DEU NO JORNAL

COMO CHEGAMOS AO PONTO DE TER UM EX-PRESIDIÁRIO NA PRESIDÊNCIA?

Leandro Ruschel

Mesmo que a militância de redação tente dourar a pílula, não é normal que um ex-presdiário, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro no maior escândalo de saque ao país da história seja alçado à presidência da República. O resultado representa a prova definitiva do colapso moral da nação. Mas como chegamos até aqui?

É possível apontar uma série de fatores que contribuíram com o retorno dele à chefia do poder executivo, como a ocorrência da maior crise sanitária do século, que a esquerda colocou no colo do presidente, com a sua ajuda, ninguém pode negar.

Também seria possível apontar as falhas de comunicação do presidente, seja pela falta de tato, seja pela dificuldade em apresentar os impressionantes feitos econômicos do seu governo. Últimos desdobramentos negativos influenciaram, como o episódio do Roberto Jefferson… Mas o principal motivo desse desfecho é outro.

Desde o regime militar, a esquerda vem ocupando espaços e aparelhando instituições. Quando o regime caiu, a hegemonia esquerdista era evidente, especialmente na Cultura, no meio acadêmico, na imprensa e na própria política. Se não fosse assim, não seria possível explicar o forte viés socialista da Constituição de 88.

A partir de então, observamos um forte domínio da esquerda da cena política, especialmente após o curto governo Collor. PSDB e PT se alternaram no poder, promovendo o Teatro das Tesouras, com o PSDB usurpando o espaço que seria da direita na oposição à esquerda petista mais radical.

O desastre petista, representado em primeiro lugar pela brutal crise econômica que afligiu o país a partir de 2013, com o esgotamento da sua política de expansão ilimitada dos benefícios sociais, e posteriormente com a exposição dos esquemas de corrupção, que tinham como objetivo alimentar seu projeto totalitário de poder continental, levaram ao fim do Teatro, abrindo espaço para a direita retomar espaço na cena política nacional.

A eleição de Bolsonaro foi uma bomba nuclear sobre o establishment socialista, que reagiu em bloco, utilizando os seus aparelhos para tal. A imprensa operou como linha de frente do establishment, mandando às favas qualquer ética jornalística, passando a operar com o único objetivo de impedir o governo de operar, com propaganda negativa 24hs por dia.

Da Academia, vieram os “estudos” que tratavam o movimento conservador como um projeto de poder “fascista” ameaçando o país, prontamente reverberados pela militância de redação. Também surgiram os laboratórios de internet nas universidades, criando um vasto ecossistema de monitoramento das redes, que serviram para mapear os principais influenciadores conservadores no país, uma verdadeira Stasi.

Logo, as listas negras passaram ser publicadas nos jornais, e foram prontamente utilizadas para alimentar CPIs, e posteriormente, inquéritos ilegais, cujo único objetivo é criminalizar a direita, sob o subterfúgio de combater “fake news”, “discurso de ódio” e “ataques às instituições”.

Nesse clima de “ameaça” representada por Bolsonaro, as garantias fundamentais constitucionais foram abolidas, entre elas a liberdade de expressão, a liberdade de associação e o devido processo legal. Muita gente teve busca e apreensão da PF na sua casa por conta de críticas a autoridades feitas no Twitter. Passamos a viver sob o espectro da censura e da perseguição. Advogados das vítimas tentam em vão acessar os autos integrais desses processos há mais de dois anos, sem sucesso, em claro desrespeito ao amplo direito de defesa previsto na Constituição.

O governo passou a ser alvo de boicote sistemático. Num primeiro momento, pelo próprio Congresso, pelas mãos do Rodrigo Maia, o que foi mitigado apenas quando o velho jogo de liberação de emendas foi retomado. Em paralelo, pelo próprio Supremo, que assumiu abertamente o papel de oposição, sob a máscara de “defesa da democracia”.

Foi nesse ambiente que surgiu a operação de resgate de Lula, que passou pela ação midiática da “Vaza Jato”. Conversas hackeadas de autoridades foram divulgadas com ares de escândalo, sugerindo algum conluiou entre procuradores e o juiz Sérgio Moro para condenar, indevidamente, o ex-presidente Lula e seus comparsas, mesmo que nelas não houvesse nada demais.

Tudo isso ocorreu quando a Lava Jato começava a chegar em figuras da cúpula do Judiciário, como por exemplo na delação de Marcelo Odebrecht sobre “o amigo do amigo do meu pai”, numa reportagem da revista Crusoé que foi censurada no âmbito dos inquéritos abertos de ofício pelo próprio Supremo.

A Vaza Jato foi a desculpa para o Supremo “ressuscitar Lula politicamente”, nas palavras do ex-ministro Marco Aurélio Mello, um dos poucos que votou contra a anulação das suas penas, sob o estapafúrdio argumento da Vara de Curitiba não ser incompetente para julgar Lula, mesmo depois desse argumento ter sido refutado diversas vezes, no curso do processo, pelo próprio Supremo.

