de mercado, e não de artificialismos como as políticas de “campeões nacionais” que o petismo implantou no passado e que terminaram em desastre, seja para as empresas escolhidas, seja para a concorrência, que as políticas governamentais ajudaram a destruir.

Como Lula vem acumulando sandice após sandice nos últimos dias, precisa de bombeiros como o vice eleito Geraldo Alckmin para desdizer o que foi dito e prometer algum senso de responsabilidade com o dinheiro público nos próximos quatro anos. Mas não foi a Alckmin que economistas liberais deram apoio, nem foi em Alckmin (nem em Meirelles, Armínio Fraga, Persio Arida ou André Lara Resende) que muitos brasileiros cientes da necessidade de uma economia arrumada votaram; foi em Lula, e é ele quem manda. E, ao que tudo indica, ele só passará a tratar o dinheiro do contribuinte com racionalidade se for forçado a tal: ou por um Legislativo combativo, capaz de conter a gastança; ou pelas circunstâncias, à medida que suas políticas, uma vez implantadas, levarem à deterioração da economia nacional. Que não cheguemos a esse ponto, pois não há paciência que dê conta da volta da recessão, da inflação e do desemprego que foram a “herança maldita” deixada pelo petismo ao fim de sua primeira passagem pelo Planalto.