A partir do momento dessa decisão, o destino do país estava traçado. O Supremo, que passou a operar de forma política, e que se deu superpoderes através de inquéritos e outras decisões interventoras no Executivo e Legislativo, havia decidido quem seria o próximo presidente.

O que se viu a partir disso foi a maior campanha de assassinato de reputação, talvez em escala global: Bolsonaro não era apenas um mau presidente. Foi tratado como “genocida”, algo patentemente falso. Em diversas oportunidades, jornalistas chegaram ao ponto de defender a morte do presidente.

A alternativa para fugir de uma imprensa que virou aparelho de propaganda da esquerda seria buscar informações nas redes sociais, ou na mídia alternativa. Aí entrou em jogo a própria censura da justiça eleitoral, provocada por um exército de advogados do PT.

A justiça eleitoral decidiu que Lula poderia chamar Bolsonaro de “genocida”, em nome da liberdade de expressão. Já Bolsonaro não poderia chamar Lula de “ladrão”, pois isso seria “fake news”. Centenas de pessoas foram censuradas por postar verdades que poderiam prejudicar a campanha petista.

Um vídeo da Brasil Paralelo que abordava escândalos de corrupção nos governos petistas foi censurado por “apresentar premissas verdadeiras, mas chegar a conclusões falsas”, no que um ministro chamou de “desordem informacional”. Documentário da empresa, sobre o atentado contra o presidente de 2018, foi censurado previamente, proibido de ser exibido até o final das eleições, sem que os censores sequer tenham acessado o seu conteúdo.

No mesmo processo, apresentado pelo PT, foi pedida o bloqueio de mais de 100 perfis nas redes sociais, representando os maiores influenciadores de direita no país. O crime seria o de “desinformar”, de “forma coordenada”. As provas disso? Eles tratariam dos mesmos temas, e se seguem entre si… A Justiça não acatou o pedido de bloqueio dos perfis, mas abriu investigação formal sobre essa suposta “rede de desinformação”, além de ter desmonetizado canais.

Uma das rádios mais ouvidas do Brasil, A Jovem Pan, sofreu censura por suposto “tratamento não isonômico” às candidaturas. A emissora sempre mantinha em todos os programas comentaristas de esquerda e direita, diferentemente de canais como a Globo, cujos apresentadores são todos esquerdistas. Ou seja, um dos poucos canais não alinhados à esquerda foi perseguido, enquanto todos os esquerdistas ficaram livres para fazer campanha a Lula.

Tudo isso faz lembrar o que José Dirceu falou ainda em 2018: “É uma questão de tempo pra gente tomar o poder. Aí nós vamos tomar o poder, que é diferente de ganhar uma eleição.”

Resumindo, quando você tem as instituições aparelhadas, você elege quem quiser, até mesmo um ex-presidiário. Seria esse o “Estado Democrático de Direito” da cartinha da USP?

DEU NO X

DEU NO JORNAL

A VOLTA DO LIXO

As primeiras listas de ministeriáveis do futuro governo mostram que o PT tem dificuldade de renovar suas lideranças.

O partido envelheceu com Lula, que já nas celebrações da vitória, domingo (30), apareceu na companhia inquietante de velhos conhecidos da crônica policial, como José Guimarães (CE), o irmão do ex-deputado José Genoino cujo assessor foi preso pela Polícia Federal com dólares na cueca.

Se forem confirmados, há uma grande chance de vermos mais do mesmo.

* * *

A última frase desta nota aí de cima resumiu tudo: vamos ver mais do mesmo.

E bem mais desta vez!

Mais ladroagem, mais corrupção, mais trambicagem, mais putaria, mais dilapidação do suado dinheiro do contribuinte.

Isso sem contar a revoada de urubus tucanos que já estão trocando tapas em busca de cargos.

Aliás, nem precisam brigar: o ladrão recém eleito (em urnas fraudadas….) vai aumentar o número de ministérios e cargos no serviço público.

Todos terão sua boquinha pra se locupletar.

Felicidade plena: o ladrão do dinheiro no bolso à frente, tendo atrás dele o ladrão do dinheiro na cueca

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

COMENTÁRIO DO LEITOR

QUEM SOBREVIVER, VERÁ!

Comentário sobre a postagem VERGONHA: NORDESTE LASCOU O BRASIL

Hélio Fontes:

Sou nordestino e vim fazer a vida no Sul. Aqui casei tive uma filha e consegui um patrimônio razoável com a colaboração da minha esposa, a quem devo muito.

Não voltei para o Nordeste, que eu amo, por causa da mentalidade dos meus conterrâneos (pelo menos de alguns deles).

Sempre me revoltei com a mania dos órgãos públicos da minha Alagoas querida, dar preferência ao atendimento de algum amigo, prioritariamente a qualquer outro cidadão pagador de impostos. Sou avesso a privilégios.

Acho que todos devem ser tratados com igualdade, respeito e dignidade, independentemente de parentesco ou compadrio. Isso me afastou do Nordeste. Só volto para rever parentes, amigos e usufruir das maravilhosas praias que só lá eu encontro.

Não concordo com quem diz que o Nordeste lascou o Brasil. Quem vem lascando o País são os bandidos togados acastelados no complexo STF/TSE.

Embora não tenha provas em minhas mãos, está na cara que essas eleições foram, como outras, fraudadas e usaram o Nordeste como desculpa.

Não acredito na ingratidão de quem recebeu tantas benesses do atual Presidente e preferiu votar no outro em troca de uns caraminguás e a promessa de picanha e cerveja. Esse mesmo pilantra já havia prometido água.

Entregou água ao povo sofrido do Nordeste? NÃO.

Do mesmo jeito que não vai levar picanha nem cerveja.

Quem sobreviver, verá.

CÍCERO TAVARES - CRÔNICA E COMENTÁRIOS

MARIA BAGO MOLE ROMPE O CABAÇO NA VÉSPERA DE SÃO JOÃO

Em uma noite festiva como nunca se via naqueles tempos no Nordeste, início do Século XX, a cafetina mais famosa e charmosa daquela região, que fundou O Cabaré de Maria Bago Mole, referência regional, escolheu perder o cabaço para o coronel Bitônio Coelho, o fazendeiro mais respeitado da Zona da Mata Sul de Carpina (PE), num dia de sábado, lua cheia, sem nuvens, sem chuvas, e o povo comemorando os festejos juninos à beira das fogueiras, soltando traques, busca-pés, peidos de veia, bombas caseiras e muita comida feita a base de milho, à mesa.

Era mês de São João, tempo em que tudo respirava festa, rela bucho iluminado por candeeiro e lamparina, alegria no vilarejo, com muita fartura de pamonha, canjica, milho assado na cozinha da mesa do povo da Vila dos Vinténs. Nesse dia o cabaré estava em festa, com tudo sobre o controle da cafetina que não deixava nada dar errado. As meninas enfeitadas sem excesso de maquiagem, sem a aparência das garotas do Natanael, do cabaré do filme Django.

À noitinha chega ao cabaré o coronel Bitônio Coelho, montado em seu cavalo alazão branco todo serelepe, os pelos brilhando no reflexo das lamparinas instaladas por Maria Bago Mole nas janelas no térreo do cabaré. Como sempre costumava fazer, para não ter aborrecimentos depois, a cafetina reuniu as dezoito meninas no quarto do aposento dela, e as alertou, depois de consultar-lhes, uma a uma, a maquiagem.

– Trate bem dos seus homens. Não os deixem faltar nada. Deixe-os usufruir de todos os prazeres da carne e da bebida. Ofereçam muita comida e bebida. Não se esqueçam que quando chegam aqui os homens estão atrás de diversão e prazeres e procuram encontrar em vocês. Não se neguem a dar. Não se esqueçam que o sucesso “da casa” depende de vocês que são o produto almejado por eles. Vigiem tudo. Qualquer malquerença que houver revolva na conversa, no diálogo e, se mesmo assim, houver excesso no parceiro, leve-o para o quarto, tranque a porta, tire a roupa pela metade, mostre seus atributos sensuais e, depois, seja lá o que deus quiser, porque homens gostam de atenção. Eu vou estar ocupada com o meu amor nos nossos aposentos. Hoje eu vou dar o que nunca dei a ele, com as duas janelas abertas e a lua iluminando nossos desejos.

Depois desse bate papo com as meninas, Maria Bago Mole ainda sondou todo o cabaré, checou detalhes por detalhes das comidas e bebidas da despensa, verificou se estava faltando alguma coisa, desejou sucesso e diversão a todos os presentes e se mandou para os aposentos, onde já esperava por ela, todo tímido e desajeitado, o homem mais cobiçado e respeitado da Zona da Mata Sul da Região de Carpina (PE).

Apaixonadíssimo pela cafetina e sem poder esconder o nervosismo, Seu Bitônio Coelho deixou escapar alguns segredos de alcovas. Como se comportar sem roupa, nu, ante a mulher amada? Se beijasse a cafetina, e por onde começar as preliminares? Tantas eram as dúvidas e o nervosismo que o coronel a pediu para apagar a lamparina para mergulhar por baixo do lençol e a cafetina não o olhasse nu.

Nesse momento, com toda sua experiência lidando com homens no cabaré sem se envolver com nenhum dele, Maria Bago Mole, chamou o feito à ordem, pegou nas mãos do coronel, arrancou-lhe o pijama e começou a lhe fazer as preliminares para intumescer os desejos.

Com menos de meia hora de excitação, Seu Bitônio Coelho, já estava relaxado e pronto para viver com a cafetina os desejos de um homem. Antes de ele a possuir, ela o beijou por todas as partes, fez barba, cabelo e bigode. Feito isso, perguntou-lhe o que estava sentindo.

Ao que ele respondeu:

– Nada do que eu pensava do sexo, – e beijou sua amada na boca com um beijo tão ardente que ela sentiu sufocada, mas nada disse. Foi assim até amanhecer o dia com o sol avisando que as estrelas já tinham se ido.

PENINHA - DICA MUSICAL